Fábio Mendes
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“Onde está o seu tesouro, aí estará o seu coração”
Todos nos procuramos acumular tesouros ao longo da vida, o que também poderemos chamar de referenciais de significação, uma lista que enumera nossos valores que dão a tônica nas nossas motivações, e também sentido a nossa curta existência nos termos terrenos, existem os mais variados tipos de pessoas e com eles também os mais variados tipos de valores, os mais materialistas possuem seus carros, suas contas bancárias, suas propriedades, cultuam sua prosperidade, e dão prioridade a situação terrena de seu conforto acima de tudo, esses são tesouros que, sem muito esforço, podemos enumerar, então, quando o Senhor Jesus trata a respeito de tesouro podemos concluir que é tudo aquilo que as pessoas mais valorizam, digo, todos nos precisamos de referenciais de valores existenciais os quais iram conduzir e nos direcionar, e identificar tais “valores” poderá nos fazer ir ao encontro do Senhor, isto é, se os pautarmos conforme a vontade d’Ele.
A decadência dos valores humanos no tocante as coisas espirituais está em franca expansão, até mesmo dentro daquilo que podemos considerar como “religioso”, dentro das molduras religiosas estão se formando engrenagens enferrujadas, que fatalmente, se não houver uma mudança neste quadro, vão se emperrar. Se formos analisar o contexto espiritual de nossos dias vamos poder perceber que existem pouquíssimas pessoas dispostas a abrir mão da sua comodidade por algo mais valioso, a principio poucas pessoas doam do seu tempo para que possam adquirir algum conhecimento (de fato temos que saber que o conhecimento, a oração e o louvor são armas, poderosíssimas na batalha espiritual) na verdade, a essa é a ênfase do nosso eventual comprometimento, digo, o que falta nele é o que está centrado neste mesmo termo, isto é o “compromisso”, nossos valores espirituais só conseguem tanger os recônditos de uma realidade tão medíocre quanto a dos materialistas ou daqueles que não conhecem ao Senhor, caberia perguntar: Quais são os nossos valores? Onde está o nosso tesouro? É fácil identificar que quando planejamos algo, somos os mesmos egoístas de sempre e sempre estamos centralizando o alvo de nossas preocupações em nós mesmos, emprego, na faculdade, nos planos de prosperidade, ansiosos por coisas materiais, a almejada casa própria, o carro do ano, sufocados pelas crises existenciais do “Ter” e tudo isso por tão ínfima ser nossa visão espiritual, até mesmo alguns que se habilitam a sonhar e planejar algo para o Senhor o faz com a mesma superficialidade dos cépticos, digo, sem a conhecer a dimensão do que eqüivale as realidades de quem se deseja a se opor ao reino das trevas.
Quando um soldado é convocado a ir à batalha em defesa da sua pátria ele sabe que está entrando num terreno no qual não lhe é proporcionado nenhuma segurança no que diz respeito a sua vida, digo, ninguém lhe dá garantias de vida, ele sabe que do momento que, voluntariamente ou não, ele adentrou aos umbrais da batalha, sua vida está posta em risco, tanto ele poderá voltar para casa trazendo consigo os méritos da vitória, como ele poderá estar como os que declinaram no campo de batalha. Espiritualmente falando as coisas não funcionam diferente, a única diferença é que Deus chama somente os voluntários, aqueles que se dispõe por amor de Cristo, pois do mesmo modo que um soldado abandona a sua família, casa, e bens, para colocar sua vida em risco pela sua pátria, deste mesmo modo, quem quiser batalhar espiritualmente terá que estar disposto a abrir mão de muitos dos seus confortos terrenos, ou da maioria deles. Temos que admitir, mas, poucos são os que se dispõe a batalhar, muitos de nós sequer conseguem perceber que ha uma batalha, a superficialidade de nosso compromisso nos cega de forma que, se não fosse o amor do Pai estaríamos totalmente a mercê de satanás.
(MT 6:19-21) "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam. Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração."
Ha um tesouro a ser cultivado nos nossos corações, temos que chegar a conclusão de que tudo o que construirmos, materialmente falando, na terra a traça e a ferrugem vão corroer, ha uma conotação com a maldição imposta pelo pecado humano, pois, é imprescindível que por mais que cuidemos do nosso corpo isso não impedirá que o tempo o deteriore, como está escrito: (GN 3:19) "No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás.", e nada do que façamos mudará essa escrita diabólica. O príncipe deste mundo cegou o entendimento desta geração como a geração do apóstolo Paulo, para que as pessoas não tenham entendimento e assim um encontro com esta verdade, temos gastado tempo e energia com coisas sem valor nenhum para Deus, e como isso o desagradando. Quando chegamos a conclusão de que a realidade do propósito de Deus nos incita a batalharmos espiritualmente, estaremos, transpondo a barreira de mornidão espiritual, estaremos saindo de uma posição de efeito nenhum, de ociosidade, de encosto e falatório vão, para a posição de quem quer agradar ao Criador do universo, da avidez pelo pecado à estar obcecado pelo Reino de Deus. Quando você cultiva tesouros no Reino dos Céus você estará prontamente se opondo ao reino de satanás, e se sujeitando às retaliações do inimigo, esse é o campo de batalha. Para isso que fomos chamados para agradar um Senhor e não obstante assim desagradar a outro. Quem não despreza a própria vida não está preparado para um embate dessa natureza, essa é uma decisão com a qual devemos lidar, o mundo jaz no maligno.
O Tesouro: Conhecer o Senhor
Humanamente falando a alma do homem se opõe ao conhecimento de Deus (RM 7:15) "Porque o que faço não o aprovo; pois o que quero isso não faço, mas o que aborreço isso faço.", se opõe a qualquer abstinência, com certeza nos inclinamos mais às indulgencias, é fácil perceber isso, é só olhar a nossa volta, os homens tendem a caminhar numa distancia segura do conhecimento de Deus, poucos desejam abandonar sua própria vontade para fazer a do Senhor. Nós nos envolvemos com nossos desejos egoístas que facilmente nos enquadramos em um dos contextos da parábola do semeador:
(MT 13:22) "E o que foi semeado entre espinhos é o que ouve a palavra, mas os cuidados deste mundo, e a sedução das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera;"
Quantas vidas sem fruto, vidas que estão vazias, e tudo motivado pela falta de conhecimento de Deus, não se gasta tempo buscando ao Senhor, não se gasta tempo lendo e meditando na palavra de Deus, damos ênfase a tantas outras coisas que não agradam ao Senhor, e o que resulta disso são vidas que vivem distantes, vivem em caminhos errantes e inoperantes e enfim vazios. Nosso coração é um terreno que precisa ser adubado regado que precisa aceitar o tratamento do Senhor, nossa vida tem que florescer e frutificar.
