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(199) – A COERÊNCIA DE DEUS – III

A coerência de Deus

Parte 3

No ministério de Jesus no Novo testamento vemos uma coerência deslumbrante. Jesus disse: “Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento” (Mt. 9:13). Os justos estariam automaticamente dentro do plano da graça, mas o amor misericordioso busca também os que estão de fora. Os salvos não necessitam de salvação, mas sim os que se haviam perdido. Por isso Jesus disse: “O Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc. 19:10).

No Velho Testamento as coisas eram diferentes, pois não havia ajuda da parte de Jeová e o pecador era massacrado, como diz Pv. 3:33: “A maldição de Jeová habita na casa do ímpio, mas a habitação do justo ele abençoará”. A primeira incoerência está no fato que ambos são pecadores, como disse Salomão: “Na verdade não há homem justo sobre a Terra, que faça o bem e nunca peque” (Ec. 7:20). Paulo confirma este fato, dizendo: “Como está escrito, não há um justo sequer” (Rm.3:10) e também: “Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm. 3:23). Portanto os “justos” que Jeová abençoava não eram verdadeiramente justos. Ele abençoou Salomão e amaldiçoou Jeroboão, embora os dois tivessem caracteres idênticos (I Rs. 3:11-13; 15:28-30). Jeová não foi coerente nem justo.

O Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo não amaldiçoa ninguém; muito pelo contrário, abençoa a todos. Jesus nos ensinou dizendo… “Ouvistes o que foi dito: amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu porém vos digo: amai os vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e perseguem; para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus; porque faz com que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos” (Mt. 6:43-45). Este Deus, sim, é coerente, pois não faz acepção de pessoas.

Vejamos mais alguns motivos pelos quais está confirmada a incoerência de Jeová, o “deus” do Velho Testamento:

 

  1. Jeová condena os que não discernem entre o bem e o mal…”Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem mal; que fazem da escuridade luz e da luz escuridade; e fazem do amargo doce e do doce amargo” (Is. 5:20). Porém em outra parte Davi diz que para Jeová que a luz e as trevas são a mesma coisa:“Nem ainda as trevas me escondem de ti, mas a noite resplandece como o dia; as trevas e a luz são para ti a mesma coisa” (Sl. 139:12). Jó andava na luz, como o próprio Jeová testificou (Jó 1:1, 8) e Jeová fez com que Jó andasse em trevas. Tornou a luz em trevas. O profeta Jeremias andava na luz e deixou registrado o seguinte: “Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz” (Lm.3:2). Alguém que proíbe algo que aprova não é coerente. É preciso lembrar que “mal” é “trevas” (Jó 3:19-20).
  2. No Salmo 129:12 vimos que Davi afirmou que para Jeová a luz e as trevas são a mesma coisa. Como entender essa declaração? Moisés explica: “E será que assim como Jeová se deleitava em vós, em vos fazer o bem e multiplicar-vos, assim Jeová se deleitará em vos destruir e vos consumir, e desarraigados sereis da terra a qual tu passas a possuir” (Dt.28:63). O mesmo prazer que Jeová sente em fazer o bem, sente ao fazer o mal. Seria incoerente imaginarmos que Deus pudesse sentir prazer em fazer o mal, mesmo porque no Novo Testamento lemos que Deus, o Pai, é amor….”aquele que não ama, não conhece a Deus porque Deus é amor” (I Jo. 4:8). Paulo diz que “o amor não faz mal ao próximo, de sorte que o cumprimento da lei é o amor (Rm. 13:10). Jeová não cumpre nem a própria lei que deu.
  3. Moisés declara que Jeová é misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência (Ex.34:6). Neemias também afirmou que Jeová é perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-se e grande em beneficência (Ne. 9:17), Por outro lado, Davi afirma que Jeová se ira todos os dias! (Sl.7:11). Quem se ira diariamente não é tardio em irar-se. Jeová forja males contra o seu povo. Se estivesse cheio de amor e de misericórdia forjaria a salvação, mas como passa os dias irado, fica forjando o mal (Jr. 18:10-11). Jeová vigia sobre o mal, isto é, cuida dos mínimos detalhes para que o mal seja completo e destruidor. O profeta Jeremias registrou esse detalhe do caráter de Jeová, dizendo: “Eis que velarei sobre eles para mal e não para bem, e serão consumidos todos os homens de Judá” (Jr. 44:27). Já imaginaram se Jesus lá do céu ficasse forjando males para destruir os homens, e quando os males viessem, vigiasse em todos os detalhes para que o tormento fosse completo? Porém, Jesus passou a eternidade projetando a salvação dos pecadores perdidos…”quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo, imaculado a Deus, o qual purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo” (Hb.9:14).
  4. Jeová declarou a Moisés que é ele quem fez os defeituosos físicos…”e disse-lhe Jeová: Quem fez a boca do homem? Ou quem fez o mudo, ou quem fez o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, Jeová?” (Dt. 4:11). Jeová escolheu os levitas para serem sacerdotes e ministrarem no santuário (Lv. 21:1-8). E Jeová deu a seguinte ordem a Moisés: “Fala a Arão, dizendo: Ninguém da tua semente nas suas gerações em que houver alguma falta se achegará para oferecer o pão do seu deus, pois nenhum homem onde houver alguma deformidade se achegará; como homem cego, ou coxo, ou de nariz chato, ou de membros demasiadamente compridos, ou homem que tiver pé quebrado, ou quebrada a mão, ou corcovado, ou anão ou que tiver belida no olho, ou sarna, ou impingens, ou que tiver testículo quebrado” (Lv. 21:17-20). Mas como vimos, Jeová declarou a Moisés que é ele quem faz o cego, o surdo, o mudo, etc. Então ele faz um levita aleijado e depois o proíbe de servir no templo? Isso é uma grande incoerência!
  5. Como já vimos no ítem anterior, Jeová declara que é o criador dos cegos, dos surdos e dos mudos, e isto sem que o pai ou o avô tenham pecado! (Dt. 4:11) Jamais o verdadeiro Deus iria admitir que seria o criador dos cegos, surdos e mudos, mesmo porque o ministério de Jesus era justamente curar aquelas enfermidades, como lemos em Mt. 11:5. Sendo assim, o ministério de Jesus é desfazer aquelas obras más e defeituosas de Jeová. Vendo um cego de nascença, os discípulos perguntaram a Jesus: “Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. Convém que eu faça as obras daquele que me enviou enquanto é dia” (Jo. 9:1 a 4). E então Jesus o curou (Jo. 9:5-7). Nessa ocasião Jesus desfez aquela obra defeituosa de Jeová e fez a obra daquele que o enviou. Jeová fabricava tanto cegos na carne como cegos espirituais, pois revelou ao profeta Isaías esse “ministério da cegueira” (Is. 6:10; 29:10-12). Por isso o mesmo Isaías lhe disse: “Trazei o povo cego que tem olhos e os surdos que tem ouvidos” (Is.43:8). Jesus, ao contrário, cura os cegos fisicamente e abre os olhos espirituais daqueles a quem Jeová fechou…”Para que o Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória vos dê em seu conhecimento o espírito de sabedoria e de revelação; tendo iluminado os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação e quais as riquezas da glória de sua herança nos santos” (Ef. 1:17-18).

 

Ao demonstrarmos as incoerências de Jeová diante da coerência do Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, concluímos que não se tratam da mesma pessoa, pois no verdadeiro Deus não há mudança nem sombra de variação (Tg. 1:17). Isto vem confirmar o que Paulo disse acerca de Jesus, que Ele não foi “sim e não”, mas nele houve simplesmente “sim” (II Co. 1:19).   

 

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

 

(198) – A COERÊNCIA DE DEUS – II

A coerência de Deus

 

Parte 2

Coerência é ligação entre idéias expostas; conexão; harmonia. Deus é absoluto, perfeito, reto, justo e coerente nas suas leis, nos seus propósitos, nas suas obras e nos seus atos. Por outro lado, incoerência é falar uma coisa e proceder de outra maneira. É agir de uma forma numa ocasião e de outra forma em outra ocasião. É julgar por um critério numa situação e com um outro critério numa outra ocasião.

Leiamos a palavra de Moisés sobre Jeová: “… porque apregoarei o nome de Jeová; dai grandeza ao nosso deus. Ele é a rocha cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são. Deus é verdade e não há nele injustiça; justo e reto é” (Dt. 32:3-4).

Pela declaração de Moisés, Jeová, o deus dos hebreus, é perfeito em todas as suas obras. No entanto, há passagens que põem em dúvida a perfeição e a coerência de Jeová:

  1. Na lei de Jeová está escrito: “Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos pelos pais. Cada qual morrerá pelo seu pecado” (Dt. 24:16). Porém, o profeta Isaías fala outra coisa: “Preparai a matança dos filhos por causa da maldade de seus pais, para que não se levantem e possuam a terra e encham o mundo de cidades, porque me levantarei contra eles, diz Jeová dos exércitos” (Is. 14:21-22). A prova que Jeová mata os filhos por causa do pecado dos pais está em Davi, o amado de Jeová. Davi pecou cometendo um adultério e um homicídio. Jeová então pronunciou a sentença: “Todavia, porquanto com este feito deste lugar a que os inimigos de Jeová blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá” (II Sm. 12:14-18). Neste caso não se vê coerência em Jeová.
  2. As “Sagradas Escrituras” do Velho Testamento têm de ser infalíveis, ou então não podem ser consideradas “sagradas”. Davi declarou acercas de Jeová: “É ele que perdoa todas as tuas iniqüidades e sara todas as tuas enfermidades” (Sl. 103:3). Mas Jeová não perdoa e nem sara “todas”. Não perdoou a Davi, por exemplo. Através de Jeremias, diz Jeová cheio de fúria: “Fá-los-ei em pedaços uns contra os outros, e juntamente os pais com os filhos, diz Jeová; não perdoarei nem pouparei, nem deles terei compaixão, para que os não destrua” (Jr.13:14). O profeta Ezequiel é ainda mais contundente, dizendo: “Pelo que também eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade. Ainda que gritem aos ouvidos com grande voz, eu não os ouvirei” (Ez. 8:18). Há muitos outros textos afirmando que Jeová não perdoa (Ez. 5:11-12; Dt. 29:20; II Rs. 24:3-4, etc.). Além disso, contrariando o que diz o Salmo 103:3, Jeová não cura todas as enfermidades. O profeta Naum diz:“Não há cura para a tua ferida; a tua chaga é dolorosa”. (Na. 3:19). A respeito de Israel, o profeta Miquéias declara: “Porque a tua chaga é incurável” (Mq. 1: 1-9). Agora fala o profeta Jeremias:… “De todo tu rejeitaste a Judá? Ou aborrece a tua alma a Sião? Porque nos feriste e não há cura para nós?” (Jr. 14:19). Portanto, não há coerência também aqui.
  3. Isaías disse: “Deixe o ímpio o seu caminho e o homem maligno os seus pensamentos e se converta a Jeová, que se compadecerá dele; torne para o nosso deus porque grandioso é em perdoar” (Is. 55:7).Porém, Salomão falou de forma diferente, da parte de Jeová: “….Mas porque clamei e vos recusastes; porque estendi a minha mão e não houve quem desse atenção. Antes rejeitastes todo o meu conselho e não quisestes a minha repreensão; então eu me rirei na vossa perdição e zombarei vindo o vosso temor. Vindo como assolação o vosso temor e vindo a vossa perdição como tormenta, sobrevindo-vos aperto e angústia, então a mim clamarão, mas eu não responderei; de madrugada me buscarão mas não me acharão” (Pv.1:24-28). Jeová é incoerente, pois primeiro disse que se compadeceria e depois manda enfermidades mortais e sem cura (Dt. 28:22, 27, 60 e 61).
  4. Jeová proibiu o seu povo Israel de casar com mulheres estranhas: “…Quando Jeová te tiver introduzido na terra a qual vais possuir e tiver lançado fora muita gente diante de ti, os heteus, os girgazeus, os amorreus, os cananeus, os periseus, os heveus e os jebuzeus, sete povos mais numerosos e mais poderosos do que tu; e Jeová as tiver dado diante de ti para as ferir, totalmente as destruirás. Não farás com elas concerto nem terás piedade delas nem te aparentarás com elas; não darás as tuas filhas aos seus filhos e nem tomarás as suas filhas para teus filhos” (Dt. 7:1-3). Essa proibição está também em Ez.34:15-16 e Js. 23:12-13. De forma incoerente, porém, Jeová diz o seguinte em outra ocasião:“Quando saíres à peleja contra seus inimigos e Jeová os entregar nas tuas mãos e tu deles levares prisioneiros e tu entre os presos vires uma mulher formosa à vista, e a cobiçares e a queiras tomar por mulher, então a trarás para a tua casa; e ele a rapará a sua cabeça e cortará suas unhas e despirá o vestido do seu cativeiro e se assentará na tua casa e chorará seu pai e sua mãe um mês inteiro; e depois entrarás a ela e tu serás seu marido e ela será tua mulher. E será que, se não te contentares com ela, a deixarás ir à sua vontade” (Dt. 21:10-14). Portanto, para Jeová não há casamento. O homem toma uma mulher, usa à vontade, enjoa e dá-lhe um pontapé. Alem de incoerência, essa atitude revela também uma grande injustiça para com aquela mulher.
  5. Na lei de Jeová estava escrito que se o marido achasse alguma coisa feia na esposa, poderia mandá-la embora, dando-lhe uma carta de repúdio. Se aquela mulher ser casasse com outro marido, não poderia mais tornar ao primeiro, pois já estava contaminada. Isto seria abominação para Jeová, como diz Dt. 24:1-4. Ora, Abrão era marido de Sarai e por medo dos egípcios, devido ao fato de Sarai ser formosa, ordenou que ela dissesse que era sua irmã. Faraó então a tomou por mulher por longo tempo; o suficiente para Abrão enriquecer. Depois que Abrão enriqueceu, Jeová feriu Faraó com pragas. Faraó então devolveu Sarai a Abraão, a qual pelo critério da lei já estava contaminada. Se Jeová pretendia ferir a Faraó, porque não o fez antes que Sarai fosse contaminada, preservando-a para Abrão?  Jeová tem duas medidas ou será que permitiu a contaminação de Sarai a pretexto de enriquecer o traído Abrão? Será que antes de dar a Lei, Jeová pensava de uma forma e depois de dar a Lei começou a pensar de outra forma? Não há coerência! Acontece que em Gênesis 20 lemos que Abrão seguiu aquele mesmo exemplo, usando um  artifício mentiroso com Abimeleque, rei de Gerar, o qual quis também tomar Sarai como esposa. Desta vez, no entanto, Jeová não permitiu e apareceu em sonho a Abimeleque, dizendo-lhe: “Se tocares em Sarai és um homem morto”. Os comportamentos diferentes de Jeová nas duas ocasiões confirmam sua incoerência. Primeiro, apoiou a mentira de Abrão para com Faraó e depois não apoiou a outra atitude semelhante para com o rei Abimeleque. Permitiu que Faraó contaminasse Sarai pelo adultério e proibiu Abimeleque de tocá-la, depois que já havia sido contaminada.

