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(082) – ADÃO

Adão, no hebraico Adom, se traduz por senhor. Adão era Senhor, e Paulo nos revela que era figura do Messias. “No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é a figura daquele que havia de vir” (Rm. 5:14).

Vamos comparar os atos de Adão com os atos de Jesus Cristo para ver se de fato Adão é figura de Jesus, pois Jesus é o último Adão: “Assim também está escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente: o último Adão em espírito vivificante” (1 Co. 15:45). Sendo Jesus o último Adão, e sendo o primeiro também Adão, é óbvio que o primeiro seria figura de Jesus Cristo. Comparemos a figura com o original:

1. O primeiro Adão veio da terra, conforme Gn. 2:7, que diz: “E formou Jeová deus o homem do pó da terra, e soprou em seus narizes o fôlego da vida.” O último Adão, Jesus, veio do céu: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou” (Jo. 6:38).

2. O primeiro Adão pecou, mas Jesus, o último Adão, obedeceu (Rm. 5:12).  “E Jesus, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl. 2:8).

3. Adão ocultou o pecado no coração: “Se, como Adão, encobri as minhas transgressões, ocultando o meu delito no meu seio” (Jó 31:33). Jesus, sendo puro e santo, assumiu e confessou os nossos pecados como seus: “Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça” (1 Pd. 2:24).

4. O primeiro Adão pecou porque era árvore má, pois árvore boa não dá mau fruto conforme  (Mt. 7:16-20). Jesus Cristo é árvore boa, e não pecou (Jo. 8:46).

5. O primeiro Adão foi soberbo e cobiçoso ao querer ser como Deus (Gn. 3:4-6). Jesus, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando forma de servo (Fl. 2:6-7).

6. Adão foi expulso do paraíso por ser indigno (Gn. 3:22-23). Jesus abriu as portas do paraíso para todos, até para os ladrões, pois disse a um dos ladrões que estavam sendo crucificados: “…hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc. 23:43). Jesus levou Paulo ao paraíso (2 Co. 12:4).

7. O primeiro Adão entregou tudo nas mãos de Satanás. “Porque a criação ficou sujeita a vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm. 8:20-21). Jesus nos dá poder para vencer Satanás: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo, e Satanás, que engana a todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e  a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite, e eles o venceram pelo sangue do cordeiro” (Ap. 12:9-11).

8. O primeiro Adão nos legou desgraça e morte, e o último trouxe graça abundante: “Porque, se pela ofensa de um morreram muitos, muito mais a graça de Deus, e o dom pela graça, que é dum só homem, Jesus Cristo, abundou sobre muitos” (Rm. 5:15).

9. Adão nos trouxe juízo e condenação, Jesus trouxe justificação e salvação. “E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação de vida” (Rm.5:16, 18).

10.O primeiro Adão introduziu neste mundo o reino da morte de Satã; Jesus, o último Adão, introduziu entre nós o reino de Deus. “Porque se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida, por um só, Jesus Cristo” (Rm. 5:17).

11.Adão trouxe à toda a humanidade maldição e pecado (Rm. 5:12; Gl. 3:10). Jesus resgata todos os homens da maldição da lei; fazendo-se maldição por nós (Gl. 3:13). “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. QUALQUER QUE PERMANECE NELE NÃO PECA; QUALQUER QUE PECA NEM O VIU NEM O CONHECEU” (1 Jo. 3:5-6; Rm. 6:17-18).

12.Adão, pusilânime, lançou a culpa sobre a mulher (Gn. 3:11-12). Jesus, por amor, deu a vida pela mulher para santificá-la: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a Igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar” (Ef. 5:25-26).

Há muitas outras diferenças entre o primeiro e o último Adão, que provam que Adão não é figura de Cristo, pois a figura revela semelhanças, e Adão, nas obras é o oposto de Jesus. Poderia ser figura do diabo, não de Jesus. O fato é que o apóstolo Paulo afirma em Rm.5:14, que Adão é figura daquele que havia de vir. Se Adão não é figura de Jesus, é figura de outro, que não veio. Ora, o Messias de Jeová seria um rei tirânico, como diz o Salmista. “Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro” (Sl. 2:9). “A tua destra, ó Jeová, se tem glorificado em potência; a tua destra, ó Jeová, tem despedaçado o inimigo” (Ex. 15:6). “Julgará com justiça os pobres, e repreenderá com equidade os mansos da terra; e ferirá a terra com a vara da sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio” (Is. 11:4). “E deu a luz um filho, um varão que há de reger as nações com vara de ferro” (Ap. 12:5).

Jesus foi manso e humilde (Mt. 11:29). Em vez de castigar os ímpios, deu a vida por eles. “Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento” (Mt. 9:13). Em vez de implantar um reino despótico, Cristo reconciliou os ímpios com o Pai: “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2 Co. 5:19).

Parece que o Messias esperado por Israel não veio nem virá jamais. E se viesse, poria a perder o seu povo, como Adão fez, pois Adão é figura, e péssima figura. O Pai, que é todo feito de amor, quer salvar a todos e jamais enviaria o Messias déspota prometido por Jeová.

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(081) – O MESSIAS

Quem é o Messias de Israel? É o rei dos reis esperado. A palavra hebraica Messias (Mashia) se traduz por “UNGIDO”.  Na língua Grega, Cristo quer dizer ungido. O Mashia do hebraico é o Cristo no grego. Os reis de Israel eram todos ungidos pois eram figura do Messias, o rei dos reis.

Qual a função do Messias, como rei de Israel? De restaurar o reino de Israel e reinar sobre as nações com vara de ferro: “Porque se amotinam as gentes e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da Terra se levantam, e os príncipes juntos se mancomunam contra Jeová e contra o seu ungido (Messias), dizendo: Rompamos as suas ataduras, e sacudamos de nós as suas cordas. Aquele que habita nos céus se rirá; o Senhor zombará deles. Então lhes falará na sua ira, e no seu furor os confundirá. Eu, porém, ungi o meu rei sobre o meu santo monte de Sião. Recitarei o decreto: Jeová  me disse: tu é meu filho, eu hoje te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão. Tu os esmigalharás com uma vara de ferro; tu os despedaçarás como a um vaso de oleiro” (Sl. 2:1-9). “Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim; e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz Jeová dos exércitos. Mas quem suportará o dia da sua vinda? E quem subsistirá quando ele aparecer? Porque ele será como o fogo do ourives e como o sabão do lavandeiro” (Ml. 3:1-2).

João Batista anunciou esse Messias ditador: “E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda a árvore, pois, que não dá bom fruto, é cortada e lançada ao fogo” (Mt. 3:10). João Batista não esperava um Cristo (Messias) manso e humilde, mas o grande guerreiro dominador dos povos do mundo, sob os pés de Israel.

O rei Saul era figura do Messias, por isso foi ungido pelo profeta a mando de Jeová (1 Sm. 10:1). Como ungido, tinha de ser irado e violento, mas era manso e bom. Os amonitas afrontaram Israel, e Saul era manso, então o espírito de Jeová se apoderou dele, e se ascendeu grandemente a sua ira (1 Sm. 11:1-6). Saul temia a Jeová, e por ocasião de uma guerra contra os filisteus, queria que o profeta Samuel oferecesse sacrifícios a Jeová. Samuel se demorava, e os filisteus apertavam. Então, passados sete dias, Saul, como ungido, ofereceu um holocausto a Jeová (1 Sm. 13:5-10). Logo após, chegou Samuel, que reprovou o ato de Saul, dizendo-lhe: “Agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado Jeová para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado Jeová, que seja chefe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que Jeová te ordenou” (1 Sm. 13:14). Depois de ter rejeitado Saul, Jeová manda Samuel ungir novamente a Saul como rei com uma condição: Jeová odiava os amalequitas há quatrocentos anos (Ex. 17:16). Queria Jeová usar Saul para a vingança, ainda que os descendentes de dez gerações nada tivessem a ver com o passado. Se Saul matasse velhos, moços, mulheres, crianças e aos de mama, seria confirmado como rei. Saul perdoou Agague, o rei dos amalequitas, e por isso foi totalmente rejeitado. Jeová se vingou de Saul tirando o bom espírito, e colocando um espírito maligno (1 Sm. 15:1-3; 16:14-15). E Jeová ainda matou, com Saul, a três de seus filhos (1 Sm. 31:1-2).

Davi foi ungido rei em lugar de Saul porque tinha um coração como o de Jeová (1 Sm. 13:14). Que semelhança era essa? É que Jeová era o deus da guerra e Davi era guerreiro e guerreava as guerras de Jeová (Ex. 15:3; 1 Sm. 18:17; 25:28). As mulheres cantavam dizendo: “Saul matou milhares, porém Davi os seus dez milhares” (1 Sm. 18:7). Foi Jeová quem ensinou Davi a matar e guerrear. Disse Davi: “Deus instrui minhas mãos para a peleja” (2 Sm. 22:35). Davi continua dizendo: “Persegui meus inimigos e os derrotei, e nunca me tornei até que os consumisse. E os consumi, e os atravessei, de modo que nunca mais se levantaram, mas caíram debaixo dos meus pés, porque me cingiste de força para a peleja, e deste-me o pescoço dos meus inimigos, daqueles que me tinham ódio, e os destruí. Olharam, porém não houve libertador; sim, para Jeová, porém não lhes respondeu. Então os moí como o pó da terra; como a lama das ruas os trilhei e dissipei” (2 Sm. 22:38-43). Davi era a perfeita figura do Messias esperado. O povo anelava pelo nascimento do Messias, o rei dos reis.

Nos cativeiros, esse sentimento cresceu. A promessa era a seguinte: “Os filhos dos estrangeiros edificarão os teus muros, e os seus reis te servirão; porque no meu furor te feri, mas na minha benignidade tive misericórdia de ti” (Is. 60:10). “Haverá estrangeiros que apascentarão os vossos rebanhos; e estranhos serão os vossos lavradores e os vossos vinheiros” (Is. 61:5).

A promessa desse desfecho glorioso era para 70 anos depois do cativeiro babilônico dos judeus, que começou no ano 587 quando foi incendiado o templo. O povo cativo orava e clamava incessantemente a Jeová para que o Messias viesse (Jr. 25:11-12; 29:10-14; Dn. 9:2). Depois dos setenta anos apareceu o Messias de Jeová para tornar em realidade a grande promessa “Jerusalém, tu serás habitada, e as cidades de Judá: Sereis reedificadas, e eu levantarei as tuas ruínas. QUEM DIZ A CIRO: É MEU PASTOR, E CUMPRIRÁ TUDO O QUE ME APRAZ, dizendo também a Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te. ASSIM DIZ JEOVÁ AO SEU UNGIDO (MESSIAS), A CIRO” (Is. 44:26-28; 45:1). Esdras, o escriba, confirma o fato no seu livro, capítulo um, versos um a onze.

Quem era Ciro? Rei dos persas, idólatra adepto de Zaratustra ou Zoroastro, fundador do Mazdeísmo, religião que ensinava haver dois princípios, um do bem e outro do mal, enquanto a Bíblia prega um só princípio. O mazdeísmo era a religião dos magos da Pérsia e do oriente. Pois Ciro era o Messias ungido para dar cumprimento a promessa feita através de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Ageu, e outros da mesma época. Sobre essa maravilhosa restauração do reino de Israel, lemos em Jr. 31:8-14 que o povo todo voltaria dos cativeiros, pois Jeová resgatou a Jacó. Assim virão e exultarão, e correrão aos bens de Jeová, ao trigo e ao mosto, aos cordeiros e bezerros, e sua alma seria como um jardim regado. Então a virgem se alegrará na dança, e também os mancebos e os velhos, e assim a tristeza seria mudada em gozo. Um novo concerto eterno seria feito (Jr. 31:31-34; 33:9-11). A glória do segundo templo seria maior que a primeira (Ag. 2:5-9). Pois nada aconteceu. O Templo reconstruído por Zorobabel (Ed. 2:2, 68) foi profanado por Antíoco Epifânio no ano de 175 a.C., pois colocou uma estátua de Júpiter no santo dos santos, pilhou o tesouro do templo, destruiu os livros sagrados, proibiu a circuncisão, e fez sacrifícios de suínos no altar dos holocaustos. O povo foi passando de mão em mão.

Alexandre Magno conquistou o mundo, e com sua morte, seu império foi dividido em quatro. Com isso, a Judeia foi anexada ao Egito no ano 320 a.C., passou depois pela mão dos selencidas, reis sírios e pelos Ptolomeus, governadores egípcios. Antíoco Epifânio foi o oitavo governador entre os selencidas, 175-164 a.C. Mais tarde os judeus passam para a mão dos romanos no ano 63 a.C. E daí por diante, até o nascimento de Jesus Cristo, conforme a profecia de Dn. 9:24-27. As famosas setenta semanas de anos. No fim dos 490 anos nasceu Jesus Cristo, o verdadeiro Messias, que deveria assumir o cetro real, restaurar o reino de Israel e submeter os povos com a vara de ferro. Contrariando todas as profecias, Jesus declara: “Meu reino não é deste mundo” (Jo. 18:36). Em vez de reger as nações como Messias de Israel, como Jeová prometera, declara graça total para todos. “Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2:11).

Deus, em Cristo, reconciliou o mundo todo consigo, não lhes imputando os seus pecados (2 Co. 5:19). Jesus revela que o Pai é amor, tem um reino de amor que não é na terra, e salva os homens levando-os para esse reino de amor (Cl. 1:12-13). Para concluir, o Messias anunciado no Sl. 2:5 é fruto da ira de Jeová, enquanto que o Messias revelado no Novo Testamento é fruto do amor do Pai (Jo. 3:16).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(080) – AS PRAGAS DE “DEUS”

 

Praga é coisa do demônio. Só o maligno fica inventando pragas para atormentar os cativos. As maldições e as pragas nos fazem lembrar das masmorras onde os presos são torturados pelos carrascos até a morte.

Lemos na Bíblia que Deus é bom. Disse Jesus a um moço rico: “Porque me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus” (Mt. 19:17). Na Epístola Universal de S. Tiago, lemos: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg. 1:17). Deus, o Pai, só manda o que é bom, e o que pode auxiliar, curar e salvar. O texto revela que Deus não muda e nem sofre variações, isto é, Deus sempre mandou e continuará mandando boas dádivas. Mandou o Filho para salvar e com ele mandou a graça para todos os homens (Tt. 2:11). Mandou o Espírito Santo para auxiliar, ensinar, guiar, interceder, revelar e encher de amor e virtude  (At. 2:38; Rm. 5:5; 2 Tm. 1:7; Rm. 8:26).

Cristo, por sua vez, sendo a imagem expressa do Pai, só fez o bem, só curou e salvou, e também não muda. “Jesus Cristo é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb. 13:8). Nem Jesus nem o Pai perdem tempo ocupados em infernizar a vida dos pecadores, atormentá-los com pragas e pestes mortais. Ambos estão empenhados em salvar os perdidos. Uma ocupação à altura da misericórdia divina.

Finalmente, quem se ocupa das pragas? Pasmem os leitores. As pragas não nasceram na mente perversa do diabo, nem são obras malignas dos demônios. Todas quantas pragas existem neste mundo, e são milhões e milhões, surgiram na mente criadora de Jeová.  Leiamos alguns textos. “PORQUE ESTA VEZ ENVIAREI TODAS AS MINHAS PRAGAS SOBRE O TEU CORAÇÃO, E SOBRE OS TEUS SERVOS, E SOBRE O TEU POVO, PARA QUE SAIBAS QUE NÃO HÁ OUTRO COMO EU EM TODA TERRA” (Ex. 9:14). Jeová declara que as pragas todas são dele, e não há outro que se igual a ele nesse ministério das pragas.

As pragas de Jeová não ensinam, só atormentam. “Então dirá a geração vindoura, os vossos filhos, que se levantarem depois de vós, e o estranho que virá de terras remotas, vendo as pragas desta terra, e as suas doenças, com que Jeová a terá afligido…” (Dt. 29:22). “E porei esta cidade em espanto e por assobio; todo aquele que passar por ele se espantará, e assobiará; por causa de todas as suas pragas” (Jr. 19:8). Se o povo não pratica o mal, não é por virtude, mas por pavor, por que a capacidade que Jeová tem de atormentar é infinita. “E, se andardes contrariamente para comigo, e não me quiserdes ouvir, trar-vos-ei pragas sete vezes mais, conforme os vossos pecados” (Lv. 26:21). E Jeová acha maravilhosas as suas pragas. “Então Jeová fará maravilhosas as suas pragas, e as pragas da tua semente, grandes e duradouras pragas, e enfermidades más e duradouras” (Dt. 28:59).

Se as pragas foram criadas por Jeová, ele é o senhor das moscas e não Belzebu. A palavra Belzebu vem de Baal Zebut (Senhor das Moscas). Mas é Jeová o senhor das moscas, pois mandou essa praga no Egito (Ex. 8:20-21). E a mosca é transmissora de todo tipo de germes e doenças. Jeová é o criador dos piolhos, pois mandou essa praga também no Egito (Ex. 8:16). As úlceras são também invenção de Jeová, tanto a benigna como a maligna (Ex. 9:8-9).

Foram dez as pragas, e a última foi assim: “E Jeová disse a Moisés: Ainda uma praga trarei sobre Faraó, e sobre o Egito; depois vos deixará ir daqui” (Ex. 11:1). Essa última praga foi a morte dos primogênitos. Jeová criou as pragas que destroem as plantações. O profeta Joel, falando da restauração de Israel, promete: “E as eiras se encherão de trigo, e os lagares transbordarão de mosto e de óleo, restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto, e a locusta, e o pulgão, e a aruga, o meu grande exército que enviei contra vós” (Jl. 2:24-25; 1:4). Este formidável exército era mandado quando alguém não pagava o dízimo. Quando o cidadão pagava, pondo em dia sua situação financeira com Jeová, este diz: “E por causa de vós repreenderei o devorador, para que não vos consuma o fruto da terra; e a vide do campo vos não será estéril diz Jeová dos exércitos” (Ml. 3:11). É uma taxa paga ao chefe, para não ser assaltado pelos bandidos. Se estamos na graça do Deus Pai, não precisamos pagar dez por cento para ficar livre de assaltos. Ler Mt. 3:8-11.

Uma das pragas do acervo de Jeová era a lepra: “Quando tiverdes entrado na terra de Canaã, que vos hei de dar por possessão, e eu enviarei a praga da lepra a alguma casa” (Lv. 14:34). Jeová mandava a praga da lepra e os sacerdotes faziam sacrifícios de expiação (Lv. 14:48-52; 14:18-21). Miriã, irmã de Moisés, por ter se rebelado, ficou leprosa (Nm. 12:9-10). “Guarda-te da praga da lepra, e tem grande cuidado de fazer conforme a tudo o que te ensinarem os sacerdotes levitas; como lhes tenho ordenado, terás cuidado de o fazer. Lembra-te do que Jeová teu deus fez com Miriã” (Dt. 24:8-9). Geazi, servo de Eliseu, o profeta, ficou leproso por ter tomado presentes de Namã, general sírio. O que agrava o conceito de que Jeová é bom, é o fato da lepra passar a toda a posteridade de Geazi (2 Rs. 5:21-27). Outro que Jeová feriu com lepra foi o rei Uzias, por se exaltar, e entrar no templo para queimar incenso. Quando ele estava diante do altar, ficou leproso (2 Cr. 26:16-21).

Jesus faz uma referência aos leprosos de Israel. “E muitos leprosos havia em Israel no tempo do profeta Eliseu, e nenhum deles foi purificado, senão Namã, o siro” (Lc. 4:27). Não eram purificados porque era praga de Jeová: E no Novo Testamento Jesus limpava particularmante os leprosos (Mt. 11:5). Só de uma feita, Jesus curou dez leprosos (Lc. 17:11-19). Como essa praga de Jeová era muito grande em Israel, Jesus deu poder para os apóstolos curarem os leprosos de Jeová: “Jesus enviou estes doze, e lhes ordenou, dizendo: Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidades dos samaritanos; mas ide antes às ovelhas perdidas da casa de Israel; e indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus. Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios” (Mt. 10:5-8).