A oposição ao Reino das trevas
Àqueles que estão em campo de batalha a fim de ajuntar tesouros nos céus devem estar cientes de que sofrerão oposição:
(2TM 3:12) "E também todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições."
O que me assusta é o quanto este versículo e seu contexto difere do que se é pregado por aí, aliás confronta totalmente as mensagens convencionais destes últimos dias, a Bíblia fala que os homens procurarão ouvir palavras agradáveis aos ouvidos, esta é uma triste realidade: poucos estão dispostos a pregar contra o pecado, a pregar a mentira e contra as mazelas do mundo; Está se formando um cenário onde o abstrato tem perdido valor mediante aos relacionamentos humanos, muitos hesitam em pregar a verdade temendo criar eventuais confusões com determinados segmentos da sociedade e pessoas, criam-se alianças de instituições e instituições com pareceres que outrora eram totalmente divergentes e isto em função de uma unidade hipócrita, muitos tem permitido infiltrar nas igrejas donativos de homens sem nenhum compromisso com a verdade, detratores da lei do Senhor, e nem sequer questionam a procedência desses donativos. Como se opor ao reino de Satanás? E só fazendo esta descoberta:
A Descoberta
Ha algo apaixonante a ser descoberto pelos homens que se voltam na direção dos tesouros nos céus é que o Reino de Deus é totalmente diferente do reino infernal, como, costuma-se a expressar: em gênero, numero e grau.
Nascemos e vivemos numa sociedade onde estão sendo impregnados os traços do tipo de governo que o Diabo quer implantar, quando digo isso, falo do regime da maldade, onde reina a opressão, onde os homens são submetidos a todo tipo de jugo, desde a depressão e os todos os tipos de doenças e vícios, prostituição e tantos outros fardos do pecado. Ao longo dos milênios tem sido feito todo esforço para que os planos do diabo se concretizem e um dos alvos são as crianças que logo são fascinadas pela idéia do poder a qualquer custo ou a custo nenhum, não é difícil de identificar que boa parte da literatura do mundo destinada a elas, evoca tais “poderes”, bem como os desenhos animados, revistas em quadrinhos, filmes, games, musica, tudo de uma certa forma incita o homem sobrepujar os seus semelhantes dando-lhes uma idéia de poder, poder para dominar, poder para colocar os semelhantes sob seu jugo, é fácil identificar que os valores e o caráter do diabo tem sido subtilmente difundido e apregoado neste últimos tempos a bíblia se refere a isso claramente quando diz que “o mundo jaz no maligno”, os governos, a corrupção e mentira e desonestidade, tudo isso são portas pelas quais os homens dão o direito legal com o qual o diabo tem tido livre acesso e domínio aos reinos desse mundo.
Em contrapartida pude perceber o quanto o Reino de Deus é maravilhoso em graça e amor, Deus pede apenas que o homem se submeta ao seu governo, onde, diferente do reino infernal, reina graça e perdão, Deus é um Pai misericordioso que se compadece dos seus filhos, lembra do filho pródigo, o caráter de Deus está voltado para misericórdia, diferente, às vezes de muito do que tem sido pregado também, às vezes colocamos Deus em molduras religiosas, que o demarcam dentro dos limites humanos da compreensão, umas das melhores experiências que conheci a respeito de Deus é que Ele não desiste amar, a partir disso podemos nos lembrar do Apóstolo Pedro, que ao se deparar com o Mestre, detinha um coração arrependido e necessitado de perdão, qualquer um de nós que fossemos traídos e abandonados, talvez não tivéssemos a atitude que Jesus teve, porém Ele, o mestre Jesus, revela seu maravilhoso caráter perdoador, àquele menino inconstante que era Pedro, e lhe imputa um tarefa digna de uma pessoa que detivesse a maior confiança do Pai, esse é a tônica do caráter do Pai, Ele está disposto a te perdoar, Ele jamais desiste de te amar, estejamos nós como esteve Pedro: arrependido; Acredito que esse seja o primeiro passo que devemos dar ao adentramos ao Caminho, que o primeiro tesouro à vista do Pai seja o nosso coração contrito, carecido de perdão.
Peregrinos em Busca de um Reino – Jesus o Pão da vida
A verdade é que somos peregrinos num mundo dominado pelas trevas, é triste ter desapontar aqueles que querem edificar e fixar seus reinos aqui na terra, pois, o fruto do seu trabalho será inútil se não tiver um caráter estritamente direcionado às revelações do Pai dadas por Jesus, enquanto os homens se desgastam construindo seus “templos” de pedra e tijolos, fundamentando suas instituições que cada vez mais se parecem mais com um instrumento agregador de políticos e convencionados, as vidas perecem sem conhecimento de Deus, e a mercê de satanás. Temos que atentar para que façamos integralmente a vontade de Deus Pai de Jesus Cristo, ainda que seja este um alvo difícil.
Vejamos, segundo a mensagem do mestre Jesus, não haveria como evitar que o seu destino fosse a cruz, pois Ele, o filho de Deus, militava por edificar um Reino perfeito, não aqui neste mundo, mas celestial, um Reino de amor livre das concepções e vontade e vaidades humanas, pois ele mesmo disse: “sedes perfeitos como perfeito é vosso Pai que está no Céu”. O antigo testamento, quando visto num contexto geral dá-nos a entender que houve uma proposta de um reino, que posteriormente faliu, inúmeras vezes nos damos conta que os projetos de Jeová nunca redundaram em êxito, mesmo diante de tamanha demonstração da onipotência e força diante dos egípcios, Jeová foi sempre incompreendido pelos seus pupilos, e suas demonstrações de poder não foram o bastante para manter um povo debaixo do seu governo, pois, ele mesmo os considerou rebeldes e de dura cerviz. Se formos olhar de um outro angulo a força do deus não conquistou o amor daquele povo. Será que há uma resposta para essa “frustração divina ”?
"Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes."
