(037) - COMO ENCONTRAR O PAI
Sobre guerra dos deuses, podemos dizer que no Monte Olimpo, sede dos deuses gregos, o deus Saturno, soberano do Olimpo, era casado com a deusa Cibele, e pai de Júpiter, Neptuno, Plutão e Juno. Seu filho Júpiter o derrubou, tornando-se o soberano dos deuses do Olimpo, para os gregos e romanos. Os deuses sempre foram ambiciosos e ávidos de glória e poder. Como os homens consultavam os deuses nas guerras, a impressão que fica é a de que os deuses usam nas guerras os pobres e cegos humanóides. Nas guerras, eram cometidas todas as atrocidades imagináveis e inimagináveis. Os vencidos eram pendurados em estacas, para serem comidos por abutres. Outros eram obrigados a beber azeite fervendo; em outros derramavam chumbo derretido nos ouvidos. Os nobre eram tornados escravos, e as mulheres e filhas violadas. Rios de sangue corriam. As cidades eram destruídas a fogo. Era um flagelo.
Nesse cenário bárbaro surge um Deus mais poderoso que os outros. Foi o Deus dos hebreus, que se revelou a Moisés como Jeová, o Deus dos deuses.
E Jeová, o grande e glorioso Deus dos hebreus, mandou tantas pragas, pestes e mortes no Egito que o sogro de Moisés disse: “AGORA SEI QUE JEOVÁ É MAIOR QUE TODOS OS DEUSES” (Ex. 18:11). E Jeová disse a Moisés na última praga: “Eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei todo o primogênito, desde os homens até aos animais, e sobre todos os deuses, do Egito farei juízos; eu sou Jeová” (Ex. 12:12).
Os hebreus eram tão convencidos que haviam outros deuses, que os salmistas cantavam: “Tu Jeová, és o altíssimo em toda a terra; muito mais elevado que todos os deuses” (Sl. 95:3; 97:9; 135:5; 138:1, etc.). Moisés revelou que Jeová é varão de guerra (Ex. 15:3). “JEOVÁ É O SENHOR DOS EXÉRCITOS” (Sl. 24:10; 46:7, 11). Foi Jeová que trouxe Sargon, rei da Assíria, contra Israel, para os levar em cativeiro (Is. 8:7-9). Foi Jeová que trouxe Nabucodonosor contra Judá e Jerusalém para os levar em cativeiro (Jr. 27:1-6). E Jeová, o Senhor dos Exércitos declarou Nabucodonosor, o sanguinário e idólatra, seu servo.
O livro de Daniel relata que havia príncipes (deuses) que chefiavam as guerras: “Mas, o príncipe do reino da Pérsia se pôs de fronte de mim, vinte e um dias, e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me”(Dn. 10:13). Um varão de branco fala a Daniel: “Não temas, homem mui desejado, paz seja contigo; anima-te. E, falando ele comigo, esforcei-me e disse: Fala, meu Senhor. E disse: Sabes porque eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe dos gregos. Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe” (Dn. 10:5-7; 19-21.
Como Miguel é um arcanjo (Jd. 9) fica claro que os outros príncipes são anjos ou deuses. Diante de um quadro confuso e tenebroso, em que homens, deuses, príncipes, e o próprio Jeová, estavam engalfinhados em guerras, cobiça, destruições e vinganças, Jesus criou uma forma gloriosa de revelar o Pai, sem comprometê-lo ou confundi-lo com algum deus guerreiro e implacável.
João disse: “Deus nunca foi visto por ninguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer” (Jo. 1:18). “Ninguém jamais viu a Deus” (I Jo. 4:12).
Paulo disse: “Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver” (I Tm. 6:16). E João novamente, registra as palavras de Jesus: “O Pai que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer” (Jo. 5:37).
Disseram-lhe pois: “ Onde está teu Pai? Jesus respondeu: Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai” (Jo. 8:19).
Não conhecem o Pai, nem os bons e nem os maus; nem os salvos e nem os perdidos; nem os judeus nem os gentios, e nem os cristãos. Só Jesus conhece o Pai (Mt. 11:27).
Se alguém conhecesse o Pai, passaria Jesus para traz, para glorificar o Pai, mas "....não há nenhum outro nome debaixo do céu, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos" (At. 4:12). Também o Pai é cabeça de Jesus Cristo e não dos homens (I Co. 11:3). O Pai colocou todas as coisas na mão do Filho (Jo. 13:3). O Pai não julga a ninguém, mas constituiu o Filho juiz dos vivos e dos mortos (At. 10:42; Jo. 5:22). Ninguém recebe o Pai sem receber primeiro o Filho (Mt. 10:40). Ninguém pode honrar o Pai diretamente. É honrando o Filho que se honra o Pai (Jo. 5:23). Ninguém pode ser do Pai sem ser primeiro do Filho (I Jo. 2:23). E ninguém pode se tornar filho de Deus sem receber primeiro a Jesus como Salvador (Jo. 1:12, 13). Por isso Jesus disse: “EU SOU O CAMINHO, A VERDADE, E A VIDA. NINGUÉM VEM AO PAI SENÃO POR MIM” (Jo. 14:6).
A salvação é de autoria exclusiva de Jesus (Hb. 12:2), pois foi Jesus quem morreu na cruz pelos pecadores. Se uma pessoa conhece o Pai, ama o Pai, obedece ao Pai e serve o Pai, e não obedece a Jesus, não se salva. É o que aconteceu com um jovem rico em Mt. 19:16-24. Por outro lado, se alguém odeia o Pai, blasfema do Pai e O desobedece, no momento que aceita o Filho, é salvo. É fácil provar, pois Paulo revela que nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho e seremos também salvos (Rm. 5:10; Cl. 1:24). Em Jesus Cristo, Deus não imputa pecado a ninguém (II Co. 5:19). Assim sendo, fica claro que o Pai não está fora do Filho, nem opera sem ser através do Filho, nem salva a não ser pelo Filho mas revela seu amor no Filho; ressuscita os mortos com o Filho; derrama seu Espírito Santo por intermediação do Filho e toda criação do Pai é feita pelo Filho.
Autoria Pastor Olavo S. Pereira