A pergunta que fazemos ao terminar este estudo é:

A boa dádiva do Pai das luzes era mandar a lepra, ou foi curar os leprosos? É preciso lembrar que pragas nunca converteram ninguém. “E os homens foram abrasados com grandes calores, e blasfemaram o nome de deus, que tem poder sobre estas pragas; e não se arrependeram para lhe darem glória” (Ap. 16:9). As pragas não são boas dádivas, mas curar e libertar delas é boa dádiva do Pai das luzes.

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(079) – UNÇÃO 2

A unção capacita o homem para uma determinada função. Por exemplo: Jesus Cristo foi ungido para fazer o bem. “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo e com virtude, o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (At. 10:38).

Arão e seus filhos foram ungidos para administrar o sacerdócio levítico eternamente e serem mediadores entre Jeová e os pecadores eternamente (Ex. 40:13-16). Sacerdote vem da palavra sacrificador. O sacerdote é quem condenava à morte o transgressor, a conselho de Jeová. Era proibido na lei trabalhar no sábado. Um homem foi pego apanhando lenha no sábado. Foi levado diante dos sacerdotes, que consultaram a Jeová, que o condenou ao apedrejamento (Nm. 15:32-36).

Paulo, o grande apóstolo dos gentios, revelou que o Velho Testamento era o ministério da morte, porque Jeová era um deus matador, e os seus ungidos eram todos matadores. Vamos transcrever o texto que prova que os ungidos eram matadores. Elias, o profeta, ungia outros para matar impiedosamente. “E Jeová lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para o deserto de Damasco; e vem, e unge Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei de Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meola, ungirás profeta em teu lugar. E há de ser que o que escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú: e o que escapar da espada de Jeú matá-lo-á Eliseu (1 Rs. 19:15-17).

Era rei da Síria Bene-Hadade, e Hazael era seu servo. Estando Bene-Hadade muito doente, mandou Hazael consultar o profeta Eliseu se sararia daquela doença, ou não. O profeta mandou a resposta dizendo que Bene-Hadade morreria. E como morreu Bene-Hadade? Assassinado por Hazael (2 Rs. 8:7-15). É claro que tudo foi tramado por Jeová, que havia ungido Hazael para matar. E Hazael depois matou os israelitas (2 Rs. 13:3).

Jeú era capitão, e o profeta Eliseu ratificou a unção de Elias, o tisbita, mandando um dos filhos dos profetas ungi-lo novamente, e unção para matar e executar a vingança de Jeová, destruindo e matando toda a casa de Acabe, velhos, mulheres, crianças, enfim, todos inocentes ou não, pois a vingança é injusta (2 Rs. 9:1-10). E Eliseu era matador. “Subia Eliseu no caminho de Betel, e uns garotos pequenos saíram da cidade e zombaram dele dizendo: Sobe, calvo; sobe calvo! Eliseu os amaldiçoou e saíram do mato duas ursas que despedaçaram quarenta e dois deles (2 Rs. 2:23-25). Foi Eliseu que coordenou as matanças executadas por Jeú (2 Rs. 9:1-10).

A unção para matar era tenebrosa. Saul foi ungido, tinha de ser matador, e recebeu ordem para exterminar os amalequitas. Era a vingança de Jeová, que jurou eterna inimizade contra Amaleque, quinhentos anos antes (Ex. 17:16).  Saul poupou Agague, rei dos amalequitas (1 Sm. 15:7-8). Por ter perdoado a vida de Agague foi rejeitado como rei de Israel (1 Sm. 15:26). E depois foi executada a vingança de Jeová matando Saul e três de seus filhos (1 Sm. 28:17-19).

Davi, que foi ungido em lugar de Saul, era matador. Matou tanto que Jeová o proibiu de edificar o templo. “Jeová me disse: Não edificarás casa ao meu nome, porque és homem de guerra, e derramaste muito sangue” (1 Cr. 28:3; 22:8).

Salomão, filho de Davi, era matador implacável. Logo que subiu ao trono de Israel, começou a matar. Matou Adonias, seu irmão, que era o herdeiro direto do trono. E matou para que Adonias não reinasse (1 Rs. 2:22-25). O segundo a morrer foi Joabe, general de Davi (1 Rs. 2:30-34). O terceiro foi Simei, que tinha amaldiçoado a Davi. Salomão dera ordem para que Simei não saísse da cidade, Simei saiu para buscar dois servos fujões, e Salomão o matou (1 Rs. 2:42-46). E o texto termina com as seguintes palavras: “E assim foi confirmado o reino na mão de Salomão” (1 Rs. 2:46). Sanção foi ungido desde o ventre para matar os filisteus. Todos conhecem a história desse fabuloso matador (Jz. 14 a 16). Os valentes de Davi, ao todo trinta e sete, eram os grandes matadores de Israel (2 Sm. 23:8-39).

O Velho Testamento foi chamado por Paulo de ministério da morte exatamente por isso, pois os que escaparam da espada dos ungidos, o próprio Jeová matava (2 Co. 3:6-9).

No Novo Testamento a unção era para ressuscitar os mortos. Os discípulos, ao todo cento e vinte, foram cheios do Espírito Santo, isto é, ungidos (At. 2:1-4). A mensagem de todos era a ressurreição. “E, estando eles falando ao povo, sobrevieram os sacerdotes, e o capitão do templo, e os saduceus, doendo-se muito de que anunciassem em Jesus, a ressurreição dos mortos” (At. 4:1-2). Uma cristã, de nome Dorcas, mulher caridosa e cheia de boas obras, morreu, e Pedro a ressuscitou. E porque ressuscitou? Porque o seu ministério era o da ressurreição (At. 9:36-42). Os discípulos ressuscitavam de duas maneiras: fisicamente os defuntos e espiritualmente os pecadores que criam em Jesus (1 Co. 3:1-3; 2:12).

Paulo pregava só a ressurreição. “E alguns dos filósofos epicureus e estóicos contendiam com ele; e uns diziam: Que quer dizer este paroleiro? E outros: Parece que é pregador de deuses estranhos. Porque lhes anunciava a Jesus e a ressurreição” (At. 17:18). Paulo pregava que sem ressurreição não há cristianismo. Dizia ele: “Se não há ressurreição de mortos, também Cristo não ressuscitou, e se Cristo não ressuscitou, então é vã a nossa pregação e vã a nossa fé” (1 Co. 15:14). Paulo pregava tanto sobre a ressurreição, que foi julgado pelos saduceus e outros, a ponto de ter a vida ameaçada de morte (At. 23:6-11). Em Troas, Paulo se estendeu na pregação até de madrugada, e um jovem, de nome Eutico, caiu de uma janela alta, tomado de profundo sono, e morreu. Houve tumulto, mas Paulo o ressuscitou em nome de Jesus (At. 20:6-12).

A mensagem do Velho Testamento era: MORTE A TODOS. A mensagem do Novo Testamento era e é: VIDA ETERNA PARA TODOS.

O que é um cristão? É um ungido. A palavra Cristo se traduz por ungido. E os ungidos do Novo Testamento tem a função de ressuscitar mortos, ao contrário dos ungidos do Velho Testamento.

Para terminar esta mensagem, vamos entender o que é ressurreição. Fisicamente, quando Jesus voltar, todos vão ressuscitar. Tanto maus como bons, salvos e perdidos (Jo. 5:28-29; At. 24:15).  A ressurreição física é para juízo e não é acompanhada de glória e virtude. A ressurreição espiritual, que Paulo se refere em Cl. 2:12 e 3:1-3 é só para os que pela fé em Cristo são libertos do pecado. “E libertados dos pecados fostes feitos servos da justiça” (Rm. 6:18). Ora, a morte espiritual é o efeito do pecado (Ez. 18:4). Para ser ressuscitado, é só Cristo libertar do pecado, pois quem peca não conhece a Jesus Cristo (1 Jo. 3:5-6).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(078) – OS CAMINHOS DE JEOVÁ 2

       “Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz Jeová: Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Is. 55:8-9). Vejamos se esta declaração de Jeová deus é ratificada pelas suas obras.

1-  Os homens sempre fizeram sacrifícios humanos aos falsos deuses, sendo que Jeová proibiu tal sacrifício, sob pena de morte (Lv. 20:2-5). Mas Jeová aceitava sacrifícios humanos, e ao aceitá-los se igualou a Moloque, deus dos amonitas. Aceitou o sacrifício da filha de Jefté (Jz. 11:30-40). Aceitou também o sacrifício de sete filhos de Saul (2 Sm. 21:1-14). Em matéria de sacrifícios e holocaustos, os caminhos de Jeová não são mais altos que os dos homens.

2-  Na história da humanidade, maldições fazem parte dos seus rituais religiosos, espiritualistas, fetiches, etc. A Bíblia faz referência a um mago que lançava maldições, cujo nome era Balaão. Sua história está em Números capítulos 22 a 24. Pois bem. O ponto alto das leis de Jeová eram as maldições terríveis e medonhas lançadas sobre seu próprio povo. Lemo-las em Dt. 28:15-68. Também, em matéria de maldições, Jeová ganhou na competição com os magos e feiticeiros; nunca na história da humanidade, algum deus falso, ou alguma mente doentia, conseguiu forjar maldições tão monstruosas como as de Jeová. É de horrorizar.

3-  Os reis deste mundo, cujas mentes estavam possuídas pelos demônios da cobiça, formavam grandes exércitos para dominar e saquear outros reinos. O sangue corria como água quando milhões de vidas preciosas sucumbiam para satisfazer a ganância de um. Pois incrivelmente, Jeová usou o mesmo método, pois ordenou a Josué que destruísse os reinos de Canaã. E o que é pior, Jeová endureceu esses reis e os incitou a guerra (Js. 11:20). Josué era o General comandado por Jeová, e recebeu ordens para destruir e matar todo mundo (Js. 6:21). Josué recebeu ordens para saquear o ouro e a prata para locupletar os tesouros de Jeová (Js. 6:19). Está ficando provado que os caminhos e os pensamentos de Jeová em nada diferem dos bárbaros terráqueos.

4-  Os povos bárbaros mantinham em cativeiro os vencidos, para construir cidades, trabalhar no campo como escravos sem remuneração. Os nobres eram obrigados a servir nos palácios. Jeová, com o seu poder, obrigou o seu próprio povo a servir como escravo sob o jugo dos bárbaros (Dt. 28:36-37; Lm. 5:1-16). Onde os caminhos de Jeová são mais altos? Onde os seus pensamentos são mais elevados? Jeová compara os homens a animais porque o comportamento do homem é animalesco. “Não sejas como o cavalo, ou como a mula, que não têm entendimento” (Sl. 32:9). “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras. Têm veneno semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda” (Sl. 58:3-4). Jeová deus reduz os homens a expressão mais baixa, e depois faz obras semelhantes as dos homens? Jeová mede seus atos pelos atos dos homens, e ainda diz que seus caminhos são diferentes?

5-  Os homens andam se aniquilando uns contra os outros em todas as áreas. O mais forte devora o mais fraco. Pois Jeová andou contrário ao seu povo, igualando seu comportamento ao de Israel. “Eles andaram contrariamente para comigo, eu também andei contrariamente, e os fiz entrar na terra dos seus inimigos” (Lv. 26:40-41). Isto não é ter pensamentos mais elevados e caminhos mais altos do que os dos homens, mas ao contrário, é descer, ou cair do céu, e macular a própria glória igualando-se aos pecadores.

Os homens são vingativos e guardam ódio no coração contra os adversários. E Jeová? “Jeová é um deus zeloso e que toma vingança; Jeová toma vingança e é cheio de furor; Jeová toma vingança contra os seus adversários, e guarda ira contra os seus inimigos” (Na. 1:2).

Os homens armam ciladas terríveis. Um industrial queria se livrar de um alto funcionário sem pagar os devidos direitos. Telefonou então para o dono de outra indústria, de quem era amigo, e armaram uma trama. O amigo chamou o funcionário, prometeu-lhe uma função superior ganhando o dobro. O funcionário pediu demissão, e assumiu o novo cargo. Trinta dias depois foi despedido. Só então percebeu que caiu no laço. Pois Jeová armou muitos laços. Armou o laço para matar o rei Joaquim (Ez. 12:13). Jó declara que Jeová armou uma rede para cercá-lo (Jó 19:6). Isaías revela que Jeová armou laços para Israel, afim de encarcerá-los (Is. 8:13-15). Armar laços é um dos caminhos mais baixos que se conhece para os homens.

Um dos caminhos prediletos de Jeová era obrigar as pessoas a andar em trevas. Para isso ele mesmo cegou o seu povo, como lemos em Is. 6:10. O pobre povo clamava em lamento: “Apalpamos as paredes como cegos; sim, como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio dia como nas trevas, e nos lugares escuros somos como mortos” (Is. 59:10-11). O próprio profeta Jeremias se lamenta, dizendo: “Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do seu furor. Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz” (Lm. 3:1-2).

O Pai de Jesus é totalmente diferente. Deu o seu unigênito Filho para resgatar os condenados por Jeová, por isso João diz: “Quem crê nEle não é condenado, mas quem não crê, já está condenado” (Jo. 3:18). Os caminhos do Pai são os da graça e salvação para todos (Tt. 2:11). Caminhos de paz. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações, e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fl. 4:7). Caminhos de libertação e não de cativeiro. “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl. 5:1). Caminhos do amor. “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1 Jo. 4:7). Estes caminhos todos são facetas da obra de Jesus no cristão, pois Jesus é o caminho. Disse Jesus:“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo. 14:6).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(077) – A CEIFA

Ceifa é colheita da plantação. Na Bíblia a ceifa é aplicada para a humanidade. Jesus a aplica metaforicamente para o fim deste mundo, na parábola do trigo e do joio. Em Mateus 13:24-30, Jesus explica que o joio é a semeadura do maligno, o trigo são os seus discípulos, e que o joio está misturado no meio do trigo. Os discípulos lhes disseram: Queres que arranquemos o joio? Em lugar da palavra “arrancar”, poderiam ter usado a palavra “ceifar”. Jesus lhes respondeu: “Não; para que ao colher o joio não arranqueis com ele o trigo. Deixai crescer ambos juntos até a ceifa”. Ora, a ceifa é o fim deste mundo, e os ceifeiros são os anjos (Mt.13:39).

Se Jesus ordena que não se colha o joio, e que ambos, joio e trigo, devam ficar juntos até o fim do mundo, está claro que Jesus nunca ceifou vida de ninguém. Quem ceifa as vidas das pessoas são os anjos. Se Jesus é a vida, não pode matar (Jo. 11:25-26). Deus, o Pai, enviou seu unigênito Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele (Jo. 3:17). E o próprio Jesus declara bem alto: “Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lc. 9:56).

Se houve alguma ceifa antes do fim do mundo marcado pelo Pai (Mt. 24:35-36), essa ceifa não veio do Pai nem de Jesus, e foi contra o projeto do Pai. Como os ceifeiros são os anjos, qualquer anjo que tenha ceifado vidas preciosas, foi anjo assassino e enviado pelo inimigo das almas, portanto é anjo caído (2 Pd. 2:4).

Jesus afirma que Ele e o Pai são um em João 10:30. Declara também que veio fazer a vontade do Pai, que não é matar, mas ressuscitar (Jo. 6:38-40). Revela também que as obras boas que pratica são as obras do Pai  (Jo. 10:32). Sendo assim, as matanças do Velho Testamento, melhor dizendo, as inúmeras ceifas de vidas, entram em choque com as declarações de Jesus. O anjo de Jeová foi um grande ceifeiro das vidas, e todas elas antes do tempo, isto é, antes da ceifa estabelecida pelo Pai no fim do mundo, isto é, no juízo final. Só de uma feita o anjo de Jeová matou 180.000 assírios (2 Rs. 19:35). De outra feita, o anjo de Jeová mandou uma peste que matou 70.000 israelitas. E esta matança foi injusta, pois Davi agiu em obediência a Jeová (2 Sm. 24:1; 1 Cr. 21:12-14). Foram duas ceifas. A primeira feita no arraial dos inimigos de Israel, 180.000 almas por quem Jesus morreu e precisavam ser salvas, ou ao menos ter chance, coisa que lhes foi negada. No segundo caso, a injustiça foi tão flagrante que Davi clama a Jeová afirmando que eram todos inocentes (1 Cr. 21:17). Jeová dos exércitos é quem coordenava e comandava as matanças, isto é, as ceifas antecipadas. “Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um resto dele se converterá; uma destruição está determinada, transbordando de justiça. Porque determinada já a destruição, Jeová dos exércitos a executará no meio de toda esta terra. Pelo que assim diz Jeová dos exércitos: Não temas povo meu, que habitas em Sião, a Assíria, quando te ferir com a vara, e contra ti levantar o seu bordão à maneira dos Egípcios; porque daqui a bem pouco se cumprirá a minha indignação, e a minha ira para os consumir. Porque Jeová dos exércitos suscitará contra ele um flagelo, como a matança de Midiã junto à rocha de Orebe, e como a sua vara sobre o mar, que contra ele se levantará, como aconteceu aos egípcios” (Is. 10:22-26). Neste texto, o profeta Isaías relata que foi Jeová quem matou os egípcios no Mar Vermelho, e que a vara usada por Moisés era de Jeová. Foram três ceifas antes do tempo: a dos egípcios, a de Israel e a dos Assírios.

A maior ceifa da história da humanidade foi no dilúvio. Bilhões de pessoas sucumbiam, e Jó afirma que foram levados antes do tempo (Jó 22:15-16). Pedro relata que a longanimidade do Pai esperava, mas houve a interferência de Jeová que os destruiu antes do tempo, isto é, ninguém teve chance de arrependimento. Velhos, mulheres, crianças, todos ceifados fora de tempo. Hoje, a situação moral é pior, e Jeová não pode mais realizar as matanças porque a cruz de Cristo o impede. Vamos citar algumas matanças de Jeová, só para provar que ele só pensava em matar.

1- Jeová ceifou a vida dos sodomitas de quatro cidades (Dt. 29:23).

2- Jeová ceifou a vida de toda uma geração de Israelitas no deserto (Nm. 14:29-30).

3- Jeová ceifou a vida dos habitantes de Tiro (Ez. 26:15-21).

4- Jeová ceifou a vida de 500.000 israelitas (2 Cr. 13:15-17).

5- Jeová ceifou a vida dos edomitas, isto é, os descendentes de Esaú (Ob. 1:9).

6- Jeová ceifou a vida dos moabitas, descendentes de Ló, sobrinho de Abrão (Jr. 48:15).

7- Jeová ceifou a vida dos amonitas, também descendentes de Ló, sobrinho de Abraão (Ez. 21:28).

8- Jeová ceifou a vida dos caldeus (Jr. 50:23-27; 51:37-40).

9- Jeová ceifava os justos no meio dos injusto, pois tinha sede de sangue (Ez. 21:1-10, 14-15, 22).

10- Jeová ceifava impiedosamente a vida de crianças inocente (Js. 14:21; 2 Sm. 12:13-15).

Todas as matanças de Jeová antecederam a ceifa do Pai, logo, foram injustas, pois matando as pessoas, tira-se-lhes o direito de mudar ou não, de arrepender-se. E Jesus ordenou que os maus deveriam permanecer junto aos bons até a ceifa (Mt. 13:30; 13:38-43).