Um deus incoerente assim jamais poderia ser o pai de Jesus. Nem tampouco o Filho, embora digam por aí que Jeová é Jesus. Acontece que Jesus não é incoerente como Jeová tantas vezes revelou ser. Aliás, se Jeová fosse Jesus, quem seria o Pai a quem Jesus orava?

Autoria Pastor Olavo S. Pereira

(197) – COERÊNCIA – I

COERÊNCIA-N 1

(LEITO SEM MÁCULA)

 

Não se aceita nos homens a incoerência, pois o homem é racional. Em se tratando de Deus não pode haver incoerência. Quem lê o Novo Testamento, fica maravilhado com o amor de Deus pelos homens. A vida e a obra de Jesus Cristo, seu Filho, se harmonizam de tal maneira com a bondade e misericórdia do Pai, que, sendo o Pai e Filho duas pessoas distintas, a unidade de propósitos é absoluta. A coerência é absoluta e nos encanta. Analisamos trechos do Velho Testamento, e vejamos se a coerência também é absoluta.

De acordo com a lei de Jeová, o esperma humano é imundo. “O homem, quando sair dele a semente da cópula, toda a sua carne banhará com água, e será imundo até a tarde. Também todo o vestido, e toda a pele em que houver a semente da cópula, se lavará com água, e será imundo até a tarde. E também a mulher, com quem o homem se deitar com semente da cópula, ambos se banharão com água, e serão imundos até a tarde” (Lv. 15:16-18). A semente da cópula, isto é, o esperma, é tão imundo, que foi comparado com a lepra por Jeová (Lv. 22:4).

Vejamos a menstruação da mulher. “A mulher, quando tiver fluxo, e o fluxo do seu sangue estiver na sua carne, estará sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar será imundo até a tarde. E tudo aquilo sobre que ela se deitar durante a sua separação, será imundo; e tudo, sobre o que se sentar será imundo. E qualquer que tocar a sua cama, lavará os seus vestidos, e se banhará com água, e será imundo até a tarde. E qualquer que tocar alguma coisa, sobre o que ela se tiver  assentado, lavará os seus vestidos, e se banhará com água, e será imundo até a tarde. E  se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e a sua imundície estiver sobre ele, imundo será por sete dias” (Lv. 15:19-24). “Porém quando for limpa do seu sangue, então se contarão sete dias, e depois será limpa. E ao oitavo dia tomará duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao sacerdote, à porta da congregação. Então o sacerdote oferecerá um para expiação do pecado, e outro para holocausto; e o sacerdote fará expiação do fluxo da sua imundície perante Jeová” (Lv. 15:28-30). Nós então perguntamos: A menstruação é própria da natureza de todas as mulheres; e é imunda? E a mulher fica imunda sete dias depois que cessa a menstruação? E traz dois pombinhos ou duas rolas para fazer expiação pelo pecado? Qual pecado? A coisa mal explicada vai mais longe. A mulher grávida ficava imunda. Jeová disse a Moisés: “Fala aos filhos de Israel, dizendo: Se uma mulher conceber e tiver um varão, será imunda sete dias, assim como nos dias  da separação da sua enfermidade será imunda. E no dia oitavo se circundará o menino na carne do seu prepúcio. Depois ficará ela trinta e três dias no sangue da sua purificação; nenhuma coisa santa tocará, e não virá  ao santuário até se cumprirem os dias da sua purificação.Mas, se tiver uma fêmea, será imunda duas semanas: depois ficará sessenta e seis dias no sangue da sua purificação. E, quando forem cumpridos os dias da purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado” (Lv. 12:2-6). E para completar o assunto, lemos no livro de Jó: “Como pois, seria o homem perante deus, e como seria puro aquele que nasce de mulher?” (Jó 25:4)“Quem do imundo tirará o puro? Ninguém” (Jó 14:4). E lemos também em Malaquias 2:15“E não fez ele somente um, sobejando-lhe o espírito? E por que somente um? Ele buscava uma semente de piedosos; portanto guardai-vos em vosso espírito, e ninguém seja desleal para com a mulher da sua mocidade”. Ora,  se a semente da cópula do homem é imunda e torna a mulher imunda pela cópula. E se também, o sangue da menstruação da mulher é imundo, e torna a mulher imunda sete vezes mais que a semente da cópula, isto é, o esperma. A menstruação é também chamada ovulação, pois nada mais é que organismo feminino lançando fora os óvulos velhos, para produzir outros novos. Pelo mecanismo da cópula o espermatozóide masculino imundo por natureza, fecunda o óvulo imundo da mulher. A criança que nasce, macho ou fêmea, é imundo, sendo o período de purificação da mulher por menino quarenta dias, mas se for menina, serão oitenta dias de purificação, e é feito um sacrifício pelo pecado de haver nascido o filho, pois a criança nascida é imunda. Queremos fazer três observações:

1) Por que o nascimento de uma menina torna a mãe oitenta dias imunda, sendo que, se for menino, só será imunda a mãe por quarenta dias? A mulher é mais imunda que o homem? Incoerência. Jeová fez discriminação entre homens e mulheres.

2) Dar a luz filhos é pecado? Deus criou macho e fêmea, e lhes deu a ordem mais sublime, e abençoando-os. “E criou Deus o homem a sua imagem; à imagem de Deus os criou. E Deus os abençoou, e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn. 1:27-28). Na narrativa da criação, a procriação é bênção de Deus, e Jeová, na sua lei declara que a procriação é coisa imunda? Incoerência. Parece que Jeová não estava presente no capítulo um de Gênesis. Aliás, o tetragrama (nome de Jeová) só aparece nos capítulos dois e três de Gênesis. O fato é que Jeová exigiu sacrifício para expiar o pecado da mulher dar a luz o filho imundo para Jeová.

3) A semente do marido é imunda; o óvulo da mulher também é imundo e o dobro do tempo. A criança nascida é também imunda, sendo o parto pecaminoso e imundo de tal maneira, que o casal oferece sacrifícios para expiar o pecado, e para purificação, tanto dos pais, como também do bebê recém- nascido.

Neste “show” de imundície, Jeová declara que os filhos são sua herança para o casal? A herança de Jeová é imunda? O texto diz: “Eis que os filhos são herança de Jeová, e o fruto do ventre o seu galardão” (Sl. 127:3). Galardão imundo? Incoerência.

No Novo Testamento, dar à luz filhos é um ato tão sublime, que o apóstolo Paulo afirma que a mulher cristã será salva pelo ato de dar à luz a filhos (I Tm. 2:15). Não há nada mais sublime do que uma mãe dar à luz o filho sonhado, esperado, e enfim nascido.

No livro de Hebreus lemos: “Venerado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula” (Hb.  13:4).Que é leito sem mácula? É o leito onde não há esperma imundo, nem ovulação imunda, nem filhos imundos, porque Deus, o Pai, é Pai de família, e é o Deus de todas as famílias, mesmo as dos não cristãos. Paulo assim se exprime: “Por causa disso me ponho de joelhos perante o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome” (Ef. 3:14-15). No leito sem mácula não há filhos imundos, mas santos (I Co. 7:12-14). Agora no Novo Testamento encontramos coerência.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(196) – JESUS CRISTO É O MESMO, ONTEM, E HOJE, E ETERNAMENTE

JESUS CRISTO É O MESMO, ONTEM, E HOJE, E ETERNAMENTE

(Heb.13:8)

 

Vamos delinear o caráter sublime de Jesus, e a sua configuração espiritual, através de textos extraídos dos quatro evangelhos, e também das epístolas escritas pelos apóstolos. Os homens que escreveram o Novo Testamento estavam cheios do Espírito Santo, e por isso aceitamos como verdades o que escreveram, pois Pedro disse: “A profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pd. 1:21).

  1. Jesus disse: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt. 11:29). Sabemos que a mansidão e a humildade são virtudes cultivadas com perseverança.
  2. Jesus, sendo rei e Deus, se fez servo de todos. Ele declarou: “O filho do homem também não veio para ser servido, mas para servir” (Mc. 10:45).
  3. Jesus perdoou a todos, tanto pecadores, inimigos e prostitutas. Era perdoador. Perdoou uma mulher adúltera e já condenada ao apedrejamento (Jo. 8:3-11). Perdoou uma meretriz (Lc. 7:36-50). Perdoou os seus algozes (Lc. 23:34).
  4. Jesus era cheio de compaixão para com os pobres e doentes (Mt. 14:14-21). Jesus Cristo sempre foi, é, e será o pão dos pobres e dos pecadores (Mt. 15:29-32).
  5.     O amor com que Cristo amou os perdidos é tão grande, que deu a sua vida para salvá-los. “O qual se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus, nosso Pai” (Gl. 1:4).
  6. Sua bondade era tão manifesta, que um jovem judeu e religioso ao extremo lhe disse: “Bom mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna? Jesus disse-lhe: Porque me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Deus” (Mt. 19:16-17).
  7.  Jesus, com apenas sua presença, transmitia paz e vida. Lázaro, irmão de Maria e Marta, estava doente e morreu. Quando Jesus chegou, Marta lhe disse: “Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido” (Jo. 11:21). Mais tarde, falando da sua partida deste mundo, declarou:  “Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração nem se atemorize” (Jo. 14:27).
  8.   Jesus não se queixava, não se lamentava da sorte, não acusava ninguém, mesmo os que o crucificaram. O profeta Isaías nos disse: “Ele foi oprimido, mas não abriu a sua boca: como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, ele não abriu a sua boca” (Is. 53:7).
  9. Na sua incomensurável piedade não julgava ou condenava ninguém, mesmo os que não o aceitavam. “E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” (Jo. 12:47). Tão diferente de Jeová; pois no Salmo sete lemos: “Se o homem se não converter, Jeová afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado. E já para ele preparou armas mortais, e porá em ação as suas setas inflamadas” (Sl. 7:12:13).
  10. Jesus, na sua modéstia, não gostava de aparecer para ser aplaudido. Certa feita disse: “Eu não recebo testemunho dos homens” (Jo. 5:50). Também nestes pontos Jeová era diferente de Jesus, pois criou Israel para sua glória (Is. 43:7; Jr. 15:11). E aceitava também o testemunho de homens (Is. 43:10-12; 44:8).
  11. O Senhor Jesus Cristo não acusava ninguém. “Não cuideis que eu vos hei de acusar diante do pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vos esperais” (Jo. 5:45). O livro do Apocalipse declara que quem acusa é o diabo (Ap. 12:9-10). No Velho Testamento quem acusava era Jeová, pois acusou Adão e Eva (Gn. 3:16-19). Acusou os Sodomitas (Gn. 13:13). Acusou os antediluvianos (Gn. 6:1-7).Acusou seu povo Israel. (Dt. 32:18-19). Acusou Davi (II Sm. 12:7-
  12. Sendo Juiz, e vendo a maldade dos homens, se fez advogado para tentar salvá-los. “O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o Juízo” (Jo. 5:22). E o apóstolo do amor, João, declarou: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (I Jo. 2:1).

Gastar-se-iam dezenas de folhas para enumerar as facetas deslumbrantes do caráter de Cristo. Uma coisa, porém, é certa. De acordo com Hebreus 13:8, Jesus jamais mudará; pois é o mesmo ontem, e hoje, e eternamente.

 

Vejamos agora o Jesus Cristo revelado no livro do Apocalipse:

 

  1. O Cristo do apocalipse acusa as pessoas e as condena (Ap. 2:4-5).
  2. Contrariando Lucas 22:31-32, Jesus permite que o diabo aprisione os santos (Ap. 2:10).
  3. Imitando o espírito vingativo de Jeová, mata os filhos de Jezabel, porque esta se prostituía (Ap. 2:20-23; Is. 14:21).
  4. Jesus afirmou que o diabo é ladrão das almas, pois tira a vida não dando chance de arrependimento. E no apocalipse lemos que Jesus vem como ladrão de almas, e não dando mais tempo de vida para conversão ou arrependimento (Ap. 3:1-3). Quem rouba almas é Satã. A palavra ladrão é usada para o fim do mundo, quando Jesus vem sem avisar, é isto o dia do Senhor (I Ts. 5:1-4). O último dia será como ladrão da noite, mas não se trata de roubo de almas.
  5. O apocalipse revela o Jesus iracundo, e não o manso cordeiro. No dia final os homens clamarão. “E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, escondei-nos, do rosto daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do cordeiro; porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir?” (Ap. 6:16-17). Lendo sobre as sete taças da ira de Deus, não encontramos o Deus que é amor, e o Cristo misericordioso. Deus é pai, e o pai sofre quando os filhos perecem (Ap. 16:1-21).
  6. O Jesus que manda não revidar um bofetão; e que manda dar a capa a quem nos tira o vestido(Mt. 5:38-42), volta agora a ensinar a vingança do olho por olho? (Mt. 5:38-42). Jesus deixou de ser o mesmo ontem, e hoje, e eternamente? Não podemos crer nisso.
  7. Jesus ensinou a humildade, o amor à virtude, a renúncia do ego e do mundo. Pelo Apocalipse vai levantar os crentes como tiranos, para reinar sobre a terra com vara de ferro? (Ap. 2:26-27). Pois saibam os cristãos que estes dois versos foram acrescentados, pois não fazem parte do original grego.
  8. O apóstolo João, que os teólogos afirmam ter escrito o Apocalipse, exorta na sua primeira epístola a darem os cristãos a sua vida pelo próximo (I Jo.  3:16). No apocalipse, as testemunhas de Jesus matam (Ap. 11:3-5). E tem poder, dado por Jesus, para ferir a terra com toda as pragas (Ap. 11:6).
  9. João afirma que os cristãos vencem o maligno, e no Apocalipse a besta vence os santos (I Jo. 2:13-14; Ap. 13:7).
  10.  Jesus condenou o olho por olho, isto é, a vingança, e agora adota esse método? (Mt.      5:38-42; Ap. 13:9-10).

