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(032) – O FALSO E O VERDADEIRO

Quando não se conhece o verdadeiro, o falso toma o seu lugar. O falso é a imitação  do verdadeiro. Para cada profeta verdadeiro existem mil falsos (2 Pd.2:1). Vamos analisar o falso e o verdadeiro dentro da Bíblia, isto é, os valores espirituais verdadeiros e os valores espirituais falsos. Por exemplo, Paulo declara que o Velho Testamento foi abolido por Jesus Cristo em 2 Co.3:14. Se foi abolido não era verdadeiro, pois se fosse não seria abolido. O Velho Testamento, como história de um povo é verdadeiro, mas como valor espiritual é falso.

Provemos: Se Jesus Cristo não tivesse encarnado, não haveria salvação, como diz Pedro: “E em nenhum outro há salvação, porque também  debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At.4:12). O Velho Testamento nunca salvou ninguém, logo não é verdadeiro para salvar. Se alguém objetar afirmando que houve salvação no Velho Testamento, pois Abraão, Isaque e Jacó foram salvos, Abel, Enoque, Noé, Moisés, José, etc, a Bíblia afirma que eles foram salvos por Jesus depois da ressurreição. Basta ler Gl.4:4-8 e 1 Co.15:17-18.

Por outro lado, se não houvesse Velho Testamento, e Jesus encarnasse, a salvação estaria garantida, pois Jesus Cristo é o autor e consumador da fé (Hb.12:2). Jesus não precisa do Velho Testamento para salvar os homens, mas o Velho Testamento, sem Jesus, é o concerto da morte e da condenação (2 Co.3:6-7). A conclusão lógica é que, o Velho Testamento tem apenas valor histórico, mas o Novo Testamento tem valor histórico e transcendente, pois nele está a vida eterna, dada pelo Pai, através da cruz de Cristo. Convém frisar também que, se só em Cristo é possível a salvação, a salvação de Jeová no Velho Testamento  era falsa, pois não há dois salvadores. Jeová salvou Noé e sua família no dilúvio, mas eles morreram depois, logo essa salvação não foi verdadeira. Jeová se declarou salvador de Israel. “Porque eu sou Jeová teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador” (Is.43:3). Realmente Jeová salvou Israel do cativeiro Egípcio, mas depois matou todos no deserto, logo essa salvação não foi verdadeira, mas falsa, por isso lemos no Novo Testamento: “Mas quero lembrar-vos, como quem uma vez já soube isto, que, havendo Jeová salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram” (Judas 5). Alguém dirá: Mas Jeová destruiu os que não creram. Eu respondo: Se a salvação foi antes da fé, foi falsa, pois no Evangelho, primeiro vem a fé, depois a salvação (Mc.16:16).

Mas há outras coisas falsas no Velho Testamento, vejamos:

1-  Lemos na carta a Tito: “A verdade é segundo a piedade” (Tt.1:1). As palavras de Jeová eram inflamadas de ira e furor, logo não eram verdade. Ler Jr.25:15-16; Na.1:2; Sl.7:11; Dt.32:22-24, etc.

2-  Jesus Cristo só mandou o Espírito da verdade (Jo.14:15-17; 16:13; 1 Jo.5:6). Jeová enviava espírito da mentira também, e este espírito é falso (1 Rs.22:23). Ora, do verdadeiro não pode proceder o falso.

3-  Pedro declara que os cristãos são o sacerdócio real, e a Igreja era formada por pessoas de diversas raças, logo o sacerdócio levítico não era real, mas fictício e falso, e por isso mesmo foi mudado. “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real …” (1 Pd.2:9). “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo, já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego;  não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; por que todos vós sois um em Cristo Jesus” (Gl.3:27-28;  Hb.7:12). 

4–  A Justiça do Velho Testamento não era verdadeira, pois os que obedeceram rigorosamente e sinceramente a lei não foram achados justos pelo Pai. “Que diremos pois ? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça ? Mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou a lei da justiça. Por que ? Porque não foi pela fé, mas pelas obras da lei …” (Rm.9:30-32).

5–  Jeremias declara que Jeová é a verdade (Jr.10:10). “E sua lei é a verdade” (Sl.119:142). Se a lei foi mudada, a verdade foi mudada? (Hb.7:12). E João diz: “Outra vez vos escrevo um mandamento novo que é verdadeiro” (1 Jo.2:8). “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo.1:17;  Heb.7:18-19).

6 “E conhecereis a verdade,  e a verdade vos libertará” (Jo.8:32). Se a lei de Jeová era a verdade por que não foram libertados? O Velho Testamento que conheciam não era verdade que liberta? Jeová se intitulava Deus e Pai, e fez  uma lei que não liberta, e estabeleceu um pacto que não libertou seu povo?

7–  Jó declara que, com a luz de Jeová ele caminhava pelas trevas (Jó 29:3). Salomão afirmou que a lei é uma luz em Pv.6:23. O salmista afirmou que Jeová era a sua luz (Sl.27:1). E João declara que Jesus é a luz verdadeira que alumia todo o homem  que vem ao mundo (Jo.1:9). Isto equivale dizer que a luz anterior era falsa.

8–  João, em sua primeira carta, registra que Jesus é o Deus verdadeiro (1 Jo.5:20). Esta declaração compromete o Deus que se revelou antes de  Jesus.

9–  O povo de Israel ia a Jerusalém adorar Jeová no templo, e Jesus disse a mulher samaritana, que eles não sabiam a quem adoravam (Jo.4:19-24). Adoravam um deus falso? (1 Sm.1:3; 1 Cr.16:29; Sl.29:2; 96:9; Jr.7:2; Zc.14:17).

10– Jeová plantou a árvore da vida no Jardim do Éden (Gn.2:8-9). E Jesus afirma que ele é a verdadeira árvore da vida plantada pelo Pai (Jo.15:1). Parece que aquela árvore é falsa.

11– Os sacerdotes eram ungidos, assim como os reis e profetas (Lv.21:10-12; 1 Rs.19:15-17). E João afirmou que existe uma unção que é verdadeira e ensina todas as coisas (1 Jo.2:27). Estaria o apóstolo João revelando que as unções do Velho Testamento não eram verdadeiras? É o que está escrito e é o que parece ser.

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(031) – O ACUSADOR

Ensina a tradição religiosa cristã que há um ser angelical acusando os pecadores diante de Deus. O seu nome é Diabo ou Satanás. A base para esta doutrina se acha no livro do Apocalipse: “E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada Diabo, e Satanás, que engana a todo o mundo: ele foi precipitado na Terra, e os seus anjos foram lançados com ele. E ouvi uma grande voz que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”  (Ap.12:9-10)O verso nove fala do enganador, e o verso dez fala do acusador. São pessoas diferentes com atuações diferentes. O Diabo enganou Eva, mas não a acusou. Não há na Bíblia, no Velho, como no Novo Testamento, nenhuma acusação do Diabo diante de Deus. Analisemos o caso de Jó. Satanás não acusou, apenas pôs em dúvida a sua fidelidade. Foi caso de suspeita, não de acusação. Como Jó não caiu em pecado, a suspeita foi infundada, e Jeová foi quem caiu inutilmente na tentação do Diabo. Caindo na tentação do Diabo, Jeová quebrou a sua promessa de guardar o justo: “Vós, que amais a Jeová, aborrecei o mal; ele guarda as almas dos seus santos, e os livra das mãos dos ímpios” (Sl.97:10; 37:28; 91:1-10, etc.). Os acusadores de Jó foram seus três amigos, afirmando que o mal lhe tocou porque era pecador. O próprio Jeová testificou de Jó como sendo justo (Jó 1:8; 2:3). Neste último verso Jeová confessa ter sido incitado pelo Diabo sem causa, coisa que não condiz com a sua divindade.

A Bíblia deixa bem claro as atuações do Diabo:

TENTADOR– “E chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães” (Mt.4:3; 1 Ts.3:5; 1 Co.7:5). 

DEVORADOR– “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. Sede sóbrios; vigiai; porque o Diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a que  possa tragar” (1 Pd.5:7-8).

GERAR  FILHOS– “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai…” (Jo.8:44).

ARMADOR DE CILADAS– “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do Diabo”  (Ef.6:11).

MENTIROSO– “Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos do vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, PORQUE NÃO HÁ VERDADE NELE; QUANDO ELE PROFERE MENTIRA, FALA DO QUE LHE É PRÓPRIO, PORQUE É MENTIROSO E PAI DA MENTIRA” (Jo.8:44). É óbvio que um mentiroso não pode acusar ninguém diante do Juiz. Deus, o soberano Deus, não permitiria as acusações de um demônio mentiroso. Seria uma pantomima. Seria a desmoralização do tribunal celestial. Uma comédia bíblica.

Graças a Deus, Jesus nos dá uma explicação convincente: “Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais” (Jo.5:45). Por que Moisés é o acusador ? Porque Moisés entregou ao povo de Israel a lei de Jeová. “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do concerto de Jeová, vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra ti” (Dt.31:26). “E os nossos reis, os nossos príncipes, os nossos sacerdotes, e os nossos pais não guardaram a tua lei, e não deram ouvidos aos teus mandamentos e aos teus testemunhos, que testificaste contra eles” ( Ne.9:34).

Ora, se a lei acusa, e a lei é de Jeová, o acusador é Jeová e não o Diabo. Que Jeová acusa o pecado dos homens é fácil de provar. “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos a voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida” (Gn.3:17). Acusou e condenou Adão, e acusou e condenou aos antediluvianos: “Então disse Deus a Noé: O fim de toda a carne é vindo perante a minha face, porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra” (Gn.6:3). Acusou ER, filho de Judá: “Er, porém, o primogênito de Judá, era mau aos olhos de Jeová, pelo que Jeová o matou” (Gn.38:7). Acusou Saul: “Então disse Jeová a Samuel: Até quanto terás dó de Saul, havendo-o eu rejeitado para que não reine em Israel?” (1 Sm.16:1). Acusou  o sacerdote Eli: “E disse Jeová a Samuel: Eis aqui vou eu a fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambas as orelhas. Naquele mesmo dia suscitarei contra Eli tudo quanto tenho falado contra a sua casa; começá-lo-ei  e acabá-lo-ei” (1 Sm.3:11-12). Jeová acusou a Davi: “Por que, pois, desprezaste a palavra de Jeová, fazendo o mal diante de seus olhos? A Urias, o Heteu, feriste a espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher; e a ele mataste com a espada dos filhos de Amon. Agora, pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, …” (2 Sm.12:9-10). Jeová acusou todo mundo: Salomão, Roboão, Jeroboão, Gideão, Acabe, etc, etc.

Jesus não acusa ninguém (Jo.5:45). Muito pelo contrário. Jesus é o advogado dos pecadores. Não acusou a pecadora de Lc.7:36-47. Nem a adúltera que ia ser apedrejada (Jo.8:1-11). Nem o desonesto cobrador de impostos, chamado Zaqueu (Lc.19:1-10). Nem os ladrões na cruz (Lc.23:9-43). JESUS É O ADVOGADO DOS PECADORES. “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 Jo.2:1).

Jeová é o acusador, logo não são a mesma pessoa, e Jeová também não é o Pai, pois o Pai só salva, e não acusa, nem condena. “Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis” (1 Tm.4:10).

Jesus Cristo, como  Salvador e advogado, tinha de suprimir a lei acusadora de Jeová, pois se a adotasse seria acusador também, como aconteceu com Moisés.

Jesus Cristo é o único Salvador e o único caminho.

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(030) – OS DOIS ESPÍRITOS

Um homem se dá a conhecer pelo espírito que tem. A infidelidade é um espírito. “Geração contumaz e rebelde, geração que não regeu o seu coração, e cujo espírito não foi fiel para com Deus” (Sl.78:8).

Os 12 homens que foram espiar a terra de Canaã e infamaram a terra (Núm.13:31-32). Diz a escritura que Calebe teve outro espírito, e perseverou firme em conquistar a terra. Havia dois espíritos. Dez tinham espírito de covardia, e Josué e Calebe tinham espírito de ousadia e destemor. “Porém o meu servo Calebe, porquanto nele houve outro espírito, e perseverou em seguir-me, eu o levarei à terra em que entrou, e a sua semente a possuirá em herança” (Num.14:24). Eram dois espíritos diferentes.

“E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” (Gn.3:15). Nessa passagem, Jeová colocou a inimizade entre a serpente e a mulher. Fica assim provado que os dois espíritos antagônicos vêem de Jeová. São hálitos do mesmo Deus. Um dos espíritos de Jeová é bom e outro é mau (Ne.9:20). “E o espírito do Senhor se retirou de Saul, e o assombrava um espírito mau da parte de Jeová” (1 Sam.16:14).

O espírito bom de Jeová saiu de Saul, tendo ele pecado, e  foi colocado em Davi  (1 Sam.16:13-14). Davi, cheio do Espírito bom, cantava para retirar de Saul o espírito mau, porém o espírito mau era mais forte e Saul tentou matar Davi. “E aconteceu ao outro dia que o mau espírito da parte de Jeová se apoderou de Saul, e profetizava no meio da casa: e Davi tangia a harpa com a sua mão, como de dia em dia: Saul porém, tinha na mão uma lança. E Saul atirou com a lança, dizendo: Encravarei a Davi na parede. Porém Davi se desviou dele por duas vezes” (1 Sam.18:10-11). Num segundo confronto entre os dois espíritos, Davi teve de fugir para não ser morto (1 Sam.19:9-10).

Fantástico! O Espírito bom fugindo do espírito mau. Neste mundo tenebroso o mal prevalece sobre o bem, e Jeová se declara o autor do mal! “Tocar-se-á a buzina na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá qualquer mal à cidade, e o Jeová não o terá feito?” (Amós3:6).  “Porventura da boca do Altíssimo não sai o mal e o bem?” (Lam.3:38).

O espírito mau de Jeová é tão forte e tão superior ao seu bom Espírito, que os grandes homens do Velho Testamento cometeram pecados gravíssimos. Abraão o pai da fé, entregou a mulher a Faraó para se proteger. É óbvio que foi o mau espírito que o impeliu a isso, pois se fosse guiado pelo bom Espírito daria a vida para proteger Sarai. O Novo Testamento confirma isso em (1 Jo.3:16). Isaque seguiu o mau exemplo de seu pai Abraão, entregando Rebeca, sua mulher, a Abimeleque, rei de Gerar, para salvar sua própria vida (Gên.26:6-7). Sanção era nazireu, isto é, santo desde o ventre (Jz.13:7). Já adulto, Sanção desceu a Timnate, e se apaixonou por uma filha dos filisteus. Seu pai tentou dissuadi-lo, pois na lei de Moisés, Jeová proibiu a união com os povos cananeus. Sanção afrontou e desobedeceu o pai e casou com a tal mulher. E qual foi o espírito que impeliu Sanção a esse pecado? O espírito de Jeová! “E o espírito de Jeová  o começou a impelir de quando em quando para o campo de Dã, entre Zorá e Estaol” (Jz.13:25).  Certamente não era o Espírito bom, pois Sanção foi contra a lei de Jeová (Dt.7:1-4). O fato é que, no Velho Testamento, o espírito mau de Jeová prevalecia sobre o bom.

No Novo Testamento o quadro é completamente diferente. Em primeiro lugar, o Deus Pai só tem um Espírito. “Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação” (Ef.4:4). Nem do Pai e nem de Jesus vem o espírito mau. Em segundo lugar, o Espírito bom dado por Jesus tem muito mais poder do que os espíritos maus (Mc.16:17-18; At.5:14-16). “E descendo Filipe à cidade de Samaria lhes pregava a Cristo. E as multidões unanimemente prestavam atenção ao que Filipe dizia, porque ouviam e viam os sinais que ele fazia; Pois que os espíritos imundos saíam de muitos que os tinham, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos eram curados” (At.8:5-7). Hoje, todos os crentes que tem o Espírito Santo repreendem os espíritos malignos, que saem dos possessos gritando e espumando. Não precisa ser um grande profeta para expulsar demônios. Qualquer crente pode realizar esse prodígio em nome de Jesus.

Um fato, no Novo Testamento, chama a atenção. É a história de um jovem lunático, possesso de demônios. Os apóstolos não puderam liberta-lo e o trouxeram a Jesus (Mat.17:14-21). E por que não puderam? Porque Cristo não tinha consumado a obra na cruz e ainda estavam no Velho Testamento.

No Velho Testamento o espírito mau era mais forte que o espírito bom, e assim nem os apóstolos puderam com ele. Mas Cristo tem todo poder no céu e na terra. E confere esse poder aos seus discípulos (Lc.24:49). E esse poder Davi não tinha, logo o espírito que estava sobre Saul e depois sobre Davi não era o Espírito Santo.

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(029) – A GRANDE BÊNÇÃO

Bênção é a herança dos benditos de Deus – “Vinde, benditos de meu Pai, e possui por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo” (Mat.25:34).  Esta bênção não é hereditária como no Velho Testamento, isto é, o meu filho não herda o reino de Deus porque eu sou de Deus. No Velho Testamento a bênção era hereditária. “Uma vez jurei por minha santidade que não mentirei a Davi. A sua descendência durará para sempre” (Sl.89:35-36).  “E habitarão na terra que dei a meu servo Jacó, na qual habitaram vossos pais; e habitarão nela, eles e seus filhos, e os filhos de seus filhos, para sempre” (Ez.37:25).  “E todos os teus filhos serão discípulos de Jeová; e a paz dos teus filhos será abundante” (Is.54:13). “Levanta em redor os teus olhos, e vê; todos estes já se ajuntaram e vêem a ti; teus filhos virão de longe, e tuas filhas se criarão ao teu lado” (Is.60:4). Isaque herdou a bênção de Abraão, e Jacó herdou a bênção de Isaque, e José herdou a bênção de Jacó (Gên.28:10-15; 1 Cr.5:2).

Em Gên.49, Jacó, antes de morrer, abençoou seus doze filhos, cabeças das doze tribos de Israel, e a bênção se multiplicou em muitas posteridades. Paulo explica que aquela bênção das posteridades, isto é, hereditárias, não é verdadeira, pois só há uma bênção: A PROMESSA DA VIDA ETERNA NO REINO DE DEUS, ATRAVÉS DE JESUS CRISTO.  “Ora, as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade. Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só: E à tua posteridade, que é Cristo” (Gal.3:16).