Jesus, entretanto, ordena a seus discípulos que ceifem as almas para receber galardão no céu  (Jo. 4:35-36). Acontece que a ceifa de Jesus se dá ao contrário das ceifas de Jeová. Todo o que é ceifado por Jesus ou pelos seus discípulos saem da morte para a vida. “Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo. 5:24). Jeová fazia sair da vida para a morte, mas Jesus arranca da morte para a vida, têm ministérios opostos como diz Paulo em 2 Co. 3:6-9.

A Bíblia fala de vaidade das vaidades, céu dos céus, cântico dos cânticos. Jeová é o pão da morte (Ex. 33:20). Mas Jesus Cristo é o pão da vida (Jo. 6:40-48). 

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(076) – MARIONETES

O Deus Pai revelado no Novo Testamento quer salvar a todos. “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm. 2:3-4). O apóstolo Pedro diz: “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para convosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pd. 3:9). Paulo vai além de Pedro ao dizer: “Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis” (1 Tm. 4:10). Para o apóstolo Paulo, todos precisam ser salvos, pois para Deus, o Pai, não há condenados, mas perdidos, e Deus ama a todos, maus e bons. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê  não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16). A graça de Deus é total, isto é, para todos, fiéis e infiéis, justos e injustos, santos e imundos, condenados e não condenados; por isso Paulo declara: “Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2:11). E para que não houvesse dúvidas quanto ao propósito de Deus Pai, Cristo morreu na cruz, e já reconciliou todos com Deus, mesmo antes da conversão. “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2 Co. 5:19). É por isso que, com o seu sacrifício, Jesus fez propiciação pelos nossos pecados, e também pelos pecados de todo o mundo (1 Jo. 2:2).

Deus não manipula a salvação ou a condenação de ninguém. Se manipulasse, seria teatrinho de marionetes. Os marionetes são bonecos manipulados pelas mãos de um artista.

Esse método de manipular as pessoas existia no Velho Testamento. Jeová manipulava tudo. Em Gn. 3:15 Jeová criou a inimizade entre duas sementes, isto é, entre dois povos. Fica provado que Jeová não queria salvar nenhum. Abraão teve dois filhos, Ismael e Isaque, e Jeová criou inimizade entre estes dois povos irmãos (Gn. 16:11-12; 21:1-13). No caso de Esaú e Jacó, gêmeos, Esaú foi rejeitado desde o ventre (Rm. 9:11-13). Isto é puro teatrinho de marionetes. No Novo Testamento os Esaús e Jacós estão reconciliados com Deus e debaixo da graça. É só crer para ser salvo, o pior criminoso. Cada um é livre para crer ou não, e Deus não manipula ninguém. Um caso gritante é o de Faraó. Quando Jeová chamou Moisés para libertar o povo de Israel, que estava cativo no Egito (note-se que quem levou o povo para o Egito foi Jeová), Jeová antecipadamente declarou que ia endurecer o coração de Faraó antes de Moisés falar com ele (Ex. 4:21). Faraó era manipulado por Jeová para não crer. Diversas vezes após as pragas Faraó amoleceu, mas Jeová o endureceu mais ainda (Ex. 7:23; 10:1, 20, 27; 11:10). Faraó e o seu povo não eram livres para decidir. Quem decidia por eles era Jeová, que os odiava e queria matá-los. A glória de Jeová foi matá-los (Ex. 14: 4,17).

Quando Israel estava entrando em Canaã, Jeová manipulou o comportamento dos reis da terra. O primeiro foi Siom, rei de Hesbom, que não deu passagem para Israel, porque Jeová lhe endurecera o coração. O objetivo de Jeová era destruir, exterminar velhos, moços e crianças. Isto está em Dt. 2:30-34. Se Jeová fosse o Pai de Jesus, estaria definida uma mentira do Pai, que quer salvar a todos, e Jeová queria matar a todos. Felizmente Jeová e o Pai têm propósitos diferentes. Sobre o propósito de Jeová, lemos o seguinte sobre todos os reis que habitavam em Canaã: “Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus moradores de Gibeão, porquanto de Jeová vinha que os seus corações endurecessem, para saírem ao encontro de Israel na guerra, para os destruir totalmente, para se não ter piedade deles, como Jeová tinha ordenado a Moisés” (Js. 11:20).

É interessante notar que no Novo Testamento os homens só são controlados pelo Espírito Santo, depois da conversão a Jesus (At. 2:38). Jeová, entretanto, manipulava o comportamento dos homens, e contra a sua vontade.

Nabucodonosor, rei da Babilônia, rei perverso e cruel, e acima de tudo idólatra, era manipulado por Jeová. Leiamos o que diz Jeremias: “Eu fiz a terra, o homem, e os animais que estão sobre a face a terra, pelo meu grande poder, e com o meu braço estendido, e a dou àquele que me agrada em meus olhos. E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo. E todas nações o servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho” (Jr. 27:5-7). Nabucodonosor era manipulado por Jeová, porque Jeová se agradava dele, para dominar o mundo. Depois disso, Jeová mudou, pois o filho de Nabucodonosor e o neto não lhe agradaram aos olhos. Chamou Jeová os seus santificados. Quem eram eles? Israel? Nunca. Eram os persas os santificados de Jeová. E para que os chamou? Para destruir a Babilônia, que antes agradava a seus olhos (Is. 13:3,13-17). Os santificados de Jeová, isto é, os persas, fizeram estremecer os céus e a terra por causa do furor de Jeová dos Exércitos, e de sua ira. As crianças foram despedaçadas, as casas saqueadas e as mulheres violadas (pelos santificados).

Foi Jeová que trouxe Salmanasar, rei da Assíria, com um enumerável exército, para levar Israel para o cativeiro. Lemos isso em 2 Rs. 18:9; 17:20-23 e Is. 8:7-8. Ninguém tinha vontade própria. Ninguém era livre. Jeová manipulava tudo: o povo dele e os povos estranhos. E Israel foi para o cativeiro porque era mau e idólatra. Jeová porém declarou que Israel foi obra de suas mãos, dizendo: “Vocês são o barro e eu sou o oleiro”. Sendo assim, Jeová os formou maus e idólatras (Jr. 18:1-6). Jeová disse por boca de Isaías: “Ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is. 43:13).

Foi em Jeová que nasceu a absurda doutrina de predestinação. Mas eleição pressupõe discriminação, o que é injusto, pois é injusto dar a iguais prêmios desiguais, e todos os homens são iguais quanto ao pecado (Rm. 3:23). O que vemos no Velho Testamento é a incursão de Jeová, tentando macular as coisas do verdadeiro Deus, matando, amaldiçoando, mandando pestes e pragas, e usando os homens como marionetes.

Do Pai, entretanto, declara Paulo, que nos tempos passados deixou andar todas as gentes em seus próprios caminhos (At. 14:15-16). Contudo, não se deixou a si mesmo sem testemunho (At. 14:17).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(075) – QUEM SUBMETEU A CRIAÇÃO DE DEUS?

“A criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm. 8:20-23).

São duas questões: Quem submeteu a criação, e quando foi submetida. Afirmam os cristãos que quem submeteu a criação foi o diabo, mas esta afirmação carece de provas. Os que esposam esta tese baseiam-se em Lucas 4:5-8. Nesta tentação de Jesus, o diabo afirmou que os reinos deste mundo estão na sua mão, e os dá a quem quer. Nesta passagem, porém, o diabo disse: “A mim me foi entregue”. Quem entregou ao diabo é o que submeteu a criação. Alguém maior do que o diabo entregou os reinos deste mundo na sua mão. Quem? No livro de Jó fica provado que o diabo, ou Satanás, era inteiramente submisso a Jeová. Naquela ocasião, Satanás tentou a Jeová, afirmando que na adversidade, Jó blasfemaria contra Deus. Jeová então disse: “Eis que ele está na tua mão. Somente contra ele não estendas a tua mão” (Jó 1:12). Se foi Jeová que entregou Jó nas mãos do diabo, não havia outra autoridade maior que Jeová, e o diabo era submisso a ele. Jeová tinha Satanás em alta conta, senão não teria entregado o justo Jó na sua mão. Quando Satã tentou Jesus, este lhe disse: “Vai-te Satanás” (Lc. 4:8). Fica provado que Jeová honrou o diabo, e Jesus o repreendeu e expulsou. Fica também provado que até o tempo de Jó, que viveu mais ou menos no tempo de Moisés, a criação estava nas mãos de Jeová, que declarou bem alto: “Vede agora que eu, eu sou, e mais nenhum deus comigo; eu mato e eu faço viver, eu firo e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão” (Dt. 32:39). “Ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá? (Is. 43:13). Vamos citar trechos da Bíblia que provam que a criação estava submetida a Jeová até aos tempos de Jesus Cristo.

1.   Jeová reinava sobre as nações. “Porque Jeová altíssimo é tremendo, e rei grande sobre toda a terra” (Sl. 47:2). “Jeová reina sobre as nações” (Sl. 47:8). “De Jeová é a terra e a sua plenitude; o mundo e os que nele habitam” (Sl. 24:1).

2.   Jeová é o juiz de toda a terra. “Ele é Jeová, nosso deus; os seus juízos estão em toda a terra” (Sl. 105:7). “Mas, ó Jeová dos exércitos, justo juiz, que provas os rins e o coração, veja eu a tua vingança sobre eles” (Jr. 11:20). Jeová, o juiz de toda a terra, julgou e condenou à morte os antediluvianos. “E disse Jeová: Destruirei de sobre a face da terra, o homem que criei, desde o homem até o animal” (Gn. 6:7).

3.   Jeová estava acima de todos os deuses. “Pois tu, Jeová, és o altíssimo em toda a terra; muito mais elevado que todos os deuses” (Sl. 97:9). Qualquer deus falso que quisesse se impor, seria aniquilado por Jeová. Jeová era El Shaddai, ou o todo poderoso. Todo poderoso é o que domina sobre tudo e todos (Gn. 17:1).

4.   O diabo, que todos pensam ser quem sujeitou a criação e as criaturas, foi feito por Jeová deus. “Ora, a serpente (Satanás) era a mais astuta que todas as alimárias do campo, que Jeová Deus tinha feito” (Gn. 3:1). No livro de lemos: “Pelo seu espírito ornou os céus; a sua mão formou a serpente enroscadiça” (Jó 26:13). A serpente, ou o diabo, ou Satanás, pois estes três nomes se referem à mesma pessoa, estava a serviço de Jeová, logo era servo de Jeová. “Se se esconderem no cume do Carmelo, buscá-los-ei, e dali os tirarei; e, se se ocultarem aos meus olhos no fundo do mar, ali darei ordem a serpente, e ela os morderá” (Am. 9:3). O diabo estava debaixo do juízo de Jeová.

“Naquele dia Jeová castigará com a sua dura espada grande e forte, a leviatã, a serpente veloz, e a leviatã, a serpente tortuosa, e matará o dragão, que está no mar” (Is. 27:1). Leviatã, serpente, dragão, diabo e Satanás são nomes da mesma pessoa (Ap. 12:9). Enquanto o diabo, ou Leviatã, trabalham, Jeová parece estar de folga. É o que sugere o Salmo 104:126. O anjo de Jeová tem o poder de se transformar em Satanás, e isto prova que Satã estava a serviço de Jeová. “Então o Anjo de Jeová lhe disse: Porque já três vezes espantaste a tua jumenta? Eis que eu saí para ser o teu Satanás, porquanto o teu caminho é perverso diante de mim” (Nm. 22:32). Todas estas passagens provam que Satanás jamais submeteu a criação, pois estava submetido a Jeová, o todo poderoso.

Quem submeteu a criação, e a faz gemer com dores de parto, é aquele que tem poder sobre as enfermidades e as pestes. “Porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que consumam os olhos e atormentem a alma” (Lv. 26:16). “Também Jeová fará vir sobre ti toda enfermidade e toda a praga, que não está escrita no livro desta lei, até que sejas destruído” (Dt. 28:61).

Quem submeteu a criação é aquele que tem poder sobre o mal. “Eis que estou forjando um mal contra vós, e projeto um mal contra vós” (Jr. 18:11). “Sucederá qualquer mal à cidade, e Jeová não o terá feito? (Am. 3:6).

Quem submeteu a criação é aquele que tem poder sobre as guerras, e lança um reino contra o outro. Jeová é o senhor das guerras (Ex.15:3; 2 Cr. 32:8). Jeová é o senhor dos exércitos, porque os exércitos de todos os reinos obedecem a seu comando (Jr. 27:3-8).

Quem submeteu a criação é quem envia espíritos malignos ou demônios. “E o espírito de Jeová se retirou de Saul, e o assombrava um espírito maligno da parte de Jeová” (1 Sm. 16:14).

E Jeová declara que quem não quiser se submeter a ele será submetido pela violência. “Se o homem não se converter, Jeová afiará a sua espada; já tem preparado o seu arco, e já para ele preparou armas mortais, e porá em ação as suas setas inflamadas” (Sl. 7:12-13). Jó, o fiel, não escapou do furor de Jeová; e declarou: “Porque as frechas do todo poderoso estão em mim, e o seu ardente veneno o bebo o meu espírito. Os terrores de Jeová se armam contra mim” (Jó 6:4).

Felizmente Jesus Cristo morreu na cruz para nos libertar dos terrores, das pragas, das frechas envenenadas, das pestes, dos espíritos malignos, e de todas as maldições de Jeová, o usurpador do nome de Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo, que é também nosso Pai de amor e bondade, cuja caridade nos salvou em Cristo.

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(074) – OS DONS DE DEUS SÃO SEM ARREPENDIMENTO

 

“Os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento” (Rm. 11:29). Esta declaração de Paulo revela um detalhe do caráter de Deus Pai. O que Deus dá não tira mais, pois é dado para sempre. Citamos como exemplo a maior dádiva: “Porque Deus amou o de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16). E Deus Pai deu o seu Filho pelos perdidos e pecadores. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8). Na cruz de Cristo, Deus decretou a graça total e universal. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2:11). Está tudo consumado, e Deus não volta atrás, porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento. Deus não se arrepende, pois é onisciente, onipresente e onipotente. Tudo quanto Deus faz  é perfeito e absoluto. “Toda a boa dádiva e todo dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg. 1:17). Jesus, o Filho de Deus, “é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente” (Hb. 13:8). E Jesus é igual ao Pai; e disse: “ Quem me vê a mim, vê ao Pai”  (Jo. 14:9). “ Eu e o Pai somos um” (Jo. 10:30). Se Deus se arrependesse estaria confessando que errou, e Deus não erra. É por isso que a graça de Deus (dom de Deus) é superior ao pecado. “Onde o pecado abundou, superabundou a graça” (Rm. 5:20).

No Velho Testamento as coisas eram diferentes. Os dons e a vocação de Jeová eram com arrependimento. Foi Jeová que escolheu Saul para ser rei em Israel. Jeová disse ao profeta Samuel: “Amanhã a estas horas te enviarei um homem da terra de Benjamim, o qual ungirás por capitão sobre o meu povo Israel” (1 Sm. 9:16). “Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: porventura te não tem  ungido Jeová por capitão sobre sua herdade?” (1 Sm. 10:1). E Samuel enviou Saul a um rancho de profetas, e lá o espírito de Jeová se apoderou de Saul, e profetizou (1 Sm. 10:10).

Depois que Saul tomou posse do reino, desobedeceu a Jeová (1 Sm. 15). Como consequência, Jeová declara que se arrependeu de haver posto Saul como rei sobre Israel (1 Sm. 15:14). Rejeitou Saul como rei, e colocou Davi no seu lugar, e para completar a obra, tirou o bom espírito de Saul, e o  encheu de um espírito maligno (1 Sm. 16:1; 16:3-15).  Fica assim provado que Jeová é um Deus que se arrepende do que fez, isto é, não é onisciente nem onipresente, pois se fosse, saberia o futuro, e não precisaria confessar que errou. Jeová também tirou a vocação e o dom do espírito que estava sobre Saul, e assim os dons e a vocação de Jeová são com arrependimento, contrariando Rm. 11:29, que se refere ao Deus Pai de Jesus.

Jeová escolheu Salomão desde o ventre, e o amou (2 Sm. 12:24). Muito antes do adultério de Davi e do nascimento de Salomão, Jeová profetizou o seu nascimento. “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti a tua semente, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre – Eu lhe serei por pai e ele me será por filho” (2 Sm. 7:12-14). Davi declara que, entre todos os seus filhos, Salomão foi o  escolhido por Jeová. “De todos os meus filhos, porque muitos filhos me deu Jeová, escolheu ele o meu filho Salomão para se assentar no trono do reino de Jeová sobre Israel, e me disse: Teu filho Salomão edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para filho” (1 Cr. 28:5-6). O nome de Salomão foi escolhido por Jeová (1 Cr. 22:9). Para que Salomão realizasse toda a obra sonhada por Jeová,  este lhe deu sabedoria divina (1 Rs. 3:12). Pois bem, Salomão, o amado, escolhido, e pretendido por Jeová, foi um rei carnal e lúbrico, pois teve setecentas mulheres e trezentas amantes, todas elas tomadas dos povos que Jeová havia proibido tomar (1 Rs. 11:1-3). Salomão, pela paixão carnal, e seduzido  pelas mulheres se tornou um idólatra abominável (1 Rs. 11:5-8). Além de tudo isso, Salomão oprimiu o povo para enriquecer (1 Rs. 12:3-4). Salomão foi um rei cruel (1 Rs. 12:11). Em consequência, Jeová rasgou o reino de Israel em dois (1 Rs. 11:11).

Qualquer leitor do Velho Testamento vai pensar: Jeová errou na escolha. Deu o reino na mão de Salomão e depois dividiu o reino como castigo dos seus desmandos. Jeová não é onisciente nem onipresente. O desmoralizado não foi Salomão, mas Jeová, que comete erros irreparáveis. Um deus que dá e depois tira, que escolhe e depois rejeita, que tira o seu espírito dos seus ungidos, e coloca em seu lugar espíritos malignos.

Jeová é o deus que muda conforme os homens, por isso se arrepende. Em 1 Sm. 15:29 lemos que não é homem para que se arrependa. Em 1 Sm. 15:35 lemos que se arrependeu de ter posto Saul como rei.

Jeová prometera com juramento a Abraão abençoar e multiplicar o povo de Israel. Este povo pecou ao pé do Monte Sinai, e Jeová,  cheio de furor, decidiu consumi-los e mudar a promessa para a descendência de Moisés. Este, porém, se opôs aos novos planos de Jeová com tal determinação, exigindo, inclusive, que Jeová se arrependesse de tão grande mal. Jeová então se arrepende e volta atrás, persuadido por um homem (Ex. 32:1-14).

Em outra ocasião, quando os espias infamaram a terra prometida, Jeová  novamente decide exterminá-los. Moisés se opõe ao plano homicida novamente, e usa os mesmos argumentos da primeira vez. Jeová volta atrás (Nm. 14:1-20). Jeová não tinha um propósito definido; Moisés tinha. Moisés amava o povo. Jeová se arrependia tantas vezes, que fez a  seguinte declaração ao seu povo: “Tu me deixaste, diz Jeová, voltas para traz; por isso estenderei a minha mão contra ti, e te destruirei; estou cansado de me arrepender” (Jr. 15:6).

Jeová confessa que pratica o mal e depois se arrepende. Em 2 Sm. 24:15-16 Jeová confessa que, quando uma nação não anda conforme a sua palavra, fica imaginando e forjando males. Se a nação se converter, ele se arrepende do mal que pensava em fazer (Jr. 18:7-10). Jeová fez o mal a Israel e depois confessou dizendo: “Estou arrependido do mal que vos tenho feito” (Jr. 42:10).

Para encerrar o assunto, Jeová salvou seu povo do Egito, depois se arrependeu de os ter  salvo e os matou (Jd. 5; Nm. 14:28-30). Jeová ordena a bênção e depois, não só tira a bênção, como amaldiçoa a bênção dada. “Se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz Jeová dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado. Eis que vos corromperei a semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos.” (Ml. 2:2,3). E basta. Nada em Jeová é seguro a não ser maldição.