 

O Jesus Cristo do Apocalipse não é o mesmo dos evangelhos. Como Jesus Cristo não muda, não é o Cristo do Apocalipse. Todos os comentários bíblicos revelam que no início da Igreja havia certeza de que não foi o Apóstolo João que o escreveu, mas um certo João da Ásia menor. O grego usado por João no seu  evangelho e nas suas três epístolas, é diferente do grego do Apocalipse, pois o escritor do apocalipse conhecia bem o hebraico e muito mal o grego, ao passo que João falava perfeitamente o grego. Na bíblia de Jerusalém, há, na introdução ao Apocalipse, uma explicação convincente sobre o assunto. Jesus, entretanto, falou que surgiriam no fim falsos Cristos, e enganariam a muitos (Mt. 24:4-5; 24:24).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(195) – JARDIM REGADO III

JARDIM REGADO III

 

Águas, na Escritura, simbolizam multidão de povos. “As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos e multidões, e nações, e línguas” (Ap. 17:15). Sendo assim, os rios são figura das nações e reinos poderosos. Os afluentes são os pequenos reinos que servem os dominadores e tiranos. Os grandes conquistadores da antigüidade são descritos na Escritura como rios. O Egito, o reino das fabulosas pirâmides, o reino encantado dos Faraós, povo evoluído em medicina, astronomia, matemática, etc. é comparado ao rio Nilo, por causa das conquistas. Assim falou Jeremias: “Quem é este que vem subindo como o Nilo e cujas águas se movem como os rios. O Egito vem subindo, como o Nilo, e as suas águas se movem como os rios; ele disse: Subirei, cobrirei a terra, destruirei a cidade, e os que habitam nela” (Jr. 46:7-8). O profeta Ezequiel nos revela que Faraó é figura de Satanás, pois o dragão é o diabo, ou Satanás, como lemos em Ap. 12:9. “Assim diz o Senhor Jeová: Eis-me contra ti, ó Faraó; rei do Egito, grande dragão, que repousa no meio dos teus rios, e que dizes: O meu rio é meu, e eu o fiz para mim” (Ez. 29:3).

Quando Jeová levou Jacó e sua família para o Egito, época em que José era o braço direito do dragão, isto é, Faraó, Jeová estava levando o futuro povo de Israel para serem gerados nas mãos do dragão, que no começo atrai com manjares, e no fim escraviza e corrompe. Subiram ao Egito, a convite do dragão, sessenta e seis almas (Gn. 46:26). No tempo da escravidão eram perto de dois milhões de escravos, edificando as cidades do dragão, isto é, de Faraó, que foram corrompidos no Egito, Moisés o declara: “Não fareis segundo as obras do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canãa, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos” (Lv. 18:3). O Rio Nilo é um dos quatro rios figurados em Gn. 2:10-14.

O segundo rio a regar o Jardim do Éden, é o Rio Jordão. O Jordão? Sim, o Jordão, pois este rio banhava as cidades de Sodoma e Gomorra. Quando Abraão o Ló se separaram, este escolheu a campina do Jordão. “E levantou Ló os seus olhos, e viu toda a campina do Jordão, que era toda bem regada, antes de Jeová ter destruído Sodoma e Gomorra. E era como o Jardim de Jeová; como a terra do Egito, quando se entra em Zoar” (Gn. 13:10).

O Rio Jordão é símbolo de corrupção e morte. A  interpretação teológica  sobre o Rio Jordão, é que, como Israel cruzou o Jordão para entrar em Canãa, e as águas se abriram; assim também, os cristãos salvos por Jesus Cristo passarão pelo Jordão da morte para entrarem na Canãa celestial. Esta idéia foi usada por John Bunian no seu famoso livro, “O Peregrino”.

Acontece que Canãa era habitada pelos Cananeus, povo Sodomita. “E foi o termo dos Cananeus desde Sidon, indo para Gerar, até Gaza, indo para Sodoma, e Gomorra, e Admá, e Zeboim, até Lasa” (Gn. 10:19).Jeová não expulsou os cananeus sodomitas da terra de Canãa, e assim Israel foi regado no Jardim de Jeová por escravidão e sodomia. Este é o segundo rio do Jardim do Éden. No livro dos Juízes lemos:“Estas são as nações que Jeová deixou ficar para por elas provar a Israel” (Jz. 3:1). Foram elas: “Cinco príncipes dos filisteus, e todos os cananeus, e sidônios, e heveus, que habitavam as montanhas do Líbano” (Jz. 3:3). Por 400 anos Israel conviveu com os cananeus, sodomitas, dos quais cento e quatorze como cativos obrigados a todo tipo de violência e degeneração. Os sete cativeiros foram: Juízes 3:8 (oito anos); 3:14  (dezoito anos); 4:3 (vinte anos); 6:1 (sete anos); 10:7-8 (dezoito anos); 13:1(quarenta anos). Foram cento e onze anos regados por sodomia na marra. O cativeiro de Abimeleque de três anos, foi diferente (9:22). Jesus jamais entregaria os cristãos, seu povo, como cativos dos sodomitas. Ao contrário, Jesus liberta os que Jeová entregou (I Co. 6:10-11).

O terceiro rio usado por Jeová para regar o seu Jardim do Éden, foi a Assíria. “Eis que Jeová fará vir sobre eles as águas de um rio, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria com toda a sua glória; e subirá sobre todos os seus leitos, e transbordará por todas as suas ribanceiras, e passará a Judá inundando-o até o pescoço” (Is. 8:7-8). Esta profecia de Isaías se cumpriu em II Reis 17:19-23. No cativeiro assírio, as dez tribos do reino do norte desapareceram totalmente, restando apenas o reino do sul, isto é, Judá, onde está a cidade de Jerusalém, onde Jeová habita. “E alguns dos chefes, dos pais, vindo à casa de Jeová (Templo de Salomão), que habita em Jerusalém”(Esd. 2:68). “Bendito seja Jeová desde Sião, que habita em Jerusalém” (Sl. 135:21).

O reino do norte foi anexado ao império da Assíria, e absorvido pela sua idolatria e pelos seus costumes indecentes. Foi assim Israel regado pelo terceiro rio do Jardim de Éden. Este é o rio Tigre.

O quarto rio é o Eufrates, que passava por dentro da cidade de Babilônia. Assim como Jeová destruiu Israel, pelos exércitos Assírios, pois Jeová se auto denomina Jeová Tzebaot (Jeová dos Exércitos), pretendia liquidar também o reino de Judá. “E disse Jeová: Também a Judá hei de tirar de diante da minha face, como tirei Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que elegi, como também a casa de que disse: Estará ali o meu nome” (II Rs. 23:27). E como Jeová executou o seu plano destruidor, o profeta Jeremias declara o que Jeová falou: “Eu fiz a terra, o homem, e os animais que estão sobre a face da terra, pelo meu grande poder, e com o meu braço estendido, e a dou aquele que me agrada em meus olhos. E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, meu servo; e ainda até os animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações, o servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele. E acontecerá que, se alguma nação e reino não servirem o mesmo Nabucodonosor, rei de Babilônia, e não puserem o seu pescoço debaixo do jugo do rei de Babilônia, visitarei com espada, e com fome, e com peste essa nação, diz Jeová, até que a consuma pela sua mão” (Jr. 27:5-8). É estranho, que sendo o Deus Pai revelado por Jesus, o Deus bom, e que quer salvar todos os homens (Mt. 19:16-17; Jo. 3:16; I Tm. 2:3-4), seja o mesmo Jeová, que se  agradava das crueldades e matanças do rei Nabucodonosor, e ainda o chama de servo. Não dá para engolir essa. E destruiu a fogo Jerusalém e o Templo. “E queimaram a casa de Jeová, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo, destruindo também todos os seus preciosos vasos. E os que escaparam da espada levou para a Babilônia; e fizeram-se escravos dele e de seus filhos, até ao tempo da Pérsia” (II Cr. 36:19-20). O mais monstruoso e inacreditável, é que, Nabucodonosor, rei da Babilônia, agradava aos olhos de Jeová; assim é com Satanás. É por isto que Satã, ao tentar Jesus, disse: “Todos os reinos do mundo me foram entregues” (Lc. 4:5-8). É de arrepiar os cabelos. Se Jeová entregou o justo Jó nas mãos de Satanás, é claro que entrega os maus e pecadores. E, se alguém se rebelar, o próprio Jeová destrói; pois destruiu os dois reinos dele, criados para sua glória (Is. 43:7).

Jeová não vai ter mais caridade pelos gentios do que pelos judeus. Em Isaías 14:4, 11-15, está a profecia contra o diabo, de quem Nabucodonosor é figura. Em Gn. 2:8-14, o projeto de Jeová nunca foi regar o seu jardim com amor e bondade, mas sim com corrupção, sodomia, escravidão maligna, vinganças e maldições. Assim foi regado o Jardim do Éden. E foi tão inútil esse método que Jeová os rejeitou a todos, e os destruiu.

Reflitamos na obra salvadora de Jesus Cristo. “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação” (Hb. 2:3).

 

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(194) – JARDIM REGADO II

JARDIM REGADO II

 

Já vimos no folheto nº 1, que o Jardim do Éden de Jeová existiu no tempo em que floresceram quatro povos. Israel em Canãa, os egípcios dos Faraós, os Assírios e os babilônicos. Nesse período da história de aproximadamente mil anos, foi assentado o Jardim do Éden de Jeová como revela Ezequiel 31:1-9. Tudo o que está narrado nos capítulos dois três de Gênesis, forma um conjunto de figuras cuidadosamente elaboradas, cujo fim era provar a divindade de Jeová (Sl. 78:2).

A primeira figura de alguém muito grande foi Adão; quem nos revela isso é o apóstolo Paulo. “No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão, o qual é figura daquele que havia de vir” (Rm. 5:14). Adão não é figura de Cristo, pois nada tem a ver um com o outro. São dois Adãos, mas um é animal, e outro espiritual (I Co. 15:46). O primeiro pecou; Jesus, o último Adão, não pecou (I Pd. 2:22). O primeiro lançou a culpa sobre Eva, sua mulher (Gn. 3:12); Jesus tomou sobre si os pecados da igreja (I Pd. 2:24). Adão deixou como herança a morte dos seus descendentes (Rm. 5:12, 17). Jesus, o último Adão, deixou como herança a vida eterna. Adão de modo nenhum, pode ser figura de Jesus Cristo, mas é figura de outro, tão grande como Jesus, que deveria vir e não veio (Rm. 5:14). Na realidade, veio, mas não cumpriu a missão para a qual fora designado. Mudou tudo; estragou toda a criação. Paulo é quem afirma. “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou. Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus” (Rm. 8:20-21).

Vamos partir da idéia que um simples homem de Neandertal não teria poder para transmitir à toda a raça humana, maldição, condenação e morte. Teria de ser alguém grande para arrastar a criação ao caos.

Adão é o cabeça da raça humana e o diabo também. “E o diabo, levando´-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lc. 4:5-6).

 

  1. Adão, o cabeça, é a figura do diabo; Eva é figura  de Israel que tem como cabeça o diabo. “Vós tendes por pai o diabo” (Jo. 8:44)
  2. Assim como Eva saiu de Adão e se entregou à serpente (Satã), Israel saiu de Jeová e se entregou ao diabo, pois Jesus disse: “Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos do vosso pai. Ele foi mentiroso e homicida desde o princípio” (Jo. 8:44).
  3. Adão era marido de Eva, e Jeová o marido de Israel. “Porque o teu criador é o teu marido; Jeová dos Exércitos é o seu nome” (Is. 54:5). Israel, porém, se prostituiu com os diabos (Dt. 32:17).  Jeová repudiou Israel como o marido repudia a mulher adúltera e Israel passou a ser amante dos demônios (Sl. 106:37). “Assim diz Jeová: Onde está o libelo do divórcio de vossa mãe, pelo qual eu repudiei?” (Is. 50:1).
  4. Adão vivia com Eva no Jardim do Éden (Gn. 2 e 3). Israel, esposa de |Jeová era amante do diabo, e conviveram os três no segundo Jardim do Éden, até o divórcio, isto é, os dois grandes cativeiros. Esta foi a vingança de Jeová. “Porque trarei a espada sobre vós que executará a vingança do concerto; e ajuntados estareis nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo” (Lv. 26:25).
  5. Adão era o guarda do Jardim do Éden. “E tomou Jeová o homem, e o pôs no Jardim do Éden, para o lavrar e o guardar” (Gn. 2:15). Jeová é o lavrador de Israel. “E todos os do teu povo serão justos, para sempre herdarão a terra; serão renovos por mim plantados, obra das minhas mãos” (Is. 60:21). “Acerca dos tristes de Sião, que se lhes dê ornamento por cinza, óleo de gozo por tristeza, vestido de louvor por espírito angustiado; afim de que se chamem árvores de justiça, plantação de Jeová” (Is. 61:3). E como Adão era também o guarda do jardim, Jó diz de Jeová: “Se pequei, que te farei ó guarda dos homens? Porque fizeste de mim um alvo para ti?” (Jó 7:20). Jeová era o guarda dos justos. “Vós, que amais a Jeová, aborrecei o mal; ele guarda as almas dos seus santos, e os livra das mãos dos ímpios” (Sl. 97:10).O que complica a justiça de Jeová é o fato de não ter guardado Jó. E também não guardou Israel, pois o diabo ou Satanás, um anjo caído, dominou a criação. Jeová se auto denomina o Todo-poderoso El Shaday, e disse: “Porque Jeová dos exércitos o determinou; quem pois o invalidará? E a sua mão estendida está; quem pois a fará voltar atrás?” (Is. 14:27). Assim como Jeová entregou Jó na mão do diabo, também entregou Israel a Satã (Jó 2:6, Jz. 6:1; 13:1).
  6. Eva se prostituiu com a serpente (Ap. 12:9 revela que a serpente é o diabo ou Satanás). Israel, a mulher de Jeová, se prostituiu com os diabos e demônios (Gn. 3:1-6). “E nunca mais sacrificarão os seus sacrifícios aos demônios, após os quais eles se prostituem” (Lv. 17:7). “Sacrifícios ofereceram aos diabos, não a Jeová; aos deuses que não conheceram” (Dt. 32:17).
  7. Adão lançou a culpa sobre Eva. “Então disse Adão a Deus: A mulher que me deste por companheira, ela me deu da árvore e eu comi” (Gn. 3:12). Jeová lançou culpa sobre Israel. “Ai da nação pecadora, do povo carregado de iniquidade, da semente de malignos, dos filhos corruptores; deixaram a Jeová” (Is. 1:4).
  8. Adão não preservou sua mulher da astúcia de Satanás, a serpente (Gn.3:1-6). Jeová também não preservou sua mulher, isto é, o povo de Israel do mal. “Porquanto deixaram a Jeová e serviram a Baal e a Astarote, a ira de Jeová se acendeu contra Israel, e os deu na mão dos roubadores, que os roubaram; e os entregou na mão dos seus inimigos ao redor, e não puderam mais estar em pé diante dos seus inimigos” (Jz. 2:14).
  9. Adão legou maldição à descendência. “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz da tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei dizendo: Não comerás dela; maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida. Espinhos e cardos também, te produzirá, e  comerás a erva do campo. No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó, e em pó te tornarás” (Gn. 3:17-19). Jeová também legou maldição ao seu povo (Dt. 28:15-68). Mil e seiscentos anos depois, o apóstolo Paulo disse: “Todos aqueles pois que são das obras da lei estão debaixo de maldição”(Gl. 3:10). As obras  da lei são o esforço do homem em cumprir a lei, obedecendo nos mínimos detalhes.
  10. Adão legou a morte aos descendentes todos. “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso que todos pecaram”(Rm. 5:12). Jeová é o criador do concerto da morte. Paulo declarou: “A nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito, porque a letra mata, mas o Espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira  que os filhos de Israel, não podiam olhar a face de Moisés” (II Co. 3:5-7). É a glória da morte, pois Jeová foi glorificado quando destruiu e matou todos os homens do Egito(Ex. 14:4, 17; Ex. 14:27-31).
  11. Adão comeu da árvore da ciência do bem e do mal, e se tornou como deus (Gn. 3:1-6). “Então disse Jeová Elohim: “Eis que o homem é como um de nós, sabendo o bem e o mal” (Gn. 3:22).