A bênção de Jesus Cristo não é deste mundo. “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo” (Ef.1:3). Essa era para Paulo, a grande bênção. “E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do Evangelho de Cristo” (Rom.15:29). Jesus Cristo não poderia abençoar com bênçãos deste mundo, pois declara que não é deste mundo (Jo.8:23).

A bênção deste mundo é material e dada por Jeová. Abraão, o primeiro a ser abençoado, ficou riquíssimo no Egito, e o preço dessa riqueza foi entregar sua mulher, Sarai, para ser amante de Faraó (Gên.12:10-16). Jeová prometeu que seu povo seria rico ao sair do Egito após 400 anos de servidão (Gên.15:13-14).  A promessa é repetida em Ex.3:22.  Os egípcios, apavorados com a morte de todos os primogênitos, permitiram ser despojados por Israel. “Fizeram pois os filhos de Israel conforme a palavra de Moisés, e pediram aos egípcios vasos de prata, e vasos de ouro, e vestidos, e despojaram os egípcios” (Ex.12:35-36). E o povo de Israel partiu. Os egípcios, sentindo-se roubados e saqueados, partiram atrás de Israel, e Jeová os afogou no mar (Ex.14:15-31).  Foi uma estratégia de Jeová para destruir os egípcios e ser glorificado (Ex.14:17).

Essa bênção de Jeová se tornou maldição, pois com o ouro egípcio, Abraão Aaron fez o bezerro de ouro e Jeová decidiu exterminá-los (Ex.32:1-10). Como pode um Deus dar uma bênção que se torna em maldição? Incrível, mas verdadeiro, pois foi o plano de Jeová para matar uns e outros. Ouro! Jeová deu a Salomão, além da sabedoria, riqueza e glória (1 Rs.3:13). Essa riqueza era alimentada com pesados impostos. Com a morte de Salomão, o povo clamou a Roboão, filho de Salomão, suplicando: “Teu pai agravou o nosso julgo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai, e o seu pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos” (1 Rs.12:4). Roboão, seguindo o exemplo de seu pai, o maior sábio do mundo, sabedoria esta, dada por Jeová, disse: “Meu pai vos castigou com açoites, porem eu vos castigarei com escorpiões” (1 Rs.12:11). E o reino se dividiu em dois, e houve guerra.

A riqueza dada por Jeová a Salomão como bênção, foi a maldição para o povo e para o reino. É de estarrecer! As riquezas que Jeová deu a Salomão, foi extorquir um povo sofredor e faminto. E Salomão escreveu um provérbio fantástico. “A bênção de Jeová é que enriquece, e não acrescenta dores” (Pv.10:22). Como Salomão não trabalhou para ganhar a riqueza, escreveu esse provérbio, pois quem sofria as dores era o povo.

Riqueza e saúde eram sinal da bênção de Jeová; doenças, pestes, miséria e escravidão eram sinal da maldição de Jeová. Os três amigos de Jó, não podiam entender a sua desgraça, por isso o acusavam injustamente de pecador (Jó.11:2-6). Por outro lado, os abençoados de Jeová, robustos e ricos, traziam polpudas ofertas por ocasião das festas. O próprio Jeová exigia essas ofertas. “Três vezes no ano todo o varão entre ti aparecerá perante Jeová teu Deus, no lugar que escolher; na festa dos pães asmos, e na festa das semanas, e na festa dos tabernáculos; porém não aparecerá vazio perante Jeová: cada qual, conforme ao Dom da sua mão, conforme à bênção que Jeová teu Deus te tiver dado” (Dt.16:16-17). Um jovem abençoado por Jeová, isto é, riquíssimo, se aproximou de Jesus, disse-lhe: Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? (Mat.19:16).  Este jovem rico esperava dar uma gorda oferta para obras sociais, ou coisa parecida. Jesus, para surpresa sua, pediu-lhe que renunciasse a bênção de Jeová. Era muita violência da parte de Jesus, pois renunciar a bênção de Jeová seria renunciar Jeová, e o jovem rico renunciou a bênção de Jesus, isto é, a vida eterna, para ficar com o Deus do ouro e da prata (Mat.19:21-24).  A bênção de Jeová era ter muitos filhos e muitas mulheres. Davi teve 17 e Salomão mil. Essa bênção está descrita no Sl.128:1-6. Pois Jesus manda renunciar a família carnal, afirmando que no reino dos céus o parentesco é outro (Mat.12:46-50; Lc.14:26).  Os filhos da carne para Jeová são tão importantes que Jeová faz com que os defuntos gerem filhos, e Jesus manda renunciar os filhos? (Det.25:5-10). A opção para se entrar no reino dos céus, é tão dolorosa que Paulo chama de crucificação da carne (Gal.5:24).

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(028) – AS ALMAS SÃO MINHAS, DIZ O SENHOR

Palavras de Jeová Deus: “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha; a alma que pecar, essa morrerá” (Ez.18:4). Em outra palavras, Jeová está dizendo: Como as almas são minhas, eu mato as que pecarem. Isto pode ser provado pelas palavras do sacerdote Eli repreendendo seus dois filhos, Hofní e Finéias: “Pecando o homem contra homem, os juizes o julgarão; pecando, porém, o homem contra Jeová, quem rogará por ele? MAS NÃO OUVIRAM A VOZ DO SEU PAI, PORQUE JEOVÁ OS QUERIA MATAR.” (1 Sm.2:25).

Quando Jeová declarou que todas as almas lhe pertencem? Essas palavras foram ditas muito tempo depois que Adão foi expulso do paraíso, e muito antes da morte de Cristo na cruz para redimir os pecadores. Qual o estado das almas que viveram de Adão até Jesus Cristo? Paulo revela que estavam todas mortas em Rm.5:17, e Jesus confirma, quando um jovem, querendo seguí-lo, pediu licença para sepultar seu defunto pai: “E outro de seus discípulos lhe disse: Senhor, permite-me que primeiramente eu vá sepultar meu pai. Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa aos mortos sepultar os seus mortos” (Mt.8:21-22). Quem cresse em Jesus, passava da morte para a vida, disse João (Jo.5:24).

Se as almas estavam mortas, como Jeová declarou que eram suas? Será que Jeová é o Deus dos mortos? Eu me recuso a acreditar nesta blasfêmia, mas é Jeová que se declara dono das almas que estavam mortas.

No Novo Testamento lemos que Jesus comprou as almas com o seu sangue precioso (I Co.6:20; 1 Pd.1:18-19). Se Jesus é Jeová, comprou dele mesmo? Resgatou de si mesmo? O apóstolo Paulo nos diz que a obra de Cristo é libertar do diabo (At.10:38; 26:18). Entendemos pela Bíblia que Jesus comprou e resgatou de alguém perverso. Se Jeová afirmou que as almas lhe pertenciam, Jesus não poderia comprá-las, mas somente libertá-las. Compra-se aquilo que não nos pertence. Se Jeová é o Pai, Jesus comprou do Pai para o Pai? Como Jesus poderia comprar do diabo o que pertencia a Jeová? Se eu compro do Pedro o carro que pertence a João, caí no conto do vigário. Paulo afirma ainda que toda a criação estava sujeita a vaidade, e que a criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus (Rm.8:20 21). As almas eram de Jeová num cativeiro de corrupção?

João, no seu evangelho, ensina que, para sermos filhos de Deus temos de aceitar Cristo como Salvador, e que os nascidos do sangue e da carne não são filhos de Deus (Jo.1:12-13). As almas todas, que Jeová declara serem suas, não receberam a Jesus como salvador, e eram nascidas da carne e do sangue, e Paulo revela que carne e sangue são corrupção em 1 Co.15:50. Sendo assim, ao declarar que todas as almas são suas, Jeová declara que a corrupção lhe pertence, pois o sangue é a alma. “Qualquer homem dos filhos de Israel, ou dos estrangeiros que peregrinam entre eles, que caçar caça de animal ou de ave que se come, derramará o seu sangue, e o cobrirá com pó, porquanto é a alma de toda a carne”  (Lv.17:13-14).

Vemos assim, que as almas, corruptas por natureza, não podiam pertencer nem ao Pai, e nem a Jesus Cristo, mas pertenciam a Jeová; e Jesus as comprou para si e para seu Pai derramando seu sangue na cruz. A Bíblia afirma que todos são pecadores em Rm.5:12, e afirma que todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus em Rm.3:23, e Jeová afirma que todas as almas são suas? No Sl.24:1 lemos que o mundo e os que nele habitam pertencem a Jeová. É incrível, mas Jeová se declara dono das almas mortas e dono dos pecadores destituídos da glória de Deus.

Jesus, diz Paulo, veio salvar os pecadores que eram de Jeová (1 Tm.1:15). É evidente que esses pecadores não eram de Jesus e nem do Pai, pois João afirma que quem peca nunca O viu e nem O conheceu (1 Jo.3:5-6). Cristo veio libertar os cativos, lemos em Lc.4:18-19. Se eram cativos, como Jeová permitiu, e declarou que eram todos seus?

Como podiam todas as almas serem de Jeová, se um grande número é filho do diabo? “Vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer o desejo de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo.8:44).

         Disse João, a respeito de Jesus: “Porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz, e os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação” (Jo.5:28-29).

Se a maior parte é condenada, porque são os filhos do diabo, Deus não poderia dizer: “Todas as almas são minhas”. Ouçamos novamente João: “Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, NÃO É DE DEUS” (1 Jo.3:10). Mas nós que cremos em Jesus Cristo, somos de Deus Pai, porque fomos comprados com o precioso sangue de seu Filho unigênito.

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(027) – A UNÇÃO

A unção, no Novo Testamento tinha algumas finalidades, e era feita visivelmente derramando azeite sobre a cabeça. Para curar enfermidades espirituais havia unção (Tg.5:14-16). Também aplicavam a unção para curas físicas (Mc.6:13). A grande unção no Novo Testamento foi o derramamento do Espírito Santo, a grande obra de Jesus Cristo. Essa promessa gloriosa foi feita por Jesus. “E, estando com eles determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes”  (At.1:4).

Jesus explica os efeitos  dessa unção: “Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios d’água viva correrão do seu ventre. E isto disse ele do Espírito que haveriam de receber os que nele cressem;  porque o Espírito Santo ainda não existia, por Jesus não haver sido glorificado” (Jo.7:38-39).  Essa palavra: “RIOS D’ÁGUA VIVA” significa virtude, graça, sabedoria, poder de curar, etc. Disse mais Jesus: “E estes sinais seguirão aos que crerem; em meu nome expulsarão  os demônios; falarão novas línguas; pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão” (Mc.16:17-18).  Estes são os rios d’água viva. O evangelista Lucas descreve como Jesus abriu este caminho glorioso: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (At.10:38). O apóstolo Pedro foi o primeiro que fez as obras de Jesus, depois de receber a unção:

Curando enfermos – At.3:1-6.

Salvando os perdidos – At.11:13-14.

Ressuscitando mortos – At.9:36-42.

Expulsando espíritos malignos – At.5:16.

Estes prodígios foram realizados por todos os apóstolos, diáconos, e crentes – At.6:8; 8:5-7; 19:11-12; 14:3, etc.

A unção do Espírito Santo, conferida por Jesus, ensina e revela todas as coisas. “A unção, que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, como ela é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis”  (1 Jo.2:27). Esta unção não existia no Velho Testamento, pois todos eram cegos e surdos, tanto o povo como os profetas.“Porque Jeová derramou sobre vós, um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, os profetas; e vendou as vossas cabeças, os videntes, pelo que toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Ora lê isto; e ele dirá: Não posso, porque está selado” (Is.29:10-11). E Jeová  chamava o povo de cego e surdo. “Trazei o povo cego que têm olhos; e os surdos, que têm ouvidos”  (Is.43:8). E essa cegueira perdurou até o tempo de Jesus (Jo. 12:37-41). E os judeus continuaram cegos e surdos, logo, a unção de Cristo até hoje não veio sobre eles.

A unção, no Velho Testamento não ensinava nada. Vejamos: “Moisés derramou do azeite da unção sobre a cabeça de Arão, e ungiu-o para santificá-lo” (Lv.8:12). – E Arão se rebelou contra Moisés, logo não sabia nada, e em conseqüência Míriam ficou leprosa (Nm.12:1-10). Os três filhos de Arão eram ungidos para administrar o sacerdócio, e dois deles trouxeram fogo estranho perante a face de Jeová; que os matou na hora. Se trouxeram fogo estranho, nada sabiam (Nm.3:3; Lv.10:12).

Salomão foi ungido e predestinado por Jeová. E tão poderosa foi a unção, que Jeová lhe deu sabedoria superior aos homens todos, tanto do passado, como do futuro. Pois o sábio Salomão, amado de Jeová, escolhido por Jeová, glorificado por Jeová, foi o maior idólatra de todos os tempos, rejeitado por Jeová e causa da divisão do reino de Israel (1 Rs.1:32-39; 1 Cr.22:9). Salomão sabia tudo e não sabia o principal. A sua corrupção e queda está em 1 Rs.11:1-11. A pergunta que se faz é esta: Jeová fez de Salomão vaso de honra ou de desonra? Jeová, sendo Deus e tendo escolhido Salomão antes do adultério de Davi, não sabia o que lhe ia acontecer? Jeová foi enganado ou enganou a Davi? Davi orou a Jeová pedindo um coração perfeito para Salomão, já que era eleito e amado por Jeová desde o ventre, mas Jeová não atendeu a sua oração (1 Cr.29:19; 2 Sam.12:24).

Davi, o pai de Salomão e ungido por Jeová (2 Sm.12:7), tinha um coração como o de Jeová (1 Sm.13:14), e foi adúltero e homicida? E tendo sido ungido por Jeová? Para que serviu a unção? A unção não ensinou a Davi a não cometer pecados tão monstruosos? Paulo foi ungido com Espírito Santo e sabia tudo sobre esses pecados capitais, a ponto de se manter casto até a morte.

Havia unções maléficas da parte de Jeová. Saul foi ungido para ser mau rei. Isto está declarado em (1 Sm.8:7-18). Este homem cuidadoso com os pais (1 Sm.9:5). Honrava o profeta de Deus (1 Sm.9:7) Era humilde (1 Sm.9:18-21). Era responsável (1 Sm.9:10). Após a unção de Jeová, Saul se tornou mau rei e desobediente, a ponto de receber como prêmio, um espírito maligno (1 Sam.16:14). Existem outras unções perversas: Jeová mandou Elias ungir três pessoas: “E  Jeová lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho para a estrada de Damasco; e vem, e unge Hazael rei sobre a Assíria. Também a Jeú, filho de Ninsi, ungirás rei sobre Israel; e também a Eliseu, filho de Safate, ungirás profeta em teu lugar, E há de ser que, o que escapar da espada de Hazael, mata-lo-á Jeú; e o que escapar da espada de Jeú, mata-lo-á Eliseu” (1 Rs. 19 15-17). É incrível, mas foram unções homicidas e perversas. O negócio não era mudar o caráter das pessoas, mas matar os maus pelas mãos dos bons. Mas Hazael era mau e foi ungido por Jeová (2 Rs.13:22)!! Não houve uma unção boa no Velho Testamento, mas foram todas de Jeová. E os ungidos de Jeová foram substituídos por outros com uma unção verdadeira. “Porque mudando-se o sacerdócio, se faz mudança de lei”  (Hb.7:12).  E Pedro diz: “Vós sois o sacerdócio real”  (1 Pd.2:9).  “E a unção que vós recebestes de Jesus, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine, e é verdadeira, e não é mentira”  (1 Jo.2:27).

E os frutos da unção de Cristo são: amor, caridade, perdão, justiça, humildade, pureza, santidade, benignidade, etc. porque pelo fruto se conhece a árvore.

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(026) – O PAI DA FÉ

Abraão é considerado pelo apóstolo Paulo como pai da fé, pois foi o primeiro que creu em Deus. “Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado por justiça. Sabei pois que os que são da fé são filhos de Abraão. Ora, tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar pela fé os gentios, anunciou primeiro o Evangelho a Abraão, dizendo: Todas as nações serão benditas em ti. De sorte que, os que são da fé, são benditos com o crente Abraão” (Gl.3: 6-9).

Analisemos qual a fé de Abraão, e no que ele creu.

1.   Jeová ordenou a Abrão que saísse da sua terra e da casa de seus pais, para ir a outra terra. Prometeu fazer de Abrão uma grande nação e abençoá-lo (Gn.12:1-3). Depois dessa promessa, havendo uma grande fome em Canaã, Abrão foi obrigado a descer ao Egito. Como Sarai era formosa, Abrão temeu ser morto, e disse a Sarai: “Dize, peço-te, que és minha irmã, para que me vá bem por tua causa, e eu viva”. De fato, os egípcios gabaram a beleza de Sarai diante de Faraó, e este tomou-a por concubina, ou melhor, como amante. Se Abrão tivesse crido em Jeová, não teria entregue sua mulher para se prostituir, pois Sarai viveu com Faraó o tempo suficiente para Abrão se tornar milionário pelos favores de Faraó  (Gn. 12:10-16). O fato é que Abrão não creu e tratou de proteger a própria vida, sacrificando a mulher.

2. Jeová prometeu a terra de Canaã a Abrão como herança perpétua. “Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua semente, para sempre” (Gn.13:15). Para que Abrão cresse, Jeová fez um pacto com sacrifícios de animais, em meio a uma escuridão e um forno de fumaça, selando a promessa com esse pacto (Gn.15:7-21). Mais uma vez Jeová se apresenta a Abrão dizendo: “Eu sou o Todo Poderoso”. “Estabelecerei o meu concerto entre mim e ti e a tua semente depois de ti em suas gerações, por concerto perpétuo, para te ser a ti por Deus, e a tua semente depois de ti. E TE DAREI A TI E A TUA SEMENTE DEPOIS DE TI, A TERRA DAS TUAS PEREGRINAÇÕES POR PERPÉTUA POSSESSÃO”  (Gn.17:7-8). O livro de Hebreus faz uma revelação assustadora: “Pela fé habitou Abraão na terra da promessa como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa, porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus”  (Hb.11:9-10). Abrão ouvia uma coisa, e cria em outra que Jeová não prometeu? Abraão desprezou a promessa de Jeová pela fé em outra coisa, que Jesus prometera (Jo 8:56). A grande verdade é que Abrão não creu nem aceitou a promessa de Jeová.