Na ocasião de Jesus Ter dito isso, Ele acabara de alimentar um multidão com apenas poucos pães e poucos peixes, mas, Ele esclarece que os que o procuram, o procuravam não pelo pão que perece e que tem a função de alimentar a carne, mas por que as palavra que ele falava entravam no coração daquelas pessoas, e eles estavam ávidos por conhecer o Pai, e Jesus tinha as respostas para as suas indagações:
"Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou."
Interessante como ainda hoje andam, os cristãos cépticos, ansiosos pelas mesmas coisas que os judeus religiosos do tempo de Jesus andavam, quantos de nós vivemos em busca dos sinais, principalmente daqueles com o tipo de efeitos especiais Spilberguianos, cheios de luzes e com cara de “poder” que afinal de contas ninguém sabe o propósito, os homens procuram por curas que libertem o corpo e não a alma, será que o Reino que andamos pregando não guarda as sua semelhanças com o de Jeová? enfim, a verdade é que fundamentamos explicitamente nos sinais miraculosos a nossa fé, como faziam os judeus, que se lembravam das fábulas da sua Torá e as liam nas suas sinagogas, os sugestivos cristãos modernos, insurgem no mesmo erro dos antepassados que andam ávidos por sinais e revelações, e consideram isso como um atestado de Deus para sua fé e doutrina. Porem, o erro neste caso se dá em torno de uma questão de prioridade, pois, no ministério de Jesus os sinais não precediam a palavra e a revelação do caráter do Pai, como Jesus mesmo diz:
"Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?"
"Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou."
"Disseram-lhe, pois: Que sinal, pois, fazes tu, para que o vejamos, e creiamos em ti? Que operas tu?
"Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: Deu-lhes a comer o pão do céu." (JO 6:31)
Podemos ver que realmente o tema deste debate traça um paralelo com o que queremos expor, Jeová queria implantar um reino se fazendo conhecer pela força dos seus sinais, e o naná que fora dado no deserto era um dos mais evidentes sinais, como também podemos citar inúmeros outros sem qualquer dificuldade, as pragas no Egito, a morte dos primogênitos egípcios e etc, porem, o que diz Jesus:
Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes." (JO 6:26)
Será que, quem sabe, um dia pensado lá com os seus botões, o deus se deu conta de que seus planos foram um tanto quanto “falidos” e ineficazes em convencer um povo, e resolveu mudar de estratégia e métodos para arrebanhar alguns outros adeptos, ou havia um terrível engano naquilo que eles, os judeus, julgavam como sendo a expressão do reino de deus, que estava recheado por sinais miraculosos da imposição de um deus que se julgava todo poderoso. Certo é que a mortandade acompanhava o atos daquele deus, não só os pobres dos egípcios, mas, também os seus defendidos e injustiçados, com quem ele vivia fazendo alianças, os quais tinham, também, a incumbência de representá-lo, num reino angariado às custas das mortes não só de gentios culpados e gentios inocentes, mas, também judeus culpados e judeus inocentes. Mas, voltemos para o caráter do Reino de Jesus Cristo. Ele diz: “não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes.". Ora, o ministério de Jesus era visivelmente atestado por sinais, curas, libertações, coxos andavam, cegos enxergavam, mortos eram ressuscitados, mas, Jesus disse que eles não haviam sido atraídos pelos sinais, mas por que comeram pão e se saciaram, mas, o que é o pão do qual Jesus fala?
"Disse-lhes, pois, Jesus: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu."
"Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo."
"Disseram-lhe, pois: SENHOR, dá-nos sempre desse pão."
"E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede." (JO 6:32-35)
O pão do céu que fora dado por Moisés que, definitivamente, a julgar pela atitude do povo, pelos sucessivos atos de rebeldia e “malcriação”, não havia saciado a fome do povo de Israel, mas por que? Como Jesus disse o Pão de Deus tinha o propósito de dar vida ao homem, não obstante o pão (a palavra, revelação) do deserto encerrou tudo debaixo do pecado e não aperfeiçoou em nada coisa alguma, "(Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou) e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus." (HB 7:19), Paulo diz que o ministério da lei operava morte o que era em absoluto adverso ao Pão que Jesus estava dando, o qual tinha por propósito dar vida ao homem de expressar a bondade e o amor de Deus.
Então, na verdade, Moisés havia dado um Lei que não revelava a personalidade do Pai, pois:
Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu, quero ressaltar de uma forma mais enfática que Jesus quando tratava de pão neste contexto, Ele falava de revelação do Pai, da palavra falada por Ele mesmo, o pão é Jesus, contudo, Ele afirma que há um engano, que o que foi dado no deserto não foi pão do céu, mas o que foi dado então? Será que há algum engano com o que foi escrito?
Na verdade Deus, o Pai, havia dado Jesus, seu filho, para que fossem compras todas as almas que cressem as quais seriam aperfeiçoadas por seu sacrifício na cruz, porém, no deserto não foi dado nada além de morte.
O reino de Jeová era humano, palpável, feito por grandes expressões de força e derramamento de sangue, com seus Josués, Sansões e Davis, um reino no qual fora instituídos as penas de morte aos idólatras, adúlteros, feiticeiros, e rebeldes no qual haviam garantias de benção para aqueles que guardassem os seus mandamentos, e garantias de maldições para os detratores da lei, subentende-se que era um reino de dimensões monárquicas, humanas e naturais. "Porque não chegastes ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade," (HB 12:18). Era conquistado por meio da força e da opressão e do expansionismo, como assim o é até os dias de hoje. Jesus disse que pela árvore se conhece os frutos, e julgando que Deus, o Pai de Jesus, tenha a imutabilidade por atributo, não ha como crer que aquele que criava o mal ("Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas. IS 45:7) e habitava entre as trevas (HB 12:18) fosse o verdadeiro Deus, assim o reino que seria implantado por ele não consistia em verdade, de outra forma não haveria sido declarado por João: "Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo." (JO 1:17).
O ministério de Jesus Cristo da ênfase ao serviço e ao amor ao próximo, em detrimento aos padrões ensinados e cultuados pelos homens que apreciam a glória de serem servidos por outros, que ensinam toda busca, serviço e promoção do ego, Jesus desconvencia o que havia sido dito na Lei de Moisés e põe um fim nos planos de reconstrução de um reino terrestre quando diz: “vós sois deste mundo”, Ele está tão somente dizendo que os religiosos agiam conforme haviam sido ensinados pelo seu pai (Jo 8,44), esperavam eles alguém que fizesse um concerto com a nação de Israel e estabelecesse definitivamente seu reino aqui na terra, eles esperavam um libertador como Sansão ou como Davi, ou como Josué, como havia sido predito por Jeová (leia-se Is 60).
"Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna." (JO 6:47)
"Eu sou o pão da vida." (JO 6:48)
"Vossos pais comeram o maná no deserto, e morreram." (JO 6:49)
Esta afirmação de Jesus explica o por que de o Apóstolo Paulo dizer:
"E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória," (2CO 3:7) e mais...
"Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça." (2CO 3:9)
Em contrapartida...
"Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra." (JO 6:50)
"Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém comer deste pão, viverá para sempre; e o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo." (JO 6:51)
"Disputavam, pois, os judeus entre si, dizendo: Como nos pode dar este a sua carne a comer?" (JO 6:52)
"Jesus, pois, lhes disse: Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos." (JO 6:53)
"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia." (JO 6:54)
"Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida." (JO 6:55)
"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele." (JO 6:56)
"Assim como o Pai, que vive, me enviou, e eu vivo pelo Pai, assim, quem de mim se alimenta, também viverá por mim." (JO 6:57)
"Este é o pão que desceu do céu; não é o caso de vossos pais, que comeram o maná e morreram; quem comer este pão viverá para sempre." (JO 6:58)
"O espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida." (JO 6:63)
"E dizia: Por isso eu vos disse que ninguém pode vir a mim, se por meu Pai não lhe for concedido." (JO 6:65)
"Desde então muitos dos seus discípulos tornaram para trás, e já não andavam com ele." (JO 6:66)
"Então disse Jesus aos doze: Quereis vós também retirar-vos?" (JO 6:67)
"Respondeu-lhe, pois, Simão Pedro: Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna." (JO 6:68)
"E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente." (JO 6:69)
Conclui-se que o ministério da morte tinha por objetivo matar com justiça, e o ministério de Jesus tinha por objetivo dar vida com justiça, justiça esta feita através de sua morte injusta na cruz. Este é um assunto pouco comentado nos dias de hoje, não há como conhecer a verdade sem conhecer os fundamentos da verdade, e mediante isso respaldarmos nossa fé, se fomos justificados, é preciso saber o “por quê?” e “de onde vem?”, do contrario, vivemos acumulando chavões pragmáticos, devemos, não tão somente dizer “estamos salvos” ou “conhecemos a Deus”, mas, qual saber a convenção legal que faz com que auto proclamemos salvos, ou se conhecemos a Deus, como explicar as suas atitudes, ou se são atitudes do Pai de Jesus mesmo?
Novamente lembramos de que Jesus disse de que não é possível que de uma fonte saia dois tipos de água uma doce e uma amargosa ou nasça dois tipos diferente de frutos de uma mesmo árvore, e se o desejo do Pai é nos dar vida, então, esse sempre foi o desejo do Pai. Se o desejo e a tarefa de Jesus foi fazer uma obra que tivesse por objetivo nos repatriar num novo reino constituído por Ele mesmo, num local onde nós teríamos vida eterna, então o desejo de Jesus desde o princípio foi que nós não morrêssemos. É maravilhoso saber que se intitula o Pão da Vida, e muito bom saber que o caráter e intenção do Pai estavam encarnados em Jesus. A verdade seja sempre dita: “Deus, Pai de Jesus Cristo é amor”, amou de tal maneira. Amou muito, nos ama muito. Enviou seu filho para que alcancemos a promessa da ressurreição e a imortalidade. Ainda que morramos aqui viveremos eternamente com Jesus Cristo.
O apóstolo dos gentios disse que Josué não os havia dado descanso/repouso aos da casa de Israel (Hb 4-8) de maneira que, a posteridade de Jacó não alcançou as promessas, isto é, a não ser nossa pela fé (Hb 11-40). Nós, porém, alcançamos, pois bem conhecemos aquele que tem o poder de nos vivificar ainda que estejamos mortos, encerrados debaixo de lei da morte.
O príncipe deste mundo
"Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;" (JO 14:30)
"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;" (HB 2:14)
Baseado neste verso, sabemos que o príncipe deste mundo é o diabo, tanto que Jesus, não o replica quanto a isso na ocasião de quando Ele foi conduzido para ser tentado no deserto, quando ele, o diabo, diz que a ele foi entregue os reinos deste mundo, mas qual, de que forma, como seria a abrangência desta autoridade? Até que ponto estariam sendo influenciados aqueles que precederam a Jesus com a suas convicções, dogmas, doutrinas, usos, costumes e rituais por esse pretenso príncipe? Como poderemos dirimir nossas dúvidas e expor de fato com a máxima clareza e objetividade, se atitudes de Deus, Pai de Jesus, levaria em conta a rebeldia do povo e por tantas e tantas vezes iria dizimá-los, permitir que sobreviesse os jugos de outras nações? Quais são os sofismas que rodeiam de tão perto o povo Hebreu de forma que são expostos tantos fracassos em diversas empreitas ao longo dos séculos, pois, são governos que se destituem, reis que idolatram que se prostituem, entre tantas outras praticas?
Fazendo esta pergunta estamos convidando a um estudo mais minucioso da bíblia, apreciando de uma forma não tão convencional a atitudes do deus do antigo testamento e relacionando-as, não de uma forma pragmática, ao que Jesus falou a nós enquanto esteve em carne.
"E nada tem em mim;", se houvesse transgressão a algum mandamento que fizesse Jesus digno à morte, ele morreria tão somente em seu favor, e seria justa a sua morte pois Jeová a convencionara: "a alma que pecar, essa morrerá." (EZ 18:4, Gn 3-19). Quando Jesus diz que ele, o príncipe deste mundo, não tinha nada nele ele se refere ao pecado, pois a morte só deveria ser imputada em quem houvesse transgressão, até então, digo até Jesus, a lei mosaica havia feito justiça de forma que todos os homens erraram, e como estava convencionado (Gn 3-19), todos morreram.