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(073) – O VÉU

A Bíblia fala do véu no Velho Testamento e no Novo. No Velho Testamento temos os dois véus do templo. O primeiro separava o átrio e o tabernáculo, ou templo. O segundo separava o lugar santíssimo, chamado santo dos santos. O povo ficava no átrio ou pátio, que ficava  em volta do tabernáculo, antes de ser construído o templo, e mais tarde em volta do templo. Só os sacerdotes ultrapassavam o primeiro véu e entravam no templo para ministrar. Nenhum sacerdote podia ultrapassar o segundo véu e entrar no santo dos santos. Somente o Sumo Sacerdote podia fazê-lo, e somente uma vez por ano (Hb. 9:1-7). O véu, portanto, é sinal de separação. Separava o povo do interior do templo. O segundo véu separava os sacerdotes do lugar santíssimo. Até o Sumo Sacerdote morria se adentrasse o santo dos santos fora de hora e sem sacrifício de expiação (Lv. 16:2,3). O véu separava de quem? De Jeová.

O apóstolo Paulo faz referência a um outro véu, o do Velho Testamento. “Mas os seus sentidos foram endurecidos. Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do Velho Testamento, o qual foi por Cristo abolido” (2 Co. 3:14). Havia um véu que tirava a visão espiritual. Para que um judeu se convertesse, o véu espiritual tinha de ser tirado. “E até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles. Mas, quando se converterem ao Senhor Jesus, então o véu se tirará” (2 Co. 3:15-16). A lei de Jeová, ou o Velho Testamento, colocou no coração dos judeus um véu que separa de Jesus Cristo. Lemos em Hb. 7:12 que em Cristo foi mudada a lei e o sacerdócio do Velho Testamento. Ora, Jeová promete restaurar a lei no fim dos tempos. “Porque este é o concerto que depois daqueles dias farei com a casa de Israel, diz Jeová, porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu deus, e eles serão o meu povo” (Jr. 31:33). Este texto é repetido em Heb. 8:10. Isto equivale a dizer que Cristo tirou o véu e Jeová vai colocar de novo.  Cristo tirou o véu mudando a lei e abolindo o Velho Testamento, e Jeová promete colocar o véu, restaurando a lei e o Velho Testamento que Cristo aboliu. Quando Cristo foi crucificado, o véu do templo se rasgou de alto a baixo (Mt. 27:51). O caminho para Deus, o Pai, foi aberto para todos, e assim foi rechaçado aquele indigno sacerdócio, e aqueles sacrifícios inúteis. “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados” (Hb. 10:4). A lei foi abrogada por causa da sua fraqueza e inutilidade, pois nenhuma coisa aperfeiçoou (Hb. 7:18-19). Acabou o templo de pedra, feito por mãos de homens, e acabou o serviço do sacerdócio levítico. Agora, tudo é novo. Pedro declara o seguinte, sobre a Igreja de Cristo: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pd. 2:9). E Jeová promete restaurar Israel, em Ez. 36:8-15. Em seguida, no capítulo 37, dá detalhes fantásticos sobre a restauração do povo. Nos capítulos 40 a 44, Jeová declara que vai restaurar o templo, o sacerdócio levítico, os sacrifícios e holocaustos do Velho Testamento e em Ez. 43:10-27, lemos detalhes sobre os sacrifícios. Isto prova que os planos de Jeová não são os mesmos de Jesus e o Pai.

O Velho Testamento foi o concerto da carne e do sangue. “Será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; E ESTARÁ O MEU CONCERTO NA VOSSA CARNE POR CONCERTO PERPÉTUO” (Gn. 17:13). A lei era e é enferma pela carne (Rm. 8:3). O mandamento era e é carnal (Hb. 7:16). Como Jeová pode fazer concerto na carne, se na carne não habita bem algum? (Rm. 7:18). “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção” (1 Co. 15:50). Por isso Jesus declarou que a carne para nada aproveita, em Jo. 6:63. Mas Jeová também declarou que vai criar um novo céu e uma nova terra, e toda a carne virá adorar diante dele (Is. 66:22-23). São caminhos contrários.

Como a mulher é a carne, “Assim devem os maridos amar a suas  próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher ama-se a si mesmo. Porque nunca ninguém aborreceu a sua própria carne” (Ef. 5:28-29). A mulher usa véu por ser carne (1 Co. 11:6). Como o véu é sinal de separação de Deus, e Deus é Espírito, a mulher, pelo véu da carne está separada de Deus, por isso precisa de cobertura do varão. “Quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o varão, e o varão a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo” (1 Co. 11:3). Nem Deus, nem Jesus são cabeça da mulher, por ser a mulher carne. Eva, que era carne de Adão, o fez pecar (Gn. 2:23; 1 Tm. 2:13-14).

Cristo se fez carne (Jo. 1:14), e carne do pecado (Rm. 8:3). Cristo foi tentado na carne (Hb. 5:7; 4:15) e pelas mulheres que são carne, mas não caiu. Cristo crucificou a carne e exige que o sigamos: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me” (Mt. 16:24). Paulo disse: “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl. 5:24). No matrimônio deve haver amor e não concupiscência carnal, pois o leito dever ser sem mácula (Hb. 13:4). Se houver concupiscência no casamento, esta o destrói, pois Pedro disse: “Abstende-vos das concupiscências carnais que combatem contra a alma” (1 Pd. 2:11).

Para terminar o assunto do véu, para ser de Cristo, o véu tem de cair. Cristo veio, consumou a obra, e o Velho Testamento permanece com suas leis, e o povo judeu não se converte a Cristo, logo o véu está posto  até hoje sobre o coração deles (2 Co. 3:14-16) Se Jeová fosse Cristo, Cristo teria posto o véu da separação nos judeus, e não pôs, nem nos gentios. Cristo rasgou o véu da carne na cruz para entrar no santuário celestial, abrindo caminho para os cristãos (Hb. 10:19-20). Mas o véu tem de ser tirado pela conversão, isto é, o véu da carne do Velho Testamento. Os que adotam o Velho Testamento colocam no coração o véu que Cristo tirou. E há um detalhe, as mulheres continuam com o véu. E por quê? Porque a mulher quer ser carne, anda nua, mesmo estando vestida, e liberou o uso da carne de Jeová.

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(072) – A CONDENAÇÃO DA LEI

Em Gn. 3:1-6 lemos a história da queda de Adão e Eva. Quando a serpente derrubou Eva, derrubou juntamente Adão, pois ela deu a ele o fruto maldito. Tiramos disto uma lição. Quando a mulher cai, o homem cai junto, isto é, a mulher determina o comportamento do homem. Não foi assim com Davi, o varão que tinha o coração segundo o coração de Jeová? Batseba se exibiu nua e Davi enlouqueceu, pois só um louco mataria o marido para roubar a mulher. E Batseba destruiu o reino de Israel, pois obrigou Davi a colocar seu filho Salomão no trono de Israel sob juramento, e o reino foi destruído por causa da estupidez de Salomão. Uma mulher derrubou Davi, e Salomão, vendo isto, se uniu a mil? É o cúmulo da falta de sabedoria.

A moral depende da mulher; a virtude deveria ter a forma da mulher; a castidade deveria ser a coroa das mulheres; a modéstia deveria vestir as mulheres; a beleza da mulher deveria ser interior e não exterior. Caiu a mulher, caíram todos os valores morais e caiu a família, como ensinou Paulo em 1 Tm. 5:1-11. Não é opinião nossa, mas de Paulo. O pecado entrou neste mundo pelas mãos de Eva (1 Tm. 2:14). 

– Porque Paulo afirma que foi por Adão, em Rm. 5:12? Por que o comportamento do homem é determinado pela mulher, e deveria ser o contrário.

– Porque a serpente usou a mulher? Por que o homem não cairia sem a mulher, e o diabo sabia disso. Paulo temia que se repetisse o fato. “Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Co. 11:3). Este texto prova que a principal causa da queda foi corrupção e não só desobediência. Eva caiu sendo corrompida, e Adão, o alvo de Satanás, caiu em desobediência fatal.

Há um detalhe a considerar. Como não havia lei, o pecado não era imputado, e obviamente não havia condenação, como disse Paulo:  “Porque até a lei estava o pecado mo mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei” (Rm. 5:13).  A lei foi dada por Jeová no monte Sinai. “Então falou deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou Jeová teu deus, que te tirei da terra do Egito. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagens de escultura…” (Ex. 20:1-4… até o final). E foram falados pela boca de Jeová os dez mandamentos.

A lei de Jeová deu forma ao pecado. Classificou os pecados e deu peso a eles. A lei transformou os homens em réus. A lei trouxe a condenação espiritual dos homens, pois está escrito: “O salário do pecado é a morte” (Rm. 6:23). E João, falando da salvação em Cristo, diz: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado” (Jo. 3:18). Se a lei foi dada por Jeová, quem condena é Jeová. Quem condenou a humanidade no dilúvio foi Jeová (Gn. 6:7; Hb. 11:7). Jeová condenou as cidades de Sodoma e Gomorra (2 Pd. 2:6). Jeová é o deus que condena, e o Pai é o Deus que salva e não condena ninguém. “Porque Deus enviou seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo. 3:17). Paulo declara que Deus é o Salvador de todos os homens, principalmente dos crentes fiéis (1 Tm. 4:10) Ora, Jeová é o condenador de todos os homens, principalmente dos antediluvianos, Sodoma e Gomorra e Israel, logo, não são a mesma pessoa. E, se Cristo fosse Jeová, teria duas caras, dois comportamentos e duas medidas.

Como Jeová não ama os pecadores, antes os aborrece (Sl. 5:5; Ml. 1:3), não conformado com a condenação, acrescentou terríveis maldições para atormentar suas pobres criaturas (Dt. 27:11-26; 28:15-68). Mas graças ao Deus Pai, que Cristo nos resgatou das maldições de Jeová, fazendo-se maldição por nós (Gl. 3:13).

Concluindo o raciocínio. Se a serpente (Satanás) derrubou os homens no jardim do Éden, mas sem condenação, como lemos em Rm. 5:12, e Jeová deu a lei que condena os homens, a serpente e Jeová trabalharam no mesmo sentido, ou trabalharam em conjunto no mesmo projeto. A serpente plantou o alicerce e Jeová construiu em cima, e deu a acabamento. Se Jeová fosse o Pai de Jesus, o Pai teria trabalhado com a serpente. Jeová feriu e matou o seu povo desobediente pelas serpentes, e depois mandou Moisés colocar numa haste uma serpente de bronze. Quem olhasse era curado, isto é, Jeová trabalhou em conjunto com a serpente (Nm. 21:4-9). Jesus, em referência ao fato, disse: “E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do homem seja levantado” (Jo. 3:14). Jesus estava dizendo: Jeová salvava pela serpente, isto é, o diabo, nas meu Pai vai salvar por mim: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo. 14:6). Através da serpente os israelitas iam a Jeová, só eu posso levar ao Pai.

Pela fé em Jesus Cristo o homem sai do pecado, da morte e da condenação. Do pecado e da morte que a serpente instituiu, e da condenação da lei, que Jeová instituiu. De um só golpe na cruz, Jesus derrubou o prédio edificado pelo diabo e por Jeová. Cristo, na cruz, resgatou os homens das maldições da lei de Jeová (Gl. 3:13).

A obra foi completa. E Jesus disse: “Eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade de meu Pai, que me enviou” (Jo. 6:38).  Se Jesus destrói o que o diabo fez, é contra o diabo, e se destruiu as coisas que Jeová estabeleceu, é contra Jeová. Jeová deu a lei, e Jesus meteu na cruz essa lei com os anjos de Jeová (Cl. 2:14-15). E para que os crentes não andassem na lei, deu uma nova: “Um novo mandamento vos dou; que vós ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (Jo. 13:34). Jeová estabeleceu um Testamento com o seu concerto e suas leis. Cristo aboliu esse Testamento Velho estabelecendo um Novo, com melhores promessas (2 Co. 3:14; Hb. 8:6).  Jeová estabeleceu um reino neste mundo (Ex. 19:6; Is. 43:15). Jesus afirmou que seu reino não é deste mundo, pois é um reino celestial (2 Tm. 4:18). Jeová estabeleceu o sacerdócio levítico, e Jesus o mudou. O sacerdócio agora é dos gentios (Hb. 7:12; 1 Pd. 2:9).

Jeová usou Salomão para edificar um templo para habitação do seu nome (Dt. 12:11). E Cristo falou que o templo onde Deus, o Pai, habita é o corpo dos santos (2 Co. 6:16). Jeová condenou os homens à morte eterna, mas Jesus foi condenado em lugar dos homens, e os comprou para Deus Pai (1 Co. 6:20). Ora, Cristo não podia comprar do Pai, para devolver ao Pai, mas comprou de Jeová e não do diabo.

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(071) – O PÃO NOSSO DE CADA DIA

 

Mat.6:9 a 13

Lemos na oração do Pai nosso, ensinada por Jesus, que Deus, o Pai, tem o pão verdadeiro. “Moisés não vos deu o pão do céu; mas meu Pai vos dá o verdadeiro pão do céu” (Jo. 6:32). Isto equivale a dizer que o pão dado por Jeová no deserto era falso. “Então disse Jeová a Moisés: Eis que vos farei chover pão dos céus” (Ex. 16:4). Porque Jesus teria dito aquilo, indo de encontro a Jeová? Por que o maná, o pão dado por Jeová por quarenta anos no deserto era material, e o pão de Jesus é espiritual. No capítulo seis de Mateus, onde lemos a oração do Pai nosso, em continuação, Jesus exorta os discípulos a não buscarem o pão material, pois o Pai conhece as nossas necessidades materiais e físicas, e termina o texto dizendo: “Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça, e as outras coisas vos serão acrescentadas” (Mt. 6:33).  Jesus está ensinando que a prioridade para que o homem tenha a vida eterna é o pão espiritual e não as coisas materiais. “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder a sua alma?” (Mt. 16:26).

Digamos que a necessidade do cristão é feijão e arroz. O cristão faminto pede a Deus um pão, ou um peixe, ou um ovo, mas o Pai celestial lhe dá o Espírito Santo (Lc. 11:9-13). O cristão, então, reclama dizendo: — Eu pedi um pão, ou peixe, ou ovo; não pedi o Espírito Santo, pois estou com fome. — Mas Deus tem de ser coerente com o sermão da montanha. Lá ele manda não buscar isso. Quem o faz tenta a Deus, e é isso que o diabo quer. Foi o diabo que ofereceu o pão material a Jesus (Lc. 4:1-4). E Paulo diz: “O Espírito Santo ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm. 8:26).

O homem busca as coisas materiais deste mundo, inclusive o pão de cada dia, mas quem dá essas coisas é o diabo. “E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero. Portanto, se tu me adorares, tudo será teu” (Lc. 4:5-7). O Cristão, cego pela fome física, não percebe que o pão nosso de cada dia, que Jesus manda buscar, é o pão espiritual, para que nossa alma não seja de Satanás.

É claro que o Pai não nos deixa morrer de fome, mas devemos saber que Jesus, o seu Filho, não tinha onde morar. “Disse Jesus: As raposas têm os seus covis, e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Mt. 8:20).  O Pai só tem um pão para todos. Disse Jesus: “Eu sou o pão da vida. Vossos pais comeram o maná no deserto e morreram. Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. Eu sou o pão vivo que desceu do céu…” (Jo. 6:48-51). O Pai não tem dois pães para dar. Só tem um. Os cristãos querem que o Pai dê os dois pães, mas Ele só tem um, que é Jesus Cristo. E para todos. Maus e bons, justos e injustos, amigos e inimigos, fiéis e infiéis, sábios e ignorantes. Deus não pode ser injusto. Se o Pai dá o pão material, todos os cristãos seriam milionários, mas Jesus afirma que a riqueza material, para Deus, é miséria, em Lucas 12:16-21.

No Velho Testamento havia diversos tipos de pães, dados, servidos pelo mesmo Deus. “Jeová deus dos exércitos, até quando te indignarás contra a oração do teu povo? Tu os sustentas com o pão de lágrimas” (Sl. 80:4-5). “Tenho comido cinza como pão, e misturado com lágrimas a minha bebida. Por causa da tua ira e da tua indignação, pois tu me levantaste e me arremessaste” (Sl. 102:9-10). “Bem vos dará Jeová, pão de angústia e água de aperto…” (Is. 30:20). Quem comeu pão de angústia toda a vida foi Davi, que disse no seu lamento: “Já estou cansado do meu gemido; toda a noite faço nadar a minha cama, molho o meu leito com as minhas lágrimas” (Sl. 6:6). “Jeová, não me repreendas na tua ira nem me castigues no teu furor. Porquetuas frechas se cravaram em mim, e a tua mão sobre mim desceu” (Sl. 38:1-2). “Portanto, assim diz Jeová dos exércitos, deus de Israel: Eis que darei de comer alosna a este povo, e lhe darei a beber água de fel” (Jr. 9:15). A alosna tem o gosto do fel, ou pior. Mas Jeová fabricou um pão ainda pior do que os citados acima. “Porque na mão de Jeová há um cálice, cujo vinho ferve, cheio de mistura, e dá a beber dele: certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes” (Sl. 75:8). Este pão de fezes Jeová deu para seu povo comer. “Desperta-te, levanta-te ó Jerusalém, que bebeste da mão de Jeová o cálice do seu furor; bebeste e sorveste as fezes do cálice” (Is. 51:17).

Jeová quis forçar o profeta Ezequiel a comer bolinhos feitos de fezes dos homens por 390 dias (Ez. 4:5-15). Jeová prima pelas coisas grotescas. Tem na mão direita um cálice cheio de vômito para dar (Hc. 2:16). Mas Jeová tem ainda um pão mais abominável para dar aos seus filhos, e não é para os maus, e sim para os bons. “As mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos; serviram-lhes de alimento na destruição da filha do meu povo” (Lm. 4:10). Para que ninguém pense que foi acaso, Jeová planejou essa maldição na sua lei (Dt. 28:53-57).

Jeremias captou o projeto de Jeová; e declara: “Fez Jeová o que intentou; cumpriu a sua palavra que ordenou desde os dias da antigüidade; derrubou e não se apiedou, exaltou o poder dos teus adversários” (Lm. 2:17).

Nenhum dos pães do vasto cardápio de Jeová prefigura a Cristo, o verdadeiro pão da vida, e único pão do Pai: Pão do amor, Pão do perdão, Pão da paz, Pão do Espírito e da verdade, isto é, Jesus é o Pão que tem todos os sabores espirituais.

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(070) – O DEUS VENCIDO

Pode Deus ser vencido? Mas Deus é Todo Poderoso, é o criador e sustentador de todas as coisas. Todas as coisas existem e subsistem pela sua providência divina. A Escritura deixa claro nas entrelinhas que Deus, o Pai, foi vencido. Lucas conta no seu Evangelho a história de um mau filho que exigiu do pai a sua parte da herança e tendo recebido tudo, partiu para uma terra distante onde gastou tudo numa vida dissoluta. Ficando na miséria, procurou trabalho. O único que conseguiu foi o de apascentar porcos. Naquela situação de penúria, tomou a resolução de voltar à casa paterna e confessar seus pecados. O pai, que nunca deixou de amar o filho, passava os dias e as noites em oração, na esperança de rever o filho querido. Quantas noites em claro, quanta aflição. Um dia, estando à tarde olhando a estrada, notou que alguém vinha. Era tão diferente do filho que partiu. Agora com marcas de sofrimento, roupa surrada, andando curvado. O coração do pai adivinhou, e lançou-se o pai na estrada ao encontro do filho, vencido pelo amor. Lançou-se ao pescoço do filho em demonstração de alegria e carinho. Recolheu o filho amado, e ordenou um grande banquete (Lc. 15:11-24).