3. Jeová havia prometido diversas vezes que Abrão teria grande descendência, e Sarai era estéril. O tempo passava e não nascia o filho prometido. Abrão começou a reclamar a Jeová sobre o herdeiro que não vinha nunca. Então Jeová, solenemente, afirmou que lhe daria o filho desejado, e ainda acrescentou: “Olha as estrelas do céu. Assim será a tua descendência” (Gn.15:5-6). O texto termina afirmando que Abrão creu em Jeová, mas logo no capítulo seguinte, lemos: “Ora, Sarai, mulher de Abrão, não lhe gerava filhos, e ele tinha uma serva egípcia, cujo nome era Hagar, E disse Sarai a Abrão: Eis que Jeová me tem impedido de gerar; entra pois, à minha serva; porventura terei filhos dela. E ouviu Abrão a voz de Sarai … E ele entrou a Hagar, e ela concebeu” (Gn.16:1-2,4).

4.   Se Abrão e Sarai tivessem crido na promessa de Jeová, feita no capítulo 15, teriam esperado. Sarai, oferecendo Hagar a Abrão,  revela não ter crido em Jeová, e Abrão aceitando Hagar, por concubina, também não creu na promessa. Se Abrão tivesse crido, esperava Sarai conceber. A prova da incredulidade de Abraão está em Gn. 17:15-18, quando Jeová afirma que Sara vai conceber e Abraão  escondeu o rosto para o sorriso irônico da incredulidade, e dizendo no coração: “Oxalá que viva Ismael diante do teu rosto”. Sara também riu o riso da incredulidade em Gn.18:9-14. O fato é que nem Sara e nem Abrão creram na promessa de Jeová, apesar de ter crido em Gn.15:5-6 (Creu porque já tinha planos com Hagar).

5.   Jeová havia prometido descendência numerosa a Abrão, como as estrelas do céu. Esse filho prometido levou vinte e cinco anos para nascer. Quando esse menino era adolescente, Jeová provou a Abraão pedindo-lhe o filho prometido em sacrifício. Abraão obedeceu cegamente, mas no instante em que ergueu o cutelo para imolar Isaque, Jeová bradou do céu dizendo: Abraão, não faças isso; agora sei que me temes”. Depois do nascimento de Isaque passaram-se 37 anos até a morte de Sara, e ela não gerou mais nenhum filho (Gn.17:17-21;  23:1-2). Sara morreu com 127 anos, portanto ficou 37 anos estéril depois de gerar Isaque. Como Jeová já havia pedido o sacrifício de Isaque uma vez, Abraão temia que o fato se repetisse, e assim depois da  morte de Sara, casou novamente para assegurar a descendência (Gn.25:1-5). Este fato configura incredulidade de Abraão mais uma vez, pois se tivesse certeza de que Isaque não morreria, jamais casaria de novo.

O fato é que Abraão nunca creu em Jeová. Como é ele chamado por Paulo o pai da fé(Gl.3:6-9). Em alguma coisa Abraão creu para ser pai da fé, mas não em Jeová e suas promessas. Em quem Abraão creu? Jesus disse: “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o e alegrou-se”  (Jo. 8:56). Jesus pregou o Evangelho a Abraão e lhe fez promessas, não terrenas e temporais, mas eternas e celestiais. A descendência  prometida por Jesus não é física, mas espiritual. “Não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência” (Rom.9:8). A descendência espiritual nunca foi prometida por Jeová. Os verdadeiros cristãos são nascidos do Espírito e não da carne, como prometeu Jeová (Jo.1:12-13).

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(025) – UM SÓ ESPÍRITO

“Há um só corpo e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação” (Ef.4:4). A Bíblia fala de muitos espíritos, mas um só é o Espírito de Deus Pai, cujos frutos são: “Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, continência” (Gl.5:22). O  Espírito de Deus não produz tristeza, ódio, guerra, malignidade, ira, etc. Este Espírito só se encontra no Novo Testamento, pois no Velho havia muitos espíritos. O Espírito Santo de Jeová não era de paz. “Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles” (Is.63:10). “…vindo o inimigo como uma corrente de águas, o Espírito de Jeová arvorará contra ele sua bandeira” (Is.59:19).

Este espírito de Jeová não é o mesmo Espírito Santo do Deus Pai, cujo fruto é a paz e a mansidão.

Passaremos a mostrar que o Espírito Santo do Pai é o oposto aos espíritos de Jeová.

1.  Jeová derramou o Espírito de ira sobre Saul, que se encheu de furor. “Então o espírito de Jeová se apoderou de Saul, ouvindo estas palavras: e acendeu-se em grande maneira a sua ira” (1 Sm.11:6)

=> O Deus Pai derrama o Espírito de amor tão forte, que afugenta a ira. “E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm.5:5).

2. Jeová derramou o Espírito de inimizade e contenda sobre os cidadãos de Siquém. “Enviou Jeová um mau espírito entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém: e os cidadãos de Siquém se houveram aleivosamente contra Abimeleque” (Jz.9:23).

=> O Pai derramou o Espírito de plena comunhão sobre todos. “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com vós todos. Amém” (2 Co.13:13)

3.  Jeová derramou no Egito um perverso espírito, para que errassem. “Jeová derramou no meio deles um perverso espírito; e eles fizeram errar o Egito com toda a sua obra como a bêbado quando se revolve no seu vômito” (Is.19:14).

=> O Pai derrama o Espírito de regeneração e santificação (1 Co.6:10-11).

4. Jeová derramou um Espírito de sono para que os profetas não entendessem. ”Porque Jeová derramou sobre vós, um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, os profetas; e vendou os vossos cabeças, os videntes” (Is.29:10).

=> O Deus Pai derramou o Espírito de revelação para que todos entendam (1 Co.2:7-10).

5. Jeová cegou Israel para não ver e crer em Jesus. “Engorda o coração deste povo, e endurece-lhe os ouvidos, e fecha-lhe os olhos; não venha ele a ver com os seus olhos e ouvir com seus ouvidos, e a entender com o seu coração, e a converter-se, e a ser sarado” (Is.6:10;  Jo.12:37-41).

=> O Espírito Santo cura a cegueira para que creiam em Cristo (Ef.1:17-19).

6.  Jeová derramou sobre Sanção o espírito de violência para matar (Jz.14:19; 15:14-15).

=> O Pai enche os cristãos de paz e gozo pela virtude do Espírito Santo. “Ora o Deus de esperança vos enche de todo gozo e paz em crença, para que abundeis em esperança pela virtude do Espírito Santo” (Rm.15:13).

7.  A unção espiritual de Jeová era para matar (1 Rs.19:15-17).

=> A unção do Pai era para curar e dar vida (At.3:1-8).

8.  Eliseu, ungido com o espírito de Jeová, matava crianças (2 Rs.2:23-24).

=> Jesus, o ungido do Pai, amava e salvava todas as crianças (Mt.19:13-15).

9. Jeová derramava o espírito da mentira. “Agora pois, eis que Jeová pôs o espírito de mentira na boca de todos estes teus profetas, e Jeová falou mal contra ti” (1 Rs.22:23).

=> Jesus derramou o Espírito de verdade (Jo.14:16-17).

Se Jeová fosse o Pai, o seu espírito não poderia operar de modo diverso do Espírito Santo do Pai e de Jesus, seu Filho unigênito. Se o espírito de Jeová opera de forma contrária, Jeová é contrário ao Pai e ao Senhor Jesus.

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(024) – NOVO CÉU NOVA TERRA

Segundo o Evangelho de João, o criador deste mundo é Jesus. “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. TODAS AS COISAS FORAM FEITAS POR ELE, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo.1:1-3). “Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu” (Jo.1:10). Agora a palavra de Paulo: “Tudo foi criado por ele e para ele, e ele é antes de todas as coisas, e todas as coisas subsistem por ele” (Cl.1:16-17). Subsistir quer dizer que as coisas continuam existindo pela ação do poder de Cristo. Na carta aos Hebreus lemos: “Havendo Deus falado antigamente muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, POR QUEM FEZ TAMBÉM O MUNDO” (Hb.1:1-2).

A pergunta que fazemos é: Se Jesus é o autor da criação com poder conferido pelo Pai, por que Jeová se declarou o autor exclusivo e sem a participação de ninguém? Jesus disse: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma; como ouço, assim julgo, e o meu juízo é justo, porque não busco a minha  vontade, mas avontade daquele que me enviou” (Jo.5:30). “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia” (Jo.9:4). Ouçamos a Jeová: “Assim diz Jeová Deus, que criou os céus, e os estendeu, e formou a terra e tudo quanto produz; que dá a respiração ao povo que está nela, e o espírito aos que andam nela” (Is.42:5). Neste texto Jeová declara que este mundo subsiste pelo seu poder, e omite o nome de Jesus Cristo. Há mais textos nos quais a criação foi feita por Jeová: (Is.45:12; Sl.148:1-5).

Serão Jeová e Jesus a mesma pessoa? Neste caso Jeová omitiu o Pai. No Salmo 110 Davi falou: “Disse Jeová a meu Senhor…” Este Senhor do Sl.110 Jesus declara que é ele, logo Jesus não é Jeová (Mt.22:41-46).

Jesus e Jeová têm poder para criar. Jeová prometeu criar um novo céu e uma nova terra, onde não haveria lembranças das coisas passadas (Is.65:17). Jesus criou um novo céu e uma nova terra (Ap.21:1). Comparemos as duas criações para ver se são a mesma, ou serão duas diferentes:

=> Na de Jeová haverá morte (Is.65:20).

Na de Jesus não haverá morte (Ap.21:4).

=> Na de Jeová haverá maldição (Is.65:20).

Na de Jesus não haverá maldição (Ap.22:3).

=> Na de Jeová haverá edificações (Is.65:21-22).

Na de Jesus não haverá edificações (Hb.11:10; Mt.25:34).

=> Na de Jeová haverá envelhecimento (Is.65:22).

Na de Jesus não haverá envelhecimento (Ap.22:14).

=> Na de Jeová haverá geração de filhos (Is.65:23).

Na de Jesus não haverá geração de filhos (Lc.20:35).

=> Na de Jeová haverá serpente (diabo) (Is.65:25).

Na de Jesus não haverá serpente (Ap.20:10).

=> Na de Jeová haverá noite (Is.66:22-23).

Na de Jesus não haverá noite (Ap.21:25).

São narrativas completamente diferentes e opostas para duas promessas iguais. São, portanto, duas novas criações diferentes. O detalhe mais gritante da nova criação de Jeová está em Isaías: “Porque, como os céus novos, e a terra nova, que hei de fazer, estarão diante da minha face, diz Jeová; assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que desde uma lua nova até outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda carne adorar perante a mim, diz Jeová: E sairão, e verão os corpos mortos dos homens que prevaricaram contra mim; porque o seu bicho nunca morrerá nem o seu fogo se apagará; e serão um horror para toda a carne” (Is.66:2224). Este texto revela verdades contundentes.

1. Lua nova até outra e um sábado até outro revela que haverá noite e dia na nova terra, contrariando Ap.21:25.

2. Toda carne adorando Jeová; em oposição a Jo.4:22-24, onde lemos que a carne não adora a Deus, mas o espírito.

3. Haverá uma montanha de cadáveres sendo comidos de bichos em meio a um fogo infernal, que causa horror para toda carne. Paulo, o grande apóstolo, afirma que a carne e o sangue não herdam o reino de Deus (1 Co.15:50).

Esse quadro infernal e tenebroso de Jeová, apresentado como novo céu e nova terra, é lembrado por Jesus no Evangelho de Marcos: “E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma mó de atafona, e que fosse lançado no mar. E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado, do que, tendo duas mãos, IRES PARA O INFERNO, PARA O FOGO QUE NUNCA SE APAGA; ONDE O SEU BICHO NÃO MORRE, E O FOGO NUNCA SE APAGA. E, se o teu pé te escandalizar, corta-o; melhor é para ti entrares na vida coxo, do que, tendo dois pés, seres lançado no inferno, no fogo que nunca se apaga. ONDE O SEU BICHO NÃO MORRE, E O FOGO NUNCA SE APAGA. E se teu olho te escandalizar, lança-o fora; melhor é para ti entrares no reino de Deus com um só olho do que, tendo dois olhos, seres lançados no fogo do inferno, onde o seu bicho não morre e o fogo nunca se apaga” (Mc.9:42-48).

A vida a que Jesus se refere é o céu, e os cadáveres comidos de bicho no fogo que nunca se apaga é o inferno. Mas Jeová declara que no seu novo céu e nova terra, os adoradores, de carne, verão esses cadáveres putrefatos sendo comidos de bichos em meio as labaredas do inferno. O que podemos entender do que Jesus falou, é que os rejeitados de Jesus irão para o céu de Jeová; isto é o inferno. A concepção do novo céu e da nova terra de Jeová fica tão aquém da glória do reino de Jesus Cristo, que Jesus o aponta como inferno.

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(023) – O JUSTO LÓ

“Jeová condenou a subversão as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-as a cinza, e pondo-as como exemplo aos que vivessem impiamente e livrou O JUSTO LÓ, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis. (Porque este justo, habitando entre eles, afligia todos os dias a sua alma justa, pelo que via e ouvia sobre as suas obras injustas); Assim, sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar os injustos para o dia do juízo, para serem castigados” (2 Pd.2:6-9). Baseados neste texto, alegam os crentes que Jeová é o Deus verdadeiro, pois livrou Ló e sua família de Sodoma, antes de destruí-la com fogo e enxofre.

1– Quatro foram salvos de Sodoma. O Justo Ló, a mulher e duas filhas sodomitas. A mulher amava Sodoma e olhou saudosa para traz. As filhas convenceram o pai a praticar incesto. Se estas três mulheres eram sodomitas, Jeová foi injusto em livrá-las, condenando as outras (Gn.18:25).

2-        Se a salvação de Ló foi a mesma da mulher e das filhas sodomitas, essa não é a salvação de Jesus Cristo (1 Co.6:10). Os sodomitas, segundo Paulo, estão fora do reino de Deus e de Jesus.

3-        Jeová matou a mulher de Ló porque ela olhou para traz, e não matou as filhas que praticaram incesto com o pai? (Gn.19:26; 19:31-38). E não matou Ló?

4-     2 Pd.2:9 diz que o Senhor salva da tentação os piedosos, e não salvou Ló da abominação do incesto? Paulo entregou o incestuoso nas mãos de Satanás, e Ló é considerado justo? (Gn.19:31-38).

5-        Jeová só falava em enigmas (Sl.78:2). Um dos enigmas de Jeová era o vinho. Assim, vinha não era vinha, mas o seu povo. “Trouxeste uma vinha do Egito; lançaste fora as nações, e a plantaste” (Sl.80:8). Quando Ló foi levado ao incesto, o vinho que recebeu das mãos das filhas sodomitas foi o vinho de Sodoma. “Porque a sua vinha é a vinha de Sodoma e dos campos de Gomorra… O seu vinho é ardente veneno de dragões, e peçonha cruel de víboras. Não está isto encerrado comigo? Selado nos meus tesouros?” (Dt.32:32-34). O vinho que Ló bebeu foram os argumentos usados pelas filhas, e como estava habituado a sodomia, aceitou, pois os fins justificam os meios.

6– Como diz Pedro que Jeová salvou o justo Ló, se não há nenhum justo? “Como está escrito: Não há justo nenhum sequer” (Rm.3:10). Em Rm.5:1 lemos que o cristão é justificado diante de Deus pela fé em Cristo, e é tornado justo pela intercessão de Jesus diante do Pai; conforme Hb.7:25. Assim também Ló é chamado justo pela intercessão de Abraão em Gn.18:23-33.

7-        Vejamos se Ló era justo, vivendo em Sodoma. Diz Pedro que Ló afligia todos os dias a sua alma pelo que via e ouvia (2 Pd.2:8). E continuava em Sodoma? Isto lembra os cristãos que assistem novelas indecentes, vídeos pornô na Internet e falam; Isto é um horror! Como o governo não toma providências? Alguém precisa fazer algo. E continua assistindo e ouvindo como Ló fazia. Quem vê e ouve; diz que não aprova mas continua vendo e ouvindo é sodomita também. Muitos dizem aos filhos: — Essas coisas são erradas filhinhos, mas…

8-        Sodoma era corrupta e pecadora (Gn.13:10-13). Ló a escolheu para sua habitação, pois achou o lugar propício para negociar e enriquecer mais (Gn.13:5-6). Houve uma guerra em que Sodoma foi vencida, e foram levados cativos o rei e também Ló (Gn.14:12). Abrão soube do fato e reuniu um pequeno exército para libertar Ló. Foi um ataque noturno e rápido. Com a vitória Abrão libertou Ló e o rei de Sodoma. Deus havia afastado Ló com toda a sua fazenda, mas Ló amava Sodoma e voltou (Gn.14:11-16; 19:1). Ló sentava-se a porta de Sodoma para fazer negócios, enquanto a mãe e as filhas viviam com os sodomitas.

9- Pedro chama Ló de justo? O escravo de Sodoma? Porque Pedro o chamou de justo? Abrão, seu tio o amava, e intercedeu por ele diante de Jeová (Gn.18:23-33). Ló  foi justificado pela intercessão de Abraão, da mesma maneira que o cristão injusto é justificado pela intercessão de Cristo, e passa a ser chamado justo (Hb.7:25; Rm.5:1), pois Abraão é figura de Jesus. O contexto do capítulo dois da segunda carta de Pedro é a apostasia. Se o que foi justificado por Jesus Cristo volta atrás, passa a ser o cão que volta ao vômito ou a porca lavada voltando ao espojadouro de lama (2 Pd.2:20-22). Jesus é o Pai da fé, e Abraão é chamado o pai da fé por ser figura de Jesus (Hb.12:2; Gl.3:7-9).

10- Conclusão: Jeová livrou Ló de Sodoma, não do pecado, da mesma maneira que livrou Israel do Egito, não da corrupção do Egito (Jd.5; Is.43:3,11).

A salvação de Jeová não é a mesma de Jesus Cristo. Jeová salvava seu povo das mãos dos homens, mas não salvava do poder do diabo. O homem mais justo, perfeito e santo era entregue ao diabo por Jeová; como aconteceu com Jó (Jó 1:6-12; 2:1-7).