"E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo;" (HB 2:14)
Porém, quando pela lei foi morto um justo, quebraram-se as tais convenções, e assim a lei pecou, o instrumento de justiça de Jeová pecou matando injustamente um justo, tenho em mim que a própria natureza, sujeita à mesma mortandade, sentiu os efeitos de um regra universal e existencial sendo quebrada. Mas, apesar disso, o príncipe deste mundo ainda é o príncipe deste mundo, apesar de que lhe fora tirada a autoridade de matar com justiça, pois, a morte de um justo o julgou e o condenou como se lê: "Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo." (JO 12:31). Desta forma todos que aqueles que crêem em Jesus, estão automaticamente, desatrelados do regime no qual operava a morte. Quem crê não será condenado, mas passou da morte para a vida, esta transição, se dá ao confessarmos o Filho de Deus, mas, do contrario, quem não crê já está condenado, então, ao passo de que se nós crermos, saímos de um regime de condenação, pois, o estatuto que faz o homem condenável é este: A luz veio ao mundo, porém os homens amaram mais as trevas do que a luz. Ou seja, os homens amaram mais o ministério da Lei, sobre o qual foi escrito que é impossível de que alguém se cumpra, com exceção do Filho de Deus, e rejeitaram o ministério da Luz, que foi instituído mediante à morte de Jesus Cristo. Jesus cumpriu toda a justiça como ele mesmo havia predito. Então, este ministério da morte, aquele do qual foi dito que veio em letras de pedra e com intuito de matar(IICo 3) e que segundo o mártir Estevão e o escritor da Carta aos Hebreus fora dado por intermédio dos anjos, foi anulado.
"Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes." (AT 7:53)
"Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição," (HB 2:2)
Vejamos tudo foi praticado de uma forma legal, como foi visto toda transgressão e desobediência teve como troca uma retribuição justa, isto é, teve a morte espiritual como recompensa. Nada mais justo. O anjo Jeová com a seus preceitos, os quais tinham por intuito de fazer justiça, acabou que separou o homem de qualquer possibilidade de se achegar a Deus. Então, se o próprio mecanismo pelo qual os homens se faziam justos operava a morte, e este mecanismo era um instrumento do deus Jeová, subentende-se que ele seria próprio é o príncipe deste mundo, ele estabeleceu um reino de morte, no qual não havia esperança de remissão:
"Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados." (HB 10:4)
Não é difícil de se perceber que os mandamentos foram arquitetados por alguém que queria que sua ira fosse espalhada por todos os lados. A culpa dava a ele o direito sobre toda alma, a alma que pecar essa morrerá. Os gentios eram culpados por serem gentios e se não se submetessem a religião de Israel, que por sua vez era condenada por que vivia se prostituindo com outros deuses. Conclusão: a morte era sumária e geral era uma festa só.
O príncipe deste mundo forjou tudo, porém, Deus amou o mundo, essa foi a virgula mais profunda da historia da humanidade, que pôs por terra os planos do diabólicos, planos bons, ou ruins, ou de qualquer natureza que fosse. O direito dado fora tomado de volta, agora cabe a nós decidirmos, optar ao reino das trevas ou ao Reino Celestial fundado por Jesus Cristo, o Primogênito de todos os mortos.
"E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados," (AP 1:5)
"Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia." (JO 6:54)
Mas, como explicar então, o que está escrito na Bíblia, creio que muitos como eu criam veementemente que tudo que havia sido dito, consistia na verdade, e até defendiam, como eu, as atrocidades do Jeová, mas é certo que a verdade é que o príncipe deste mundo é o diabo e que tudo lhe havia sido entregue, como escreveu: "Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento." (RM 11:29), Ele, O Pai de Jesus, não poderia tomar algo que havia dado, diferente de Jeová, que promete muitas coisas e não as cumpre, cabia a Ele, o Pai de Jesus, segundo o seu infinito amor, arquitetar um projeto diferente do de Jeová, um projeto perfeito, com um sacrifício perfeito, para que nós fossemos aperfeiçoados por ele, e Jesus, o filho de Deus, foi o autor e consumador do projeto que salvaria as almas dos homens comprado-as para si mesmo, veja:
"E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação;" (AP 5:9).
Então...
"Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá." (EZ 18:4).
Como é impossível, isso falando dentro da razão, que nós compremos algo que nos pertença. Coube a Jesus comprar-nos com seu sangue.
Jesus Cristo aniquilou o Império de morte juntamente com seu príncipe. O império da morte é a terra, nos seus termos, visto que todos os homens estão caminhando para a morte, e nisso, podemos julga-la como imprescindível, a morte operou com êxito até Jesus Cristo, a partir dEle sabemos que temos a promessa da ressurreição no último dia. Precisamos aprender coisas sobre a nossa verdadeira pátria que foi constituída por Jesus Cristo. Muitos de nós religiosos modernos nos reservamos à tarefa de apregoar um reino humano e terreno e natural, procuramos erguer um reino aqui na terra, e esquecemos que não pertencemos mais a este mundo. E não estamos mais sujeitos aos jugos do príncipe que tinha o império da morte.
Eu porém vos digo
"Outrossim, ouvistes que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos ao SENHOR." (MT 5:33)
"Eu, porém, vos digo que de maneira nenhuma jureis; nem pelo céu, porque é o trono de Deus;" (MT 5:34)
"Nem pela terra, porque é o escabelo de seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande Rei;" (MT 5:35)
"Nem jurarás pela tua cabeça, porque não podes tornar um cabelo branco ou preto." (MT 5:36)
"Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." (MT 5:37)
"O SENHOR teu Deus temerás e a ele servirás, e pelo seu nome jurarás." (DT 6:13)
"Ao SENHOR teu Deus temerás; a ele servirás, e a ele te chegarás, e pelo seu nome jurarás." (DT 10:20)
"E jurarás: Vive o SENHOR na verdade, no juízo e na justiça; e nele se bendirão as nações, e nele se gloriarão." (JR 4:2)
Outra grande questão levantada por Jesus que diz:
"Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." (MT 5:37)
Se Deus, o Pai de Jesus, não muda e nele não há sombra de variação, como diz o Apóstolo e irmão do Senhor Tiago ("Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação." TG 1:17), e Jesus é o mesmo ontem hoje, e eternamente o será ("Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente." HB 13:8), o que foi dito concernente aos tais juramentos de antigo testamento procedeu da parte de quem então? Do Pai de Jesus?
Ha algo muito mais sério nestas questões, as incoerências do deus são gritantes, e hoje muitos ainda se submetem aos jugos que foram impostos por ele, o deus de Israel, os dízimos, os sábados, e ha ainda aqueles que são mais aprofundados, tenho por mim que toda semelhança com o reino que estava nos intentos de Jeová seja estirpada do nosso meio.