Esta história, ou parábola contada por Jesus, e registrada no Evangelho de Lucas, é apenas uma gota diante do oceano de amor do Deus Pai.

Pois bem. Quem realmente ama, será sempre vencido pelo amor, mas quem não ama será sempre vencido pelo ódio e pelo furor destruidor.

Jeová se declara o deus da ira, pois fica irado todos os dias, uma ira que não cessa (Sl. 7:11). Jeová se declara o deus da guerra, isto é, está sempre pronto para guerrear (Ex. 15:3; 1 Sm. 17:47). Jeová se declara o deus do furor e da vingança: “Jeová é deus zeloso e que toma vingança; Jeová toma vingança e é cheio de furor; Jeová toma vingança contra os seus adversários, e guarda ira contra os seus inimigos” (Na. 1:2). Jeová confessa que a sua ira arde até o mais profundo do inferno (Dt. 32:22). Jeová aborreceu o seu povo Israel, isto é, odiou com ódio homicida (Sl. 78:59; I Jo. 3:15). Adiante de Jeová não vai o amor, mas a peste (Hc. 3:5). Parece que o amor não encontra espaço no caráter do deus das maldições (Dt. 28:15-68). Estes atributos de Jeová não cativavam o seu povo. As manifestações freqüentes de furor e violência de Jeová contra o seu povo, os condicionou a aceitar qualquer deus, pois nenhum seria pior. Uma das vinganças de Jeová era matar os filhos pelos pecados dos pais (Is. 14:21). Essa forma injusta de punir os pais matando os filhos inocentes levou o povo a divulgar um provérbio que ofendeu fundo a Jeová: “Os pais comeram uvas verdes e os dentes dos filhos se embotaram” (Jr. 31:29; Ez 18:2-3). O que mais revoltava o povo era Jeová se deleitar em destruir o povo com pragas e pestes (Dt. 28:61-63). Quem ama não se deleita em destruir o que ama. Quem recorre ao mal para combater o mal foi vencido pelo mal. Jeová reclamou e acusou o mal do seu povo: “Ai da nação pecadora, do povo carregado de iniquidades da semente de malignos, dos filhos corruptores; deixaram a Jeová; blasfemaram do santo de Israel, voltaram para traz” (Is. 1:4). Qual foi o método usado por Jeová para tentar corrigir e educar seu povo? Porque Jeová dos exércitos, que te plantou, pronunciou contra ti o mal pela maldade da casa de Israel e da casa de Judá” (Jr. 11:17). Neste texto Jeová declara literalmente que o remédio para o mal é o mal, contrariando o Novo Testamento que diz: “A NINGUÉM TORNEIS MAL POR MAL” (Rm. 12:17). Como deus pode fazer aquilo que proíbe nas criaturas? Que incoerência! Jeová confessou que não planejava bem algum a seu povo: “Porque pus o meu rosto contra esta cidade para mal e não para bem, diz Jeová” (Jr. 21:10). Jeová passava o tempo nas regiões celestiais e no seu divino trono planejando males: “Fala agora aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz Jeová : Eis que estou forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós. Convertei-vos pois agora cada um do seu mau caminho” (Jr. 18:11). Se Jeová tivesse prometido um bem qualquer a seu povo, e este fizesse o mal, Jeová declara que se arrepende do bem prometido, para executar o mal (Jr. 18:10). Jeová velava o mal, para se cumprir nos mínimos detalhes: “Eis que eu velarei sobre eles para mal e não para bem” (Jr. 44:27). O profeta Daniel disse: “Por isso Jeová vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós” (Dn. 9:14). E mais: Jeová reivindica para si todo o mal feito debaixo do céu sem deixar nada para Satanás: “SUCEDERÁ QUALQUER MAL A CIDADE E JEOVÁ NÃO O TERÁ FEITO? (Am. 3:6). “De quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo” (2 Pd. 2:19).

A grande verdade é que Jeová é um deus vencido pelo mal e não pelo amor. O maior é vencido pelo mal do menor. Deus medindo-se com o homem por baixo. Os homens não tem solução para o crime, então constroem penitenciárias. Jeová criou o inferno. Sentir-se provocado pelo inferior é tornar-se inferior. Andar contra os contrários e ser vencido pelos que são contra (Lv. 26:40-41). O mal, usado como arma para reprimir o mal, é a multiplicação do mal.

Paulo dá a formula pra vencer o mal: “NÃO TE DEIXES VENCER DO MAL, MAS VENCE O MAL COM O BEM” (Rm. 12:21). O mal só pode ser vencido pelo bem, e o Deus Pai aplicou esse remédio: “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(069) – A CARNE

1-   A carne é a fonte da corrupção: “A carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção” (1 Co. 15:50).

2-  A carne é matéria putrefata: “Salvai alguns arrebatando-os do fogo; tende deles misericórdia com temor, aborrecendo até a roupa manchada da carne” (Jd. 23).

3-  A carne é imunda: “Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda imundícia da carne e do espírito” (2 Co. 7:1). “Mas principalmente aqueles que segundo a carne andam em concupiscências de imundícia” (2 Pd. 2:10).

4-  “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará, porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gl. 6:7-8).

5-  Qual é a corrupção que colhe quem semeia na carne? “Porque as obras da carne são manifestas, as quais são; prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus” (Gl. 5:19-21).

6-  A carne é, portanto, lixo. Leiamos as palavras de Jesus: “O Espírito é o que vivifica, a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos disse são espírito e vida” (Jo. 6:63).

7-  O apóstolo Paulo declarou: “Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum” (Rm. 7:18).

8-  As concupiscências da nossa própria carne querem destruir a nossa alma para sempre. Pedro nos adverte: “Amados, peço-vos como a peregrinos e forasteiros, que vos abstenhas das concupiscências carnais que combatem contra a alma” (1 Pd. 2:11).

9-  A carne é inimiga do Espírito Santo, e se opõe a obra do Espírito na vida do cristão para destruí-lo. “Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne, porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro para que não façais o que quereis” (Gl. 5:16-17).

10-  “Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra Deus, pois não é sujeita a lei de Deus, nem em verdade o pode ser” (Rm. 8:7). Por este texto entendemos que todo carnal é naturalmente inimigo de Deus nas suas obras.

11-   Andar na carne, viver na carne, e desfrutar da carne é assinar a sentença de morte eterna. “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz” (Rm. 8:6). “Porque, se viverdes segundo a carne morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Rm. 8:13-14).

12-   Os nascidos da carne, isto é, da cópula carnal, são todos escravos da carne. As duas mulheres de Abraão, Hagar e Sara, são figura da carne e do Espírito. Hagar é a carne e Sara o Espírito. E Paulo nos revela: “Porque está escrito que Abraão teve dois filhos. Um da escrava e outro da livre. Todavia o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre por promessa” (Gl. 4:22-23). “Mas aquele que era gerado segundo a carne perseguia o que era gerado segundo o Espírito” (Gl. 4:29). Quando o cristão está sendo gerado pelo Espírito, isto é, Isaque está nascendo para Deus, Ismael, isto é, a carne, persegue Isaque para destruí-lo. Isto é o que está em Gl. 5:16-17 e Rm. 8:13.

13-   Os carnais, isto é, os que andam segundo as inclinações da carne, por mais que queiram, não conseguem agradar a Deus (Rm. 8:8).

14-   Todos os que andam segundo a carne não são filhos de Deus, e sim filhos da ira. “Noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, sendo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos de nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef. 2:2-3).

15-   O apóstolo Paulo indica o único remédio para a maldição da carne: “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e cuncupiscências” (Gl. 5:24). Pela virtude do Espírito Santo é possível isto.

16-  É de arrepiar os cabelos, mas todos os que nascem da carne nascem de Jeová. “Além disto, tomaste teus filhos e tuas filhas, que por mim geraste, e os sacrificaste” (Ez. 16:20). “Porque adulteraram, e sangue se acha nas suas mãos; com os seus ídolos adulteraram, e até os seus filhos, que de mim geraram, fizeram passar pelo fogo” (Ez. 23:37). “E comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der Jeová teu deus” (Dt. 28:53). “E servireis a Jeová vosso deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de ti as enfermidades. Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra” (Ex. 23:25-26). “E seja a tua casa como a casa de Perez, que Tamar teve de Judá, da semente que Jeová te der desta mulher” (Rt. 4:12). “Eis que os filhos são herança de Jeová, e o fruto do ventre o seu galardão” (Sl. 127:3).  E o próprio Jeová faz a seguinte declaração: “EIS QUE EU SOU JEOVÁ, O DEUS DE TODA A CARNE” (Jr. 32:27). “Quem não entende por todas estas coisas que a mão de Jeová fez isto, que está na sua mão a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda a carne humana?” (Jó. 12:9-10). Jeová é o deus da carne, e Jesus é o Deus do Espírito. Os nascidos da carne de Jeová não entram no reino de Deus, mas só os nascidos do Espírito Santo (Jo. 3:3-6; 1:12-13).   

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(068) – A ESCOLA DA VINGANÇA

Que é vingança? Desforra. Vingança é pagar o mal com o mal, coisa esta condenada no Novo Testamento“A ninguém torneis mal por mal” (Rm. 12:17). A vingança, portanto, acrescenta mal a mal, dentro dos princípios éticos.

No Velho Testamento, o mal era a resposta de Jeová para o mal. “Olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe” (Ex. 21:24-25). “O teu olho não poupará; vida por vida, olho por olho, dente por dente, etc” (Dt. 19:21). As crianças cristãs são ensinadas a obedecer a Jeová como sendo o único deus verdadeiro, pois a desobediência é como o pecado de rebelião ou feitiçaria, etc.  (1 Sm. 15:22-23). O que temos observado no comportamento infantil cristão?  “E eu irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo. Com leite vos criei, e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tampouco ainda agora podeis, porque ainda sois carnais. Pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?” (1 Co. 3:1-3). Como poderão os cristãos ser mansos, humildes e perdoadores, frequentando a mais refinada escola da violência, do mal e da vingança? Está provado que tudo o que se ouve, entra por um ouvido e sai pelo outro, mas o que é visto com os olhos é incorporado ao nosso patrimônio moral. Mil palavras podem ser esquecidas, mas uma coisa vista, jamais se esquece. Aquilo que vemos no comportamento de outros produz marcas mais fortes e poderosas do que a doutrina. Por isso Jesus disse: “Ai do mundo por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por quem o escândalo vem” (Mt. 18:7). Um ato escandaloso na Igreja destrói anos de discipulado e ensino. Analisemos os grandes homens do Velho Testamento:

1-    Moisés era vingativo em obediência a Jeová.  “Falou mais Jeová a Moisés, dizendo: Afligireis os midianitas e os ferireis, porque eles vos afligiram a vós outros com os seus enganos com que vos enganaram no negócio de Peor, e no negócio de Cozbi, filha do maioral dos midianitas, a irmã deles, que foi morta no dia da praga no negócio de Peor” (Nm. 25:16-18). A natureza de Moisés era contra a vingança, pois quando a terra tragou Datã e Abirão com suas famílias na vingança de Jeová, Moisés disse: “Nisto conhecereis  que Jeová me enviou a fazer todos estes sinais, QUE DE MEU CORAÇÃO NÃO PROCEDEM” (Nm. 16:28).

2-    Gideão era vingativo, pois quando subiu à peleja contra Zeba e Zalmuna, reis dos midianitas, estando seus homens cansados, pediu pão para os habitantes de Sucote. Estes negaram, e Gideão lhes disse: Quando eu voltar vitorioso trilharei vossa carne com espinhos do deserto. Em seguida pediu pão aos habitantes de Penuel. Estes também negaram. Gideão lhes disse: Quando eu voltar  derrubarei esta torre. Depois de vencida a batalha, Gideão poderia perdoar em louvor a Jeová, mas não. Como a vingança, trilhou a carne dos anciãos de Sucote com espinhos do deserto. Em seguida  foi a Penuel, derrubou a torre e matou a todos os varões. Que exemplo grotesco e que espírito vingativo.

3-    Simeão e Levi, filhos de Jacó, eram vingativos. Diná, sua irmã, saiu a passear e conhecer outras moças. Siquém, filho de Amor, heveu, apaixonou-se e se deitou com ela. Os filhos de Jacó encheram-se de ira pelo acontecido. Então, Amor, pai de Siquém, foi até Jacó e pediu Diná como esposa de seu filho. Os filhos de Jacó impuseram uma condição para o casamento. Que todos os varões da cidade fossem circuncidados, isto é, convertidos em israelitas. Amor e Siquém, seu filho, concordaram, e todos os homens  foram circuncidados para formar o parentesco espiritual. Ao terceiro dia, porém, quando a dor era mais forte, Simeão e Levi tomaram suas espadas e mataram a todos os varões. Essa é a escola da mentira, da traição e da vingança (Gn. 34:1-26).

4-    Sansão era vingativo. Sua mulher o traiu, e Sansão a aborreceu. Então o pai a deu ao seu companheiro. Após algum tempo, Sansão quis se deitar com a mulher que repudiara. O pai da moça não consentiu, pois tinha mais moral que Sansão, que enfurecido, resolveu se vingar (Jz. 15:1-7). Feriu os filisteus para saciar a fome de vingança (Jz. 15:8). E mais mil (Jz. 15:9-16).

5-    Davi era vingativo, pois quando um amalequita, mentindo, disse ter matado Saul, imediatamente mandou matá-lo (2 Sm. 1:1-16). Em outra ocasião, por ter Joabe matado a Abner, Davi, para vingar, lançou a seguinte maldição: “Fique sobre a cabeça de Joabe, e sobre a casa de seu pai; e nunca da casa de Joabe falte quem padeça gonorrea, nem quem seja leproso, nem quem se apoie no bordão, nem quem seja morto a espada, e nem quem necessite de pão” (2 Sm. 3:29); (na Vulgata se lê gonorréia). Mais tarde Davi mandou matar dois homens que mataram Isbosete, filho de Saul, em atitude vindicativa (2 Sm. 4:5-12).

6-    O profeta Elias era vingativo. Elias ordenou a Acabe, rei de Israel, que ajuntasse o povo, 450 profetas de Baal e 400 profetas de Asera (1 Rs. 18:19). Em seguida mandou que fizessem dois altares, um para eles e outro para Elias. O deus que respondesse por fogo era o verdadeiro. Os profetas de Baal clamaram até ao meio dia. Então Elias clamou a Jeová e fogo do céu consumiu o seu altar com bezerro e tudo. Então todos começaram a clamar: Só Jeová é Deus! Só Jeová é Deus! – Era o momento de Elias ganhar aqueles 850 profetas para Jeová; mas não. Em contrário, para vingança da parte de Jeová, matou a todos no ribeiro de Quison (1 Rs. 18:19-40).

7-    O profeta Eliseu era vingativo. Quando este profeta subia para Betel, no caminho, uns garotos começaram a zombar, dizendo: Careca! Careca! O grande Eliseu, então, por vingança, os amaldiçoou, e Jeová aprovou, pois saíram duas ursas da floresta e mataram quarenta e dois garotos (2 Rs. 2:23-24).

8-    Jeremias, um dos quatro profetas maiores, era vingativo. Sendo perseguido pelos falsos profetas e pelo rei, lançou uma maldição: “Envergonhem-se os que me perseguem, e não me envergonhe eu; assombrem-se eles, e não me assombre eu; traze sobre eles o dia do mal, e destróe-os com dobrada destruição” (Jr. 17:18). No capítulo 18, Jeremias lança outra maldição de vingança: “Porventura pagar-se-á mal por bem? Pois cavaram uma cova para a minha alma; lembra-te de que eu compareci na tua presença, para falar por seu bem, para desviar deles a tua indignação. Portanto, entrega seus filhos a fome,  e entrega-os ao poder da espada, e sejam suas mulheres roubadas dos filhos, e fiquem viúvas, e seus maridos sejam feridos de morte, e os seus mancebos sejam feridos à espada na peleja.”  Esta foi a vingança de Jeremias, o profeta (Jr. 18:20-21). E para terminar acrescentou: “Não perdoes a sua maldade, nem apagues o seu pecado de diante da tua face” (Jr. 18:23). 

Há  muitos mais exemplos vividos na escola do ódio e da vingança no Velho Testamento, para ensinar as crianças e os novos convertidos a não serem novas criaturas. Paulo, no entanto, diz: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas passaram, eis que tudo se fez novo” (2 Co. 5:17).

 

 Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(067) – A VINGANÇA DE DEUS

Passadas nove terríveis pragas sobre a terra do Egito, assolando, destruindo e matando, Jeová anuncia a Moisés a última: “Eu passarei pela terra do Egito esta noite, e ferirei a todo o primogênito na terra do Egito, desde os homens até os animais; e sobre todos os deuses do Egito farei juízos: Eu sou Jeová” (Ex. 12:12). O furor de Jeová era tanto que não escaparam nem os inocentes animais, como bois, carneiros, cães, cavalos, camelos etc. Cabe uma pergunta: Por que Jeová se sentiu glorificado em matar os primogênitos do Egito? Por que Jeová exultou de alegria com essa praga mortal?  Analisemos o início da história.  Após a morte de José e do Faraó que o favoreceu, levantou-se outro Faraó; porém perverso. E como os filhos de Israel se multiplicaram muito, e Faraó deu ordem para o povo matar todas as crianças do sexo masculino, lançando-as no rio (Ex. 1:7-9, 22), Moisés foi a única criança que escapou da matança, e acabou como príncipe do Egito, pela intervenção milagrosa de Jeová. Este deus vingativo arquitetou um plano para se vingar dos egípcios. Segundo a lei de Jeová, era olho por olho e vida por vida. As nove primeiras pragas foram apenas uma preparação. Quando Moisés produzia as terríveis e infernais pragas, o coração de Faraó amolecia, mas Jeová endurecia o seu coração. Mesmo que Faraó quisesse mudar, Jeová não deixava, até que se cumprisse o seu plano.  Houve momentos de humilhação, confissão de pecados: “Então Faraó se apressou a chamar a Moisés e a Arão, e disse: Pequei contra Jeová vosso deus, e contra vós. Agora, pois, peço-vos que perdoeis o meu pecado somente desta vez, e que oreis a Jeová vosso deus que tire de mim somente esta morte. E saiu da presença de Faraó, e orou a Jeová. Então Jeová trouxe um vento oriental fortíssimo, o qual levantou os gafanhotos e os lançou no mar vermelho; nem ainda um gafanhoto ficou em todos os termos do Egito. JEOVÁ, POREM, ENDURECEU O CORAÇÃO DE FARAÓ, E ESTE NÃO DEIXOU IR OS FILHOS DE ISRAEL” (Ex. 10:16-20).

O vingador é cruel e não admite arrependimento nem retratação, pois a fome de vingança cega. O juízo de Deus é impessoal, mas a vingança de Jeová é pessoal. É o orgulho ferido que multiplica o mal. É o amor exagerado ao próprio ego que faz nascer o ímpeto da vingança, que não visa absolutamente punir o ofensor, mas injuriá-lo, fazendo-o sofrer angústias insuportáveis. Matando os primogênitos do Egito, Jeová queria fazer os pais sofrerem, a ponto do tormento; pois eles tinham matado o primogênito de Jeová. “Então dirás a Faraó: Assim diz Jeová: Israel é meu filho, meu primogênito. E eu te tenho dito: Deixa ir o meu povo, para que me sirva; mas tu recusaste deixa-lo ir; E EIS QUE EU MATAREI O TEU FILHO, O TEU PRIMOGÊNITO” (Ex. 4:22-23).  A vingança se consumou na décima praga, e houve grande clamor em todo Egito, pois não havia casa em que não houvesse um morto (Ex. 12:30). Milhares de criancinhas inocentes, vítimas da vingança de um deus furioso. “JEOVÁ É UM DEUS ZELOSO E QUE TOMA VINGANÇA; JEOVÁ TOMA VINGANÇA E É CHEIO DE FUROR; JEOVÁ TOMA VINGANÇA CONTRA OS SEUS ADVERSÁRIOS, E GUARDA IRA CONTRA OS SEUS INIMIGOS” (Na. 1:2). Jeová matou as crianças como inimigas? Milhares de criancinhas inocentes pelas quais Jesus Cristo morreu na cruz. Faraó matou as crianças, mas Faraó era homem. Um deus que se preocupa, não em eliminar o mal, mas em aumentá-lo, peca contra a divindade própria.