Jesus salva das mãos do diabo e não salva das mãos dos homens, por isso a marca dos cristãos era o martírio (1 Jo.3:8).

Jeová salvava o homem exterior, enquanto o interior era devorado pela cobiça e pela concupiscência carnal. Jesus salva eternamente o homem interior, e o exterior é crucificado (Gl.5:24).

Podemos dizer que Jeová salvava o corpo, mas a alma era devorada pelas paixões carnais; Jesus salvava a alma das paixões e a carne era devorada pelas feras, ou queimada em postes, nos festins romanos.

A salvação de Jeová nunca salvou ninguém, pois o próprio Jeová matou os que salvou (Jd.5).

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(022) – O DEUS DOS VIVOS

O que quer dizer Deus dos vivos? É o Deus dos que não morrem. Jesus afirma que os que crêem nele passaram da morte para a vida (Jo.5:24). Os que crêem em Jesus não morrem (Jo.8:51). Jesus é a ressurreição e a vida (Jo.11:25-26). Foi por isso que Jesus falou: “Deus não é Deus dos mortos mas dos vivos” (Lc.20:38). Para que o Pai seja Deus de alguém, essa pessoa tem de passar da morte para a vida (Jo.5:24). Passar da morte para a vida é nascer de novo (Jo.3:3-6). A morte reinou desde Adão até Jesus Cristo. “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só – JESUS CRISTO” (Rm.5:17). Se a morte reinou  até o tempo em que Jesus veio ao mundo, e Deus Pai é o Deus dos vivos e não dos mortos, qualquer criança pode perceber que o verdadeiro Deus, não era Deus de ninguém antes de Jesus, pois reinava a morte, isto é, todos estavam mortos espiritualmente. Uma pessoa quis seguir a Jesus, e pediu permissão para enterrar o pai que havia falecido e Jesus respondeu: “Segue-me, e deixa aos mortos sepultar os seus mortos”.

O Velho Testamento é a história dos mortos e dos que morrem. No diluvio, Jeová destruiu a humanidade pela morte (Gn. 6:7). Se Jeová matou, é o Deus dos mortos, pois é Deus dos que morrem. Também nas cidades da campina, Jeová se valeu da morte como única forma de eliminar o mal. Sodoma e Gomorra foram queimadas com fogo e enxofre (Gn.19:24-25). O remédio contra o pecado, para Jeová, era a morte. “A alma que pecar, esta morrerá” (Ez.18:4).

Ninguém escapava. Jeová  salvou Israel da opressão egípcia e depois matou no deserto os que não creram (Jd. 5). Jeová é o Deus da morte. Adão pecou e Jeová condenou toda humanidade a morte porque é o Deus da morte (Gn. 3:19).

Leiamos o episódio acontecido no mar vermelho: “Então disse Jeová a Moisés: Porque clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco. E eis que endurecerei o coração dos egípcios, para que entrem nele, atrás deles; e eu serei glorificado em Faraó, e em todo o seu exército, nos seus cavalos e nos seus cavaleiros” (Ex.14:15-17). “Assim Jeová salvou naquele dia Israel da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar” (Ex.14:30). Moisés então cantou um cântico: “Jeová é varão de guerra; Jeová é o seu nome. Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército” (Ex.15: 3-4).

Jeová é glorificado na morte e Jesus na ressurreição.

Vamos provar agora que Jeová não é só o Deus da morte, mas também é o Deus dos mortos. Judá , filho de Jacó, teve três filhos de sua mulher Suá. “Então tomou uma esposa para o seu primogênito de nome Er., cujo nome era Tamar. Mas Er era mau aos olhos de Jeová; pelo que Jeová o matou. Então Judá falou a Onã, irmão mais novo de Er: Entra à mulher de teu irmão e casa-te com ela, e suscita semente a teu irmão morto. Onã casou com a mulher de Er, mas derramava a semente na terra, e o que fazia era mau aos olhos de Jeová, pelo que também o matou” (Gn.38:6-10). Temos neste episódio duas grandes verdades. A primeira é que o autor dessa história do levirato, isto é, quando alguém morria sem ter filhos, o irmão casava com a viúva, e o primeiro filho era filho de defunto, não veio de Moisés, mas de Jeová, pois Moisés nasceu cento e cinqüenta anos depois. A segunda grande verdade é que defunto tinha filhos. Se defunto tinha filhos, Jeová era o Deus do defunto, isto é, Deus dos mortos.

No Novo Testamento, uns saduceus que não acreditavam na ressurreição perguntaram a Jesus sobre a lei do levirato, expondo o seguinte: “Um morreu sem ter deixado filhos; o irmão casou com a viuva e morreu também sem deixar filhos; então o terceiro casou, e como eram sete irmãos, todos casaram com a mesma mulher.  Na ressurreição, de qual deles será a mulher, pois os sete por mulher a tiveram?” (Lc.20:27-33). Jesus lhes respondeu dizendo: “Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento, mas os que forem havidos por dignos de alcançar o mundo vindouro, e a ressurreição dos mortos, nem hão e casar, nem ser dados em casamento, porque já não podem mais morrer, pois são iguais aos anjos, e são filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” (Lc.20:34-36).

Os filhos da ressurreição não precisam ter filhos depois da morte, pois não morrem mais. Quem morre não tem a vida, então precisa ter filhos para que seu nome não se apague debaixo do Sol. É preciso notar que o objetivo de Jeová não era o filho que deveria nascer, mas o nome do defunto que Jeová queria conservar (Dt. 25:6).

Fica assim provado que Jeová era o Deus dos mortos, pois a maneira usada para conservar vivo o nome do morto era dar-lhe filhos. Jesus resolveu o assunto ressuscitando o morto, e assim não há necessidade de gerar filhos, e é por isso que Jesus é Deus dos vivos e não dos mortos. E para deixar bem claro que Jesus nada tem a ver com a morte estabelecida por Jeová, Paulo afirma que Cristo aboliu a morte (2 Tm.1:8-10).

O Velho Testamento declara que os mortos são de Jeová: “Porque com fogo e com a sua espada entrará Jeová em juízo com toda a carne; E OS MORTOS DE JEOVÁ SERÃO MULTIPLICADOS” (Is.66:16). “E serão os mortos de Jeová, naquele dia, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra; não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados, mas serão como estrume sobre a face da Terra” (Jr.25:33). Estes textos lembram as montanhas de cadáveres dos campos de concentração nazista na Alemanha. Da mesma maneira que os autores das chacinas foram julgados e condenados, Jeová como Deus, será julgado e condenado pela morte de bilhões de pessoas cegas, ignorantes e cativas dos demônios e do mal.

TODA A GLÓRIA, SEJA TRIBUTADA A JESUS CRISTO, O DEUS DA VIDA!

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(021) – O SENHOR DOS EXÉRCITOS

Um pai quer que seu filho seja forte e um grande lutador. Coloca-o nas melhores academias desde menino. O filho acaba se tornando um grande campeão de lutas marciais. A essas alturas o pai repreende o filho dizendo: Não quero você perto de mim, pois você é lutador. Este pai é justo?

Jeová é o Deus das guerras. “Jeová é varão de guerra!” (Ex.15:3). Quando Jeová declarava guerra, era para sempre, ainda  que os descendentes fossem inocentes. “Portanto jurou Jeová, haverá guerra  de Jeová contra Amaleque de geração em geração” (Ex.17:16). Jeová tinha um livro secreto, uma espécie de livro negro com o nome dos malditos com quem Jeová guerreava e despejava suas pragas e maldições. “Pelo que se diz no livro das guerras de Jeová: Contra Vaebe em Sufa, e contra os ribeiros de Arnom…” (Nm.21:14).

Jeová não era senhor das guerras particulares, mas de todas as guerras que se fizeram e se fazem debaixo  do céu. Venceu sozinho a Senaqueribe, rei da Assíria, matando 185 mil soldados (2 Rs.19:32-35). Lutou sozinho contra os moabitas e amonitas. “Nesta peleja não tereis de pelejar; parai, estai em pé; e vede a salvação de Jeová para convosco” (2 Cr.20:17).

Foi Jeová que levantou Nabucodonozor. “Tu, ó rei, és rei dos reis; pois o Deus dos céus te tem dado o reino, o poder e a força e a majestade” (Dn 2:37). “E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonozor, rei de Babilônia, MEU SERVO, e ainda até aos animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações o servirão a ele, e ao seu filho, e ao filho do seu filho, até que venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele. E acontecerá que, se alguma nação e reino não servirem o mesmo Nabucodonozor, rei de Babilônia, e não puserem o seu pescoço debaixo do jugo do rei de Babilônia, visitarei com espada, e com fome, e com peste essa nação, diz Jeová até que a consuma pela sua mão” (Jr.27:6-8).

Se foi Jeová que colocou as nações debaixo do jugo de Nabucodonozor, e as que resistiam eram consumidas por Jeová a fio de espada, fome e peste, então as nações estavam debaixo do jugo de Jeová e não de Nabucodonozor, pois o autor da trama foi Jeová e Nabucodonozor era apenas servo (Jr.27:6).

Uma coisa é certa: qualquer batalha ou guerra, qualquer trama política, qualquer governo tirânico, tudo vinha de Jeová, o rei deste mundo e Senhor dos Exércitos (Jr.46:13; 18-19). Jeová é, pois, O Senhor dos Exércitos, muitos exércitos. “Bendizei a Jeová, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que executai o seu beneplácito” (Sl.103:21). Os caldeus bendiziam a Jeová, os assírios, os medos, os persas, eram todos exércitos de Jeová e louvavam e bendiziam a Jeová (Is.8:7; 13:17; Jr.27:6). “Louvai-o, todos os seus anjos; Louvai-o todos os seus exércitos” (Sl. 148:2). “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória” (Sl.24:9-10). Jeová considera glória Ter nas mãos exércitos carniceiros como os babilônicos, os assírios e os persas. Leiamos o que Isaias diz: “Pelo que farei estremecer os céus, e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor de Jeová dos Exércitos” (Is.13:13). “Todo o que for achado será traspassado; e todo o que for apanhado, cairá à espada. E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e as suas mulheres serão violadas. EIS QUE EU DESPERTAREI CONTRA ELES OS MEDOS, que não farão caso da prata, nem tão pouco desejarão o ouro. E os seus arcos despedaçarão os mancebos, e não se compadecerão do fruto do ventre; o seu olho nação poupará os filhos” (Is.13:15-18). Estes são os exércitos de Jeová, e é por isso que está escrito: “A espada de Jeová está cheia de sangue” (Is.34:6).

Jeová tem outros exércitos. “E restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a aruga, O MEU GRANDE EXÉRCITO que enviei contra vós” (Jl.2:25). Jeová tinha exércitos devespões (Ex.23:28; Dt.7:20). Tudo quanto é nocivo e venenoso faz parte dos exércitos de Jeová.

Jesus foi chamado pelos fariseus de Belzebú, príncipe dos demônios, quando curou um doente (Mt.12:24). Jesus respondeu dizendo que Belzebu era Satanás (Mt.12:25-26). Quem era este Belzebú, que para Jesus era Satanás? A palavra Baal se traduz por Senhor, e a palavra Zebu se traduz por mosca, logo, Baal Zebu ou Belzebu quer dizer Senhor das Moscas, das varejeiras, das bicheiras, e toda a corrupção produzida pelas moscas que se reproduzem em esterco ou lixo. Somente  Satanás  ou  Belzebu poderia enviar moscas portadoras de moléstias contagiosas. Pois leiamos as palavras de Jeová a Faraó, rei do Egito: “Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo,  e às tuas casas” (Ex.8:21). “E Jeová fez assim; e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó,  e às casas de seus servos, e sobre toda a terra do Egito; e a terra foi corrompida destes enxames” (Ex.8:24). Jeová usa as armas de Satanás? Jeová, nas obras, se assemelha a Belzebu? Seria como um príncipe se comportar como um bandido desqualificado, ou como uma dama da elite se comportar como uma prostituta. Jeová trata seu povo como esterco (Jr.16:4). Dá como comida e bebida alosna e água de fel (Jr.9:15). A espada de Jeová não é a palavra de Deus e sim a peste (1 Cr.21:12). Moisés diz que a ira de Jeová é a ira do inferno (Dt.32:22). Jeová envia feras com peçonha de serpentes (Dt.32:24). Os altos louvores de Jeová glorificam a guerra (Sl.149:6-7). O espírito de Jeová é homicida (Jz.14:19; 15:14-16). Não guerrear era pecado (Nm.32:20-23).

Jesus Cristo, nosso Senhor, tem outro estilo, não terreno, mas celestial: não carnal, mas espiritual. O exército de Jesus luta de joelhos orando (Cl.4:12; 1 Ts.5:17). Nossas mãos, com a espada do Evangelho, produzem vida nos mortos de Jeová (2 Tm.2:15). “Levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1 Tm.2:8). As nossas armas não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas do diabo e seus anjos (2 Co.10:4).

A que Deus o amigo leitor está servindo?

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(020) – O DEUS DA PAZ 2

Deus, o Pai não é inimigo de nenhum homem, pois ama a todos, maus e bons: “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8).

Os inimigos de Deus são os homens como diz Paulo: “Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida” (Rm.5:10).  Os homens se constituem em inimigos de Deus amando este mundo maligno, “Qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg.4:4).

Deus, o Pai das misericórdias, nem deste mundo caótico é inimigo: “Porque Deus amou  o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). O Apóstolo Paulo declara que há muitos cristãos que são inimigos da cruz de Cristo, sendo a cruz o instrumento da paz entre os homens e Deus. Pois os homens são tão perversos que usam o esforço divino para fazer a paz, isto é: a cruz, usando-a como instrumento de maior inimizade: “Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, e cujo Deus é o ventre” (Fl.3:18-19). Se a cruz não é, nem pode ser inimiga de ninguém, como pode ser usada para inimizade entre o homem e Deus? Assim são os homens: “Havendo Deus por Cristo feito a paz, pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliou todas as coisas consigo mesmo, tanto as que estão nos céus como as que estão na Terra, A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas más obras, agora contudo vos reconciliou” (Cl.1: 20-21).

A cruz é o poder reconciliador do Pai para com os homens, e há inimigos da cruz? Por que?  Porque há espíritos malignos controlando a vontade do homem: “Noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne e dos pensamentos, e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Ef.2:2-3).

Deus, o Pai, é amigo dos homens, sempre foi e sempre será, por isso quer salvar todos os homens: “Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm.2:3-4).

Sendo pois Deus amigo de todos e estabelecendo na cruz a paz  com  todos,  como explicar  que  Jeová  era inimigo de alguns povos? Jeová declarou a Israel: “Mas se diligentemente ouvires a sua voz, e fizeres tudo o que eu disser, então serei inimigo dos teus inimigos, e adversário dos teus adversário” (Ex.23:22). Com estas palavras Jeová declara que não quer  a salvação de todos os homens, mas só os da ‘panelinha’. Protege um em detrimento de outros. “E Jeová teu Deus porá todas estas maldições sobre os teus inimigos, e sobre os teus aborrecedores, que te perseguirem” (Dt.30:7). Falando do seu povo Israel,  Jeová era inimigo dos inimigos: “Levante-se Deus, e sejam dissipados os teus inimigos” (Sl.68:1).

Mas Jeová se fez inimigo do seu povo, alegando desobediência, isto é, Deus nivelando seus atos pelos atos do homem. “E eu pelejarei contra vós com mão estendida, e com braço forte, e com ira, e com indignação, e com grande furor” (Jr.21:5). “Armou o seu arco como inimigo, firmou a sua dextra como adversário, e matou  todo o que era formoso à vista; derramou a sua indignação como fogo na tenda da filha de Sião. Tornou-se Jeová como inimigo e devorou Israel” (Lm.2:4-5).

Sendo Jeová um Deus que muda, de amigo para inimigo, o seu Espírito Santo também: “Mas eles foram rebeldes, e contristaram o seu Espírito Santo; pelo que lhes tornou em inimigo, e ele mesmo pelejou contra eles” (Is.63:10).

Jeová fez mil promessas a Jeroboão, como rei de Israel (1 Rs.11:37-40). Jeroboão pecou fazendo ídolos, e Jeová destruiu a casa de Jeroboão como inimigo, pois Baasa conspirou contra o filho de Jeroboão, matando-o e assentando-se no trono. Então exterminou a descendência  de Jeroboão, inspirado por Jeová (1 Rs.15:25-29). Jeová era assim. Um pecava e Jeová matava o pai, a mãe, a mulher, os irmãos, os filhos e os netos. Imaginemos que ele não fosse misericordioso ….

O mesmo Jeová fez com Baasa, porque este pecou (1 Rs.16:1-4). Mas há outras casas contra as quais Jeová pelejou como inimigo, destruindo-as completamente. A casa de Acabe foi aniquilada por Jeová (2 Rs.10:6-11). Jeová pelejou contra a casa de Gideão, por um pecado, matando seus 70 filhos (Jz.8:27-30; 9:5). Acã pecou e Jeová destruiu a sua casa (Js.7:24-26). Jeová, como inimigo, destruiu as casas de Datã e Abirão, que se levantaram contra Moisés (Nm.16:26; 16:29-34). Jeová pelejou contra a casa do justo Jó sem motivo.

O pior aconteceu com Davi, depois do seu pecado: “Porque, pois, desprezastes a palavra de Jeová, fazendo o mal diante dos seus olhos? A Urias o heteu, feriste a espada, e a sua mulher tomaste por tua mulher. Agora, pois, não se apartará a espada jamais  da tua casa” (2 Sm.12:9-10). E Jeová destruiu a casa de Davi, seu servo, com quem tinha feito juramento eterno. E se fez isso com Davi, ai de nós. Um Deus, que sendo amigo, se torna em inimigo, não merece confiança, todos os que confiaram em Jeová morreram ou foram cativos.

Amigo leitor, olhe para a cruz, e sai debaixo da maldição e da inimizade.