O bem  e o mal saem de Jeová. “Porventura da boca do altíssimo não sai o mal e o bem? (Lm. 3:38). E o mal, em Jeová, é mais forte que o bem, pois Jeová se arrepende do bem que prometeu, para dar lugar ao mal. “Se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos a minha voz, então me arrependerei do bem que tinha dito lhes faria. Ora fala agora, aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz Jeová: Eis que estou forjando um mal contra vós” (Jr. 18:10-11). Jeová certamente, também comeu da árvore da ciência do bem e do mal. Jesus Cristo, entretanto, só fez e faz o bem (At. 10:38). E o Pai também (Tg. 1:17). É por isso que o Pai e o Filho nada tem a ver com o primeiro e mau Adão, Jeová e o diabo. É interessante notar que em Gn. 3:1-8 conviviam juntos, Adão, Eva, a serpente e Jeová, entre as árvores. No segundo Jardim do Éden aconteceu da mesma forma, e onde estiver Jeová, Satanás, o homem e a mulher, Satanás vence. A obra de Cristo é resgatar do diabo.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(193) – JARDIM REGADO – I

JARDIM REGADO – I

     “Lembrai-vos das coisas passadas desde a antigüidade; que eu sou deus, e não há outro deus, não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não aconteceram”  (Is. 46:9-10). Quem está falando é Jeová ou Iavé; ou El Elion, ou El Shaday, ou Adonay, pois todos estes nomes designam o mesmo deus de Velho Testamento.

Vamos estudar a coisa mais antiga que Jeová fez: o jardim de Éden. Leiamos a descrição bíblica. “E plantou Jeová deus um jardim no Éden, da banda do oriente; e pôs ali o homem que tinha formado. E Jeová deus fez brotar da terra toda a árvore agradável à vista, e boa para comida; e a árvore da vida no meio de Jardim, e a árvore da ciência do bem e do mal. E saía um rio do Éden para regar o Jardim; e dali se dividia e se tornava em quatro braços. O nome do primeiro é Pisom; este é o que rodeia a terra de Havilá onde há ouro. E o ouro dessa terra é bom; ali há bdélio, e a pedra de sardônica. E o nome do segundo rio é Giom. Este é o que rodeia toda a terra de Cusi. E o nome do terceiro rio é o Tigre; este é o que vai para a banda do oriente da Assíria. E o quarto rio é o Eufrates. E tomou Jeová deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e o guardar. E ordenou Jeová deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do Jardim comerás livremente. Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, morrerás” (Gn. 2:8-17). Isto aconteceu mais ou menos 3.360 anos  antes do profeta Ezequiel, que viveu nos dias de Nabucodonosor e do cativeiro do reino de Judá. Pois Ezequiel escreveu o seguinte, da parte de Jeová:“Filho do homem, diz a Faraó, rei do Egito, e a sua multidão: A  quem és semelhante na tua grandeza? Eis que a Assíria era um cedro no Líbano, de ramos formosos, de sombrosa ramagem e de alta estatura, e o seu topo estava entre os ramos espessos. As águas o fizeram crescer, o abismo o exalçou; as suas correntes corriam em torno da sua plantação, e ela enviava os regatos a todas as árvores do campo. Por isso se elevou a sua estatura sobre  todas as árvores do campo, e se multiplicaram os seus ramos, e se alongaram as suas varas, por causa das muitas águas que enviava. Todas as aves do céu se aninhavam nos seus ramos, e todos os animais do campo geravam debaixo dos seus ramos, e todos os grandes povos se assentavam à sua  sombra. Assim era ele formoso na sua grandeza, na extensão dos seus ramos, porque a sua raiz estava junto a muitas águas. OS CEDROS NÃO O PODIAM IGUALAR NO JARDIM DE DEUS; AS FAIAS NÃO IGUALAVAM OS SEUS RAMOS, E OS CASTANHEIROS NÃO ERAM COMO OS SEUS RENOVOS; NENHUMA ÁRVORE NO JARDIM DE DEUS SE ASSEMELHOU A ELE NA SUA FORMOSURA. FORMOSO O FIZ COM A MULTIDÃO DOS SEUS RAMOS; E TODAS AS ÁRVORES DO EDEN, QUE ESTAVAM NO JARDIM DE DEUS, TIVERAM INVEJA DELE” (Ez. 31:2-9).

Como no início da profecia, Jeová disse: “A QUEM É SEMELHANTE FARAÓ E SUA MULTIDÃO NA SUA GRANDEZA? (Ez. 31:2). O final da profecia diz: “A quem pois és semelhante em glória e em grandeza entre as árvores do Éden? Todavia descerás com as árvores do Éden à terra mais baixa; no meio dos incircuncisos jazerás com os que foram traspassados à espada; ESTE É FARAÓ E TODA A SUA MULTIDÃO, DIZ Jeová” (Ez. 31:18).

O capítulo 31 de Ezequiel nos faz a seguinte e fantástica revelação: No tempo dos grandes guerreiros houve o segundo jardim do Éden. Na realidade existiram dois jardins do Éden, e o primeiro, narrado no capítulo dois do livro de Gênesis, foi apenas a figura, ainda que os personagens existiram, assim como o lugar. Jeová disse: “Abrirei a minha boca numa parábola; proporei enigmas da antigüidade” (Sl. 78:2).Ezequiel, o profeta, nos dá a chave para decifrar o enigma. Mas primeiro vamos localizar o Jardim do Éden pela narrativa bíblica.

O primeiro rio, o Pison, é o rio Jordão, que rodeia a terra de Havilá. Havilá  era uma região do lado do Jordão onde Saul venceu os amalequitas  (I Sm. 15:7). Amaleque foi neto de Esaú, filho de Isaque (Gn. 36:12). O segundo rio é o Gion, este é o que rodeia a terra de Cusi que ficava onde é a Etiópia, perto do rio Nilo. O terceiro rio é o Tigre, onde estava  a Assíria. O quarto é o Eufrates, rio que passava por dentro da cidade da Babilônia. A primeira parte do enigma de Jeová, é que os quatro rios que regavam o Jardim do Éden são quatro nações. O Egito simbolizado no rio Nilo ou Gion.  O segundo povo são os cananeus, na terra de Canaã, simbolizado no rio Jordão. O terceiro é o rio Tigre ou a Assíria; e o quarto rio é o Eufrates ou Babilônia, do grande Nabucodonosor.

Analisamos a profecia de Ezequiel, comparando com a narrativa de Moisés em Gênesis, capítulo dois. Assim como no primeiro Jardim havia muitas árvores, no segundo Jardim do Éden, as nações e os reinos eram as árvores do Jardim. A primeira árvore que se destacou, cujo topo sobressaia sobre as outras foi a Assíria, o Cedro de Líbano (Ez. 31:3).

Águas na Bíblia são povos e multidões (Ap. 17:15). Ezequiel diz: “As águas o fizeram crescer, o abismo o exalçou.(Abismo é um buraco negro e sem fundo). O rei da Assíria enviava seus regatos a todas as árvores do campo.(Ez. 31:4). Os regatos eram os exércitos assírios enviados para as conquistas, afim de aumentar o império pela força. As aves do céu se aninhavam nos seus ramos (Ez. 31:6). Aves simbolizam demônios. Jesus é quem no-lo diz na parábola do semeador. “Uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves e comeram-na” (Mt. 13:4). Explicando a parábola, Jesus disse: “Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração, este é o que foi semeado ao pé do caminho” (Mt. 13:19). “O império Assírio cresceu em formosura por causa da extensão dos seus ramos, pois a sua raiz estava junto a muitas águas” (Ez. 31:7). “Nenhuma árvore no Jardim do Eden de deus se assemelhou a Assíria na sua formosura”, isto é, nenhum reino ou nação se assemelhava a Assíria (Ez. 31:8).

Neste ponto Jeová declara: “Formoso o fiz com a multidão dos seus ramos” (Ez. 31:9). Na realidade, o poderio, as conquistas, as mortandades, as crueldades, era tudo obra de Jeová. Assim como ele montou o primeiro Jardim do Éden, e colocou dentro Adão para lavrar e guardar, assim também, no verdadeiro jardim do Éden, colocou Adão, isto é, Israel para lavrar e guardar. Israel é o primogênito de Jeová, e Adão também (Ex. 4:22; Gn. 2:7). Os assírios eram impiedosos e cruéis. O rei vencido ficava de quatro como estrado para os pés do conquistador. Os degolados formavam montanhas de caveiras. Quem lê a história desse povo fica horrorizado. E Jeová declara: “Formoso o fiz com a multidão dos seus ramos” (Ez. 31:9). Depois Jeová pronuncia o Juízo: “Ao som da sua queda fez tremer as nações, quando o fez descer ao inferno com os que descem a cova” (Ez. 31:16).  Uma coisa é um homem se tornar mau porque vive entre os maus; outra coisa é ser criado mau por deus. Assim também, uma nação ou reino se torna guerreiro e impiedoso: outra coisa é ser formado ou criado por um deus impiedoso, cruel e guerreiro. Jeová criou a Assíria, povo cruel, guerreiro, corrompido, idólatra e impiedoso. E Faraó, também, obra das maõs de Jeová, teve o mesmo destino desgraçado  (Ez. 31:18). O apóstolo Paulo nos faz a seguinte revelação:“Deus, nos tempos passados, deixou andar as gentes em seus próprios caminhos” (At. 14:16). Enquanto Jeová manipulava os reinos deste mundo com guerras, pestes, mortandades e destruições, o Deus verdadeiro nada tinha a ver com aquelas barbaridades. Não é maravilhoso?

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(192) – A VERDADE – II

A VERDADE – 2

 

Jesus disse: “Se pois o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo. 8:36). Que é que Jesus está dizendo, ao falar com os judeus? Jesus estava dizendo que quando Jeová libertou Israel da escravidão do Egito, aquela libertação não foi verdadeira; e se não foi verdadeira foi falsa. Vejamos: todo o povo de Israel foi libertado, com mão forte e com braço estendido (Dt. 4:34). Essa libertação, porém, foi só física e exterior. Não houve libertação por dentro, isto é, no coração. Por isso, Estevão, o primeiro mártir, disse: “Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: Jeová vosso deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; e a ele ouvireis. Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no Monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida para no-las dar, ao qual nossos pais não quiseram obedecer, antes o rejeitaram, e em seu coração se tornaram ao Egito” (At. 7:37-39). Se o povo foi libertado fisicamente, mas tinha o coração no Egito, a libertação foi só aparente. A mulher de Ló foi libertada de Sodoma, mas como o seu coração ficou lá, e olhou para trás, pensando: “Que pena, lá era tão bom”. Como o povo não foi liberto no coração, Jeová os matou no deserto. “Mas quero lembrar-vos, como quem já uma vez soube isto, que havendo Jeová salvo um povo do Egito, destruiu depois os que não creram”. Somente dois se salvaram de um total aproximadamente de um milhão de pessoas (Jd. 5). Para deixar bem claro o raciocínio, pensemos um pouco: O povo ficou quatrocentos anos no Egito se corrompendo. Chega Jeová e liberta o povo, levando-os ao pé do Sinai, e lá, pela lei, proíbe o povo de fazer aquilo que estavam viciados e gostavam. Além disso, obrigou o povo a passar fome e sede no deserto. Com o estômago vazio, o povo sonhava com as cebolas do Egito. Isso foi um engodo de Jeová. Jeremias falou: “Ah! Senhor Jeová! Verdadeiramente trouxeste grande ilusão a este povo e a Jerusalém dizendo: tereis paz; pois a espada penetra-lhes até a alma” (Jr. 4:10).

Jesus, em contrário, liberta primeiro o coração, e a libertação total da parte física, isto é, da carne, só será possível com a ressurreição final. Paulo nos revela o seguinte: “Assim também a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo em corrupção; ressuscitará em incorrupção. Semeia-se em ignomínia, ressuscitará, em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscitará em vigor. Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual” (I Co. 15:42-44).

A libertação de Jeová trás à luz escravos, pois o homem não pratica o mal por proibição e por medo das maldições da lei (Dt. 28:15-68). Um homem liberto não torna mais ao vício. A lei de Jeová proíbe mas não liberta. O fato de proibir prova que não tem poder de cura ou libertação.