Faraó, ferido e cheio de furor, para vingar a morte dos primogênitos, reúne seus exércitos e parte atrás do povo de Israel para dizimá-lo. Lá, em pleno Mar Vermelho, Jeová dá cumprimento ao plano traçado desde o início, matando Faraó e seus cavaleiros (Ex. 15:1-10).  Jeová, então, cantou um cântico de vitória. “EIS QUE ENDURECEREI O CORAÇÃO DOS EGÍPCIOS, PARA QUE ENTREM NO MAR ATRÁS DELES; E EU SEREI GLORIFICADO EM FARAÓ, E EM TODO O SEU EXÉRCITO” (Ex. 14:17).

O caráter vingativo e injusto de Jeová é uma constante na história bíblica. Em lugar de Roboão, filho de Salomão, reinou Jeroboão, filho de Nebate. Este rei, para que o povo não subisse a Jerusalém a adorar Jeová, fez dois bezerros de ouro e os colocou em Betel e em Dã. E disse ao povo: “Este são os teus deuses, ó Israel”. Também instituiu sacerdotes para ministrar. Este pecado excitou o furor de Jeová, que para se vingar, destruiu toda a sua descendência. Na vingança de Jeová, os justos pagam pelo pecador (1 Rs. 12:26-31; 15:27-29).

Por incrível que pareça, Baasa, depois de destruir a casa de Jeroboão, cometeu os mesmos pecados, e caiu assim na desgraça de Jeová, que vingou o seu pecado destruindo toda a sua descendência (1 Rs. 15:33-34; 16:9-13).

Acabe foi um rei cruel, idólatra e perverso. Jesabel, sua mulher, o incitava na prática do mal. Elias comparece diante do maligno rei e lhe declara o futuro. “Eis que trarei mal sobre ti e arrancarei a tua posteridade, e arrancarei de Acabe a todo o homem, como também o encerrado e desamparado em Israel, e farei a tua casa como a casa de Jeroboão, filho de Nebate” (1 Rs. 21:21-22). O cumprimento desta vingança se acha em 2 Rs. 10:1-7. Acabe tinha setenta filhos que foram injustamente mortos. A vingança cega a justiça e anula a piedade.

Saul desobedeceu a Jeová não matando Agague, o rei dos amalequitas (1 Sm. 15:1-9).  Por vingança, Jeová matou a Saul e três de seus filhos, conforme a profecia de uma feiticeira (1 Sm. 28:18-19; 31:1-2). Mas como a vingança nunca satisfaz quem nutre ódio por outro, depois de trinta anos da morte de Saul, Jeová ainda sentia desejos de vingança. Era Davi o rei, e já velho. Houve uma fome três anos seguidos. Davi, preocupado, perguntou a Jeová o motivo. Este lhe respondeu: É por causa de Saul e da sua casa sanguinária que matou os gibeonitas. Davi, querendo ser justo, chamou os gibeonitas para saber a história. Eles lhe contaram seus suplícios nas mãos do falecido Saul, e fizeram ao rei um pedido: Dêem-nos sete filhos de Saul para que os enforquemos a Jeová, e nós estaremos vingados de Saul. O rei Davi mandou buscar sete filhos do defunto e os entregou aos gibeonitas, que os enforcaram em Gibeá de Saul. No final deste trecho ficamos petrificados ao ler: “E DEPOIS DISTO JEOVÁ SE APLACOU PARA COM A TERRA” (2 Sm. 21:1-14).

Ao terminar este triste capítulo da história de Jeová deus, lembramos que ele cegou seu povo, tampou os ouvidos e lhes deu um coração de pedra para que não fossem fiéis (Is. 6:10). Para se garantir e poder condenar o povo, derramou um espírito de sono nos profetas, afim de não orientarem o povo (Is. 29:11). O povo endurecido se corrompeu. Então Jeová executou a vingança implacável do concerto (Lv. 26:14-25).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(066) – OS CAMINHOS DE JEOVÁ

         “Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz Jeová. Porque, assim como os céus são mais altos do que a Terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Is. 55:8-9).

Os homens sempre foram bárbaros e hostis, e por consequência, guerreiros. As guerras traduzem a vontade de domínio ou o espírito vingativo que os homens têm. Por outro lado, uma população é heterogênea. Alguns são hostis e outros são mansos; uns são ousados e outros são tímidos; uns são gananciosos e outros são resignados. Este fato embaraçava os planos de um monarca ambicioso de poder, glória e riquezas. Foram então inventados deuses terríveis e guerreiros, que puniam os infiéis e premiavam os fiéis. O Valhala era um palácio glorioso onde os heróis mortos em batalha eram servidos  pelas Valquírias, segundo a mitologia. As Valquírias eram deusas guerreiras. Os deuses eram guerreiros e participavam das guerras ativamente.

Conta a mitologia grega que, quando os gregos velejavam para Tróia afim de recuperar Helena, mulher de Menelau, rei de Esparta, que fora raptada pelo troiano Páris, os deuses tomaram partido nesta guerra. Zeus, o todo poderoso chefe dos deuses do Olimpo, tentou afastar da batalha sua família em desavença, mas sua mulher, Hera, que favorecia os gregos, usou subtilíssimos perfumes que fizeram Zeus adormecer. Quando o rei dos deuses acordou, olhou para o campos de batalha e os troianos tinham sofrido pesadas baixas.

Cada povo tinha os seus deuses, e eram todos guerreiros. Na Índia, o deus da guerra era Indra, senhor dos deuses, dos ares e do raio. No Egito, Anta era a deusa da guerra, tinha em uma mão uma clava e na outra uma lança e um escudo. Ariman, deus persa, era o princípio de todos os males e criador de desgraças, pestes, males e enfermidades. O deus grego da guerra era Ares, o centro do seu culto era a Trácia. Ares identifica-se com Marte, deus da guerra, romano. Também havia deusas da guerra na Grécia e em Roma. Minerva era a deusa itálica da guerra, enquanto Palas presidia as batalhas na Grécia. Na Escandinávia, Tor, o deus da guerra, era o deus trovão, cujo ruído vinha do seu carro de guerra puxado por dois bodes, nos dias de tempestade. Um de seus inimigos era a serpente, Midgard, que provocava as tempestades. Tor era tido como filho de Odim  e Friga e habitava o Asgard, lugar de repouso da raça no céu. Odim, por sua vez, era o deus da guerra dos povos germânicos e trazia na mão uma enorme lança, o Gungnir, cujo golpe nenhuma força poderia aparar. Eram muitíssimos os deuses e muitas as  guerras.

Nas guerras, os vencedores passavam ao fio da espada os guerreiros. O povo era escravizado, as cidades saqueadas e as mulheres entregues aos soldados como prêmio. Era uma devastação infernal. Os príncipes e reis eram conduzidos acorrentados no retorno do exército, junto com os despojos, enquanto a multidão aclamava os vencedores.

Em meio a esse caos tenebroso de guerras, domínio, saques, violências, escravidão e crimes, surge mais um deus da guerra, cujo nome era Jeová. Moisés o define assim: “JEVOÁ É VARÃO DE GUERRA; JEOVÁ É O SEU NOME” (Ex. 15:3). Davi o define com as seguintes palavras: ”E saberá toda esta congregação que Jeová salva, não com espada, nem com lança; PORQUE DE JEOVÁ É A GUERRA, e ele vos entregará na nossa mão” (1 Sm. 17:47). E Jeová, o deus de todas as guerras, declarava guerra eterna contra um povo, coisa que os outros deuses nunca fizeram. “Jurou Jeová que haverá guerra de Jeová contra Amaleque de geração em geração” (Ex. 17:16).

Jeová tinha um livro secreto onde estavam assinaladas as nações malquistas para futuras guerras. “Pelo que se diz nos livros das guerras de Jeová; contra Vaebe em Sufa, e contra os ribeiros de Arnom” (Nm. 21:14). Israel foi a nação eleita por Jeová, não para salvar as nações, nem tampouco para ensiná-las no caminho do amor, mas foi eleita essa nação para despedaçar as nações. “Israel é a tribo da sua herança; Jeová dos exércitos é o seu nome, tu és o meu martelo e minhas armas de guerra, e contigo despedaçarei as nações, e contigo destruirei reis. Contigo despedaçarei o cavalo e seu cavaleiro; e contigo despedaçarei o carro e o que vai nele. Contigo despedaçarei o homem e a mulher; e contigo despedaçarei o velho e o moço; e contigo despedaçarei o mancebo e a virgem; e contigo despedaçarei o pastor e o seu rebanho; e contigo despedaçarei o lavrador e a sua junta de bois; e contigo despedaçarei os capitães e magistrados, e pagarei a Babilônia, e a todos os moradores da Caldéia toda a sua maldade” (Jr. 51:19-24). Aqui Jeová está em guerra contra a Babilônia de quem disse: “E agora eu entreguei todas estas nações na mão de Nabucodonozor, rei da Babilônia, meu servo” (Jr. 27:6).

Jeová guerreou contra todos os povos. Contra os filisteus, moabitas, amonitas, edomitas, siros, assírios, elamitas, árabes, caldeus, guerreou contra Tiro e Sidon (Ez. 27:26-28). Guerreou contra seu povo Israel.

Jeová se sentia glorificado na guerra. Quando Jeosafá estava em guerra com os filhos de Amon, e juntamente com o povo orou a Jeová, este disse: “Não temais, nem vos assusteis por causa desta grande multidão, pois esta peleja não é vossa, mas minha” (2 Cr. 20:15).

O que surpreende o leitor do Velho Testamento é Jeová ter dito: “Os meus pensamento não são os vossos pensamentos, nem os meus caminhos os vossos caminhos”. Isto não é verdade, pois naquele tempo os reis só pensavam em guerra e Jeová também.

Jesus revelou um Deus diferente, cheio de amor e perdão, manso e humilde, salvador de todos e com uma marca inconfundível: A PAZGraça e paz de Deus vosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (Rm. 1:7). “Se for possível, quando estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm. 12:18). “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm. 14:17). “Deus chamou-nos para a paz” (1 Co. 7:15). “Vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco” (2 Co. 13:11). “E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fl. 4:7).

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira 

(065) – O PRECURSOR

Que quer dizer precursor? O que vai adiante anunciando a chegada de alguém. É aquele que precede alguém importante. João Batista foi o precursor de Jesus Cristo, isto é, veio adiante dele para anunciar ao povo o Messias e a sua obra. “Princípio do Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus; como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti” (Mc. 1:1-2). “Pregava dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, ao qual não sou digno de, abaixando-me, desatar as correias das suas alparcas. Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo” (Mc. 1:7-8). “No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (Jo. 1:29).

* Assim como João Batista foi o precursor de Cristo, Jesus foi o precursor do Pai. Jesus veio diante da face do Pai para anunciar quem é o Pai, qual a obra do Pai.

1-  Cristo revelou que as obras do Pai são boas: “Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais?” (Jo. 10:32). “Toda boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg. 1:17).

2-  Jesus revelou a Palavra de Deus: “Aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus” (Jo. 3:34). “A lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo. 1:17). Este texto indica que a verdade não existe na lei.

3-  Jesus revelou a vontade de Deus Pai: “A vontade do Pai que me enviou é esta; que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” (Jo. 6:39). “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm. 2:3-4).

4-  Jesus revelou o caráter do Pai. “Aproximou-se dele um jovem, e disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir vida eterna? Jesus disse-lhe: Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus” (Mt. 19:16-17). Jesus só fez o bem, curou enfermos, cegos e aleijados, pregou aos pobres e deu a vida por todos, e ainda diz: Bom é o Pai.

5-  Jesus revelou e deu a glória do Pai: “Eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um” (Jo. 17:22). Jesus fez isto contrariando a vontade de Jeová, que dissera: “Eu sou Jeová; este é o meu nome; a minha glória pois a outrem não darei” (Is. 42:8). E a glória do Pai é a seguinte: “Porque Deus, que disse que das trevas resplandece a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo” (2 Co. 4:6).

6-  Jesus revelou o amor do Pai: “Deus é amor” (1 Jo. 4:8). E Deus ama os pecadores: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8). Diferente do Velho Testamento, quando Deus aborrecia o pecador (Sl. 11:5; 5:5). E o Pai derrama o seu amor no coração dos seus filhos, para que também amem os pecadores e os salvem. “O amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm. 5:5).

7-  Cristo revela a luz do Pai, pois o Pai é todo feito de luz e nele não há trevas nenhumas (1 Jo. 1:5). “Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça em trevas” (Jo. 12:46). E o Pai, através de Jesus, nos envolve e nos inunda da sua luz transformando-nos em luz: “Vós sois a luz do mundo; Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus” (Mt. 5:14, 16).

8-  Jesus revelou a vida do Pai: “E a vida eterna é esta; que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo. 17:3). O texto sugere que nada do que conhecemos nas escrituras conduz à vida eterna. Só o Pai e o Filho. Ler Jo. 5:24-26 e 1 Jo. 5:10-12. A morte reinava sobre todos antes de Jesus revelar a vida eterna que estava com o Pai (1 Jo. 1:2).

9-  Por último Jesus revelou a graça do Pai: “Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2:11). Deus, o Pai, é Deus de todos: “É porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios certamente” (Rm. 3:29). Jeová era somente deus dos hebreus  (Dt. 14:1-2; Am. 3:1-2; Ex. 11:7; Ex. 23:32; Nm. 10:35; Js. 11:20).

Assim como Jesus veio diante de Deus Pai para fazê-lo conhecido, Moisés veio diante de Jeová para fazê-lo conhecido. Moisés foi o precursor de Jeová.

1-  Moisés revelou as obras de Jeová. “Sucederá algum mal a cidade, e Jeová não o terá feito?” (Am. 3:6). “Moradores de Jerusalém, eis que estou forjando o mal contra vós” (Jr. 18:11; Jr. 21:10). “E velarei sobre eles para mal e não para bem” (Jr. 44:27).

2-  Moisés revelou as palavras de Jeová, isto é, a lei (Dt. 4:10-14). Uma lei inútil e que não aperfeiçoa, segundo (Hb. 7:18-19).

3-  Moisés revelou a vontade de Jeová: destruir seu povo. “Agora pois deixa-me que o meu furor se acenda contra eles e os consuma” (Ex. 32:10; Dt. 9:19). E Jeová continuou com o mesmo furor em Nm. 14:11-12. E os destruiu no deserto (Nm. 14:26-37).

4-  Moisés revelou o caráter de Jeová. “Porque trarei sobre vós a espada, e executarei a vingança do concerto, e enviarei a peste, e sereis entregues ao inimigo” (Lv. 26:25). Jeová é o Deus vingativo, e que guarda ira contra os inimigos (Na. 1:2). Jeová não ama.

5-  Jesus nos deu a glória do Pai, mas Jeová deu a sua glória na mão do inimigo (Sl. 78:61).

6-  Moisés revelou a ira e maldade de Jeová nas incontáveis maldições proferidas contra o seu povo em Dt. 28:15-68.

7-  Moisés revelou Jeová em trevas e não na luz, quando deu a lei (Dt. 4:10-14; 5:22-23). Por isso o povo de Israel vivia em trevas (Is. 59:9-10). E Jeová também  (Ex. 20:21; Sl. 18:11).

8-  Moisés revelou a morte que havia em Jeová. “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face e viverá (Ex. 33:20). Jesus, ao contrário, revelou que quem O vê recebe vida eterna (Jo. 6:40).

9-  Moisés revelou a desgraça de Jeová, pois o povo creu, e seguiu para a morte e para os cativeiros. E por que aconteceu isso?  Porque Jeová os endureceu, ainda que o povo clamasse em oração: “Por que, ó Jeová, nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos?” (Is. 63:17).

Jesus, ao contrário, salva maus, bons, criminosos e meretrizes, condenados e perdidos mediante a fé no seu sacrifício. E livra das maldições (Gl. 3:13).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(064) – AS DUAS ESCOLAS

Assim como existem dois Testamentos, existem duas escolas, pois os Testamentos são diferentes em promessas, em heranças e em estilo de vida, e também em leis. Por exemplo: No Velho Testamento, a lei ordenava: “O teu olho não poupará; vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé” (Dt. 19:21). Esta é a lei da vingança ordenada por Jeová a Moisés (Dt. 4:13-14). Jesus vai contra esta escola maligna, dizendo: “Ouvistes que foi dito: Olho por olho, e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; E ao que quiser pleitear comigo, e tirar-te o vestido, larga-lhe também a capa” (Mt. 5:38-40). São duas escolas antagônicas.

Citamos o exemplo de Gideão, um dos heróis mais decantados do Velho Testamento. Todos falam de Gideão. Existe a sociedade dos Gideões internacionais. Pois bem, esse grande herói seguia de perto a lei do seu deus, do olho por olho e dente por dente. Esse varão valoroso, com seus trezentos homens, ia à guerra contra Zeba e Zalmuna, reis dos midianitas. Seus homens estavam cansados e famintos. Pediu então, aos habitantes de Sucote, pão para alimentá-los. Os príncipes de Sucote lhe disseram: “Estão Zeba e Zalmuna na tua mão, para que demos pão ao teu exército? Então disse Gideão: Pois quando Jeová der na minha mão Zeba e Zalmuna, trilharei a vossa carne com os espinhos do deserto” (Jz. 8:5-7). Em seguida Gideão foi para Penuel pedir pão para os soldados. Os homens de Penuel responderam como os príncipes de Sucote. Então disse Gideão: “Quando eu voltar em paz derrubarei esta torre” (Jz. 8:8-9).

Gideão e seus trezentos valentes obtiveram grande vitória sobre os exércitos de Zeba e Zalmuna, apesar de cansados. Voltou, pois Gideão, e trilhou a carne dos príncipes e dos anciãos de Sucote, com espinhos do deserto. Eram ao todo setenta e sete homens (Jz. 8:13-16). Em seguida se dirigiu a Penuel, derrubou a torre e matou os homens da cidade (Jz. 8:17). O grande líder Gideão não poderia ter perdoado? Se tivesse o Espírito de Cristo certamente perdoaria, mas tinha o espírito da vingança de Jeová e de sua lei, pois Jeová é o deus das vinganças (Na. 1:2). A vingança é sempre mais cruel e brutal do que a ofensa. Quem ofende a divindade? O homem, um simples gafanhoto (Js. 40:22). Quem se vinga cheio de ódio e furor? Aquele que se intitula o Deus criador do homem, cheio de misericórdia e piedade (Js. 42:5; Ex. 34:6).

Jesus nos deu o seguinte mandamento na oração do Pai nosso: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores” (Mt. 6:12). O fato é que nas Igrejas é ensinada a história de Gideão para as crianças, e elas vão receber o espírito vingativo de Gideão.

Outra história que enche as revistas infantis da Igreja é a de Davi, o homem que tinha um coração igual ao de Jeová (At. 13:22). Davi, o pastor que cantava salmos durante as vigílias, ao se tornar rei, teve dezesseis mulheres, e ainda cometeu um adultério com a mulher do seu grande amigo, um dos trinta valentes. As criancinhas inocentes do povo cristão vão aprender nessa escola, que os homens que têm o coração como o de Deus, caem em adultério. A escola do Velho Testamento é a escola da sensualidade e da corrupção dos costumes para as crianças (2 Sm. 11 e 12). E Jesus diz: “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. Portanto, se o teu olho direito te escandalizar, arranca-o e atira-o para longe de ti, pois te é melhor que se perca um dos teus membros, do que seja todo o teu corpo lançado no inferno” (Mt. 5:28-29). Davi seria reprovado na escola de Jesus. Se é assim, porque os cristãos promovem tanto a história de Davi? São cegos ou querem perverter os próprios filhos? Como todos tem certeza que Davi foi salvo, é inumerável a quantidade de pastores e presbíteros adúlteros.