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

(019) – BELZEBU

Quem é Belzebu, que fazia parte da religião dos fariseus no tempo de Jesus?Belzebu era um deus filisteu e se manifestava na cidade de Ecrom, uma das cinco cidades (Js.13:3). Ecrom foi dada a Judá como herança (Js.15:45-47-63). Baal era o supremo deus dos cananeus, correspondendo a Bel, deus dos babilônicos. Era chamado Baal-Semain (Senhor do céu). Baal se traduz por senhor, no hebraico. A forma plural é Baalin (Jz.2:11). Cada lugar tinha seu próprio Baal, Senhor divino. Assim havia Baal-Hazor, Baal-Hermom, Baal-Peor, Baal-Zebu, deus de Ecrom.

A palavra Zvuv no hebraico é mosca, e nas nossas Bíblias lemos Baal-Zebute ou Baal-Zebube, isto é, o Se-nhor das Moscas. A mosca é um inseto nojento e trans-missor de doenças, pois transporta nas patas peludas os germes colhidos nos depósitos de lixo onde se cria. A fe-bre tifóide e a tuberculose encontram nesse inseto repugnante o maior meio de propagação. O lugar de procriação das moscas são as substâncias decompostas e podres, preferindo o esterco de bois e cavalos. Ali a fêmea põe de 100 a 150 ovos brancos, com cerca de um milímetro. De cada ovo nasce uma larva comprida, com aspecto de verme. Após 10 dias sai a mosca, que depois de 10 dias é fecundada para nova geração. Há espécies que guardam as larvas no interior do abdome e depositam larvas vivas. A varejeira, mosca azul ou verde, procria as larvas na carne, isto é, na ferida dos animais. Essas moscas procriam em carne putrefata também. As chamadas bicheiras são formadas pelas larvas da varejeira em cães, bois, cavalos, ovelhas, etc. Uma bicheira contem centenas de vermes e mata o animal não tratado. O berne é a larva da mosca Dermatóbia Hamimis. Este tipo de varejeira põe os ovos em hospedeiras intermediárias, geralmente outras moscas que se encarregam de leva-las ao homem, ao cão, boi, etc., formando-se o berne.

Pois o deus desse exército imundo chama-se Baal-Zebube, o mesmo Belzebu do Novo Testamento. Jesus curou um homem cego e mudo, e os fariseus disseram: “Este não expulsa demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios. Jesus respondeu dizendo: Se Satanás expulsa Satanás, está dividido o seu reino. Vossos pais expulsam por Belzebu, e eu expulso pelo Espírito de Deus para trazer o reino de Deu” (Mt.12:22-28).

Jesus afirmou que Belzebu e Satanás são a mesma pessoa. Satanás é, portanto, o Senhor das moscas e da podridão e corrupção, e Belzebu é o príncipe dos demônios como Satanás (Mt.12:24). Belzebu, ou melhor, Satanás, é quem tem autoridade para colocar espíritos maus, isto é, demônios, e é quem faz proliferar as moscas portadoras de enfermidades malignas e da corrupção. Belzebu aparece com esse nome, pela primeira vez em II Rs.1:1-3.

Se Belzebu, ou melhor, Satanás, é o Senhor das moscas, isto é, o criador das moscas, é muito estranho que Jeová se revele como Senhor das moscas no Egito. “Disse Jeová a Moisés: Levanta-te pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize-lhe: Assim diz Jeová: Deixa ir o meu povo, para que me sirva, porque se não deixareis ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos e sobre o teu povo, e às tuas casas, etc” (Ex.8:20-21). E Jeová fez assim, e a terra foi corrompida por estes enxames (Ex.8:24).

O Deus Jeová, o Santo de Israel, usa as armas da corrupção? Jeová, o Santo de Israel, usa as armas de Belzebu? Jeová, o Santo de Israel, o Deus alto e sublime, se vale das artes de Satanás? Jeová desce da glória para se igualar a Belzebu? É estranho, paradoxal, incoerente, mas aconteceu. O que Belzebu faz, Jeová faz igualmente.

O apóstolo Paulo disse: “Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortaleza” (2 Co.10:3-4).

Os cristãos não usam as armas dos carnais não cristãos, e Jeová Santo usa as armas de Satanás? “Abstende-vos de toda a aparência do mal”, disse Paulo em 1 Ts.5: 22, e Jeová se iguala a Satanás fazendo as mesmas obras? Satanás coloca espíritos maus e Jeová colocou um espírito mau em Saul? (1 Sm.16:14) Satanás é pai da mentira e Jeová coloca o espírito da mentira nos profetas? (1 Rs.22:23). Satanás é o enganador e Jeová põe o engano na boca dos profetas? (Ez.14:9; Ap.12:9). Satanás usa setas inflamadas contra os cristãos, e Jeová usa setas inflamadas como Satanás? (Ef.6:16; Sal.7:11-13).  Satanás é o príncipe das trevas e Jeová se oculta nas trevas? (Cl.1:12-13; At.26:18; Sl.18:11). Satanás coloca enfermidades e Jeová também? (Lc.13:11-16; Dt.28:61). Satanás é a serpente peçonhenta e Jeová envia serpentes peçonhentas? (Ap.12:9). “Males amontoarei sobre eles, as minhas setas esgotarei contra eles. Exaustos serão de fome, comidas de carbúnculo e de peste amarga; e entre eles enviarei dentes de feras, com ardente peçonha de serpente do pó (Dt.32:23-24; Jr.8:17).

Disse Jesus: “Por seus frutos os conhecereis. Por ventura colhem-se uvas dos espinheiros ou figos de abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos, e toda a árvore má produz frutos maus. Não pode a árvore boa dar maus frutos; nem a árvore má dar frutos bons” (Mt.7:16-18).

O diabo é árvore má e Jeová produz também os mesmos frutos? Jesus veio para destruir as obras do diabo, e obviamente as obras más de Jeová; pois o Pai só faz o bem (Tg.1:17). E Jeová se declara autor de todo o mal em Am. 3:6. Jeová é o oposto do Deus Pai nas obras.

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(018) – O DEUS DA PAZ

Jesus é o Deus da paz. “Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou” (Jo.14:27). “Ora o mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda maneira” (2 Ts.3:16). “E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine os vossos corações” (Col.3:15). “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fl.4:7). Somos portadores da paz de Cristo. “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (Rm.12:18). O Cristão está sempre transbordando de paz porque está cheio do Espírito Santo (Rm.14:17-19). Quem não tem paz com todos os homens, e especialmente com os irmãos, não tem o Espírito Santo, ou o extinguiu (1 Ts.5:19).

Se Deus é o Deus da paz e traduziu a sua paz na cruz pela morte de seu Unigênito Filho (2 Co.5:19), surge-nos uma dúvida e uma pergunta: Por que Jeová, que se revelou a si mesmo, era o Deus da inimizade? Logo no início, em Gn.3:15 esta escrito: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.

Satanás deveria ser inimigo da Igreja porque é mau, e não porque Jeová determinou. Ordenando a inimizade, Jeová é igualmente Deus da mulher e Deus de Satanás, pois a serpente é Satanás. Segundo Jeová, a Igreja tem um ponto fraco no calcanhar, e a serpente fere a Igreja que deveria ser pura e Santa, conforme diz o apóstolo Paulo: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus, porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo. Mas temo que, assim como a serpente enganou a Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos, e se apartem da simplicidade que há em Cristo” (2 Co.11:2-3). Satanás feriu o calcanhar de Eva derrubando-a, e Paulo teme que o mesmo aconteça com a Igreja? E Jeová profetiza a obra da serpente que ele mesmo colocou no paraíso para enganar Adão e Eva?

Jeová lançou inimizade entre Caim e Abel, pois aceitou a oferta de Abel e rejeitou a de Caim, sendo eles criaturas primitivas e não tendo consciência das coisas futuras. O sacrifício de Abel foi figura dos sacrifícios da lei, e não do sacrifício de Jesus conforme Hebreus 12:24: “E a Jesus, o Mediador de uma Nova Aliança, e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel”.

Jeová lançou inimizade entre Ismael e Isaque. A historia foi assim: Sarai era estéril, e como Jeová tinha prometido um filho a Abraão, Sarai entregou a serva Hagar a Abraão para ver se o filho nasceria. Sarai agiu desta forma pois culpou a Jeová da sua esterilidade (Gn.16:2). Hagar deu um filho a Abraão, e nasceu a inimizade entre Sarai e Hagar (Gn.16:5). Quem escolheu o nome foi Jeová. “Multiplicarei sobremaneira tua semente, que não será contada, por numerosa que será. Disse-lhe mais o Anjo de Jeová: “Eis que concebeste e terás um filho, e chamarás o seu nome Ismael, e ele será homem bravo, e a sua mão será contra todos, e a mão de todos contra ele; e habitará diante da face de todos os seus irmãos” (Gn.16:10-12). Alem da inimizade entre Sarai e Hagar, Jeová lançou inimizade entre Ismael e Isaque, isto é, entre os árabes e Israelitas, pois Isaque é o pai dos Israelitas e Ismael o pai dos árabes. Paulo afirma que Ismael perseguia a Isaque (Gl.4:28-29).

Evidentemente Abraão contou a seu filho Isaque que a inimizade foi tramada por Jeová, e Isaque temia ter filhos. Esse temor está em Gn.31:42,53. No hebraico a palavra temor é a mesma de testículo. Sendo assim Isaque temia ter filhos inimigos como aconteceu com Abraão, seu pai. E aconteceu pior. Os filhos de Isaque eram gêmeos e inimigos desde o ventre apesar da oração de Isaque (Gn.25:21-23). “E Esaú queria matar a Jacó, seu irmão” (Gn.27:41). “E Jacó fugiu para não morrer” (Gn.27:41-43).

Jeová criou inimizade entre Leia e Raquel, dando filhos a Leia e não a Raquel (Gn.30:14-15). Os filhos de Leia eram inimigos do filho de Raquel.(Gn.37:3-4). Como inimigos que eram projetaram matá-lo (Gn.37:19-20).

Jeová dividiu o reino de Israel em dois. É claro que Jeová sabia que haveria guerra entre os dois reinos. Judá ficou para Roboão e dez tribos ficaram com Jeroboão (1 Rs.11:35-36). Feita a divisão, Jeová proibiu a guerra entre os dois reinos (1 Rs.12:21-24), mas houve guerra entre Roboão e Jeroboão todos os seus dias (1 Rs.14:30; 15:6-7). Na geração seguinte, houve guerra entre Asa, rei de Judá, e Baasa, rei de Israel (1 Rs.15:16-17).

Jeová sabia que haveria guerra, pois o reino dividido não subsistiria (Mt.12:25). O fato é que Judá e Israel eram inimigos forjados por Jeová. Tudo o que Jeová faz, produz inimizades e confrontos. Até a lei que deu produz inimizade. Leiamos: “Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto, porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede da separação que estava no meio, na sua carne DESFEZ A INIMIZADE, ISTO É, A LEI DOS MANDAMENTOS, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades” (Ef.2:13-16).

Quando um muçulmano e um Judeu se convertem a Cristo acabam as inimizades; porem, se ambos permanecem cada um na sua religião de origem, a inimizade permanece. Quem criou a inimizade foi Jeová; o Deus da inimizade, logo ele é contra Cristo, o Deus da paz.

O mais interessante da questão é que Jesus veio a dois mil anos e estabeleceu a benção da paz, mas as inimizades perduram entre árabes e judeus, isto é, entre Ismael e Isaque, provando com isso que as trevas de Jeová, neste mundo, prevalecem sobre a luz de Cristo. Esse mesmo espírito demoníaco da inimizade reina hoje nas igrejas cristãs, onde os tradicionais condenam os pentecostais.

Terminamos este opúsculo perguntando ao leitor: Qual é o teu Deus; o da inimizade ou o da paz. Eles não são os mesmos, mas Jesus Cristo disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo.10:30).

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(017) – JEOVÁ E AS MULHERES

A mulher, no tempo do Velho Testamento e diante dos olhos de Jeová, o Deus misericordioso, não tinha nem vontade própria. Se fizesse voto a Jeová, e o pai proibisse, o voto não tinha valor. A casada também tinha de ter o voto aprovado pelo marido, ou perdia o valor, isto é, a mulher não era livre espiritualmente, pois o voto era feito a Jeová. Isto está em Nm.30:1-16.

A lei de Jeová reduzia a mulher a objeto de uso, isto é, o dono do objeto, pai ou marido, fazia da mulher o que quisesse. Uma mulher amava o esposo, mas este achando na mulher algo feio, mandava embora com carta de repúdio (Deut.24:1-4). A coisa feia não era sexo, pois a moça tinha de casar virgem sob pena de apedrejamento (Dt. 22:13-21).

Como a mulher era objeto, um pai, usava a filha como prêmio pela valentia de um amigo. Quando Calebe conquistou a terra dos Anaquins, lançou um desafio aos soldados dizendo: “Quem ferir a Quiriate-Séfer, e a tomar, lhe darei a minha filha Acsa por mulher”. Calebe não perguntou se ela ao menos nutria simpatia por alguém. Tinha de aceitar a determinação do pai, ainda que o vencedor fosse um gorila. Otniel feriu Quiriate-Séfer e ganhou Acsa por mulher (Js.15:13-17).

A mulher tinha tão pouco valor aos olhos do Deus Jeová, que Amnom, filho primogênito de Davi, inflamado de desejos por sua irmã Tamar, a violentou, e a Bíblia relata que Amnom, depois do ato de estupro, a aborreceu tanto que a enxotou porta a fora (2 Sm.13:1-17).  Davi soube e passou por cima pois mulher não tinha valor. Depois de dois anos, Absalão tomou vingança do irmão matando-o (2 Sm.13:21-29).

Jacó amou Raquel e pagou por ela sete anos de trabalho para Labão, pai de Raquel. Na noite de núpcias, ao clarear do dia, percebeu que se deitara com Leia e não com Raquel. Labão lhe disse: “Na nossa terra não casa a menor antes da primogênita. Eu te darei Raquel e Leia por 14 anos de trabalho”.

Leia foi moeda de pagamento, pois mulher não tinha valor algum, e casava sem amar o esposo (Gn.29:18-27). Quando Ló hospedou dois anjos, e os sodomitas intentaram abusar sexualmente dos anjos, Ló lhes disse: “Eis aqui minhas duas filhas virgens; fora vo-las trarei, e fareis delas o que quiserdes, mas nada façais aos meus hóspedes” (Gn.19:1-8). Mulher era usada para negócio ou como arma de proteção. Ló, para proteger os anjos entregou as filhas! Caso semelhante aconteceu a um levita que andava peregrinando com sua concubina. Passando pela terra de Benjamim e sendo já tarde, sentaram-se na praça. Um velho os viu e os convidou a pernoitar em sua casa. Um bando de benjamitas corruptos e sodomitas, cercaram a casa e exigiram que o velho lhes entregasse o levita para abusarem dele. O velho lhes disse: “Eis aqui minha filha virgem e a concubina do levita. Fazei delas o que quiserdes”. A concubina do levita foi abusada toda a noite e morreu pela manhã. Estes fatos todos provam que mulher não tinha valor algum no período da lei de Jeová. Era objeto de prazer, escrava para trabalho e objeto de troca (Jz.19). Salomão teve mil mulheres, trezentas delas eram concubinas, isto é, mulheres para o deleite carnal (1 Rs.11:3).

Abrão amava Sara, sua mulher, e no entanto, para se proteger entregou-a a Faraó como amante ou concubina. Faraó fez bem a Abrão por amor de Sara, de maneira que Abrão enriqueceu (Gn.12:11-16). A intimidade entre Abrão e Jeová era tanta que Jeová o chamava de amigo (Is.41:8). Se a mulher tivesse algum valor aos olhos de Jeová, este teria protegido Sara da prostituição. O fato é que todas as violências possíveis, no campo espiritual, moral ou físico eram impostos às mulheres. A mulher era desprezada, humilhada, pisada e violentada sob as vistas do Deus Jeová, Santo, misericordioso e perfeito.

Um filho contumaz e rebelde era entregue pelo pai para ser apedrejado publicamente (Dt.21:18-21). Se alguém apanhasse lenha no sábado era também apedrejado, e tudo por ordem de Jeová (Nm.15:32-36). Se alguém adorasse um ídolo era apedrejado e morto (Dt.13:6-10). Jeová era um Deus exigente, inflexível e duro em questões de menor valor que a alma humana, e colocava a mulher numa posição inferior, servil e humilhante como já dissemos.

Em todas as nações em volta de Israel, a mulher era inferiorizada em relação ao homem, e Jeová, sendo Deus, usava a mesma medida injusta em relação as mulheres?

Jesus Cristo veio a este mundo e colocou a mulher num estado de igualdade no matrimônio, libertando a mulher daquele jugo escravagista (Mt.19:3-9). Pastores, presbíteros e diáconos, só poderiam exercer o cargo sendo maridos de uma só mulher. Davi teve 17. Se Jeová fosse um com Jesus, teria feito 1500 anos antes o que Jesus fez.

Jesus teria feito o que o Pai faria se estivesse na terra no tempo de Jeová. Se Jeová não fez, nada tem a ver com Jesus ou com o Deus Pai, que não são discriminadores. Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo.10:30). Nem Jesus nem o Pai podiam concordar com as barbaridades cometidas contra as mulheres como fazia Jeová.

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(016) – OS DOIS CÁLICES

Deus, o único Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, ofereceu a todos os homens um cálice para beber. Que cálice é este? Jesus no-lo explica. “Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça; porque vos digo que não a comerei mais até que se cumpra no reino de Deus. E, tomando o cálice, e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós; porque vos digo que já não beberei deste fruto da vide, até que venha o reino de Deus” (Lc.22:15-18).  Este é o cálice do amor de Deus. “Nisto está a caridade, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu filho para propiciação pelos nossos pecados” (1 Jo.4:10).

E este amor é universal e total, incluindo toda a humanidade, tanto do Velho Testamento como do Novo e até o fim, por isso Jesus disse: “Eu sou o princípio e o fim” (Ap.22:13). Paulo  descreve  a  universalidade  desse amor divino com as seguintes palavras. “Isto é, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2 Co.5:19). Este é o cálice da salvação profetizado no Sl.116:13. O apóstolo Pedro afirma que as profecias a respeito de Cristo e da salvação foram feitas pelo próprio Jesus (1 Pd.1:9-11).

Havia no Velho Testamento um outro cálice que não revelava o mesmo amor: “Porque na mão de Jeová há um cálice, cujo vinho ferve, CHEIO DE MISTURA, E DÁ A BEBER DELE; certamente todos os ímpios da terra sorverão e beberão as suas fezes” (Sl.75:8). Um Deus cheio de amor não anda pelo mundo recolhendo fezes. Esta tarefa seria própria para demônios.