A liberdade da lei é falsa porque determina o que o homem pode fazer ou não. Diante da lei a iniciativa individual é anulada, e ninguém é livre para fazer o que quer, logo a lei fabrica escravos, e não livres. Vejamos a explicação de Paulo: “Dizei-me os  que quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei? Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava, e outro da livre. Todavia o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre por promessa. O que se entende por alegoria? Porque estes são os dois concertos; um do Monte Sinai; gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde a Jerusalém que agora  existe, pois é escrava com os seus filhos” (Gl. 4:21-25). Agar é figura do concerto da lei, que só produz escravos. Logo mais a frente, em continuação, Paulo diz: “Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se  deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça tendes caído” (Gl. 5:1-4). Por este texto de Paulo, dá para entender com clareza, que, quando Jesus diz: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo. 8:32), e também: “Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo. 8:32), Jesus se refere a libertação da lei de Jeová com seus malefícios. Vejamos alguns desses malefícios.

  1. A lei opera a ira, e não o amor (Rm. 4:15). “O amor não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal” (I Co. 13:5). “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (ICo. 13:7). O verdadeiro amor não se ira, não se irrita, não se vinga. O Pai não é o deus da ira e do furor vingativo, por isso Jesus nos ensinou dizendo: “Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos, bendizei aos que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e perseguem, para que sejais filhos de vosso Pai que está nos céus” (Mt. 5:42-45). E João, o apóstolo do amor, nos diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é  amor” (I Jo. 4:7-8). Como Jeová aborrece, isto é, odeia, Davi declara: “Não aborreço eu, Jeová; aqueles que te aborrecem, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? Aborreço-os com ódio completo; tenho-os por inimigos” (Sl. 139:21-22). Davi tinha um coração conforme o de Jeová, o deus que aborrece povos e homens. “Jeová ouviu isto e se indignou, e sobremodo aborreceu Israel” (Sl. 78:59). “Jeová prova o justo, mas sua alma aborrece o ímpio” (Sl. 11:5). Quando Jesus diz: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”,está dizendo que liberta de Jeová, pois os de Jeová são escravos do ódio, da guerra, da vingança, do olho por olho, e das maldições.
  2. Paulo afirma que pela lei vem o conhecimento do pecado (Rm. 3:20). Diz também que a força do pecado é a lei (I Co. 15:56). E revela que o salário do pecado é a morte (Rm. 6:23). E continua dizendo: “Não reine portanto o pecado em vosso corpo mortal, para que lhe obedecerdes em suas concupiscência” (Rm. 6:12). Ezequiel, o profeta diz: “A alma que pecar morrerá” (Ez. 18:4). Por estes textos podemos concluir que a lei é a base do império de Satanás. Na epístola aos hebreus, lemos sobre a gloriosa obra de Jesus Cristo: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisa, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos os que , com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos a servidão” (Hb. 2:14-15). A lei é a base do reino de Satanás então não é a base do reino de Deus. Isto é fantástico. Lucas diz: “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus” (Lc. 16:16). A lei não faz parte do reino da verdade, mas está ligado ao reino do pai da mentira. A lei não é da fé (Gl. 3:12). “Graças a Deus, o Pai, Cristo nos liberta da lei, da morte, do pecado e do diabo” (I Jo. 3:8) .

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(191) – A VERDADE – I

A VERDADE  1

 

Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo. 8:32). Os Judeus sabiam de cor a lei, os salmos, e os profetas, e Jesus insinua que não conheciam a verdade? Conhecendo de cor a lei de Jeová, eles tinham certeza de conhecer a verdade, pois o salmista diz: “A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade” (Sl. 119:142). O salmista declara que a lei de Jeová é a verdade, mas o apóstolo João diz: “Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo. 1:17). Aqui, João deixa claro que na lei não há verdade, pois se Moisés deu a lei e Cristo deu a verdade, Moisés não deu a verdade quando deu a lei. Analisemos o assunto comparando a lei com a verdade:

  1. A lei de Jeová não opera a justiça de Deus. “E de tudo o que, pela lei de Moisés não pudestes ser justificados, por Jesus é justificado todo aquele que crê” (At. 13:39). “Mas agora se manifestou sem a lei a justiça de Deus, tendo o testemunho da lei e dos profetas” (Rm. 3:21). “Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei” (Rm. 3:28). O apóstolo Paulo arremata o assunto, dizendo:“Porque, se dada fosse uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei” (Gl. 3:21).
  2. A lei anula a graça de Deus, isto é, a salvação. Na epístola aos Gálatas, Paulo diz: “Estai pois firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão: Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E de novo protesto a todo o homem, que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós que vos  justificais, pela lei; da graça tendes caído” (Gl.  5: 1-4). Se a lei anula a graça de Deus quando é guardada, é lógico que foi dada com esse objetivo por Jeová; pois mo Velho Testamento lemos que a lei é a verdade, mas não é (Sl. 119:142; Ml. 2:6). Lemos também que na lei de Jeová está a justiça de Deus (Sl. 119:142; Is. 51:7). Quando Jesus diz: Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará; refere-se ao engano da lei de Jeová.
  3. A lei aniquila as promessas de Deus, feitas no Novo Testamento. “Porque, se os que são da lei são herdeiros, logo a fé é vã e a promessa é aniquilada” (Rm. 4:14). Que promessa é aniquilada? “E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna” (I Jo. 2:25). Outra promessa é o Espírito Santo. “E, estando com eles, determinou- lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes. Porque, na verdade, João vos batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo” (At. 1:4-5). Qual a terceira promessa? “E por isso é mediador dum Novo Testamento, para que, intervindo a morte, para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” (Hb. 9:15). A lei é tão maligna, que anula três promessas feitas por Jesus. A vida eterna, o recebimento do Espírito Santo e a  herança eterna. Concluímos que a verdade, não está na lei.
  4. A lei foi dada por Jeová para ser contra o homem, e não a favor, isto é, a lei não ajuda, só atrapalha. A lei não é a ajuda que os homens precisam, mas é obstáculo. Disse Moisés, da parte de Jeová: “Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do concerto de Jeová vosso deus, para que ali esteja por testemunho contra ti”. (Deut.31:26). “Assim pois a palavra de Jeová lhes será mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento; regra sobre regra, um pouco aqui; um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, e se enlacem, e sejam presos” (Is. 28:13). “Pelo que também lhes dei estatutos que não eram bons, e juízos pelos quais não haviam de viver” (Ez. 20:25). “Por isso os abati pelos profetas; pela palavra da minha boca os matei” (Os. 6:5). Quando Jesus diz:“Conhecereis a verdade, e vos libertará”, está revelando que a verdade é que o Pai não é contra, mas a favor dos pecadores doentes, pois pecado é enfermidade da alma. Deus é a favor porque é Pai e ama as suas criaturas, e amou de tal maneira  que deu o seu Filho para salvar todo aquele que crê(Jo. 3:16). É por isso que Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo. 14:6).
  5. A lei de Jeová não aperfeiçoa o homem. “Pois a lei nenhuma coisa aperfeiçoou, e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus” (Hb. 7:19). Se a lei ao menos conservasse o homem, teria alguma utilidade, mas a lei corrompe. O apóstolo Paulo afirma isso. “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum; mas eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás. Mas o pecado, tomando ocasião pelo mandamento, obrou em mim toda a concupiscência” (Rm. 7:7-8). E Paulo vai mais longe, dizendo:“Quando estávamos na carne, as paixões do pecado, que são pela lei, obravam em nossos membros para darem fruto para a morte” (Rm.  7:5). O mesmo Paulo fecha o assunto. “Ora, o aguilhão da morte é o pecado e a força do pecado é a lei” (I Co. 15:56). O escritor da carta aos hebreus reduz a lei a nada.“Porque o precedente mandamento é obrigado por causa da sua fraqueza e inutilidade” (Hb. 7:18). A lei, em vez de fortalecer o homem contra o pecado, excita irresistivelmente para pecar. É por isso que Paulo disse: “Veio, porém, a lei para que a ofensa abundasse” (Rm. 5:20). Se Jeová conhecesse a verdade de Jesus Cristo, jamais colocaria o seu povo debaixo da lei. Cristo liberta os homens do jugo da lei e lhes dá o Espírito Santo, que é o único poder capaz de santificá-los, por isso Pedro declarou:

                 “Eleitos segundo a preciência de Deus, em santificação do Espírito, para obediência” (I  Pd. 1:2). E Paulo confirma dizendo: “Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, EM SANTIFICAÇÃO DO ESPÍRITO, E FÉ DA VERDADE” (II Tes. 2:13). Existe uma fé que não é a da verdade. É a fé em Jeová e no concerto da lei do velho testamento. É por isso que havia trevas no monte Sinai, quando Jeová, com sua própria boca, anunciava os seus dez mandamentos. “E vós chegastes, e vos pusestes ao pé do monte, e o monte ardia em fogo até ao meio dos céus, e havia trevas, e nuvens, e escuridão. Então vos anunciou ele seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos” (Dt. 4:11-13). As trevas fazem parte do reino de Satanás (At. 26:18).

Nós, porém, somos filhos da luz, porque Jesus Cristo é a verdadeira luz que veio a este mundo (Jo. 1:9; 12:46).

JESUS É A VERDADE ; JESUS É A ÚNICA VERDADE.

 

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(190) – AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ – IV

AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ 4

 

Autor e consumador é quem começou e concluiu tudo sem a participação de ninguém. É aquele que pratica e executa; todos só ficam sabendo no fim, quando ninguém pode alterar o projeto, pois está consumado irreversivelmente. O apóstolo Paulo assim  se refere ao assunto: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada essa graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou; para que agora,  pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades do céu” (Ef. 3:8-10).Esta declaração de Paulo deixa claro que no céu ninguém sabia nada do plano secreto de Jesus para salvar os perdidos. O Pai soube quando Cristo lhe pediu para realizá-lo. O Pai conhece, mas Jesus é o autor e consumador, por isso disse: “Por isso o pai me ama, porque dou a minha vida para tornar a tomá-la. Ninguém ma tira de mim, mas eu de mim  mesmo a dou; tenho poder para dar e para tornar a tomá-la” (Jo. 10:17-18). Sendo assim podemos propor algumas questões.

  1. As obras de Jesus Cristo são as obras de Deus. “Respondeu-lhes Jesus: tenho lhes mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por quais destas obras me apedrejais?” (Jõ. 10:32). “Não crês tu que eu estou no Pai e o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo não as digo de mim mesmo, mas do Pai que está em mim, é quem faz as obras. Crede-me que eu estou no Pai e o Pai esta em mim. Crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras” (Jo. 14:10-11). “Se não faço as obras de meu Pai, não me acrediteis. Mas se faço as obras, e não credes em mim, crede nas obras, para que conheçais e acrediteis que o pai está em mim e eu nele” (Jo. 10:37-38). A pergunta é: se Cristo veio para revelar e fazer as obras do Pai, e são essas obras que revelam o caráter amoroso do Pai, como Jeová veio antes de Cristo fazendo obras diferentes das do Filho, e tirando do Filho a autoria da obra de Deus? Se fizesse as obras do Pai, o Filho não seria o autor (Hb. 12:2). Mas fez obras maléficas. Colocou um espírito maligno em Saul (I Sm. 16:14-15). Feriu Mirian, irmã de Moisés com lepra (Nm. 12:9-10). A bandeira de Jeová era a peste mortífera (Hab. 3:5). Seu furor era o furor do inferno (Dt. 32:22). Não dá para enumerar as idéias brilhantes de Jeová para assolar e afligir. Mas estas não são as obras do Pai, e sim de Satanás.
  2. Jesus disse: “Todas as coisas me foram entregues por meu pai; e ninguém conhece o Filho senão o Pai; e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mt. 11:27). Se ninguém conhece o Pai senão o Filho, e só o Filho tem a graça para revelar o Pai, porque Moisés revelou Jeová ao povo de Israel e ao Egito, tirando a principal função do Filho? Moisés se tornou o autor da revelação do Pai antes de Cristo, mas só Cristo pode revelar o Pai. Como as obras de Jeová não são semelhantes às obras de Cristo, nada tem do Pai. E também, se o Pai entregou tudo nas mãos do Filho, e Jeová veio antes do  Filho, e fazendo obras que o Filho nunca fez, Jeová não é o Pai, mas é um … Os escribas e fariseus, servos de Jeová, disseram a Jesus: “Onde está teu Pai? Jesus respondeu: Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai” (Jo. 8:19). Quem conhece Jeová e não conhece a Jesus Cristo, não conhece o Pai.
  3. Deus, o Pai, nunca foi visto por ninguém (Jo. 1:18). Ninguém jamais viu a Deus (I Jo. 4:12). Estas foram palavras de João. Ouçamos as de Paulo: “Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível, a quem nenhum dos homens viu nem pode ver” (I Tim.6:16). A pergunta que fazemos é a seguinte: Se o Deus verdadeiro nunca foi visto pelo homem, como Jeová apareceu visivelmente antes do Filho de Deus descer a este mundo? Apareceu a Abrão afirmando que era o Todo Poderoso(Gn. 17:1). Os teólogos explicam que esse fenômeno foi uma teofania. Teofania é uma aparição irreal, como imagem da televisão, mas nós não afirmamos que não é uma teofania. Quem viu a teofania viu a Jeová. É como a fotografia do criminoso na televisão. Quem vê a imagem fica conhecendo o criminoso. No capítulo 18 de Gênesis, Jeová esteve com Abraão, e comeu uma boa vitela. Mas teofania não come vitelas (Gn. 18:1-8). Quem esteve com Abraão não foi o Pai, Jeová apareceu mais vezes (Ex. 24:9-11; 33:18-23).
  4. Jesus disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (Jo. 14:6). Filipe pediu a Jesus que lhe mostrasse o Pai, dizendo: “Senhor, mostra-nos  o Pai, o que nos basta. Disse-lhes Jesus: Estou a tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido Felipe? Quem me vê a mim vê o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai?” (Jo. 14:8-9). Se só se chega ao Pai através de Jesus Cristo, e por isso Ele é a porta (Jo. 10:9), como no Velho Testamento os homens tinham acesso a deus diretamente, sem ser através de Cristo? Quem vai a deus  diretamente, encontra um impostor, pois o Deus verdadeiro só pode ser encontrado em Jesus Cristo, o autor e consumador da fé.
  5. O apóstolo João revela que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas (I Jo. 1:5). Jesus, para revelar o Pai, disse: “Eu sou a luz que vim ao mundo, para que todo aquele que crê em mim não permaneça em trevas” (Jo. 12:46). Vendo a luz, os homens creram em Deus. Que luz é essa? Das boas obras. Se o Pai é luz, e nele não há trevas, como Jeová veio antes de Jesus, e manifestando-se em trevas? “E Moisés se chegou às trevas, onde Jeová estava” (Ex. 20:21). Jeová estava no monte Sinai ditando a lei, e havia trevas, fogo, escuridão e tempestade (Hb. 12:18; Dt. 4:11-12; 5:22-24). Jeová, se fosse o Pai, deveria se manifestar em luz e não em trevas, o que não aconteceu, mas veio antes de Jesus para confundir e enganar. Por isso Israel estava em trevas (Is. 9:2; Sl. 107:10-11; Is. 59:9-10).
  6. A herança dos filhos de Deus não é na terra, mas no céu. “Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus” (II Co. 5:1). “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para  uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós” (I Pd. 1:3-4). Paulo se refere ao assunto da seguinte forma. “E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial” (II Tm. 4:18). Se a nossa herança não é na terra, mas no céu, porque Jeová nada falou no Velho Testamento sobre esse reino? Por que prometeu só coisas terrenas, como descendência carnal, ouro, prata, poder, vitória nas guerras, e por último um reino neste mundo? Se Jeová fosse o Pai, o seu povo teria dois destinos e duas heranças, e assim Deus teria duas promessas. Uma no abismo e outra no céu. A verdade é que para os de Jesus Cristo a herança não é  na Terra. A Terra é a herança dos que voltam ao pó como lemos  em Isaías 65:17-25.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(189) – Autor e Consumador da Fé – III