O Velho Testamento é uma escola na qual o próprio deus Jeová ensina a matar. Quando o sacerdote Eli chamou a atenção dos seus dois filhos, o próprio Jeová fechou seus ouvidos para não ouvir, porque Jeová os queria matar (1 Sm. 2:25). Quando Israel estava entrando em Canaã, o próprio Jeová endurecia o coração dos povos, a fim de guerrearem contra Israel, pois Jeová os queria matar e destruir (Js. 11:20). O Velho Testamento é a escola da violência, de guerras injustas, onde morriam homens, mulheres, velhos e crianças, e o produto do sangue, isto é, a prata e o ouro, iam para os cofres de Jeová (Js. 6:18-21).

Jeová proibiu Samuel de ter dó de Saul, isto é, proibiu a caridade (1 Sm. 16:1). Jeová proibiu Jeremias de orar pelo seu povo para bem. “Disse-lhe mais Jeová: Não ores por este povo para bem” (Jr. 14:11). Jeová proibiu Jeremias de orar pelo povo porque estava forjando um mal contra Israel (Jr. 18:11). As crianças, ao ouvir a história de Jeremias, ou ler o seu livro, vão formar uma idéia errada do caráter de Deus, e vão aprender a forjar o mal contra os seus desafetos.

João e Tiago, formados pela escola do Velho Testamento, queriam ordenar que o fogo de Jeová descesse do céu para matar os moradores de uma aldeia de samaritanos que não deram pousada para Jesus. O Senhor Jesus então repreendeu-os dizendo: “Vós não sabeis de que espírito sois, porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salva-las” (Lc. 9:51-56). Neste texto Jesus ensina três coisas:

1- A Sua escola não é a mesma de Jeová.

2- Na escola de Jeová havia um espírito, e na de Jesus Cristo, outro.

3- Jeová destruía as almas dos homens, e Jesus só salva.

Jesus, o chefe da escola do Novo Testamento, declarou: “Vinde a mim, vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração, e encontrareis descanso para as vossas almas” (Mt. 11:28-29). Em outra ocasião, quando João e Tiago queriam assentar-se a direita e a esquerda de Cristo no seu reino, Jesus lhes disse: “Entre vós, qualquer que quiser ser grande, será antes o servo de todos, porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos” (Mc. 10:36-45).

Paulo, o maior dos apóstolos, que seguiu à risca a escola do Novo Testamento, implantada por Jesus, disse: “Sede meus imitadores, como eu também sou de Cristo” (1 Co. 11:1). Ninguém segue Paulo, antes o criticam, e todos são vidrados na escola falida do Velho Testamento, enaltecendo Gideão, Davi, Salomão, Sansão, e outros. Nós, da ABIP, ficamos firmes na escola de Jesus, conforme o sermão da montanha, e procuraremos seguir os modelos de Paulo, Epafrodito, Dorcas, Aquila,  Priscila, e tantos outros, cujos nomes são ofuscados pelos modelos falidos do Velho Testamento (Fp. 2:25-30; At. 9:36-43; Rm.16:3; At.19:24-26).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(063) – A JUSTIÇA DA LEI DE JEOVÁ

        No Velho Testamento, os israelitas estavam debaixo da lei de Jeová. Os outros povos não. Quem obedecesse a lei era considerado justo (Sl. 5:12; 34:17; 37:17, 21, 25; Sl. 55:22; 112:2-4). Estes textos são apenas alguns que falam do justo. Ezequiel, o profeta, traça o perfil do homem justo: “Sendo pois o homem justo, e fazendo juízo e justiça, não comendo sobre os montes, nem levantando os seus olhos para os ídolos da casa de Israel, nem contaminando a mulher do seu próximo, nem se achegando a mulher na sua separação; não oprimindo ninguém, tornando ao devedor o seu penhor, e não roubando, dando o seu pão ao faminto, e cobrindo ao nu com vestido; não dando o seu dinheiro a usura, e não recebendo demais, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeiro juízo entre homem e homem; andando nos meus estatutos, e guardando os meus juízos, para obrar segundo a verdade, o tal justo certamente viverá, diz o Senhor Jeová” (Ez. 18:5-9). Todo este comportamento e estas obras são ditados pela lei dada no Monte Sinai por Jeová. Estas boas obras e este bom comportamento  são chamados no Novo Testamento de OBRAS DA LEI. Paulo declara: “O homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo” (Gl. 2:16). Ora, se a lei fosse realmente dada por Deus Pai, o homem seria justificado pelas obras da lei, pois Deus não pode se contradizer. “Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm. 3:20). As paixões dos pecados, que são pela lei, operam a morte (Rm. 7:5). A lei opera a ira e não o amor (Rm. 4:15). A lei é fria e impiedosa, e é chamada por Paulo de ministério da morte, isto é, pela lei, todos morrem, pois todos um dia vão pecar (2 Co. 3:6-7; Ec. 7:20).

A justiça de Jeová se baseava na lei e não no amor — “A alma que pecar morrerá, diz Jeová” (Ez. 18:4). Mas a justiça do Pai se baseia no amor e não na lei — “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).

Na justiça do amor, Jesus morre em lugar do pecador. Este tem apenas de crer e não precisa da lei. Ora, se os gentios são salvos sem a lei de Jeová, e os judeus que estavam debaixo da lei se perderam, concluímos que a lei foi inútil e danosa. Lemos na carta aos hebreus: “Porque o precedente mandamento é abrogado por causa da sua fraqueza e INUTILIDADE” (Hb. 7:18). Ora, o Deus da Glória e da suprema sabedoria não poderia  ordenar uma lei inútil,  nem ter dois tipos de justiça, da lei e do amor, pois neste caso teria dois pesos e duas medidas, que o próprio Jeová condena (Dt. 25:13-15). A conclusão é cristalina: A justiça da lei partiu de uma fonte, e a justiça do amor partiu de outra.

A lei justifica quem não pratica o mal, e o amor de Deus justifica quem pratica o mal, mas crê pela fé em Jesus Cristo. “Aquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida, mas aquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara: bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são cobertas, e cujos pecados são perdoados” (Rm. 4:4-7).

A justiça da lei é completamente incompatível com a justiça da fé, e o próprio Jesus repudia a justiça da lei.

Se Jeová fosse o Pai, não permitiria que Moisés dissesse: “E Jeová nos ordenou que fizéssemos todos estes estatutos, para temer a Jeová nosso Deus, para o nosso perpétuo bem, para nos guardar em vida, como neste dia se vê, e será para nós justiça quando tivermos cuidado de fazer todos estes mandamentos perante Jeová nosso Deus, como nos tem ordenado” (Dt. 6:24-25). “Mas a misericórdia de Jeová é de eternidade a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos; sobre aqueles que guardam o seu concerto, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprirem” (Sl. 103:17-18). “Congregai os meus santos, aqueles que fizeram comigo um concerto com sacrifícios, e os céus anunciarão  a sua justiça, pois Deus mesmo é o juiz” (Sl. 50:5-6). “A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade” (Sl. 119:142). “Ah! Se tivesses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então seria a tua paz como um rio, e a tua justiça como as ondas do mar” (Is. 48:18). “Portanto os meus estatutos e os meus juízos guardareis; os quais, fazendo-os o homem, viverá por eles; eu sou Jeová” (Lv. 18:5).

É estranho e paradoxal que a justiça de Jeová estivesse sobre os que guardaram a sua lei e os seus estatutos, e Paulo apóstolo afirme o seguinte: “Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou a lei da justiça. Por quê ? Porque não foi pela fé, mas como pelas obras da lei” (Rm. 9:30-32). Com isto Paulo ensinava que a justiça de Deus não está sobre os que guardam e praticam a lei, contrariando a palavra de Jeová, pois diz: “Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Rm. 3:28).

A justiça de Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo é graça para todos. “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2:11).

Essa é a justiça do amor e não da lei. A justiça da lei mata os transgressores, mas a justiça do amor salva a todos os que creem, bons e maus. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo. 3:16).

São, portanto, duas justiças diferentes, de dois autores diferentes: Jeová autor e consumador da lei e da condenação, e Jesus, autor e consumador da fé e da salvação (2 Co. 3:6-9; Hb. 12:2).

Ora, a mesma Bíblia afirma que de uma mesma fonte não pode sair água doce e água amargosa, logo Jeová é deus estranho ao Novo Testamento (Tg. 3:11). De uma mesma boca não pode proceder benção e maldição (Tg. 3:10; Dt. 28:1-68).

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(062) – LAÇOS E REDES

 

“A Jeová dos Exércitos, a ele santificai; e seja ele o vosso temor e seja ele o vosso assombro. Então ele vos será santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e de rocha de escândalo às duas casas de Israel; de laço e de rede aos moradores de Jerusalém” (Is. 8:13-14). Deus  arma laços e redes para pegar homens? Laços de Deus para apanhar seu povo? O texto de Isaías continua: “E muitos dentre eles tropeçarão, e cairão, e serão quebrantados, e enlaçados, e presos” (Is. 8:15). Se armou a rede, arquitetou a queda do seu povo. É inacreditável, mas está escrito. Como se prepara um laço? Laço é armadilha. Na armadilha se coloca comida. O animal com fome vai comer e cai na armadilha ficando preso. Deus coloca isca para pegar o pecador? Esse trabalho não é exclusivo de Satanás? O profeta Ezequiel fala do rei Joaquim, de Judá, que reinou apenas cem dias, as seguintes palavras: “Também estenderei a minha rede sobre ele, e será apanhado no meu laço; e o levarei para a Babilônia, à terra dos caldeus” (Ez. 12:13). Salomão revela que a rede é maligna em Ec. 9: 12 – maligna por quê?  Porque o mal caiu sobre Judá pelas mãos de Nabucodonosor. Leiamos as lamentações dos cativos: “Fez Jeová o que intentou; cumpriu a sua palavra que ordenou desde os dias da antigüidade; derrubou e não se apiedou, fez que o inimigo se alegrasse …” (Lm. 2:17). “Nossos pais pecaram e já não existem; nós levamos as suas maldades. Servos dominam sobre nós; ninguém há que nos livre da sua mão. Com perigo de nossas vidas trazemos o nosso pão, por causa da espada do deserto. Nossa pele se enegreceu como um forno, por causa do ardor da fome. Forçaram as mulheres em Sião, as virgens na cidade de Judá. Os príncipes foram enforcados. As faces dos velhos não foram reverenciadas. Aos mancebos  obrigam a moer, e os moços tropeçaram debaixo da lenha. Os velhos não se assentam na porta, os mancebos já não cantam. Cessou o gozo do nosso coração, converteu-se em lamentação a nossa dança. Caiu a coroa da nossa cabeça; ai de nós porque pecamos” (Lm. 5:7-16).

Como dissemos no princípio, a isca é colocada junto ao laço para pegar o menos avisado. Jeová e Satã se concertaram para estender uma rede afim de apanhar o mais fiel dos homens no tempo de Jó. Disse Jeová de Jó: “Havia um homem na Terra de Uz, cujo nome era Jó; e este era homem sincero, reto e temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1:1). A confabulação para apanhar Jó está nos capítulos um e dois de Jó. Leiamos a lamentação de Jó: “Sabei agora que Deus é que me transtornou, e com a sua rede me cercou” (Jó 19:6). É preciso notar que Jó não diz que foi Satã que armou a rede, mas Jeová.

O sábio Salomão revela: “Cova profunda é a boca das mulheres estranhas; aquele contra quem Jeová se irar, cairá nela” (Pv. 22:14). “E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são redes e laços, e cujas mãos são ataduras; quem for bom diante de Deus escapará dela, mas o pecador virá a ser preso por ela” (Ec. 7:26). Quem era Salomão? Filho prometido por Jeová a Davi. “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar a tua semente, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre” (2 Sm. 7:12-13). Adotado como filho por Jeová. “Eu  lhe serei por pai e ele me será por filho” (2 Sm. 7:14). Amado por Jeová. “Então consolou  Davi a Bat-Seba, sua mulher, e entrou a ela, e se deitou com ela. E teve ela um filho, e chamou o seu nome Salomão; e Jeová o amou” (2 Sm. 12:24). Este nome ‘Salomão’ foi escolhido pelo próprio Jeová. “Eis que o filho que te há de nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos em redor. Portanto, Salomão será o seu nome” (1 Cr. 22:9). Pois é de pasmar. Jeová lhe deu setecentas mulheres princesas e trezentas concubinas, e todas perversas. E lhas deu antes que caísse em pecado, e com toda a sabedoria de Deus (1 Rs. 11:3; 3:12).

De acordo com a declaração de Salomão em Pv. 22:14 e Ec. 7:26, só os precitos ou malditos de Jeová estavam sujeitos a esse tipo de maldição, que é a mulher perversa. Parece que Salomão caiu no pior laço debaixo do céu. Laço, que nem toda a sabedoria dada por Jeová pode livrá-lo. “E tinha Salomão setecentas mulheres princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração” (1 Rs. 11:3). O que parece é que Jeová queria dividir o reino por causa do pecado de Davi com Bat-Seba. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para que te seja por mulher” (2 Sm. 12:10).

No melhor período do reinado de Davi, este cantou um cântico a Jeová, pelas vitórias conquistadas e pelas bênçãos recebidas (2 Sm. 22:1-51). Em seguida são registradas as últimas palavras de Davi, pois estava velho e no fim da vida (2 Sm. 23:1-7). Em seguida são nomeados os trinta valentes de Davi com seus feitos prodigiosos (2 Sm. 23:8-39). Nessa atmosfera festiva de vitória, a ira de Jeová se torna a acender contra Israel, e incitou a Davi contra eles, dizendo: Vai, numera a Israel e a Judá. E Davi, sempre obediente e fiel, ordenou a Joabe que numerasse o povo. Joabe foi contra, mas a palavra do rei prevaleceu, e foi feito o recenseamento. Como castigo, Jeová enviou o seu anjo destruidor que, pela peste, matou setenta mil israelitas e ainda ia destruir Jerusalém (2 Sm. 24:1-16). Davi, revoltado, chamou a Jeová assumindo a culpa e inocentando o povo. Mas a culpa foi do próprio Jeová. Foi ele que incitou a Davi (2 Sm. 24:1). A grande verdade é que, não havendo motivo para a fúria de Jeová, pois a situação política do reino era a melhor possível, esse deus sanguinário se levantou de mau humor, pois diz o Sl. 7:11 que Jeová se ira todos os dias, e armou o seu laço para poder matar o povo, incitando a Davi, que por obediência caiu na rede, e o povo foi morto. Esse ato de Jeová foi tão cruel e sem sentido, que o livro de Crônicas de Israel registra o fato como sendo Satanás o autor dessa incitação (1 Cr. 21:1). Os laços armados por Jeová são de natureza satânica. O pobre rei Davi, no fim da vida, não morreu em paz, mas aterrorizado com a visão infernal do anjo de Jeová: “E não podia Davi ir ali consultar a Jeová, porque estava aterrorizado por causa da espada do anjo de Jeová” (1 Cr. 21:30).

O novo testamento revela que Deus é amor e a sua paz excede o nosso entendimento e guarda os nossos sentimentos (Fl. 4:7).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(061) – QUE DEUS É JEOVÁ?

 QUE DEUS É JEOVÁ?

  • É um Deus que se vinga nos parentes do pecador morto há 30 anos (2 Sm. 21).
  • É um Deus que mata os filhos pelos pecados dos pais (1 Sm. 14:21).
  • É o Deus  da praga da lepra como castigo, como Miriam (Nm. 12:10), Jeazi (2 Rs. 5:27) e Uzias (2 Cr. 26:19-21).
  • É o Deus que vende o seu povo por nada (Sl. 44:12) e sem motivo.
  • É o Deus que manda o seu povo para o cativeiro (Dt. 28:36-37).
  • É o Deus que obriga as mães a comer os filhinhos (Lm. 4:10; Dt. 28:53).
  • É o Deus que se deleita em destruir o seu povo (Dt. 28:63).
  • É o Deus que ouve conselhos de Satanás (Jó 1:6-12).
  • É um Deus que envia espíritos perversos (1 Sm. 29:14).
  • É o Deus que se oculta nas trevas e não na luz (Ex.20:21; Sl. 18:11).
  • O Deus que impõe o temor pela tortura (Lv. 26:33-36).
  • O Deus que ilude e mente (Jr. 4:10; 20:7-9; Jo. 8; Ex. 14:9).
  • O Deus que ensina o ódio e a vingança (Nm. 25:17-18).
  • O Deus que se esconde atrás da mentira para matar (1 Rs. 22:23).
  • O Deus das horríveis maldições antes do juízo (Dt. 27:26; 28:15-64; At. 17:31).
  • O Deus iracundo (Sl. 7:11; Jr. 17:4; Is. 13:9; Jr. 10:10; Ez. 5:11-13; 6:12; 25:15-17; Na. 1:2).
  • O Deus que enviou o seu anjo (Ex. 23:20-21) que é Satã (Nm. 22:22-32).
  • O Deus que obriga seus profetas a andar nas trevas (Lm. 3:1-2; Jo. 12:46).
  • O Deus que cega seu povo para não se converter (Is. 6:9-11; Is. 29:10-12; Jo. 12:37-41).
  • O Deus que vive cercado de serpentes (Is. 6:1-3; Nm. 21:4-6). Serafim, no hebraico “saraph”, significa serpente venenosa.
  • O Deus criador do mal e das trevas (Is. 45:7; Am. 5:6; Jr. 44:11; Mq. 1:12; Hb. 1:13).
  • O Deus que fabrica os ímpios (Pv. 16:4).
  • O Deus que passa o tempo projetando o mal (Jr. 18:11; 19:3; 23:20; Mq. 2:3).
  • O Deus que não deseja o bem do seu povo (Am. 9:4; Jr. 21:10; 44:11).
  • O Deus sem compaixão (Jr. 11:11; 9:15; 11:11,14; 14:11-12).
  • O Deus que endurece e depois mata os endurecidos (Jr. 19:15; Ex. 4:21;  7:3; 10:27; 11:4-5; 14:27-31).
  • O Deus cujos servos eram cruéis e destruidores (Jr. 25:9; 27:6-8; 43:10).
  • O Deus dos mortos (Jr. 25:33; Is. 66:16, 22-24).
  • O Deus que muda (Dt. 28:62; Ml. 2:1-3) e que se arrepende (Jr. 42:10; 1  Sm. 15).
  • O Deus que dá esterco e fezes como alimento (Ez. 4:12; Sl. 75:8). 
  • O Deus que vela sobre o mal (Jr. 44:27; Dn. 9:14).
  • O Deus zombador (Pv. 1:26).
  • O Deus que não deixa seu povo se converter (Is. 63:17).

QUE DEUS É JESUS?

  • “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são d’Israel são israelitas” (Rm. 9:6).
  • “E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo nosso  Deus e  Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança” (2 Ts. 2:16).
  • “Simão Pedro, servo e apóstolo de  Jesus Cristo, aos que conosco alcançaram fé igualmente preciosa pela justiça do nosso Deus e Salvador Jesus Cristo” (2 Pd. 1:1).
  • “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu  Filho Jesus Cristo. Esse é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (1 Jo. 5:20).
  • “Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo” (Jd.  4).

Esse Deus bendito deu a vida para nos salvar.