Este cálice de fezes foi dado a Jerusalém por Jeová. “Desperta, levanta-te, ó Jerusalém, que bebeste da mão de Jeová o cálice do seu furor; bebeste e sorveste as fezes do cálice da vacilação” (Is.51:17). Este método de Jeová vai de encontro a todas as regras da psicologia, pois o homem é produto do meio em que vive. Uma criança vivendo no meio do lixo perde a noção de higiene. Eu preguei muito tempo na FEBEM para adolescentes, e um deles disse: “O senhor está perdendo tempo. Isto aqui é escola de crime e corrupção. Ninguém escapa”.

No livro dos Juizes lemos de sete cativeiros de Israel. Os povos de Canaã eram todos corrompidos e degenerados, e quando Jeová entregava Israel cativo, o povo era obrigado a se submeter aos costumes deletérios da nação (Lv.18:19-27). Pois bem, Israel foi vendida por Jeová ao rei da Mesopotâmia por oito anos para comer fezes (Jz.3:7-8). Libertos por Otniel, foram novamente entregues por Jeová na mão de Eglom, rei dos Moabitas por dezoito anos para comer fezes (Jz.3:12-14). Libertados por Eude, foram novamente vendidos por Jeová a Jabim, rei de Canaã por vinte anos para comer fezes (Jz.4:1-3). Foram depois libertados por Débora e Boraque. Sucederam-se no livro dos Juizes sete cativeiros e sete libertações. O povo ficou tão acostumado e adaptado a comer fezes, que no tempo de Samuel, o último Juiz, os sacerdotes Hofni e Fineias, filhos de Ely, se prostituíam com bandos de mulheres na porta da tenda da congregação (1 Sam.2:22).

Podemos fazer uma comparação entre o Jardim do Edem e Canaã. No Jardim havia duas árvores. A da vida e a da ciência do bem e do mal. A da ciência do bem e do mal era proibido comer ou tocar, mas Jeová colocou no Jardim a serpente que enganou Eva levando-a a comer as fezes da corrupção (Gên.3:1-6). Em Canaã havia o tabernáculo, como árvore da vida, e os povos corruptos como árvore da ciência do bem e do mal. Do bem, porque pelo sexo é possível a multiplicação da espécie, e do mal, porque o sexo é também a fonte de toda a degeneração da espécie.

Foi Jeová quem deixou em Canaã os povos que iam contaminar o seu povo eleito. “Estas, pois, são as nações que Jeová deixou ficar, para por elas provar a Israel” (Jz.3:1). “Cinco príncipes dos filisteus, e todos os cananeus, e sidônios, e heveus, que habitam nas montanhas do Líbano, desde o monte de Baal-Hermom, até a entrada de Hamate” (Jz.3:3).

Da mesma maneira que Jeová entregou o seu povo na mão dos  povos  corruptos  colocados  em  Canaã  pelo próprio Jeová, para  serem  corrompidos,  podemos  dizer que a serpente foi colocada no Jardim, e Adão e Eva, inocentes vítimas entregues na mão de Satanás para se perderem; foi o que aconteceu.

Quando Jeová projetava espalhar o seu povo entre as nações gentílicas para comerem as fezes da corrupção moral, como havia prometido em Deut.28:36-37,  quis obrigar o profeta Ezequiel a comer bolos feitos com fezes que saem do homem, e só não aconteceu porque Ezequiel chorou e implorou. Jeová, misericordioso, então lhe disse: “Está bem, faze os bolos com o esterco de vaca” (Ez.4:9-15).

A maioria da cristandade se deleita sorvendo cálices cheios de fezes, nos filmes pornográficos, novelas imorais, revistas pornô, e eu posso garantir que não é Jesus quem serve esses cálices.

Os servos de Cristo são de outra estirpe. “Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo. O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo, aparta-se da iniquidade” (2 Tim.2:19).

“Qual ele é, somos nós também neste mundo” (1 Jo.4:17).

Tomemos o cálice da mão de Jesus, cálice do Novo Testamento, cálice da benção, dos dons do Espírito Santo e da graça eterna.

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(015) – IMPUTAÇÃO DO PECADO 1

Que é imputação? Ato de responsabilizar alguém. A lei torna os indivíduos responsáveis, pois onde não há lei não há pecado (Rm.4:15). Uma criança não é responsável, logo é inimputável. Se uma criança mata alguém, os culpados são os pais ou tutores, ou a própria sociedade que propaga a violência. Um adolescente de quinze anos ganhou do pai uma motocicleta. Em alta velocidade atropelou um outro garoto que veio a falecer. Os pais estão sendo processados e terão de responder pelo crime e pagar indenização à família da vítima, pois a lei proíbe menores de idade guiar veículos motorizados.

Não havendo lei sobre um determinado assunto, não há imputação também para os adultos. A cidade de São Paulo fervilhava de camelôs vendendo bugigangas, mas depois que saiu a lei proibindo essa atividade, os que desafiavam a lei foram presos. Os brasileiros iam para o exterior e voltavam com malas abarrotadas de artigos eletrônicos e outros. A lei limitou de tal forma o que é permitido trazer, que acabou com esse comércio.

A conclusão que chegamos é que só pode haver imputação de crime ou pecado onde houver lei. Este é o ensino da Bíblia. Leiamos: “Até a lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei” (Rm.5:13). Quem é que imputa pecado? Deus, mas Deus não imputava pecado desde Adão até Moisés, pois não havia lei. É injusto imputar como crime algo que não foi proibido por lei, e Deus não é injusto. Fica assim estabelecido, que Deus, o Pai, não imputou pecado a ninguém desde Adão até Moisés, muito embora houvesse pecado (Rm.5:13).

Mas Jeová imputou o pecado aos antidiluvianos e os destruiu por isso. “E viu Jeová que a maldade do homem se multiplicava sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se Jeová de haver feito o homem sobre a terra, e pesou-lhe em seu coração. E disse Jeová: Destruirei de sobre a face da terra o homem que criei, desde o homem até o animal, até o reptil, e até as aves dos céus, porque me arrependo de os haver feito” (Gn.6:5-7).

Jeová imputou o pecado também a pentápolis do pecado, e queimou aquelas cidades a fogo a enxofre. “Então Jeová fez chover fogo e enxofre de Jeová, desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derribou aquelas cidades, e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra” (Gn.19:24-25).

Jeová promete destruir Israel da mesma maneira e acaba o texto com as seguintes palavras: “Então dirá a geração vindoura, os vossos filhos, que se levantarem depois de vós, e o estranho que virá de terras remotas, vendo as pragas desta terra, e as suas doenças, com que Jeová a terá afligido, e toda a sua terra abrasada com enxofre e sal,  de  sorte  que  não  será  semeada,  e  nada produzirá nem nela crescerá erva alguma, assim como foi a destruição de Sodoma e de Gomorra, Admá e de Zeboim, que Jeová destruiu na sua ira e no seu furor” (Dt.29:22-23).

Fica claro que não foi o Pai de Jesus que operou estas destruições, pois Paulo esclarece que não havia imputação de pecado quando não havia lei. Há mais casos de imputação injusta da parte de Jeová. Imputou pecado e matou Er, primogênito de Judá (Gn.38:7). Depois matou também o irmão mais novo de Er, de nome Onã, pelo fato de não querer gerar filhos da mulher de Er (Gn.38:8-10). Depois que Jeová trouxe a lei, o pecado começou a ser imputado com justiça e com condenação mais violenta, por isso lemos que a lei trouxe maldição (Gl.3:10).

O Pai, para provar que não era ele que imputava os pecados no Velho Testamento, no tempo da lei, guando o pecado era imputado com justiça, revela em Jesus Cristo a sua graça para todos os homens, não imputando pecados a ninguém. Leiamos o texto. “Isto é, Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (2 Co.5:19).  Se Deus, o Pai, não imputa pecado a ninguém no tempo em que o pecado deve ser imputado, fica provado que não era ele que imputava quando não havia lei, e o pecado não podia ser imputado.

Essa graça e essa não imputação do pecado se estende a todos os homens desde Adão, por isso lemos: “Porque a graça de Deus se há manifestada trazendo salvação a todos os homens” (Tit.2:11).

Aqueles desgraçados que estavam enquadrados na lei e  debaixo  de  maldição,  foram  também  cobertos  pela graça de Cristo, e assim os feitos destruidores da lei foram anulados.

“Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir osque estavam debaixo da lei, afim de recebermos a adoção de filhos”(Gl.4:4-5).

Fica assim provado que o Pai nunca condenou ninguém, antes da lei, durante a lei, e depois da lei, como Jeová fazia e quer fazer. O Pai só salva.

“Porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Tm.2:3-4).

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(014) – O UNIGÊNITO DE DEUS

Jesus é chamado na Bíblia de Unigênito Filho de Deus, isto é, único Filho gerado por Deus, e é chamado também de primogênito, isto é, o primeiro de uma série de filhos de Deus. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16).

Deus, o Pai, só gerou um Filho, Jesus Cristo, e só tinha um Filho, através do qual poderia ser conhecido. “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer” (Jo.1:18). Este verso do Evangelho de João revela que Deus, o Pai, nunca se deu a conhecer pessoalmente aos homens, e só através do seu Filho Unigênito seria conhecido. E não foi Moisés que tornou público e conhecido o nome de Deus Pai, mas Jesus Cristo, o Filho unigênito. “E eu lhes fiz conhecer o teu nome, e continuarei a dar-lhes a conhecer o teu nome, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja” (Jo.17:26). Também a salvação só é  possível através da fé no Filho unigênito de Deus. “Quem crê nele não é condenado, mas quem não crê já está condenado; porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus” (Jo.3:18).

O apóstolo João declara que o homem só pode se tornar filho de Deus a partir da fé em Jesus Cristo, e quem crê recebe poder para se tornar filho de Deus, isto é, não é Deus que engendra os próprios filhos. “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome; Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo.1:12-13). João, neste texto, revela que os nascidos da carne e do sangue e da vontade do varão, não são nem podem ser filhos de Deus. A fé em Jesus leva o homem a nascer do Espírito e receber o poder de se tornar filho de Deus. “Jesus disse: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” ( Jo.3:3).

Se Jesus é o unigênito, não pode ser primogênito. Seria contradição. Por que o Apóstolo Paulo afirma que Jesus é o primogênito dos filhos de Deus? “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, afim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Rm.8:29). Como explicar o impasse? Paulo nos dá uma chave em Cl.1:18: “E ele é a cabeça do corpo da Igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos”. Jesus é o primogênito na Igreja, para os cristãos, mas para o universo e este mundo, para todos os homens é unigênito. Jesus é unigênito como Verbo encarnado. “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a gloria do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo.1:14). E Jesus é primogênito dentre os mortos, isto é, o primeiro a ressuscitar para a eternidade, como disse Paulo: “Isto é, que Cristo devia padecer, e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, devia anunciar a luz a este povo e aos gentio” (At.26:23).

Fica assim esclarecido o mistério. Cristo é unigênito porque é o único gerado por Deus, e é primogênito na Igreja ressuscitando dos mortos, e nós só seremos seus irmãos se ressuscitarmos como ele ressuscitou, por isso diz Paulo: “Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos” (Cl.2:12).

Fica bem claro e provado no Novo Testamento que o Pai só teve um Filho semelhante aos homens, que é Jesus Cristo, e que os homens só se tornam filhos de Deus crendo em Jesus, recebendo-o como Salvador, sendo sepultados com ele para serem ressuscitados com ele e viverem uma nova vida, isto é, vida igual a que Jesus viveu (Rm.8:29). E João diz: “Aquele que está nele, também deve andar como ele andou” (1 Jo.2:6). “Porque qual ele é, somos nós também neste mundo” (1 Jo.4:17).

Se só a partir de Jesus Cristo os homens podem se tornar filhos de Deus, como explicar que Elohim (Deus), ou Jeová, tinham tantos filhos antes de Jesus vir a este mundo? Os filhos de Elohim e os filhos de Jeová do Velho Testamento não são os filhos de Deus do Novo Testamento. Se Jeová e Elohim são dois nomes do mesmo Deus permanece o dilema. O Deus que tinha filhos no Velho  Testamento não é o mesmo Deus do Novo Testamento que só teve um, por isso chamado de Unigênito. Aqueles filhos de Deus, antes de Cristo, não eram gerados pela palavra do Evangelho, mas pela lei de Jeová, que Pedro chama de semente corruptível. “Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre” (1 Pd.1:23). A lei é a palavra corruptível porque produz as paixões dos pecados (Rom.7:5).

Vamos transcrever textos do Velho Testamento que revelam que aquele Deus tinha filhos sem serem gerados por Jesus. “Viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas, e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram” (Gn.6:2). Estes filhos de Deus eram corruptos e foram destruídos por seu pai no Dilúvio (Gn.6:7). Isto aconteceu antes da lei. Vejamos depois da lei. “Filhos sois de Jeová vosso Deus” (Dt.14:1). “Esqueceste-te da Rocha que te gerou, e em esquecimento puseste o Deus que te formou. O que, vendo Jeová, os desprezou, provocado a ira contra seus filhos e filhas” (Dt.32:18-19).  “Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu ó terra, porque fala Jeová: Criei filhos, e exalcei-os, mas eles prevaricaram contra mim” (Is. 1:2).

O Velho Testamento está cheio de textos que revelam os filhos de Jeová, que não são os mesmos filhos de Deus que são gerados a partir de Jesus. Ora, pais diferentes têm filhos diferentes. Os filhos de Jeová, gerados na carne não são os filhos de Deus Pai, gerados pelo Espirito Santo. “Não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa” (Rm.9:8). E Jeová declara que é o Deus de toda a carne (Jr.32:27).

Amigo leitor, escolha o Pai certo, e não o Pai destruidor que é Jeová.

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(013) – VIOLÊNCIA !!!

O Deus Pai de Jesús Cristo nosso Senhor, olhando da eternidade e da luz inacessível, viu os homens condenados a morte inexorável, as viúvas sem ter como alimentar os órfãos ressequidos, vítimas inocentes do mal que reina neste abismo. O jugo, a escravidão, o vício, a corrupção, o crime, a exploração, as pestes, etc.. Deus quis que os homens soubessem que ele é Pai, e Pai de amor, e que sofria as desgraças dos homens, porque o amor tudo sofre (1 Co.13:4-7). Deus é amor! (1 Jo.4:8). Sofrendo Deus por ver os homens assolados por toda espécie de males, quis participar do sofrimento humano para provar o seu grande amor. Assim, o Filho, que é um com o Pai desceu ao abismo (Rm.10:7; Jo.1:14). Cristo padeceu nossas misérias. “Porque Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;” (1 Pd.3:18). O amor era tanto, que permitiu a morte do Filho do seu amor na cruz. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8). “Que diremos pois a estas coisas?  Se Deus é por nós quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará com ele todas as coisas?” (Rm.8:31-32).

Houve tempo em que Deus era diferente. Um homem justo e santo foi entregue a Satanás para ser torturado. “E vindo um dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante Jeová, veio também Satanás entre eles. Então Jeová disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu a Jeová, e disse: De rodear a terra e passear por ela. E disse Jeová a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero e reto, temente a Deus, e desviando-se do mal. Então respondeu Satanás a Jeová, e disse: Porventura teme Jó a Deus debalde? Porventura não o cercaste tu de bens a ele, e a sua casa, e a tudo quanto tem? A obra de sua mão abençoaste e o seu gado está aumentando na terra. Mas estende a tua mão, e toca-lhe em tudo quanto tem, e verás se não blasfema de ti na tua face! E disse Jeová a Satanás: Eis que tudo quanto tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença de Jeová.” Jó 1:6-12. Satã lhe tirou tudo e matou os filhos. “E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho na casa de seu irmão primogênito, que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse: os bois lavravam, e as jumentas pasciam junto a eles; e eis que deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos moços feriram ao fio da espada; e eu somente escapei, para te trazer a nova” (Jó 1:13-15). Novamente Deus entregou Jó a Satanás, que o feriu de lepra. “Então Satanás respondeu a Jeová, e disse: Pele por pele, e tudo quanto o homem tem dará pela sua vida. Estende, porém, a tua mão, e toca-lhe nos ossos e na carne, e verás se não blasfema de ti na tua face! E disse Jeová a Satanás: Eis que ele está na tua mão; poupa, porém, a sua vida. Então saiu Satanás da presença de  Jeová, e feriu a Jó duma chaga maligna, desde a planta do pé ate ao alto da cabeça” (Jó 2:4-7). O Deus que fez isso se chama Jeová. Então Jó começou a clamar. “Sabei agora que Deus é que me transtornou, e com a sua rede me cercou. Eis que clamo: Violência! Mas não sou ouvido; grito: Socorro! Mas não há justiça. O meu caminho ele entrincheirou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas. Da minha honra me despojou, e tirou-me a coroa da minha cabeça” (Jó 19:6-9). Jó acusou Jeová de usar de violência, despojá-lo da honra, de cercá-lo de trevas. Chamava, gritava, mas não era ouvido. Se um justo é tratado desse modo, o que será dos injustos?

Jeová criou o mal, isto é, o ministério da violência. “Eu formo a luz, eu crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal, eu, Jeová, faço todas estas coisas” (Is.45:7). Pelo mal da violência libertou seu povo do Egito. Levou-os depois para o deserto, e queria obrigá-los a crer pela violência. “Ouvi pois isto, vós que vos esqueceis de Deus, para que vos não faça em pedaços, sem haver quem vos livre” (Sl.50:22). “Dai glória ao Senhor vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando a luz, ele a mude em sombra da morte” (Jr.13:16). “Deus é um juiz justo, um Deus que se ira todos os dias. Se o homem se não converter, Deus afiará a sua espada, já tem armado o seu arco, e já para ele preparou armas mortíferas, e porá em ação as suas setas inflamadas, contra os perseguidores” (Sl.7:11-13). É A FÉ PELA VIOLÊNCIA. Ou você se converte ou eu te meto no inferno. “Os ímpios serão lançados no inferno, e todas as gentes que se esquecem de Deus” (Sl.9:17).