Autor e Consumador da Fé 3

 

Jeová, que se revelou a si mesmo como deus, era iracundo (Sl. 7:11); era injusto, pois cobrava nos filhos os pecados dos pais (Is. 14:21); era vingativo e sem piedade, pois suas vinganças se estendiam a muitas gerações, pelo pecado da primeira (Ex. 17:16; Dt. 23:3). Jeová não cumpre suas promessas. Jurou a Abraão que sua descendência seria como as estrelas do céu (Gn. 15:5) e depois fala o contrário:“E ficaríeis poucos homens, em lugar de haverdes sido como as estrelas dos céus em multidão; porquanto não destes ouvido a voz de Jeová teu deus” (Dt. 28:62). A promessa fora feita a Abraão quatrocentos anos antes. Jeová, sendo deus, deveria saber que o povo iria desobedecer, e não devia ter prometido nada a Abraão. Parece que Jeová não liga para a palavra empenhada a um servo fiel com juramento (Gn. 22:15-18). Jeová vende o seu povo por nada, não obtendo lucro nenhum, isto é, as crueldades, que pratica não trazem nenhum benefício para seus filhos (Sl. 44:12; Is. 42:24). Jeová abençoa e depois muda a bênção em maldição (Mal. 2:2). Jeová afirmou a Abraão que por amor de dez justos pouparia uma cidade inteira de perdidos e corruptos (Gn. 18:23-26, 32). Mil anos mais tarde, falou pela boca do profeta Ezequiel dizendo ao seu povo, que habitava em Jerusalém: “Eis que eu sou contra ti, e tirarei a minha espada da baínha e exterminarei do meio de ti o justo e o ímpio. E, por isso que hei de exterminar do meio de ti o justo e o ímpio, a minha espada sairá da bainha contra toda a carne” (Ez. 21:3-4). Jeová deus mentiu para Abraão. Existem centenas de passagens no Velho Testamento mostrando que Jeová era um deus sanguinário e mau, cujas obras foram totalmente contrárias as obras de Jesus Cristo no Novo Testamento. Ora, Jesus só fez o bem, salvou, curou e libertou os cativos. E declarou que as obras que fazia eram as obras do Pai; compare os seguintes textos: (Jr. 21:10; 44:27; Jo. 10:32; 14:10-11). As obras más de Jeová testificam que ele não é o Pai de Jesus, mas sim o Pai do diabo, pois criou o mal, e o mal é o diabo (Is. 45:7). O Deus e Pai de Jesus Cristo é amor (I Jo. 4:7-8), e só faz o bem (Tg. 1:17). Afirmamos que Jeová não é o Deus Pai.

Os adoradores de Jeová dizem: Se Jeová não é o Deus Pai, mas un impostor cruel, mau, assolador e exterminador de almas, por que o Pai permite? Se permitiu é pior que Jeová. Vamos responder esta acusação contra o Deus Pai:

  1. “Jesus é o autor e consumador da fé” (Hb. 12:2). Sendo assim, Deus, o Pai, intervindo na obra maligna e destruidora de Jeová, seria o autor e consumador de fé. Jesus, sendo autor e consumador, prova que Deus nada tem a ver com este mundo, e com os homens. Para Deus intervir teria que ser cabeça dos homens, mas não é. Jesus é a cabeça dos homens. Deus, o Pai, só é a cabeça de Cristo Jesus (I Co. 11:3). Se Jesus não descesse do céu não haveria salvação para ninguém, isto é, Deus não tinha projeto de salvar. Quem tinha projeto de salvar era Jeová; mas uma salvação que não salva ninguém, pois lemos: “Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo Jeová salvo um povo, destruiu depois os que não creram” (Jd. 5). A salvação de Jeová era perecível. De quase um milhão de pessoas, só dois se salvaram. Josué e Calebe (Nm. 14:30). E qual foi a salvação de Josué e Calabe? Entraram em Canãa, o repouso de Jeová. Moisés não entrou no repouso, logo não foi salvo (Dt. 34:4-5).Se Moisés é salvo, é porque Jesus morreu por ele, e ressuscitou (I Co. 15:17-18).Uma intervenção do Pai caçando Jeová aniquilaria o projeto de Jesus, e não haveria salvação.
  2. O segundo ponto a ser analisado, é que o Pai não é Deus da guerra como Jeová. Ele é Deus da Paz. “Glória a Deus nas alturas, paz na terra” (Lc. 2:14). “Graça e Paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (I Co. 1:3; II Co. 1:2; Gl. 1:3; Ef. 1:2). Deus é Deus da paz, não da guerra. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fl. 4:7). “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm. 14:17). Jeová é o deus guerreiro, igual aos homens (Ex. 15:3). E faz guerra contra ídolos; e faz guerra contra homens embrutecidos e grosseiros (Ex. 17:16). Isto só pode ser comparado a um presidente da república que desce do palácio, e vai ao lixão fazer guerra contra marginais. Ainda bem que Deus é amor. O método do Pai não é guerra, mas o amor. O Pai não impõe pela força como Jeová, declarou: “Vivo eu, diz Jeová, que com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada, hei de reinar sobre vós” (Ez. 20:33). “Se o homem não se converter, Jeová afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado; e já para ele preparou armas mortais, e porá em ação as suas setas inflamadas” (Sl. 7:12-13). Cristo não revelou essa imagem grotesca de um deus iracundo, mas uma imagem benigna, misericordiosa e paternal de um Deus bondoso, e que não muda.
  3. Biblicamente Jeová é anjo. Foi ele, em pessoa, que deu a lei em voz alta do alto do monte Sinai. Moisés, da parte de Jeová falou o seguinte a Israel: “O dia em que estiveste perante Jeová teu deus em Horebe, quando Jeová me disse: Ajunta-me este povo, e eu os farei ouvir as minhas palavras, e aprender-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, a as ensinarão a seus filhos; e vós vos chegastes, e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até o meio dos céus e havia trevas, e nuvens e escuridão. Então Jeová vos falou do meio do fogo” (Dt. 4:10-12). Quem falou foi Jeová em pessoa. Moisés repete essa verdade no capítulo cinco, versos vinte e dois a vinte e quatro. Mas no Novo Testamento, Estevão, o primeiro mártir, revela que o deus que falava era un anjo:“Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes”(At. 7:53; 7:35-38). O Apóstolo Paulo faz a mesma afirmação: “Para que é a lei? Foi ordenada, por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita, e foi posta pelos anjos na mão de um mediador” (Gl. 3:19). Em Hb. 2:2, lemos que a palavra falada no monte Sinai, foi palavra de anjos. Paulo revela que os cristãos vão julgar os anjos (I Co. 6:3). Sendo assim, quem vai julgar o anjo Jeová e os demais anjos que com ele impuseram terror aos homens, e principalmente a Israel, serão os cristãos. Ora, se o plano do Filho e do Pai era formar a Igreja, isto é,  um povo santo para julgar este mundo e os anjos, quem afirmar que Deus devia interferir está tão por fora das escrituras, como cego em tiroteio. O que é pior, revela desconhecimento total das Escrituras, e ainda ajuda o adversário da Igreja.

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(188) – LIVRA-NOS DO MAL

LIVRA-NOS DO MAL

 

Jesus nos ensinou a oração do Pai nosso: “Pai nosso, que estás no céu, santificado seja o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dividas;   assim como nós perdoamos aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; MAS LIVRA-NOS DO MAL; porque teu é o reino, e  o poder, e a glória, para sempre , amém” (Mt. 6:9-13).

Há um provérbio que diz: “Há males que vem para o bem”. O mal que resulta em bem não é mal. Por exemplo: A pobreza é um mal, mas Jesus disse: “Bem aventurados vós os pobres, porque vosso é o reino de Deus” (Lc. 6:20). E Tiago disse: “Deus escolheu os pobres deste mundo para serem ricos fé, e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam” (Tg. 2:5).

Qual o mal que devemos procurar evitar? A tribulação e a angústia? Mas Paulo afirma que as muitas tribulações nos introduzem no reino de Deus (At. 14:22). Os males evitáveis seriam as injúrias e as perseguições? Sobre isto Jesus advertiu, dizendo “Bem-aventurados sereis quando os homens vos aborrecerem, e vos injuriarem, e rejeitarem o vosso nome como mau, por causa do Filho do homem. Folgai nesse dia, e exaltai, porque eis que é grande o vosso galardão no céu, pois assim faziam os vossos pais aos profetas” (Lc. 6:22-23). Há males que só são evitados com a ajuda de Jesus e do Pai. Jesus advertiu dizendo: “Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo” (Mt. 10:28). Devemos nos precaver contra o mal que destrói e não no que constrói.

O primeiro mal que destrói  é a corrupção. “Levantai-vos e andai, por que não será aqui o lugar de vosso descanso; por causa da corrupção que destrói; sim, que destrói grandemente” (Miq. 2:10) . Paulo dá uma conotação diferente, quando diz: “E agora digo isso, irmãos; que a carne e o sangue não herdarão o reino de Deus nem a corrupção herda a incorrupção” (I Co. 15:50). Por isso o mesmo Paulo afirma que quem semeia na carne da carne ceifará a corrupção (Gl. 6:8). A boa semeadura, para ser espiritual, só é possível aos que crucificaram a carne para viver somente em espírito (Gl. 5:24-25) .

Destas corrupções podemos escapar pelo conhecimento do Evangelho.  “Graça e paz vos sejam multiplicados, pelo conhecimento de Deus e de Jesus nosso Senhor; visto como no seu divino poder nos deu tudo que diz respeito a vida e piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou  por sua glória e virtude; pelas quais coisas ele nos tem dado grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas fiqueis participantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção , que pela concupiscência há no mundo” (II Pd. 1:2, 4).A primeira coisa que destrói é a corrupção de costumes. O segundo mal que destrói é o próprio homem. “E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dos mortos, para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão dos seus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes e o tempo de destruíres os que destróem a terra” (Ap. 11:18). O homem é o maior predador da terra. Destrói a natureza, destrói os animais, os peixes, as aves, e o próprio homem pelas guerras, pelo crime, pelas drogas, pelo vício, pela cobiça, pela ambição, pelo egoísmo, pelo interesse, etc. . . .

A terceira coisa, ou melhor, o terceiro mal que destrói é o ódio e o espírito vingativo de Jeová – muitos pensam que o mal vem de Satanás, mas estão enganados. Satanás é servo e sócio de Jeová. Em II Samuel 24:1 está escrito que a ira de Jeová incitou Davi para enumerar o povo. Em I Cron. 21:1 lemos que foi Satã quem incitou Davi para isso. Se duas pessoas tem o mesmo propósito, desejam o mesmo fim, são iguais no comando, por tanto são sócios. No caso de Jó, Jeová confessa que foi incitado por Satanás sem que houvesse  motivo (Jó 2:3). Davi, incitado por Jeová, pecou menos do que Jeová incitado por Satanás. Não merece confiança um deus que se deixa envolver pelo diabo para fazer o mal(Jó 1:6-21; 2:1-9). Há outro detalhe: Satanás age só com a aprovação de Jeová, conforme estes textos do livro de Jó citados acima. Jesus confirma que o diabo, ou Satanás, que são a mesma pessoa, necessita de uma autorização superior para fazer o mal. “Simão, Simão, eis que Satanás vos pediu para cirandar como o trigo; mas eu roguei (intercedi) por ti. Os apóstolos abandonaram Jesus (Mt. 26:56). Pedro foi o que caiu mais fundo, depois de Judas, pois negou Jesus vergonhosamente (Mt. 26:69, 75).Por isso Jesus rogou por Pedro, para que não apostatasse da fé .

Ora, Deus, o Pai não pode ser tentado pelo mal, como lemos em Tiago 1:13. Sendo assim, não foi o Pai que deu permissão para o diabo cirandar, fato que se consumou quando todos abandonaram Jesus. Foi Jeová que autorizou o diabo, pois a obra de Cristo só se realizaria na cruz. Até a cruz Jeová tinha todo o poder sobre a criação e sobre os homens (Rm. 8:19-23). Diante dessa grande verdade, quando os cristãos oram dizendo: livra-nos do mal, estão pedindo ao Pai, em nome de Jesus, que os livre do mal que Jeová pretende para destruir os homens. Isaías, o profeta, declara que Jeová é o criador do mal e das trevas (Is. 45:7). Também o profeta Amós revela que todos os males vem de Jeová e não de Satã. “Tocar-se-á a buzina na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá qualquer mal a cidade que Jeová não tenha feito? (Am. 3:6). É OBIVIO QUE NA CIDADE DE São Paulo há muitos males. Assassinatos, latrocínios, roubos, assaltos, estupros, maldições, mentiras, chacinas, exploração em todos os níveis; e Jeová declara que todos vem de sua mão poderosa. E tem mais. Jeová planeja males, confessando que não pretende bem algum através destes males. “Por que pus o meu rosto contra esta cidade para mal, e não para bem, diz Jeová” (Jr. 21:10). “Eis que velarei sobre eles para mal, e não para bem, e serão consumidos todos os homens de Judá” (Jr. 44:27). “Portanto, assim diz Jeová: Eis que projeto um mal contra esta geração, do qual não tirareis os vossos pescoços” (Miq. 2:3).