  • “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo. 15:13).
  • “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata e ouro, que fostes resgatados da nossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais” (1 Pd. 1:18-19).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

Esta entrada foi publicada em 26 de janeiro de 2012, em Estudos.

(060) – CANAÃ

Canaã se traduz por lugar baixo. Sendo figura do Céu, deveria ser lugar alto, e não baixo. Era o nome da terra dos povos cananeus, que eram bárbaros e corruptos, e Jeová promete lançar fora para não corromper o seu povo. “Pouco a pouco os lançarei de diante de ti, até que sejas multiplicado, e possuas a terra por herança. E porei os teus termos desde o mar vermelho até o mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances fora de diante de ti. Não farás concerto algum com eles, ou com os seus deuses. Na tua terra não habitarão, para que não te façam pecar contra mim; se servirdes aos seus deuses certamente será um laço para ti” (Ex. 23:30-33).  Canaã é o nome da terra dos cananeus (Lv.18:3).

Há um hino evangélico que diz: “Caminhando eu vou, para Canaã, (3X). Glória a Deus, caminhando eu vou, para Canaã.” Com isto, querem os crentes dizer que Canaã é figura do paraíso celestial, ou Céu. Será Canaã figura do Céu? Que havia em Canaã antes do povo de Israel lá chegar? Havia cananeus. Quem são os cananeus? Um povo maldito descendente de Cão, filho de Noé. “E os filhos de Cão são: Cuse, e Mizraim, e Pute, e Canaã” (Gn. 10:6). E qual é a maldição de Canaã? Logo depois do dilúvio, lemos: E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio da sua tenda. E viu Cão, o pai de Canaã, a nudez de seu pai, e fê-lo saber a ambos os seus irmãos fora. Então tomaram Sem e Jafé uma capa, e puseram-na sobre ambos os seus ombros, e indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai, e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai. E despertou Noé do seu vinho, e soube o que seu filho menor lhe fizera, e disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos” (Gn. 9:20-25). Aqui houve injustiça de Noé, o pregoeiro da justiça, pois não foi Canaã, filho de Cão, quem pecou, mas seu pai. O pai peca e a maldição vem para o filho inocente? (2 Pd. 2:5).

O nome CANAÃ é um nome maldito, e ficou como nome da terra que Jeová prometeu a Abraão, porque os descendentes de Cão lá habitaram. A maldição de Canaã não tem limites. Os cananeus eram sodomitas. “E Canaã gerou a Sidom, seu primogênito, e a Hete, e ao gebuseu, e ao amoreu, e girgaseu, e ao heveu, e ao sineu, e ao arvadeu, e ou zemareu, e ao hamateu, e depois se espalharam as famílias dos cananeus. E foi o termo dos cananeus desde Sidom, indo para gerar, até gaza; indo para Sodoma, e Gomorra, e Admá, e Zeboim, até Lasa” (Gn. 10:15-19). Jeová chamou Abraão, e fez-lhe as promessas, e o levou até Canaã, e os cananeus habitaram a terra que Jeová deu a Abraão e seus descendentes (Gn. 12:1-7). O próprio Jeová declara quais foram os costumes dos cananeus. “Com varão não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é. Nem te deitarás com um animal para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele, confusão é. Com nenhuma destas coisas vos contamineis, porque em todas estas coisas se contaminaram as gentes que eu lanço fora de diante da vossa face, pelo que a terra está contaminada; e eu visitarei sobre ela a sua iniquidade, e a terra vomitará os seus moradores. Porem vós guardareis os meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós; porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra, que nela estavam antes de vós, e a terra foi contaminada” (Lv. 18:22-27; Ex. 23:30-33; Lv. 18:3).

Se Canaã é figura do Céu, os cristãos salvos, ao chegar no Céu, vão encontrar anjos cananeus, isto é, anjos corrompidos e caídos, tudo de acordo com a figura. Então os cristãos irão implantar o paraíso de glória, tudo de acordo com a figura. Aconteceu que os israelitas foram absorvidos pelos costumes dos cananeus. “E deixaram a Jeová, deus de seus pais, que os tirara da terra do Egito, e foram-se após outros deuses, dentre os deuses das gentes que havia ao redor deles, e encurvaram-se a eles, e provocaram a Jeová a ira” (Jz. 2:12). Jeová então os entregou nas mãos dos inimigos ao redor (Jz. 2:14-15).  De acordo com a figura, os salvos serão entregues aos demônios no paraíso. A única solução para o problema é Canaã não ser figura do Céu. Não existe Canaã celestial, mesmo porque, Canaã passou a ser o inferno para os israelitas. Leiamos alguns textos: “A este povo dirás: Assim diz Jeová: Eis que ponho diante de vós o caminho da vida a o caminho da morte. O que ficar nesta cidade há de morrer a espada, ou a fome, ou a pestilência; mas o que sair, e se render aos caldeus, que vos têem cercado, viverá, e terá sua vida por despojo” (Jr. 21:8-9). O profeta Jeremias repete novamente o veredicto de Jeová: “Esta cidade infalivelmente será entregue na mão do rei da Babilônia, e ele a tomará” (Jr. 38:2-3). Leiamos o lamento do povo no cativeiro: “Tornou-se Jeová como inimigo; devorou Israel, devorou os seus palácios, destruiu as suas fortalezas, e multiplicou na filha de Judá a lamentação e a tristeza” (Lm. 2:5).“Armou seu arco como inimigo, firmou a sua destra como adversário, e matou todo o que era formoso à vista; derramou a sua indignação como fogo na tenda da filha de Sião” (Lm. 2:4). “E de medo passará a sua rocha, e os seus príncipes se assombrarão da bandeira, diz Jeová, cujo fogo está em Sião, e cuja fornalha está em Jerusalém” (Is.31:9).

Há mais um ponto a considerar. Israel conquistou Canaã com guerras e morticínios, e com pragas de Jeová: “Por muitos dias Josué fez guerra contra todos estes reis. Não houve cidade que fizesse paz com os filhos de Israel, senão os heveus, moradores de Gibeão; por guerra as tomaram todas, porquanto de Jeová vinha, que os seus corações endurecessem, para saírem ao encontro a Israel na guerra, para os destruir totalmente, para se não ter piedade deles; mas para os destruir a todos, como Jeová tinha ordenado a Moisés” (Js. 11:20).

O reino dos Céus não se ganha com violência, ou guerras e mortandades. O reino de Deus se ganha de graça. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é Dom de Deus” (Ef. 2:8). As obras do amor são conseqüência da fé. Quem não pratica as obras do amor, nega a fé (Tg. 2:17).

Ora, se o repouso de Jeová foi conquistado pela guerra e pela violência do homem, e depois de conquistado virou um inferno, e se o reino de Deus, que é o repouso do Pai, é dado de graça, fica provado que Jesus e o Pai nada têm a ver com Jeová; mas Cristo veio desfazer as obras de Jeová.

O apóstolo Pedro falou uma grande verdade: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At. 4:12). A salvação dada por Jeová no Velho Testamento é uma salvação falsa, pois Canaã foi um falso repouso.

Autor: Pastor Olavo S. Pereira

(059) – MENTIRAS DE JEOVÁ

1.     Jeová declara que engana os profetas, logo mente  (Ez. 14:6-10). E depois mata?

2.     Jeová enganou Jeremias (Jr. 20:7-8).

3.     Jeremias acusa Jeová de ter iludido Israel (Jer. 4:10).

4.     Enganou Acabe através de 400 profetas (1 Rs. 22:5-6;19-23). Para matar Acabe, usou o artifício da mentira..

5.     Jeová fala que nunca ninguém oprimiu Israel (1 Cr. 16:20-22; Is. 54:10-11). Citamos textos em que Israel foi oprimido: Jz. 2:13-16; 3:8-9; 3:12-15. “Porém os filhos de Israel tornaram a fazer o que parecia mal aos olhos do Senhor, depois de falecer Eúde. E vendeu-os o Senhor em mão de Jabim, rei de Canaã, que reinava em Hazor: e Sísera era o capitão do seu exército, o qual então habitava em Harosete dos gentios. Então os filhos de Israel chamaram ao Senhor, porquanto ele tinha novecentos carros ferrados, e vinte anos oprimia os filhos de Israel violentamente” (Jz 4:1-3). Israel foi oprimido por Jeová  (Jz. 6:1-10; 10:6-10; 13:1; Is. 60:14).

6.     Disse que ia aniquilar a morte para sempre (Is. 25:8) e a perpetuou (Is. 65:17-25; 66:22-24).

7.     Disse que ia perdoar Israel no deserto (Ez.20:13-17) mas os destruiu (Nm. 14:18-23; 26-37). “E  fá-lo-ei em pedaços uns aos outros, e juntamente os pais com os filhos, diz o Senhor; não perdoarei nem pouparei, nem terei deles compaixão, para que os não destrua” (Jr. 13:14).

8.     Jeová criou o assolador (Is. 54:16) para assolar seu povo (Is. 6:11-12; 61:3-4; 62:4; Jl. 1:7-12). As assolações  iam acabar em 70 anos (Dn. 9:2). Não acabou até hoje: sob os gregos, Antíoco Epifânio colocou um ídolo no santo dos santos; sob os romanos, houve a matança das crianças por Herodes Magno; Tito e Vespasiano destruiram Jerusalém e o templo; e aconteceu o grande holocausto de seis milhões de judeus mortos, sob o poder de Hitler.

9.     Foi Jeová que escolheu Jeroboão (1 Rs.11:29-37). Mentiu e depois acusa Israel de o ter escolhido (2 Rs. 17:20-21).

10.   Prometeu repouso no reinado de Salomão (1 Cr. 22:9-10). Não aconteceu pois Salomão, no seu reinado, nunca teve paz (1 Rs.11:14-25). Mentiu.

11.   O sacerdócio Aarônico seria eterno (Ex. 40:13-15; 1 Cr. 23:13). Se foi mudado, acabou (Hb. 7:11-12).

12.   Jeová afirmou que quem guardasse a lei viveria (Lv. 18:5; Ez. 20:11;  Rm. 5:12). A morte reinou até Cristo (Rm. 5:17; Mt. 8:21-22). Mas pela lei, ninguém é justificado diante de Deus.

13.   Jeová se diz Todo Poderoso (Gn. 17:1). Ninguém escapa de sua mão (Dt. 32:39; Is. 43:13; 14:27; 1 Sm. 2:3-10). É o oleiro (Jr.18:1-6; Is. 63:8). O diabo foi mais forte, como lemos em Rm. 8:19-21. Não guardou Adão, Davi, Salomão e Israel. Mentiu, pois não guarda a ninguém. E Israel o acusa (Is. 63:17).

14.   A terra foi criada sem forma e vazia (Gn. 1:2). Jeová diz que não a criou vazia (Is. 45:18). Quem mentiu?

15.   Jeová afirma que pensa o mal e não o bem (Jr.18:11; 21:10). E  depois afirma que pensa o bem e não o mal (Jr. 29:11).

16.   Jeová diz que não tem prazer na morte do que morre (Ez. 18:32). E tapou os ouvidos de Ofni e Finéias porque os queria matar (1 Sm. 2:25; Gn. 38:6-7).

17.   Disse que David andou nos seus caminhos (1 Rs. 11:38). Mas Davi não andou (2 Sm. 12:7-12).

18.   Jeová disse que os pais não morreriam pelos filhos, nem os filhos pelos pais (Dt. 24:16;  Is. 14:21). Porém, matou Eli pelos pecados  de Ofni e Finéias (1 Sm. 2:22-25; 12-17). Matou o filho de Davi pelo pecado do pai (2 Sm. 12:15-19).

19.   Jeová não faz acepção de pessoas (Dt. 10:17) mas declarou que fez diferença entre o Egito e Israel (Ex. 11:6-7; Am. 3:2; Dt. 14:1-2).

20.   Deu ordem a Moisés sobre sacrifícios e holocaustos (Ex. 20:24). E em Jr. 7:21-22, nega que deu a ordem.

21.   Garantiu a Abraão que não mataria o justo com o ímpio (Gn.18:24-32). E fez o contrário, matando os justos com os ímpios (Ez. 21:1-4).

22.   Afirmou que não usa de violência (Zc. 4:6) e usa de violência na prática (Ez. 20:33; Sl. 7:11-13).

23.    Pediu ao povo que se convertesse (Ez. 33:11). Depois não aceita a conversão (Jr. 11:14; 13:14; Ex. 8:18).

24.   Ageu e Zacarias pregaram o fim do cativeiro após 70 anos (Jr.25:12; 29:10-14; Dn. 9:2). O templo foi restaurado por Zorobabel que voltou  a Israel em 538 AC com 42.000 homens. Em 458 Esdras levou 1.755 homens para Jerusalém. A profecia era que a glória do segundo templo seria maior que o primeiro (Ag. 2:9). O templo de Salomão ficou em pé 360 anos e o de Zorobabel 195 anos. Foi profanado com sacrifícios de  suínos por Antíoco Epifânio 170 AC . Logo não foi verdade a profecia de Ageu 2:9. O templo foi incendiado no ano 587 AC por Nebuzaradão.

25.   O histórico foi assim: a ordem de Ciro foi no ano 534. Levou 21 anos a obra, concluída em 515 AC. Esdras foi para Jerusalém no ano 458, de acordo com Ed. 1:1-2. Não houve a glória do 2o templo até hoje. Mentira.

 

Autor: Pastor Olavo S. Pereira

(058) – CONCERTO PERPÉTUO

Perpétuo quer dizer: contínuo, constante, eterno, ininterrupto, inalterável, vitalício. Aquilo que sofre interrupção não é perpétuo, pois sofreu alteração.

1.  Arão e seus filhos foram escolhidos por Jeová para ministrar o sacerdócio eternamente. “Farás também chegar Arão e seus filhos à porta da tenda da congregação, e os lavarás com água, e vestirás a Arão os vestidos santos, e o ungirás, e o santificarás, para que me administre o sacerdócio. Também farás chegar seus filhos, e lhes vestirás as túnicas, e os ungirás como ungiste a seu pai, para que me administrem o sacerdócio,  E A SUA UNÇÃO LHES SERÁ POR SACERDÓCIO PERPÉTUO NAS SUAS GERAÇÕES” (Ex. 40:12-15). Aconteceu que o templo foi destruído a fogo no ano 70 D.C. Os sacerdotes morreram dentro do templo. O povo foi escorraçado de Jerusalém por dois mil anos. Cessaram os sacrifícios; cessou o sacerdócio Aarônico, pois acabou a linhagem.  A promessa não se cumpriu. Os levitas foram escolhidos para o serviço do templo de Jeová eternamente (1 Cr. 15:2) e tudo acabou.

2.  No santuário de Jeová, as sete lâmpadas do candelabro permaneceriam acesas eternamente (Lv. 24:1-4). Com a destruição do templo por Tito e Vespasiano foi interrompido o mandamento de Jeová.

3.  Os pães da proposição deveriam estar sobre a mesa do santuário. Era concerto perpétuo e estatuto perpétuo. Tudo acabou  (Lv. 24:5-9).

4.  O sacrifício da paz ou sacrifício pacífico, feito com gado miúdo ou cordeiros sem mancha, era perpétuo (Lv. 3:6-7, 17). Tudo acabou.

5.  Quem tocasse um morto ficava imundo sete dias. Ao terceiro dia se lavaria e ao sétimo seria purificado. Quem não se purificasse morria (Nm. 19:11-12, 20-22). Também os estrangeiros ou gentios eram todos imundos (Sl. 14:3). Era uma ordenança eterna. Jesus ordenou a Pedro que comesse animais imundos. Pedro se negou; então Jesus lhe mostrou que aqueles répteis imundos representavam os povos gentílicos imundos para Jeová, mas que deixaram de ser imundos pelo sacrifício da cruz (At. 10:9-15; 10:28-29). Para Jesus e o Pai não há imundos, mas perdidos que precisam de salvação. Se Jeová fosse Jesus, ou se fosse o Deus Pai do Novo Testamento, não afirmaria que os imundos seriam eternos, pois Deus não muda (Tg. 1:17).

6.  Diariamente eram sacrificados a Jeová dois cordeiros, um pela manhã e outro a tarde. Este era o holocausto contínuo ou contínuo sacrifício (Nm. 28:1-6; Ex. 29:42). O profeta Daniel profetizou a cessação do contínuo sacrifício (Dn. 8:11-12). Logo, não seria contínuo nem perpétuo.

7.  O fogo onde eram queimados os holocaustos arderia continuamente, mas foi apagado (Lv. 6:8-13).

8.  O concerto da lei de Jeová seria eterno. “Mas a misericórdia de Jeová é de eternidade a eternidade sobre aqueles que o temem, e a sua justiça sobre os filhos dos filhos. Sobre aqueles que guardam o seu concerto, e sobre os que se lembram dos seus mandamentos para os cumprirem“ (Sl. 103:17-18). “Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto  transgridem as leis, mudam os estatutos, e quebram a aliança eterna” (Is. 24:5). O incrível, é que Jesus mudou os mandamentos no sermão do monte e deu o mandamento novo que liquidou com a lei. “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei  a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (Jo. 13:34). No Velho Testamento o homem amava do jeito do homem, mas no Novo Testamento havemos de amar do jeito de Deus. A diferença do amor de Jeová e o do Pai, é que Jeová amava com desgraças, e o Pai ama com a graça.  Jeová amava com pragas, pestes e cativeiros; o Pai ama com perdão, cura e libertação. No livro aos hebreus lemos que a lei de Jeová foi mudada. “Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz mudança da lei” (Hb. 7:12).

9.  A justiça da lei seria eterna. “Atendei-me, povo meu, e nação minha, inclinai os ouvidos para mim; porque de mim sairá a lei, e o meu juízo se estabelecerá como a luz dos povos. Perto está a minha justiça …” (Is. 51:4-5). Os hebreus, baseados na palavra de Jeová tentaram a justiça da lei e falharam. “Que diremos pois? Que os gentios que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou a lei da justiça” (Rm 9:30-31). ” Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm. 10:4). Paulo está ensinando que quem crê em Jesus Cristo está desobrigado da lei, logo a lei não é eterna, nem a justiça da lei. Não foi verdade o que Jeová disse.

10.  Jeová estabeleceu que os seus eleitos jamais bebessem vinho, para fazer diferença entre o santo e o profano, o imundo e o limpo (Lv. 10:9-10). Jesus, para afrontar Jeová, deu vinho aos seus discípulos na última ceia, e estabeleceu como um memorial eterno.

11.  Jeová fez um concerto eterno com Davi (2 Sm. 23:5). Qual é esse concerto? “Não quebrarei o meu concerto, não alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez jurei por minha santidade que não mentirei a Davi. A sua descendência durará para sempre, e o seu trono será como o sol perante mim. Será estabelecido para sempre” (Sl. 89:34-37). O próprio Jeová anuncia a quebra desse juramento, pela boca de Jeremias: “Assim diz Jeová: Eis que eu encherei de embriaguez a todos os habitantes desta terra, e aos reis da extirpe de Davi, e aos sacerdotes, e aos profetas, e a todos os habitantes de Jerusalém, e fá-los-ei em pedaços uns contra os outros, juntamente os pais com os filhos, diz Jeová, não perdoarei e nem pouparei, nem terei deles compaixão, para que os não destrua” (Jr. 13:13-14). A linhagem Davídica acabou no reinado de Joaquim, também chamado Jeoconias, que foi levado cativo para a Babilônia, e Nabucodonosor colocou o seu tio como rei em Judá (2 Rs. 24:8-17). Jeremias falou da morte dos filhos de Joaquim, sendo assim cortada a linhagem real de Davi (Jr. 22:30). O juramento de Jeová sobre a descendência de Davi não se cumpriu.

12.  Israel foi restaurado em 1948, completando 50 anos em 1.999. Mas não é mais Reino, e sim República.

 

Autor: Pastor Olavo S. Pereira