O método da violência não perdoa ninguém. Moisés serviu fielmente a Jeová por 40 anos carregando às costas uns dois milhões de patrícios. Padeceu injúrias e afrontas, mas Jeová arranjou um jeito de feri-lo: “Também Jeová se indignou contra mim, por causa das vossas palavras, e jurou que eu não passaria o Jordão, e que não entraria na boa terra que Jeová teu Deus te dá por herança” (Dt. 4:21).

Davi foi outra vitima da violência de Jeová. Cometeu um adultério e um homicídio, e Jeová lhe matou o filho de Bate-Seba, que nada tinha a ver com o pecado dos pais, depois matou Amnom, seu primogênito, pelas mãos de Absalão, e por último matou Absalão pelas mãos de Joabe. Tudo isto foi prometido por Jeová. “Agora pois, não se apartará a espada jamais da tua casa, porquanto me desprezaste, e tomaste a mulher de Urias, o heteu, para que te seja por mulher.  Assim diz Jeová: Eis que suscitarei da tua mesma casa o mal sobre ti, e tomarei tuas mulheres perante os teus olhos, e as darei ao teu próximo, o qual se deitará com tuas mulheres perante este sol” (2 Sm.12:10-11). Tudo foi feito por Jeová, que também usou de violência com Tamar, filha querida de Davi, que foi estuprada por Amnom, seu co-irmão. Que tinha a pobre Tamar com o caso? Tinha a ira violenta e cega de Jeová, que para violentar a alma de uma pessoa, violenta os seus filhos. Como dissemos acima, usou de violência contra o Egito para libertar Israel, depois usou de violência contra Israel no deserto, matando-os. “Assim eu vivo, diz Jeová, que, como falastes aos meus ouvidos, assim farei a vós outros. Neste deserto cairão os vossos cadáveres…” (Nm.14:28-29).

Quem usa de violência não tem compaixão. “E, se forem para o cativeiro diante dos seus inimigos, ali darei ordem a espada para que os mate; e eu porei os meus olhos sobre eles para mal, e não para bem” (Am.9:4). “E  fa-los-ei em pedaços uns contra os outros, e juntamente os pais com os seus filhos, diz Jeová; não perdoarei nem pouparei, nem terei deles misericórdia, para que os não destrua” (Jr. 13:14).

A violência de Jeová não casa com a bondade do Pai. Jeová escraviza os seus adoradores pela violência e o temor, ou melhor dizendo: PAVOR. O Pai liberta os escravos do medo pelo amor.

Os servos de Jeová eram violentos, e continuam a sê-lo. Mandou Elias ungir três servos: “E Jeová lhe disse: Vai, volta pelo teu caminho ao deserto de Damasco; e vem, e unge Hazael rei sobre a Síria. Também a Jeú, filho de Ninsi; ungirás rei sobre Israel; e também a Eliseu, filho de Safate de Abel-Meolá; ungirás profeta em teu lugar” (1 Rs.19:15-17). Três matadores ungidos por Jeová. Um ímpio e dois israelitas, mas todos ungidos para a violência.

A espada de Jeová esta embriagada de sangue das suas criaturas: “Embriagarei as minhas setas de sangue, e a minha espada comerá carne; do sangue dos mortos e dos prisioneiros” (Dt.32:42).

O Deus Pai, na pessoa de seu Filho unigênito, Jesús Cristo, derramou o seu próprio sangue, pois Jesús e o Pai são um (Jo.10:30). E os homens estão embriagados do sangue do cordeiro, embriagados de perdão, embriagados da graça obtida na cruz, embriagados do sangue da ceia (Jo.6:54).

Os  comportamentos de Jeová e Jesús  são diferentes, por isso não são a mesma pessoa. Glória a Jesús Cristo por todos os séculos; pela sua mansidão, pelo seu  amor, pela sua graça e pela sua real salvação.

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(012) – NÃO POR FORÇA NEM POR VIOLÊNCIA

Jeová, o Deus da Glória, como ele mesmo se intitula, revela a Moisés e ao povo que escolheu para manifestar a glória divina ao mundo, os atributos que mais cativam os homens. A bondade, a misericórdia, a piedade e o amor (Dt.7:8-9; Sl.111:1-4; Is.42:8; 43:7). Para Moisés, Jeová era misericordioso e piedoso (Ex.34:6). Jeová olha lá do céu dois povos. Um que ama e outro que aborrece. Israel e Egito. Então desce do céu para libertar seus escolhidos das mãos dos opressores rejeitados (Ex.3:7-10).

Para animar, tanto Moisés como o povo de Israel, faz grandes promessas. O lugar para onde iriam seria um lugar paradisíaco, onde eles seriam assistidos e protegidos por Jeová misericordioso. Dentro daquele Jardim do Éden, adorariam o Deus da providência (Ex.3:8-17).

Para fortalecer a esperança da felicidade na terra prometida, Jeová, o Deus misericordioso, multiplica o jugo, a aflição e a angústia do seu povo amado. Registraremos a primeira situação de escravidão produzida por Faraó, e depois a segunda, pior, provocada pelo próprio Jeová (Ex.1:6-14; Ex.4:21; 5:1-23).

Se Jeová endureceu o coração de Faraó para afligir o seu povo, eles não iriam sair do Egito pela fé, mas pela violência. Não era uma questão de fé, mas de extrema necessidade. Não estava o povo eleito sendo atraído por amor, mas por coação, e isso é violência, e violência gera violência.

Moisés recebe de Jeová o poder de produzir pragas para castigar com violência a Faraó e os egípcios, endurecidos pelo próprio Jeová. É uma violência um pai bater numa criança indefesa, mas amarrá-la em um cepo para bater, é uma violência demoníaca. É isso que Jeová faz com Faraó endurecendo o seu coração e amarrando a sua consciência amolecida pelas duas primeiras pragas, as águas que se transformam em sangue, e a praga das rãs, decidindo assim libertar Israel (Ex.8:8-15), mas depois voltou atrás.

E por que Faraó voltou atrás? Porque Jeová se assegurou previamente endurecendo ainda mais a Faraó, para revelar ao mundo de todos os tempos, através das pragas a sua glória (Ex.7:1-3).

Após a sétima praga, Faraó quase se converteu, pois chegou a se confessar pecador (Ex.9:25-28). Pouco antes, porém, Jeová tinha, pelo seu espírito, endurecido ainda mais a Faraó (Ex.9:42).

O povo de Israel, vendo tão terríveis pragas assolando o Egito da parte de Jeová, e não vendo  as mesmas na terra de Goshen onde residiam, se convence de que são escolhidos e protegidos, apesar do jugo e da servidão que estão sofrendo e que foram causados pelo mesmo Jeová, e se mantêm firmes na esperança da promessa.

Essa técnica é usada pela política. Quando um povo se queixa da opressão, é feita uma comparação com outro povo que está em piores condições para convencê-lo de que ainda é mais feliz. Este argumento deveria constar do livro de Maquiavel, o Príncipe, que trata exatamente da política de dominar o povo enganando-o .

Também é usada a técnica de comparação na psicologia. Quando alguém se queixa demasiadamente da sua sorte, colocam à sua frente outros em condições piores, e assim ele pensa que ainda é feliz.

Será justo e santo um Deus que condena um povo que não o conhece? (Ex.5:1-2). Será misericordioso e verdadeiro um Deus que derrama o seu furor sobre um povo que o não conhece? Será bondoso e piedoso um Deus que se faz conhecer através de pragas e maldições? Qual a idéia que os egípcios fizeram do Deus de Israel? Odioso, opressor, destruidor e causador de males e pragas. Se algum egípcio se convertesse e ao ler Zc.4:6 iria chamar Deus de enganador.

Os egípcios viram com os seu olhos que eram malditos aos olhos de Jeová, pois em Goshem não havia pragas, nem pestes, nem saraiva, nem trevas e nem mortandade de filhos. Quanta violência cometida contra um povo que não era diferente de Israel e não conhecia a Jeová. Moisés pregou aos egípcios o ódio de Jeová, a discriminação; pregou a destruição e a podridão no mar e nas fontes de águas. O último capítulo da discriminação foi a morte dos exércitos egípcios no mar. Estes fatos não educam o povo de Deus, antes os enche de orgulho e alimentam o espírito de opressão.

O povo de Israel sai para o Monte Sinai. E lá recebe as leis de Jeová. Enquanto Moisés estava no monte com Jeová, o povo se corrompe em baixo. Jeová se enche de ira e parte para a violência querendo destruir o povo (Ex.32:10). Custou muito a Moisés para aplacar a ira e o furor de Jeová. O método do Deus Jeová é o método da violência. Em Lv.26 há  uma demonstração do seu espírito feroz, pois faz promessas malignas por quatro vezes, e multiplicando por sete cada vez, o que perfaz 7 pragas na primeira vez, 49 na segunda,  343 na terceira e 2.404 na quarta. O total de maldições somou 2.800, e termina o texto dizendo: “Então confessarão a sua iniquidade,  e  a  iniquidade de seus pais, com as suas transgressões, com que transgrediram contra mim; como também que andaram contrariamente para comigo, EU TAMBÉM ANDEI CONTRARIAMENTE, E OS FIZ ENTRAR NA TERRA DOS SEUS INIMIGOS. Se então o seu coração incircunciso  se humilhar, e então tomarem pôr bem o castigo da sua iniquidade, também eu me lembrarei do meu concerto com Jacó …” (Lv.26:15-42). E depois fala: “NEM POR FORÇA NEM POR VIOLÊNCIA”. Mas Jeová endureceu o povo e o cegou (Is.6:10; 29:10-12; 43:8).

O Pai responde a violência de Jeová com a graça total e sem as obras da lei. “Porque a graça de Deus se há manifestado trazendo salvação a todos os homens” (Tit.2:11). “Mas quando apareceu a benignidade e a caridade de Deus, nosso Salvador, para com os homens, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou  pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador” (Tit.3:5-6).

 

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(011) – AS 2 PROMESSAS

Abraão recebeu duas promessas diferentes: uma material e outra espiritual. Uma terrena e outra celestial, isto é, uma herança terrena e outra celestial. A herança terrena é temporal e a celestial é eterna. A promessa da herança terrena  é o concerto com a morte e a promessa da herança celestial é o concerto da vida eterna. Citemos as duas promessas pela Escritura Sagrada:

“Disse Jeová a Abraão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção” (Gn. 12:1-2). “Naquele mesmo dia fez Jeová um concerto com Abraão, dizendo: À tua semente tenho dado esta terra, desde o rio Egito até o grande rio Eufrates; e o queneu, e o quenezeu, e o cadmoneu, e o heteu, e o perizeu, e os refains, e o amorreu, e o cananeu, e o girgaseu, e o jebuseu” (Gn.15:18-21). A herança de Israel incluiu os povos da Terra; povos corruptos e abomináveis. “Porque todas estas abominações fizeram os homens desta terra, que nela estavam antes de vós, e a terra foi contaminada” (Lv.18:19-27). Pois Jeová deixou estes povos na terra de acordo com a promessa feita a Abrão. “Estes pois ficaram para por eles  provar a Israel, para saber se dariam ouvidos aos mandamentos de Jeová, que tinha ordenado a seus pais, pelo ministério de Moisés. Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus, dos heteus, e amorreus, e perizeus, e heveus, e jebuseus, tomaram de suas filhas para si por mulheres, e deram aos filhos deles as suas filhas, e serviram aos seus deuses” (Jz.3:4-6).

A promessa de Cristo é muito diferente da de Jeová, como lemos na carta aos Hebreus: “Porque não chegaste ao monte palpável, aceso em fogo, e à escuridão, e às trevas, e à tempestade, e ao sonido da trombeta, e à voz das palavras, a qual os que a ouviram pediram que se não falasse mais; porque não podiam suportar o que se lhes mandava: Se até um animal tocar o monte, será apedrejado. E tão terrível era a visão, que Moisés disse: Estou todo assombrado, e tremendo. MAS CHEGASTES AO MONTE SIÃO, E À CIDADE DO DEUS VIVO, À JERUSALÉM CELESTIAL, E AOS MUITOS MILHARES DE ANJOS; A UNIVERSAL ASSEMBLÉIA E IGREJA DOS PRIMOGÊNITOS, QUE ESTÃO INSCRITOS NOS CÉUS, E A DEUS, O JUIZ DE TODOS, E AOS ESPÍRITOS DOS JUSTOS APERFEIÇOADOS; E A JESUS, O MEDIADOR DE UMA NOVA ALIANÇA” (Hb.12:18-24).

O mistério da Bíblia e de Jesus consiste em discernir as duas promessas e separar uma da outra, pois até hoje as duas estão juntas e mescladas como o joio no meio do trigo. Comecemos pela descendência de Abraão: “Não que a Palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas: nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência. Isto é: não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa são contados como descendência” (Rm.9:6-8). Os filhos da promessa estão em João 1:12-13 que diz: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos quais crêem no seu  nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus”. Ora, a promessa de Jeová à Abrão foi descendência carnal, mas Deus, o Pai, não gera filhos na carne como Jeová. Gênesis 13:16 diz: “Farei a tua semente como o pó da terra”. Nesta declaração Jeová condena a descendência de Abraão à morte, pois pó, na linguagem bíblica é morte. “No suor do teu rosto comerás  o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó, e em pó te tornarás” (Gn.3:19). “Me puseste no pó da morte” (Sl.22:15).

A Jerusalém que Jeová deu ao seu povo é terrena, e Paulo afirma que existem duas. “Ora, esta Hagar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde a Jerusalém que agora existe, pois é escrava com os seus filhos, mas a Jerusalém que é de cima é livre” (Gl.4:25-26).

Jeová nunca prometeu uma Jerusalém celestial, mas prometeu restaurar a Jerusalém da Terra, onde ela está, e com habitantes gerados na carne. “E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que carregarem contra ela serão despedaçados, e ajuntar-se-ão contra ela todas as nações da terra” (Zc.12:3). “E Jerusalém será habitada outra vez no seu próprio lugar, mesmo em Jerusalém” (Zc.12:6). Este profeta Zacarias viveu no período da restauração do templo após os 70 anos de cativeiro babilônico, 530 anos  antes de Cristo. Ageu, profeta contemporâneo de Zacarias profetizou que a glória do segundo templo seria maior que o primeiro. O templo foi profanado  e destruído, e até hoje passaram-se 2.500 anos de vergonha. Isaías profetizou de Ciro, o persa, sobre a reconstrução do Templo depois de 70 anos (Is.44:26-28; Ed.1:1-3). Jeová prometeu e não teve poder para cumprir. A promessa de Jesus Cristo diz respeito a ressurreição para a vida eterna, e para habitar num reino que só será visto na sua volta em glória, após o juízo deste mundo.

Vamos, neste estudo, separar as duas promessas pela Bíblia. Diz a Bíblia que Jeová chamou Abraão e lhe fez a promessa de lhe dar Canaã na idade de 75 anos (Gn.12:1-4). E Abraão habitava em Harã. No livro de Atos, Estevão revela que Abraão foi chamado quando ainda estava em Hur dos caldeus (At.7:1-4). Foram dois chamados e duas promessas. Paulo nos revela que a promessa de Cristo foi anterior a de Jeová. “Irmãos, como homem falo: se o testamento de um homem for confirmado, ninguém o anula nem o acrescenta. Ora as promessas foram feitas a Abraão e à sua posteridade. Não diz: E às posteridades, como falando de muitas, mas como de uma só:  E a tua posteridade, que é CRISTO. Mas digo isto: Que tendo sido o testamento anteriormente confirmado por Deus, a lei, que veio quatrocentos e trinta anos depois, não o invalida de forma a abolir a promessa” (Gl.3:15-17).  Quatrocentos e trinta anos mais tarde foi feito o testamento da lei. “Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu o livro e o povo, dizendo: Este é o sangue do testamento que Deus tem mandado” (Heb.9:19 -20).

Segundo Gálatas 3:15-17, o testamento que foi feito 430 anos depois, visava invalidar e abolir a promessa de Jesus, e estabelecer  a de Jeová, terrena. Mas o testamento velho de Jeová, foi abolido por Cristo (2 Co.3:14). Entendemos claramente que a promessa de Cristo, com testamento selado, foi feito 430 anos antes do da lei. Este da lei não agradou ao Pai. “Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a Lei) (Heb.10:8).

O testamento da lei foi interferência no plano do Pai e de Jesus. Agora podemos entender duas coisas:

1. “Abraão, vosso pai, exultou por ver o meu dia, e viu-o, e alegrou-se” (Jo.8:56).

2. Abraão rejeitou a promessa de Jeová porque já tinha outra melhor feita por Jesus. “Pela fé, Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que haveria de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb.11:8-10).

Jeová nunca prometeu a Jerusalém celestial, mas Cristo prometeu antes, e Abraão creu, e não aceitou a da terra, que não tem fundamento. Como Abraão, nós também recebemos duas promessas. Uma no céu e outra na terra, de Jeová. Sejamos discípulos de Abraão, o primeiro crente (Gl.3:9).

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(010) – EU E O PAI SOMOS UM

Como se pode entender essa declaração de Jesus Cristo? Eu e o Pai somos um”? MESMA NATUREZA? “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus e o verbo era Deus” (Jo.1:1). MESMO PODER? “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt.28:18). MESMO AMOR? “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo.3:16). “Ninguém tem maior amor do que este; de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo.15:13). MESMO PROPÓSITO? “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que me enviou” (Jo.6:29). MESMA BONDADE? “Disse Jesus: por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus” (Mt.19:17). MESMO ESPÍRITO? “Vós não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dEle” (Rm.8:9). MESMA GLÓRIA? “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo.17:5). MESMA AUTORIA DA CRIAÇÃO? “No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo.1:1-3). MESMO DOMÍNIO? “Pai, todas as minhas coisas são tuas, e todas as suas coisas são minhas; e nisso sou glorificado” (Jo.17:10). MESMA SANTIDADE? “E ao anjo da Igreja que está em Filadélfia escreve: Isto diz o que é santo, o que é verdadeiro, o que tem a chave de Davi; e que abre e ninguém fecha; e fecha, e ninguém abre” (Ap.3:7).