Desde o principio havia algo que me deixava um tanto perplexo, quando Israel ou Jacó fora oferecer em sacrifício seu filho, isto a pedido do Deus, que por incrível que pareça aceita sacrifícios humanos (JZ 11:30-31) e até os solicita, estando ele pronto para dar cabo no herdeiro da promessa, o anjo do senhor o replica dessa forma:
"Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada; porquanto agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único filho." (GN 22:12)
Eu me pergunto será que ele não tinham esse informação no céu? Será que o deus onipotente que tirou Israel da terra da servidão com mão forte não era tão onisciente assim, constatando-se que havia um certo dado a respeito do grande patriarca que ele não sabia? Será que o Pai de Jesus é diferente do deus? Vejamos:
"Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes." (MT 6:8)
Então o Pai de Jesus é onisciente. O deus de Jacó não?
Outra, por que Jesus, disse: o que foi dito aos antigos, ou não: o que meu Pai disse aos antigos. Certamente aquilo tudo que procedia do maligno do príncipe deste mundo.
A lei segregava as pessoas, fazia acepção, as considerava imundas, inferiorizava as mulheres.
Dizia ele aos leprosos:
"E o sacerdote o examinará, e eis que, se a pústula na pele se tem estendido, o sacerdote o declarará por imundo; é lepra." (LV 13:8)
"Lepra inveterada é na pele da sua carne; portanto, o sacerdote o declarará por imundo; não o encerrará, porque imundo é." (LV 13:11).
Aos que tinham fluxo:
"Falai aos filhos de Israel, e dizei-lhes: Qualquer homem que tiver fluxo da sua carne, será imundo por causa do seu fluxo." (LV 15:2)
As mulheres por seu período menstrual:
"Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver na sua carne, estará sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar, será imundo até à tarde." (LV 15:19)
Os que tinha qualquer defeitos não tinham o privilégio de ter acesso ao deus, o culto os sacrifícios eram restritos àqueles que eram sem defeitos, digo, todos os levitas, os linhagem de Arão da tribo de Levi, os eleitos sacerdotes, tinham que ser sem defeitos físicos, ele rejeitou todos quantos tivessem os tais, como está escrito:
"Ou corcunda, ou anão, ou que tiver defeito no olho, ou sarna, ou impigem, ou que tiver testículo mutilado." (LV 21:20)
"Nenhum homem da descendência de Arão, o sacerdote, em quem houver alguma deformidade, se chegará para oferecer as ofertas queimadas do SENHOR; defeito nele há; não se chegará para oferecer o pão do seu Deus." (LV 21:21)
Será que no ministério de Jesus isso era diferente?
O que acontecia quando Jesus se deparava com estas pessoas?
"Os cegos vêem, e os coxos andam; os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho." (MT 11:5)
"E veio ter com ele grandes multidões, que traziam coxos, cegos, mudos, aleijados, e outros muitos, e os puseram aos pés de Jesus, e ele os sarou," (MT 15:30)
O porém de Jesus ecoou nos profundos compêndios dos escribas, e irrompeu com os laços da injustiça, pois, Jesus alcançava e sarava a todos, Ele não fazia acepção de pessoas, os considerados imundos, as prostitutas, os cobradores de impostos, e todos que se dignavam à morte segundo a lei, eram recebidos, diz-se que ele tinha íntima compaixão dos tais, pois haviam sido perdidos quando a injustiça foi instituída, haviam sido inferiorizados, discriminados e segregados, Jesus trouxe a eles uma nova esperança de reconciliação com o Pai.
"De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel." (MT 15:31)
"E foram ter com ele no templo cegos e coxos, e curou-os." (MT 21:14)
"Respondendo, então, Jesus, disse-lhes: Ide, e anunciai a João o que tendes visto e ouvido: que os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e aos pobres anuncia-se o evangelho." (LC 7:22)
Jesus veio buscar o que se havia perdido. Os injustiçados da Lei de Jeová. Esta foi a nova esperança introduzida. Conclui-se: O amor de Jesus, era capaz de se compadecer com estas pessoas ainda que detivessem algum defeito físico, enquanto Jeová as rejeitava.
No sacerdócio de Jesus, temos, a esperança que Ele se compadeça das nossas fraquezas:
"E, Jesus, saindo, viu uma grande multidão, e possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos." (MT 14:14)
Novamente, o “Eu porém vos digo” foi muito mais além de uma simples expressão, veio mostrar a verdadeira face daqueles que se escondiam atrás das ataduras entenebrecidas de uma convenção enferrujada para se promoverem, trouxe à face das águas a hipocrisia dos Doutores, Escribas e Farizeus e Saduceus, como sendo sepulcros caiados que impunham fardos, que faziam que Deus se tornasse inacessível, indiferente, intransigente. De uma religião feita de rituais e simbologias, mas que não demonstrava misericórdia a nenhuma alma.
Jesus veio trazer esperança para um povo carente, como se diz de Cafarnaum, onde havia um povo que habitava na região da sombra da morte, mas que viu uma imensa luz, Jesus veio mostrar que Ele se compadece dos inferiorizados e desfavorecidos da terra quando dizia que aos pobres é anunciado e Reino dos Céus. A figura do Criador foi humanizada, a mensagem foi eternizada, o amor que antes era palavra quase esquecida e pouco escrita pelos escribas, foi ritualizada, contextualizada, como num gesto próprio de um Pai que sabe dar boas dádivas aos filhos, e não serpentes. Deus está interessado em sarar e não culpar. Já há quem culpe os homens, porém, esse não é o Pai de Jesus.
Um repouso
Os judeus aguardavam a promessa de um repouso, a Canãa prometida não proveu isso a eles. Então, o escritor do livro do hebreus, põe este assunto em pauta. Lembrando que a carta está sendo dirigida para os hebreus, podemos citar que de fato a grande crise neo-testametária se deu pelo fato de que a transição para uma melhor esperança era resistida e sofrida, contudo, a peleja ainda existe, devemos considerar que qualquer mudança ainda nos nossos dias é de difícil aceitação, as instituições tem suas convenções, suas hierarquias, seus salários a pagar, sua representatividade social e política (querendo ou não cada “ovelha” acaba votando), e este quadro em deterioração faz com que haja um verdadeiro impecílio para que as mudanças sejam efetuadas, e não era diferente nos tempos de Paulo, Cefas e Tiago, a resistência da parte dos da circuncisão era de fato contundente, a ponto de Paulo, na qualidade de cidadão romano, ter de apelar para o juízo do tribunal de Augusto César o Imperador do Roma. De uma forma geral podemos notar que o livro de hebreus trata disso, digo, da relação com que os judaizantes tiveram com a proposta de uma nova esperança em Cristo.