Jesus ensinou-nos a orar, dizendo: Livra-nos do mal de Jeová; pois este é o mal que destrói as nações inteiras. E´ claro que o grande holocausto, onde foram chacinados seis milhões de judeus, foi obra de Jeová e não do Pai, pois do Pai vem só o bem, como lemos em Tg. 1:17. O Pai é amor (Jo. 4:7-8) e o amor não pratica nenhum tipo de mal (Rm. 13:10).

Se fosse Deus Pai o autor dos infernais males que assolam a humanidade, Jesus livraria um cristão de um mal, para depois expô-lo ao mal levando-o a Deus, que forja males o tempo todo? (Jr. 18:10-11). Isto seria um absurdo. Na oração do Pai nosso aprendemos a escapar dos mortais e tenebrosos males forjados por Jeová; e entrarmos na posse dos bens preparados pelo Pai e garantidos através da cruz de Cristo (II Co. 5:19; Ef. 1:3-4).

Alguém poderá perguntar: Jeová ainda é o autor dos males que assolam a humanidade? A resposta é sim, pois Jeová se declara dono deste mundo e dos homens deste mundo (Sl. 24:1).Jesus declara que ele e o Pai não são deste mundo. “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo” (Jo. 8:23; 10:30). Jeová reina sobre este mundo, e os de Cristo não chegam  a um por cento da população mundial. Um outro responderá, dizendo: quem reina sobre este mundo é satanás, e não Jeová, mas satanás declara que recebeu de graça os reinos da terra em Lc. 4:5-8. Ora, nem o Pai nem Jesus dariam os reinos a Satã, pois não são do mundo.

 

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

 

(187) – OS DOIS JUIZOS – II

OS DOIS JUIZOS – 2

(OS CANANEUS)

 

 

Noé teve três filhos: Sem, Cão e Jafé (Gn. 5:32). Noé e sua família foram salvos da morte no dilúvio. Eram ao todo oito pessoas. Noé e a esposa, e seus três filhos, com as respectivas esposas. Um ano depois do dilúvio, Noé e a família saíram da arca. Cão é o pai de Canaã (Gn. 9:18; 10:6). E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. E bebeu do vinho, e embebedou-se; e descobriu-se no meio de sua tenda. E viu Cão, pai de Canãa, a nudez de seu pai, e fê-los saber a seus irmãos fora. E Sem e Jafé, andando de costas, cobriram a nudez de seu pai, e não viram a sua nudez. Acordando Noé de seu vinho, soube o que seu filho menor lhe fizera, e disse: “Maldito seja Canaã; servo dos servos seja de seus irmãos” (Gn. 9:20-25).

A maldição de Noé foi tão forte, que os cananeus, descendentes de Cão, foram todos sodomitas. “E foi termo dos cananeus desde Sidom, indo para Gerar, até Gaza; indo para Sodoma e Gomorra, e Admá, e Zeboim, até Lasa” (Gn. 10:19). Nessas cinco cidades, chamadas de pentápolis do pecado, praticava-se todas as formas de sodomia, coisa abominável para Jeová. O que não se entende, é que a maldição de Noé contra seu filho, tenha sido aprovada por Jeová, sendo este contra (Dt. 23:17). Esses sodomitas, mais tarde, se alojavam no templo (II Rs. 23:7).

Jeová considerava tão abomináveis essas práticas pecaminosas, que mandou fogo do céu para destruir aquelas cidades. “Então Jeová fez chover enxofre e fogo de Jeová desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra. E derrubou aquelas cidades” (Gn. 19:24-25).

Outra coisa difícil de entender é que Jeová tenha escolhido a terra dos sodomitas cananeus para levar o seu povo. É verdade que Jeová declarou que ia desterrar os cananeus. “Com varão não te deitarás, como se fosse mulher, abominação é. Nem te deitarás com um animal, para te contaminares com ele; nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele, confusão é. Com nenhuma destas coisas vos contamineis, porque em todas estas coisas se contaminaram as gentes que eu lanço fora de diante da vossa face. Pelo que a terra está contaminada; e eu visitarei sobre eles a sua iniquidade, e a terra vomitará os seus moradores” (Lv.  18:22-25). “Porque eu lançarei fora as nações de diante de ti” (Ex. 34:24).

A terceira coisa difícil de entender, é que, tendo Jeová declarado que ia lançar fora os cananeus sodomitas, pois queria preservar o seu povo Israel dessas abominações, não o fez, de maneira que o povo de Israel conviveu com os sodomitas. “Estas são as nações que Jeová deixou ficar, para por elas provar a Israel, a saber, a todos os que não sabiam de todas as guerras de Canaã; tão somente para que as gerações dos filhos de Israel delas soubessem (para lhes ensinar a guerra), E FICAR CINCO PRÍNCIPES DOS FILISTEUS, E TODOS OS CANANEUS, E SIDÔNIOS E HEVEUS” (Jz. 3:1-3).

A quarta  coisa dá perfeitamente para entender, está escrita na seqüência do texto: “Habitando, pois, os filhos de Israel no meio dos cananeus,dos heteus, e amorreus, e heveus, e jebuseus, tomaram de suas filhas para si por mulheres, e deram aos filhos deles as suas filhas, e serviram aos seus deuses. E os filhos de Israel fizeram o que parecia mal, aos olhos de Jeová, e se esqueceram de Jeová seu deus, e serviram aos baalins e Astarote” (Jz. 3:5-7).

A quinta coisa que dá perfeitamente, para entender, é que, pelo sincronismo, isto é, pela combinação de dois sistemas de governo, o pior sempre prevalece, e assim o povo querido de Jeová; o povo escolhido; o povo santificado de Jeová, adotou o sodomismo, e o próprio Jeová chamou seu povo de Sodoma e Gomorra. É evidente, que Jeová dividiu o reino de Israel em dois reinos por causa do pecado de Salomão, o homem que recebeu a sabedoria divina de Jeová (I Rs. 3:11-12; 11:1-13)Isaías, o grande profeta, falou da parte de Jeová, dizendo: “Desde a planta do pé até a cabeça não há neles coisa sã, senão feridas, e inchaços, e chagas podres, não exprimidas, nem ligadas, nem nenhuma delas amolecidas com óleo. A vossa terra está assolada, as vossas cidades abrasadas com fogo; a vossa região os estranhos a devoraram em vossa presença; e está devastada como numa subversão de estranhos. E a filha de Sião se ficou como a cabana da vinha, como a choupana  do pepinal, como cidade sitiada. Se Jeová dos exércitos nos não deixara algum remanescente, já como Sodoma seríamos, e semelhante a Gomorra. OUVI A PALAVRA DE JEOVÁ; VOS PRÍNCIPES DE SODOMA; PRESTA OUVIDOS A  LEI DO VOSSO DEUS, VÓS, O POVO DE GOMORRA” (Is. 1:6-10).Jeová declara também que os profetas de Jerusalém praticavam os pecados de Sodoma e Gomorra (Jr. 23:14). E mais: Jeová revela que a maldade e o pecado de Israel e Judá foi maior que o pecado de Sodoma (Lm. 4:6). Jeová então pronunciou o juízo contra Israel e a execução do seu povo, dizendo:“Então dirá a geração vindoura, os vossos filhos, que se levantarem depois de vós, e o estranho que virá de terras remotas, vendo as pragas desta terra, e as suas doenças, com que Jeová a terá afligido, e toda a sua terra abrasada com enxofre e sal, de sorte que não será semeada, e nada produzirá, nem nela crescerá erva alguma, assim como foi a destruição de Sodoma e Gomorra, de Adma e de Zeboim, que Jeová destruiu na sua ira e no seu furor” (Dt. 29:22-23).

O apóstolo Pedro deixa claro que os sodomitas foram condenados por Jeová. “E condenou a subversão as cidades de Sodoma e Gomorra, reduzindo-os a cinza, e pondo-os para exemplo aos que vivessem impiamente; e livrou o justo Ló, enfadado da vida dissoluta dos homens abomináveis” (II Pd: 2:6-12).

João, o apóstolo declara que quem crê em Cristo não é condenado, mas quem não crê já está condenado (Jo. 3:18). Quem condenou a todos? Foi Jeová. E Jesus Cristo? “Porque Deus enviou o seu filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo. 3:17).

Lendo as páginas do Novo Testamento descobrimos que os condenados por Jeová serão novamente julgados por Jesus Cristo. “E tu Cafarnaum, que te ergues até os céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no dia do Juízo, do que para ti” (Mt. 11:23-24). Aquele primeiro Juízo e aquela primeira condenação, ou não valeram, ou eles serão julgados e condenados duas vezes pelo mesmo crime. A respeito de Israel, Jesus disse aos apóstolos: “Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vós vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel” (Mt.19:28).Fica bem claro que todos os que Jeová condenou e matou serão novamente julgados por Jesus Cristo, através dos seus discípulos. No juízo de Cristo, muitos que Jeová salvou serão condenados, e muitos que por ele foram condenados serão salvos, pois Jeová destruía aos cegos e surdos que ele mesmo fabricou (Is. 1:10). “Trazei o povo cego, que tem olhos, e os surdo que tem ouvidos” (Is. 43:8). Jesus, entretanto, veio para dar vista aos cegos, e abrir os ouvidos dos surdos (Mt. 11:5).

A pergunta que fazemos é: Será que Jeová não sabia que na miscigenação, isto é no cruzamento entre raças de costumes diferentes, há um cruzamento de costumes? Podemos dizer que o bem que Jeová queria fazer, proibindo o mal pela lei, não fez, e o mal que Jeová não queria, esse fez pela miscigenação premeditada (Rm. 7:19-20).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(186) – OS BRUTOS – I

OS BRUTOS – I

 

 

Jeová era excessivamente severo com os povos da antigüidade. E não somente com os povos, mas também com os indivíduos. No êxodo de Israel, destruiu os exércitos de  Faraó no Mar Vermelho, e com essa façanha declarou que foi glorificado (Ex. 14:17). Essa forma de ser glorificado revela um certo prazer na destruição daqueles que ele próprio, com o seu poder divino os tornou maus (Sl. 105:23-25). Jeová era contra todos os povos para destruir. Era contra  os amonitas (Ez. 25:2-5). Contra os moabitas(Ez. 25:8-11). Contra os edomitas, descendentes de Esaú, filho de  Isaque (Ez. 25:12-14). Contra os filisteus (Ez. 25:15-17). Contra Tiro (Ez. 26 e 27). Contra Sidon (Ez. 28:21-23). Mil anos depois de Moisés, continuava contra o Egito (Ez. 29:1-9). Era contra os Assírios (Is. 14:24-27). Contra os Caldeus da Babilônia (Is. 21 e 13:17-22).Todas as profecias dirigidas aos povos antigos eram de destruição. Quem lê os três profetas maiores, Isaías, Jeremias e Ezequiel, fica espantado com a fúria destruidora de Jeová, e pergunta: Por que deus era tão duro com todos os povos? A resposta teológica é: Os homens eram brutos, cruéis, pecadores, maus, desobedientes, corruptos e assassinos. Deus não tinha outra forma para tratar.

Vejamos os Assírios, povo que surgiu logo após o dilúvio, e foi o povo que  destruiu o reino de Israel(II Rs. 17:20-21). Era uma nação que praticava a pirataria, pilhando outros povos. Eram cruéis e esfolavam vivos os seus prisioneiros, ou cortavam-lhes as mãos e os pés, o nariz e as orelhas, e vazavam-lhes os olhos. Também arrancavam-lhes as línguas. Degolavam os combatentes adversários e faziam montes de caveiras, tudo para inspirar terror. Os generais vencidos eram atrelados como animais, com um aro preso no lábio inferior. Os condenados à morte eram enforcados, ou decapitados, emparedados vivos ou esquartejados. Eram bárbaros os assírios, verdadeiras máquinas de matar. Eram realmente brutos. Pois saibam todos os cristãos e os não cristãos que os assírios eram usados por Jeová para matar, oprimir e destruir. Isaías o declara: “Eis que Jeová fará vir sobre eles as águas do rio, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria, com toda a sua glória; e subirá sobre os seus leitos e transbordará por todas as suas ribanceiras, e passará a Judá, inundando- o” (Is. 8:7-8). Os brutos eram servos de Jeová para o mal. E para que o rei da Assíria não se jactasse dos seus feitos gloriando-se das vitórias, Jeová disse: “Porventura gloriar-se-á o machado contra o que corta com ele? Ou presumirá a serra contra o que puxa por ela? (Is. 10:12-15). O bruto não era o rei da Assíria!

Vejamos o rei da Babilônia. Os babilônios eram mais bárbaros do que os Assírios, por isso mesmo os venceram e destruíram. Os judeus cativos na Babilônia declaram: “Aos egípcios estendemos as nossas mãos, e aos assírios, para nos fartarem de pão” (Lm. 5:6). Com esta declaração os judeus confessam que tanto o cativeiro egípcio como o assírio eram menos pesados. Na Babilônia, os escravos tinham domínio sobre os judeus (Lm. 5:8). Eles clamavam dizendo: “Nossa pele se enegreceu como um forno, por causa do ardor da fome. Forçaram as mulheres em Sião, as virgens nas cidades de Judá” (Lm. 5:10-11). Os babilônicos não tinham noção de moral. Milita era Deusa da Fecundidade, e as moças ofereciam a virgindade a essa deusa. A virgem ia ao templo, e lá ficava à disposição dos sacerdotes ou estranhos, que as possuíam mediante pagamento. Era a prostituição sagrada. Uma mulher casada podia ir ao templo por um período, e lá se entregava a qualquer que passando, lhe dissesse: Em nome de Milita, eu te desejo. Passado o período determinado, a mulher voltava ao lar. Também, cada família era obrigada a ceder para o templo no mínimo uma filha. E Nabucodonosor foi um dos reis da Babilônia, o mais cruel e poderoso conquistador.Os babilônicos ou caldeus eram cruéis e devassos. Pois Jeová disse que Nabucodonosor era seu servo, e por isso ia lhe entregar todas as nações da terra, afirmando, que esse bruto, o rei Nabucodonosor lhe agradava aos olhos (Jr. 27:5-6).

E mais, Jeová garantiu que, se alguma nação não pusesse o pescoço debaixo das leis de Nabucodonosor, rei de Babilônia, ele mesmo, Jeová, destruiria a tal nação pela espada, pela fome e pela peste (Jr. 27:8). O rei dos leões, o leão mais forte, e o rei e senhor dos brutos é mais bruto que os brutos.