A INDAGAÇÃO CONTINUA: O que Jesus queria revelar quando disse: “Eu e o Pai somo um?” Jesus queria revelar que onde o Filho não está, o Pai não está. Cristo não estava no Velho Testamento, logo o Pai também não estava. As profecias do Velho Testamento diziam que o Cristo viria. “Examinais as escrituras, porque cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” (Jo.5:39). “Ó néscios e tardios de coração para crer tudo o que os profetas disseram!” (Lc.24:25).

Se Jesus fosse o mesmo Jeová do Velho Testamento, teria dito: “Eu vim de mim mesmo”. Mas em contrário, disse: “Se Deus fosse o vosso Pai, certamente me amaríeis, pois que eu saí, e vim de Deus; EU NÃO VIM DE MIM MESMO, mas ele me enviou” (Jo.8:42). Jesus queria revelar que o Pai não existe fora do Filho: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer” (Jo.1:18).

Se Deus fosse visto através do Filho, poderia ser Jeová, mas Deus é visto no Filho, porque são um em essência. “Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido Felipe? QUEM ME VÊ QUE MIM VÊ O PAI” (Jo.14:8-9). Jesus não mostra quem é o Pai dizendo “É aquele ou é este”, mas diz: “OLHAR PARA MIM É OLHAR PARA O PAI, POIS O PAI ESTÁ EM MIM”. “Não crês tu que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras” (Jo.14:10).

O Pai depositou tudo nas mãos do Filho, e assim não poderia se manifestar fora do Filho, ou antes do Filho. “Jesus sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas” (Jo.13:3). “Tudo quanto o Pai tem é meu” (Jo.16:15). “O Pai ama o Filho, e todas as coisas entregou nas suas mãos” (Jo.3:35). “E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o Juízo” (Jo.5:22). Jeová julgou os homens antes do Filho, e assim, foi contra João 5:22. Tudo é tudo.

Se Deus julgava os homens antes de Cristo, não deu ao Filho todo o juízo, mas parte do juízo, pois os condenados pelo Pai não poderiam ser salvos pelo Filho, e assim seriam dois juízos. Como o Pai determinou um único juízo pelas mãos do Filho, os juízos anteriores não foram verdadeiros (At.17:31). É por isso que Sodoma e Gomorra, que foram julgadas e condenadas por Jeová, serão novamente julgadas por Jesus Cristo (Gn.19:24-25; Mt.11:24).

O Deus Pai revelado em Jesus Cristo não pode ser visto nem conhecido fora de Jesus, pois são as obras boas do amor do Pai que Jesus fez. “As obras que eu faço, em nome do meu Pai, essas testificam de mim” (Jo.10:25). “Tenho-vos mostrado muitas obras boas procedentes do meu Pai; por qual delas me apedrejais?” (Jo.10:32). “Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas se as faço, e não credes me mim, crede nas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim, e eu nele” (Jo.10:37-38). “Se vós me conhecesseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto” (Jo.14:7).

Ninguém pode ver o Pai, ouvir o Pai, e conhecer o Pai, fora de Jesus Cristo, por isso disse-lhes: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo.14:6). Jesus não disse, ninguém vai ao Pai , mas, ninguém vem ao Pai , porque o Pai está nEle, e não fora dEle.

As obras de Jeová são as obras do mal e não do amor (Am.3:6; Jr.11:17; 18:11; 21:10). Por isso Jeová estava fora de Cristo. E Jesus afirma que o mal é treva em João 3:19-21. Se Jeová pratica o mal, e o mal é treva, Jeová é o deus das trevas (Ex.20:21; Sl.18:11).

Por último, lemos em Mateus: “Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt.11:27). Adão conheceu Jeová, Caim conheceu Jeová, Noé, Abraão, Isaque e Jacó, etc.. Jeová se gloriava de ser conhecido: “Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: Em me conhecer, e saber que eu sou Jeová” (Jr.9:24). “Assim diz Jeová: No dia em que escolhi Israel, levantei a minha mão para a descendência de Jacó, E ME DEI A CONHECER A ELES NA TERRA DO EGITO” (Ez.20:5). Mas ninguém conhece o Pai senão o Filho. E se Jeová se deu a conhecer, o Filho faz uma revelação inútil? Quando Jesus diz: “Aquele a quem o Filho quiser revelar”, declara que a revelação do Pai não é pública mas particular. Cristo não revela a todos, mas aos santos somente. Mateus, João, Paulo e os outros apóstolos não revelaram o Pai, porque não se sentiram a altura de realizar uma obra exclusiva de Jesus. Seriam usurpadores. Descobrir quem não é o Pai é fácil, pois quem não é o Pai, mata, manda pragas e pestes, manda ao cativeiro, entrega o justo ao diabo, obriga as mães a devorarem o fruto do ventre. É fácil descobrir que Jeová não é o Pai e nem o próprio Jesus. Só os cegos pretendem provar que o usurpador é o Pai, pois as obras são tão contrárias como a luz é diferente das trevas, e o inferno é diferente do céu. Se um homem pode usar o nome de Deus e também profetizar em nome de Deus sendo falso, porque um anjo, que é muito maior do que o homem não pode passar por Deus aos olhos dos cegos? É por isso que quem adora só a Jesus tem também o Pai (1 Jo.2:23). Porque Jesus só aparece no Novo Testamento? Porque não quis ser cúmplice da obra das trevas. Quando Jeová entrou na história do homem começaram as desgraças, maldições e destruições. Cristo veio em pessoa para destruir as obras do diabo (1 Jo.3:8).

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

(009) – LEITO SEM MÁCULA

“Venerado seja entre todos o leito sem mácula; porém aos que se dão à prostituição e aos adúlteros Deus os julgará” (Heb.13:4).

Leito sem mácula é leito sem mancha, sem contaminação, sem infâmia.

Leito sem mácula é sexo sem mácula, é sexo sem infâmia, sexo sem imundícia.

Leito sem mácula é sexo sem prostituição, adultério, fornicação, sodomia, etc.

A impressão que fica é que, no matrimônio, o leito é sem mácula, e de mútua fidelidade. Examinemos o matrimônio bíblico.

No Velho Testamento, a união sexual era imunda dentro do matrimônio. Na lei de Jeová lemos: “Também o homem, quando sair dele a semente da cópula, toda a sua carne banhará com água, e será imundo até a tarde” (Lv.15:16). Para Jeová, o esperma dos homens é imundo por natureza. A imundícia do esperma é comparada por Jeová com a lepra ou a blenorragia. “Ninguém da semente de Arão, que for leproso, ou tiver blenorragia, comerá das coisas santas até que fique limpo; como também o que tocar alguma coisa imunda de cadáver, ou aquele de quem sai a semente da cópula” (Lv.22:4). Quando um homem se deita com a sua mulher para cópula, ambos ficam imundos. “E também a mulher, com quem o homem se deitar com semente da cópula, ambos se banharão com água, e serão imundos até a tarde” (Lv.15:18).

Todos os filhos, ao nascer, eram naturalmente imundos para Jeová. “Falou mais Jeová a Moisés dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize: Se uma mulher conceber e tiver um varão, será imunda sete dias, assim como nos dias de sua separação menstrual será imunda. No oitavo dia se circundará ao menino a carne do seu prepúcio. Depois ficará ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; NENHUMA COISA SANTA TOCARÁ; E NÃO VIRÁ AO SANTUÁRIO até que se cumpram os dias da sua purificação. Mas, se tiver uma fêmea, será imunda duas semanas, como na sua separação; depois ficará sessenta e seis dias no sangue da sua purificação” (Lv.12:1-5).

O conceito da criança ser imunda desde o ventre materno era geral em Israel. “Como, pois, seria justo o homem perante Deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?” (Jó 25:4). “Que é o homem para que seja puro? E o que nasce de mulher, para que fique justo?” (Jó 15:14). “Quem do imundo tirará o puro? Ninguém” (Jó 14:4).

Para Jeová, dar à luz filhos era pecado que exigia expiação por meio de sacrifícios. “E, quando forem cumpridos os dias da sua purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado, diante da porta da tenda da congregação, ao sacerdote, o qual o oferecerá perante Jeová, e por ela fará propiciação; e será limpa do fluxo do seu sangue. Esta é a lei da que der à luz, varão ou fêmea” (Lv.12:6-7). É por isso que Davi disse: “Eis que em iniquidade fui formado, e em pecado me concebeu a minha mãe” (Sl.51:5). Maria teve de fazer esse sacrifício para ficar limpa (Lc.2:21-24). Mas os sacrifícios da lei não tiram pecados (Hb.10:4). O sexo era tão imundo para Jeová, que o povo foi proibido de tocar em mulher por três dias, para se chegar ao monte Sinai e ouvir a voz de Jeová ditando as leis (Ex.19:14-17).

Algumas coisas do Velho Testamento são difíceis de entender. O sexo matrimonial era imundo, o parto era imundo, o filho nascido era imundo e era Jeová quem dava os filhos. “Eis que os filhos são herança de Jeová, e o fruto do ventre o seu galardão” (Sl.127:3). “Porque adulteraram, e sangue se acha nas suas mãos; com os seus ídolos adulteraram, e até os seus filhos, que de mim geraram, fizeram passar pelo fogo…” (Ez.23:37). “Vendo Jeová que Léia era aborrecida, abriu a sua madre; porém Raquel era estéril” (Gn.29:31). Não é só o mal que foi criado por Jeová, mas as coisas imundas também  (Is.45:7; 64:8, Am.3:6, Lm.1:17). “E OS CONTAMINEI NOS SEUS PRÓPRIOS DONS, NOS QUAIS FIZERAM PASSAR PELO FOGO TUDO O QUE ABRE A MADRE; PARA OS ASSOLAR, PARA QUE SOUBESSEM QUE EU SOU JEOVÁ” (Ez.20:26).

Um Deus que contamina o seu povo só pode ser o destruidor. Analisemos a vida do mais infeliz de todos os homens: o sábio Salomão.

“Cova profunda é a boca da mulheres estranhas; aquele contra quem Jeová se irar, cairá nela” (Pv.22:14). “E eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são redes e laços, e cujas mãos são ataduras; quem for bom diante de Deus escapará dela, mas o pecador virá a ser preso por ela” (Ec.7:26). É de pasmar! Jeová deu para Salomão mil mulheres loucas e estranhas (1 Rs.11:1-3). Mas foi Jeová que fabricou Salomão, e declarou ser seu Pai (2 Sm.7:12-15). Foi amado por Jeová desde o ventre (2 Sm.12:24). E o nome foi escolhido pelo próprio Jeová (1 Cr.22:9). E por fim, dá a Salomão mil mulheres que lhe corromperam o coração? Os que querem ser eleitos de Jeová que se cuidem. E tem mais. O esperma é imundo para Jeová (Lv.15:16-18). Tendo mil mulheres, Salomão passava o tempo na concupiscência da imundícia (2 Pd.2:10). E depois Jeová o rejeitou.

Graças ao Deus Pai, Jesus desceu do céu e santificou a todos na cruz (Hb.10:14; 1 Jo.2:2). E acabou com a discriminação da mulher. “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; NÃO HÁ MACHO NEM FÊMEA; PORQUE TODOS VÓS SOIS UM EM CRISTO JESUS” (Gl.3:27-28).

Leiamos o ensino de Paulo: “Se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe, porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; doutra sorte os vossos filhos seriam imundos, mas agora são santos” (1 Co.7:12-14). Cristo mudou tudo. Hoje os filhos podem ser santos ao nascer. Cristo santifica a união sexual dos cônjuges. A semente de cópula do cristão convicto não é imunda. O leito pode ser sem mácula. Quem permanece debaixo do jugo de Jeová continua imundo. Se Jesus torna santo aquilo que para Jeová é imundo, Jesus discorda de Jeová, e o Pai também, pois Jesus e o Pai são um.

 

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(008) – O DESTRUIDOR

Este mundo está cheio de predadores e destruidores. O predador é o ser que destrói o outro violentamente. O destruidor é o que destrói, assola, extermina, aniquila.

O apóstolo Paulo afirma que o destruidor da carne corrupta é Satanás; e dá uma ordem a Igreja onde há incestuosos: “Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, seja entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus” (1 Co.5:4-5).

Os que destroem a terra são os homens. Serão discípulos de Satanás? Mas Satanás não quer destruir a terra, pois é o seu reino. Ele mesmo declara isso a Jesus, e Jesus não nega. “E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lc.4:5-6).

O diabo tem poder para destruir a carne, mas não tem poder para destruir as almas. Jeová, que dá as ordens a Satanás, quando entregou Jó nas mãos do diabo, disse-lhe: “E disse Jeová a Satanás: Eis que ele está na tua mão; poupa, porém, a sua vida” (Jó 2:6). O ÚNICO QUE TEM PODER PARA DESTRUIR AS ALMAS É JEOVÁ. “Eis que todas as almas são minhas; como a alma do pai, também a alma do filho é minha: A ALMA QUE PECAR ESSA MORRERÁ” (Ez.18:4). Todos os homens estão condenados à morte por Jeová. No Novo Testamento lemos que o pecado não é imputado não havendo lei (Rm.7:13). Da parte do Pai não é imputado, mas da parte de Jeová era imputado. Imputou o pecado aos antidiluvianos e os destruiu contra a vontade do Pai. E no dilúvio Jeová destruiu toda a carne (Gn.6:12-13). O Novo Testamento diz que é o diabo que destrói toda a carne (1 Cor.5:5). Onde não há lei, não há pecado ou transgressão (Rm.4:15). Como pôde Jeová destruir Sodoma e Gomorra, se eles não tinham consciência do pecado e da lei? (Gn.6:7; 19:24-25).

Analisemos os propósitos de Jeová pelas suas destruições:

1 – Jeová incitou Davi a enumerar o povo (2 Sm.24:1). Davi em obediência ordenou a contagem do povo. Jeová, irado, envia o seu anjo destruidor, que matou 70.000 homens. E o anjo destruidor ia destruir toda a cidade de Jerusalém (2 Sm.24:15-17). Então Jeová se arrepende e volta atrás. Um detalhe não pode passar despercebido: o anjo de Jeová é destruidor (2 Sm.24:15-17). A última praga de Jeová contra os egípcios foi a morte dos primogênitos. À meia-noite, Jeová feriu a todos os primogênitos do Egito, desde o primogênito de Faraó até os primogênitos dos escravos, e também dos animais (Ex.12:29). E essa mortandade foi executada pelo anjo destruidor de Jeová (Ex.12:23). Esse anjo destruidor, no Apocalipse é chamado de Abadon no hebraico e Apolion no grego. Ambas as palavras se traduzem por destruidor. Esse anjo destruidor é o rei do abismo (Ap.9:11).

2 – Jeová pretendia destruir o seu próprio povo. Diz a narrativa bíblica: “Porque ainda que o teu povo, ó Israel, seja como a areia do mar, só um resto dele se converterá: uma destruição está determinada, transbordando de justiça. Porque determinada já a destruição, o Senhor Jeová dos Exércitos a executará no meio de toda esta terra” (Is.10:22-23). Essa destruição é o mal que está em Jeová. “Porque Jeová, que te plantou, pronunciou contra ti o mal…” (Jr.11:17). “…Assim diz Jeová: Eis que estou forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós…” (Jr.18:11). “Porque pus o meu rosto contra esta cidade para mal, e não para bem, diz Jeová…” (Jr.21:10).

Mas no Novo Testamento lemos que o amor não faz o mal (Rm.13:10). Se Jeová faz o mal não é amor. O Pai de Jesus é amor e não faz o mal (Tg.1:17).

Jeremias profetizou para Judá que Jeová queria destruí-la. “Porque preparei contra ti destruidores…” (Jr.22:7). E quando o povo estava no cativeiro, Jeremias declara: “Fez Jeová o que intentou; cumpriu a sua palavra que ordenou desde os dias da antigüidade: derrubou e não se apiedou; fez que o inimigo se alegrasse por tua causa, exaltou o poder dos teus adversários” (Lm.2:17). Jeová projetou e executou seu plano antigo. “Servirás aos teus inimigos, que Jeová enviará contra ti, com fome, e com sede, e com nudez, e com falta de tudo: e sobre o teu pescoço porá um jugo de ferro, até que te tenha destruído” (Dt.28:48). “E será que, assim como Jeová se deleitava em vós, em fazer-vos bem e multiplicar-vos, ASSIM JEOVÁ SE DELEITARÁ EM DESTRUIR-VOS…” (Dt.28:63). O Deus Pai não se deleita em destruir ninguém, porque Deus é amor, e o amor não faz o mal (1 Jo.4:7-8).

O povo de Israel, no deserto escaldante, sentiu fome. Então murmuraram pedindo comida. Jeová ouviu a murmuração e mandou o maná e também carne (Ex.16:2-4,11). Diz a narrativa bíblica que ainda a comida estava na boca do povo quando Jeová, irado, mandou uma grande praga e matou os escolhidos de Israel (Nm.11:28-33; Sl.78:18-31).

Quando o povo ia entrar em Canaã, mandou espiar a terra. Os doze espias foram e voltaram amedrontados com o tamanho dos gigantes, com exceção de Josué e Calebe. Mas os dez prevaleceram sobre os dois, e a congregação murmurou contra Jeová, dizendo: “Porque nos traz Jeová a esta terra, para cairmos a espada, e para que nossas mulheres e crianças sejam por presa?” (Nm.14:1-3). Jeová então, cheio de furor, decreta a morte de todo o povo, de vinte anos para cima (mais de 1 milhão). Neste deserto cairão os vossos cadáveres, todos os que de mim murmurastes (Nm.14:29). O texto termina assim: “Eu, Jeová, falei: E assim farei a toda esta má congregação, que se levantou contra mim; neste deserto se consumirão, e aí falecerão” (Nm.14:35).

Mas Paulo, o apóstolo, que sabia quem era Jeová, nos revela o seguinte: “Não murmureis, como também alguns deles murmuraram, e pereceram pelo DESTRUIDOR” (1 Co.10:10). Paulo sabia que Jeová não é o Pai e nem Jesus, mas o destruidor.

Jesus disse: “O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir: eu vim para que tenhais vida, e a tenham com abundância” (Jo.10:10).

E continua Jesus falando: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á; porque qualquer que pede recebe; e quem busca acha; e a quem bate abrir-se-lhe-á. E qual o Pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou também, se lhe pedir peixe, lhe dará uma serpente? Ou também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião?” Lc. 11:9-12 “Se, vós pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” (Mt.7:7-11).

 

Autoria Pastor Olavo S. Pereira