Vejamos:
"Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz," (HB 3:7)
"Não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto."(HB 3:8)
"Onde vossos pais me tentaram, me provaram, E viram por quarenta anos as minhas obras." (HB 3:9)
"Por isso me indignei contra esta geração, E disse: Estes sempre erram em seu coração, E não conheceram os meus caminhos." (HB 3:10)
"Assim jurei na minha ira Que não entrarão no MEU REPOUSO." (HB 3:11)
"Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel, para se apartar do Deus vivo." (HB 3:12)
"Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;" (HB 3:13)
"Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim." (HB 3:14)
"Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação." (HB 3:15)
"Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés." (HB 3:16)
"Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?" (HB 3:17)
"E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes? (HB 3:18)
Coloquemos o verso acima citado de uma outra forma: Será que foi só aos desobedientes que jurou que não entraria no seu repouso? Ou os obedientes também não entraram?
"E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade." (HB 3:19)
Os dez espias foram um exemplo fatídico de incredulidade.
Curiosidade: este capitulo acaba justamente aqui no verso 19, porém o assunto não, se desmembrar-mos o capítulo 3 do 4 falta um quê de coesão para o assunto, mas se não o fizermos entenderemos a conclusão do escritor. Vejamos, então, o capítulo 4.
"TEMAMOS, pois, que, porventura, deixada a promessa de entrar no seu repouso, pareça que algum de vós fica para trás." (HB 4:1).
Aqui o escritor sugere que seja deixada a promessa de entrar no tal repouso, entretanto, nota-se que alguns ainda se apegam à antiga promessa. A terra prometida de Canaã, como está explícito num contexto geral, o repouso de Jeová, as promessas que foram feitas aos antepassados no deserto.
"Porque também a nós foram pregadas as boas novas, como a eles, mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou (palavra foi pregada aos que estavam no deserto), porquanto não estava misturada com a fé naqueles que a ouviram." (HB 4:2)
"Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso, tal como disse:
Assim jurei na minha ira Que não entrarão no meu repouso; embora as suas obras estivessem acabadas desde a fundação do mundo." (HB 4:3)
"Porque em certo lugar disse assim do dia sétimo: E repousou Deus de todas as suas obras no sétimo dia." (HB 4:4)
"E outra vez neste lugar: Não entrarão no meu repouso." (HB 4:5)
"Visto, pois, que resta que alguns entrem nele, e que aqueles a quem primeiro foram pregadas as boas novas não entraram por causa da desobediência," (HB 4:6)
"Determina outra vez um certo dia, Hoje, dizendo por Davi, muito tempo depois, como está dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações." (HB 4:7)
Conclusão:
"Porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria depois disso de outro dia." (HB 4:8)
"Lembrai-vos da palavra que vos mandou Moisés, o servo do SENHOR, dizendo: O SENHOR vosso Deus vos dá descanso, e vos dá esta terra." (JS 1:13)
A terra prometida estava atrelada à promessa do descanso, porém o escritor afirma o contrário (HB4:8).
O assunto acaba aqui, e a resolução e contundente, subentende-se que houve uma promessa que falhou, nota-se um erro aqui, se Josué que foi tido por obediente, contudo não lhes deu o repouso, aliás muito pelo contrário, não houve repouso nenhum pra Josué, senão guerras. E, como diz e escritor, por que novamente se fala em repouso, quando Davi escreve muito tempo depois? O que estaria dizendo o escritor: “aquele que disse: não entrarão no meu repouso” ele errou?
Nem todos os que saíram do Egito pela mão de Moisés o provocaram, do contrario Josué e Calebe também teriam tido o mesmo fim que os outros tiveram, porém a ninguém foi dado o tão sonhado repouso, certo? Após isso o escritor faz duas perguntas ao leitor no capitulo 3:18 e 19. O deus prometera dar repouso, porém dera somente guerras ao seu povo, até mesmo quando havia prometido paz para seu filho Salomão: E foi adversário de Israel por todos os dias de Salomão, e isto além do mal que Hadade fazia; detestava a Israel, e reinava sobre a Síria.(I Re 11:25).
Continuando...
Portanto, resta ainda um repouso para o povo de Deus. (HB 4:9)
Porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras, como Deus das suas. (HB 4:10)
Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência. (HB 4:11)
Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. (HB 4:12)
E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar. (HB 4:13)
Visto que temos um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. (HB 4:14)
Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. (HB 4:15)
Aqui e escritor, ainda dentro do que está sendo pautado, faz um réplica ao deus que fizera perecer todos aqueles que o provocaram no deserto, dos quais eles não se compadeceu. Essa é a grande conclusão do assunto que se refere ao repouso. Traz-se a tona todos os delitos praticados no deserto e os relaciona com atitude de que se dignaria Jesus Cristo, pois, não temos um Sumo Sacerdote que não possa se compadecer dos nossos delitos, temos um Sumo Sacerdote que deseja profundamente salvar a todos que se achegarem a Ele.
Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno. (HB 4:16).
Enquanto o descanso de Jeová era promovido por guerras, juízos, escravidão, morte, cativeiros, lamentações e desgraça, a promessa de Jesus tinha um caráter bem menos opressivo, não obstante muito pelo contrário, pois, fala da mansidão e humildade de coração, duas lições que os futuros ressurrectos por cristo, e candidatos a moradores da pátria celestial vão aprender ao longo desta peregrinação. Estamos todos nós em busca de um repouso, podemos perceber que os homens procuram por paz, procuram por realização, nada do que fizermos mudará a situação de perda com a qual andam os homens, o príncipe das trevas fez com que esse mundo fosse tomado por um abismo profundo, pois se escreve que o mundo jaz no maligno, isso é uma situação que só se desfará no dia em que Deus, o Pai de Jesus, requerer as contas de todos, agora, porém, temos por obrigação ser luz, a luz ilumina as trevas, o mundo está em densas trevas, pois, quando não há conhecimento do Deus verdadeiro, podemos julgar desta forma, que os homens andam em trevas, é só o conhecimento da verdade pode livrar os homens das penas da morte, e os libertar. O mundo carece de liberdade, levantemos então nossa voz, num clamor que redundará em vida para todos os que desprezarem este mundo.
Temos a promessa de um Repouso espiritual.
"Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas." (MT 11:29)
Aperfeiçoados
"Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus." (MT 5:48)
Deus é perfeito, não há nEle mentira alguma, não há nEle trevas alguma, Ele é a expressão da perfeição. Como assim era Jesus Cristo a imagem dEle. Há uma mensagem maravilhosa na entrelinhas do Calvário. Jesus era igual a Deus, perfeito como Deus, com todas as prerrogativas e qualidades de Deus, Ele podia simplesmente agir como um de nós. Era simples para quem detivesse todo poder, e era claro que o diabo sabia disso, pois, ele mesmo questionou Jesus, e disse: salvou a outros salve-se a si mesmo. Seria o mesmo que alegar:
Voce tem todo poder, como voce mesmo fez todos entender, andou publicando a todos, curando, cure-se a se mesmo, tens poder, use-o em seu favor, salve-se a si mesmo, faça a sua própria justiça. És filho de Deus? Eis a hora de provar.
Alguns de nós na situação de Jesus acabaria com aquele circo todo, Ele tinha todo poder, mas, por que não usa-lo? Por que não agir como foi feito na situação de Elias, que clamou por fogo e consumiu muitos e muitos soldados? Ou mesmo na situação dos egípcios, que pagaram com a morte dos seus primogênitos, Jeová mostrou seu poderio? Ou até como no arraial dos Assírios, como assim se escreve:
"Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do SENHOR, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles; e, levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres." (2RS 19:35)
Jesus também tinha o poder, e Ele sabia disso.
Mas havia um porém, havia sido dito por Jeová:
Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo." (MT 5:43)
O Pai de Jesus era perfeito, mas, nesta ocasião, por que ele era perfeito?
Por que não fazia acepção de pessoas:
"Porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos." (MT 5:45)
Será que o Pai pediria uma coisa de nós que Ele mesmo não seria?
"Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;" (MT 5:44)
Jesus não poderia contrariar a si mesmo, pois ele era a verdade, e contrariar o que ele havia dito o faria como Jeová e injusto.
Enquanto um nos manda amar nosso próximo, e odiar nossos inimigos um outro nos manda amar a todos, por que Ele mesmo nos ama, e quer que nós sejamos como Ele. O que fica claro que em Deus Pai há uma natureza só, não há nele trevas alguma, o fonte que jorra nEle é somente amor e jamais ódio. Isso fez de Jesus perfeito diante dos seus inimigos, ele amou a todos até os seu verdugos, pois, pediu que não lhes fossem imputados os pecados da crucificação. Se Jesus decidisse tomar a mesma decisão de Jeová e se vingasse dos seus inimigos, naquela hora, Ele certamente estaria sendo como Jeová, que destruía e ordenava a destruição de todos quantos afligissem a Israel ou a seus próprios interesses. Mas a convenção do olho por olho e dentre por dente precisava ser quebrada, o mal precisa ser arrancado, extirpado.
O que quero dizer é simples de entender: Deus, até então, nunca fora ouvido em outra ocasião, senão através de seu filho, que é a exata expressão dEle mesmo.
Então se a perfeição, viesse através dos dizeres de Jeová, Jesus estaria mudando de parecer, e Deus não muda.
Existe um remédio para a crise universal que estamos vendo e sentindo, é exatamente a ênfase da mensagem de Jesus Cristo, não resistais ao homem mal. Praticai o bem, amai a todos, ajuntai tesouros nos céus, não ameis o mundo, quem se humilhar será exaltado, mas o que a si mesmo se exaltar será humilhado. O que de pior poderia nos acontecer, se queremos ser perfeitos, teremos que ser a imagem expressa de Jesus, teremos que estar dispostos a fazer o que Ele fez. Pra isso temos que entender que a nossa pátria não é aqui, aquele que teme pela própria vida não é digno de Jesus. Vejo muitos cristãos temendo e preocupados com as eventuais perseguições que um governo supostamente ateu os poderia afligir, queremos a qualquer custa preservar a nossa liberdade de culto e nossa comodidade, que não implica em nenhuma abnegação, pra servir a Deus, embora talvez não muitos saibam, mas para que as palavras de Jesus chegassem até os dias de hoje, muitos a partir de Estevão não amaram suas próprias vidas. Agora entendo o por que de Ele dizer que poucos são os que entram pela porta. Poderíamos simplesmente resolver como se propôs a resolver Jeová, pelo regime da força do expansionismo, mas, um Cordeiro mudo foi ao matadouro, e nos queremos ser diferentes dEle, não somos seus discípulos, somos sim discípulos de Jeová, que não lhes dava o Pão do céu, por isso o povo também não o ouviu, antes repudiou os seus mandamentos, e todos morreram justamente.
O remédio para toda essa crise é a perfeição, enquanto os valores naturais diziam que Jesus deveria dar cabo daquela situação vexatória e descer da cruz, os valores do Pai dizia que ele não deveria resistir aos seus inimigos, isso é ser aperfeiçoado por amor de Jesus. Mas, o espírito que habita sobre os filhos da ira, o príncipe deste mundo ainda governa, homens, mulheres e crianças estão sujeitos ao seu regime de mortandade. Por isso é natural no homem ser arrogante, presunçoso, egoista e etc., é preciso um esforço tremendo para que haja em nós o caráter de Jesus, não somos, naturalmente falando, mansos e humildes, antes, pelo contrário, descemos da cruz a todo instante, crucificar a carne com seus desejos é uma tarefa difícil, mas não impossível:
"Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." (HB 4:15).
Diferentemente de Adão, que estava a merce da serpente no Édem temos um ajudador que nos auxilia na tarefa de prosseguirmos no alvo da perfeição, foi outorgado por Jesus Cristo o Espírito Santo da parte do Pai, para que os seus desígnos sejam escritos no nosso coração, e assim vivamos para a eternidade e não sejamos mais órfãos.
Jesus, o primogênito de todos os mortos, veio como homem suportou as controvérsias humanas a fim de aperfeiçoar a todos em amor.
Ha ainda outras expressões da perfeição do Pai, entre elas está a capacidade de perdoar os malfazejos humanos. Pedro acostumado com a austeridade de Jeová, indagou ao mestre sobre o perdão: sete vezes?
"Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete." (MT 18:22)
Novamente eu afirmo que Deus, o Pai de Jesus, não nos pediria para proceder de uma forma pedoadora, se Ele mesmo não fizesse assim conosco, do contrário haveria injustiça da parte dEle. Ele é perfeito. Gloria seja dada a Jesus Cristo, Filho de Deus, Eternamente. Pedro foi contemplado com a terna demonstração desse caráter amoroso do Pai.