Os babilônicos foram destruídos pelos medos. E os medos eram tão cruéis e brutos que Isaías diz:“Farei estremecer os céus, e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor de Jeová dos exércitos, e por causa do dia da sua ardente ira” (Is. 13:13). “Todo o que for achado será traspassado; e todo o que for apanhado, cairá à espada. E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; e suas casas serão saqueadas, e suas mulheres violadas. Eis que eu despertarei contra eles os medos, que não farão caso da prata, e nem do ouro. Os seus arcos despedaçarão os mancebos, e não se compadecerão do fruto do ventre; o seu olho não poupará os filhos, e Babilônia, o ornamento dos reinos, a glória e a soberba dos caldeus, será como Sodoma e Gomorra, quando Jeová as transtornou” (Is. 13:15-19). E sabem o que Jeová falou desses brutos, assassinos de crianças no colo das mães? “Já dei ordem aos meus santificados; sim, já chamei os meus valentes para a minha ira” (Is. 13:3). Os cruéis e destruidores medos, matadores de mães com criancinhas de peito, eram os santificados de Jeová quando matavam. E por que eram os santificados de Jeová? Porque eram usados por Jeová para destruir a Babilônia. Jeová usa os brutos, e assim é o autor das brutalidades, pois quando Davi ordenou a Joabe que levasse Urias para a frente da batalha, a fim de que morresse pelas mãos dos filhos de Amom, Jeová acusou Davi como matador de Urias. Assim também, ao usar aqueles reis brutos para destruir e matar, era Jeová que matava e destruía, e assim não eram eles os brutos, mas quem os conduzia.

Não cabe, portanto, a explicação de que Jeová era matador e destruidor dos brutos, porque não havia outro jeito. Os brutos, sendo servos de Jeová, eram cultivados por ele na brutalidade. Um dos mais brutos foi Ciro, fundador do Império Persa. Este rei matador, executava impiedosamente os adversários vencidos num verdadeiro rio de sangue. Numa guerra contra os messegetas, Ciro matou o filho da rainha Tomyris. E esta, por vingança organizou um exército com o qual derrotou Ciro, o Persa, degolando-o. O pintor Rubens, em 1622, retratou num quadro, um servo da rainha Tomyris dando um banho de sangue na cabeça de Ciro para cumprir a promessa de vingança por causa do filho morto. Pois este rei sanguinário declara que Jeová lhe deu todos os reinos da terra (II Cr. 36:23). E Jeová chama Ciro de pastor ungido, isto é, pastor e messias (Is. 44:28; 45:1). Graças a Deus, o Pai, nada teve a ver com aqueles brutos, como nos diz Paulo, o apóstolo em Atos 14:16.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

 

(185) – O MUNDO

O MUNDO

 

O que é o mundo? Mundo é o gênero humano. Mundo são as gentes. Mundo são as coisas que os homens pensam, sentem e realizam. Mundo são os sonhos, anseios, vaidade e paixões dos homens e das mulheres. Mundo é o que a maioria pensa e vive. Mundo é o que um povo vive, independentemente, apesar da lei. Mundo é o conjunto de princípios e fenômenos, considerados como um todo; o mundo da fantasia. A vida secular.

O Novo Testamento condena o mundo. “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (I Jo. 2:15-16). O apóstolo João fala da parte de Deus Pai, e cheio do Espírito Santo, dizendo que o amor com que os homens amam o mundo não vem do Pai. Em outras palavras, se alguém tem o amor do Pai, não ama o mundo. Amar o mundo é ser seduzido por três coisas: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos e soberba da vida.

Tiago, na sua epístola universal, exorta aos que admiram este mundo, dizendo; “Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade deste mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus” (Tg. 4:4). Tiago está esclarecendo que este mundo é contrário e inimigo de Deus, e é nocivo para o homem. O sistema que rege este mundo é mau e perverso. João declara que este mundo está no maligno. A tradução melhor é, jaz no maligno, isto é, está caído, subjugado, morto (I Jo. 5:19).

Agora vejamos o que Jesus diz sobre este mundo: “O mundo não vos pode aborrecer, mas ele me aborrece a mim, portanto dele testifico que as suas obras são más” (Jo. 7:7). E Jesus faz uma terrível declaração para os Judeus. “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo” (Jo. 8:23). Com esta declaração Jesus revela que nada tem a ver com este mundo, isto é, o mundo é estranho para ele, e também para o pai, pois ambos são um, isto é, o que um diz, o outro também diz. O que um faz o outro também faz. Como dissemos, o mundo é estranho para Jesus e o Pai, mas não o é para Satanás, que, seguro de si, falou a Jesus, tentando-o, ao lhe mostrar num momento de tempo todos os reinos do mundo, e dizendo: “Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua gloria, porque a mim me foi entregue, e dou a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu” (Lc. 4:6-7). Jesus não desmentiu Satanás, e assim fica provado que este mundo com seus reinos, suas glórias, sua ciência, seus deleites, suas riquezas, enfim, tudo vem do dono, isto é, de Satanás.

Quando Jesus foi preso, e levado a Pilatos, este lhe perguntou: “Tu és rei dos Judeus?” (Jo. 18:33).Jesus, respondendo, declarou: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos Judeus” (Jo. 18:36). Fica assim bem claro que para Jesus e o Pai, este mundo é totalmente estranho. Jesus nada tem a ver com este mundo, e como veio para fazer a vontade do Pai, o mundo é totalmente estranho também para o Pai. Este mundo só não é estranho para Satanás e para Jeová. Leiamos a Escritura Sagrada.

  1. “De Jeová é a terra e a sua plenitude; o mundo e aqueles que nele habitam” (Sl. 24:1). Tiago diz que amar o mundo é uma forma de adultério (Tg. 4:4). João fala que quem ama o mundo afasta-se de Deus (I Jo. 2:15-16), e Davi afirma  que o mundo e todos os seus habitantes são de Jeová? As coisas não casam.
  2. Jesus tira os discípulos do mundo. “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim eu não sou do mundo” (Jo. 17:14). O mesmo Jesus afirma que as obras do mundo são más (Jo. 7:7); e  Jeová põe o mundo no coração dos homens? “Tudo fez formoso ao seu tempo; também pôs o mundo no coração deles” (Ecl. 3:11). Jeová põe no coração dos homens as coisas de Satanás? Jeová está com Jesus ou com Satanás?!
  3. 3)   Jesus respondeu a Pilatos que o seu reino não é deste mundo, mas Jeová é o rei deste mundo. “Jeová é o rei de toda a terra; cantai louvores com, inteligência. Jeová reina sobre as nações” (Sl. 47:7-8).
  4. 4)   O apóstolo João afirma que este mundo vai passar, com suas concupiscências (I Jo. 2:17). E Jeová reina sobre as nações, e declara que o mundo se firmará para que não se abale (Sl. 96:10). No Salmo 93:1 lemos: “Jeová reina; está vestido de majestade. Jeová se revestiu e cingiu de fortaleza; o mundo também está firmado e não poderá vacilar”. E continua: “Trema perante ele, trema toda a terra; pois o mundo se firmará, para que não se abale” (I Cr. 16:16-30). “Dos homens, com a tua  mão, Jeová, dos homens do mundo, cuja porção está nesta vida, e cujo ventre enches do teu tesouro oculto; seus filhos estão fartos, e estes dão os seus sobejos as suas crianças” (Sl. 17:14). Este Salmo deixa claro que os filhos deste mundo são de Jeová, e abençoados fartamente. Jeová prometeu libertar seu povo setenta anos depois do cativeiro babilônico (Jr. 29:10). Passados os setenta anos, Jeová levantou o Messias. Quem era o Messias levantado por Jeová, e que garantiu a reconstrução de templo de Jerusalém, e o reparo da cidade e dos muros para o retorno do povo, coisa que não aconteceu? O messias foi Ciro, o rei dos persas, povo de religião mazdeista, a religião de Zoroastro, ou zaratustra, a religião dos magos. Ciro foi un rei sanguinário, sem parentesco nenhum com o povo Judeu. Isaías assim falou da parte de Jeová: “Sou eu quem confirma a palavra do seu servo, e cumpre o conselho dos seus mensageiros; quem diz a Jerusalém: Tu serás habitada, e as cidades de Judá: Sereis reedificadas, e eu levantarei as suas ruínas; quem diz a profundeza: Seca-te, e eu secarei os teus rios; Quem diz a Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz; dizendo também a Jerusalém: Sê edificada; e ao templo: Funda-te” (Is. 44:26-28). “Assim diz Jeová ao seu Messias, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações, diante de sua face; eu soltarei o lombo dos reis, para abrir diante deles as portas” (Is. 45:1). Ciro declara que quem lhe deu todos os reinos da terra foi  Jeová, e também o encarregou de edificar o templo (II Cr. 36:22-23). Quarenta anos antes, Jeová tinha entregado todos os reinos do mundo na mão de Nabucodonosor, seu servo, que lhe agradava aos olhos (Jr. 27:5-8). E declarou que se alguma nação não pusesse o pescoço debaixo do jugo do rei da Babilônia, o próprio Jeová destruiria o tal povo pela fome, pela espada, e pela peste. Isto aconteceu no ano 587  A. C. Menos de setenta anos depois, Jeová entregou todos os reinos do mundo a Ciro, o persa. Depois deu para os Gregos, e depois para os romanos. O problema de Jeová, é que ele é o rei deste mundo, como mostramos acima. E, se é o rei deste mundo, é também o deus deste mundo, que cega o entendimento dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo (II Co. 4:4). Isto não é novidade, pois foi  Jeová que cegou  Israel para que se não convertesse e assim ser sarado (Is. 6:10). E Jesus declara que  Jeová cegou Israel para que não crer no Evangelho. “E, ainda que tinha feito tantos sinais diante deles, não creram nele; para que se cumprisse a palavra do profeta Isaias que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação? E a quem foi revelado o braço de Senhor? Por isso não podiam crer, pelo que Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, e endureceu-lhes o coração, afim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure” (Jo. 12:37-40).  Isaías disse isto quando viu a sua glória, e falou dele (Jo. 12:37-41).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(184) – O PACTO

O Pacto

 

Que é um pacto? É um contrato entre duas pessoas. Podem pactuar no bom sentido ou no mau. Pactuar com rebeldes. Pactuar com o crime  é encobri-lo. Um pacto ou aliança envolve muitos sentidos, e também o religioso, ou no sentido comercial. Por exemplo: duas pessoas contratam a venda e compra de um terreno. Se o comprador não tem recursos para cumprir o contrato, o vendedor, por força da lei, executa o contrato, e o comprador perde a posse do bem adquirido. O próprio terreno é a garantia do vendedor, e o comprador perde a quantia paga de acordo com o contrato. Não cabe ao vendedor, além de resgatar o imóvel, tomar vingança do devedor, que já perdeu tudo; o bem adquirido e os pagamentos feitos. Se o vendedor é grileiro e vende terras que não lhe pertencem, pode ser processado e preso como ladrão e estelionatário. Exige-se por lei, que um comprador esteja à altura do bem que pretende adquirir. Por exemplo: alguém foi comprar um carro. A sua ficha não foi aprovada porque sua renda mensal é insuficiente.

A história de Israel tem lances extraordinários. O povo estava sofrendo pesado jugo no Egito. Jeová se revelou a Moisés, e lhe disse: “Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito” (Ex. 3:7). E Jeová, pela mão de Moisés, feriu o Egito com pragas malignas e destruidoras. E foram tantas que Faraó deixou o povo sair com grande despojo. Chegados ao pé do Monte Sinai, Jeová obrigou o povo  de Israel a firmar um pacto, isto é, um contrato, no qual o povo se obrigava a cumprir a lei e os estatutos de Jeová. Esse pacto foi selado com sangue (Ex. 24:1-8). O cumprimento deste contrato entre deus e o homem, o pagamento para entrar na posse da terra prometida, CANAÃ foi: “Porque Jeová teu Deus te mete numa terra boa , terra de ribeiros de água, de fontes, e de abismos, que saem dos vales e das montanhas; terra de trigo e cevada, e de vides, e figueiras, e romeiros; terra de oliveiras, abundante de azeite e mel; terra em que comerás o pão sem escassez, e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes cavarás cobre” (Dt. 8:7-10). O não cumprimento da lei seria a quebra do pacto ou contrato, e o povo perderia a terra e a vida (Dt. 8:19-20).  O povo não cumpriu a sua parte do contrato não obedecendo a lei e os estatutos de Jeová.

Com a quebra do pacto, o povo perdeu o direito à terra de Canaã. Israel, que era o reino do norte foi transportado cativo para a Assíria no ano 720 antes de Cristo (II Rs. 17:15-23). Cento e vinte anos depois, o reino de Judá foi invadido pelos caldeus. A narrativa bíblica diz assim: “Porque Jeová fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus mancebos à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade nem dos mancebos, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos. E todos os vasos da casa de deus, grandes e pequenos, e os tesouros da casa de Jeová, e os tesouros do rei e dos seus príncipes, tudo levou para a Babilônia. E queimaram a casa de Jeová, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os palácios queimaram a fogo, destruindo também todos os seus preciosos vasos. E os que escaparam da espada levou para a Babilônia; e fizeram-se escravos dele, e de seus filhos, até ao tempo do rei da Pérsia” (II Cr. 36:17-20). Israel não cumpriu o contrato feito com Jeová, perdeu tudo o que Jeová deu. Viviam em cativeiro no Egito, e foi restaurado o cativeiro novamente, agora na Assíria e na Babilônia.

A pergunta de ordem jurídica que se faz é a seguinte: Além de perder a posse da terra prometida voltando para um cativeiro pior, é justo que deus, isto é, Jeová, execute uma vingança cruel de extermínio por pragas, pestes e execuções sumarias? Lembramos aqui do grande holocausto, que custou a vida de mais de seis milhões de Judeus na última grande guerra (1939 a 1945). Caberia uma vingança de deus na quebra desse pacto? É justo que nessa vingança morram de forma humilhante os pais, e também as inocentes crianças? Jeová assim se expressa: “Porque trarei sobre vós a espada, que executará a vingança do concerto e ajuntados estareis nas vossas cidades; então enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo” (Lv. 26:25). “Porque comereis a carne de vossos filhos, e a carne de vossas filhas comereis” (Lv. 26:29). A cidade ficava sitiada com o exército inimigo ao redor e acabava a comida. A fome ia aumentando a tal ponto, que um filho era sacrificado para que os irmãos continuassem vivendo. O que torna este caso tenebroso, é que essa antropofagia era forjada por Jeová. Já estava escrito na lei escrita por Moisés, pois era plano de Jeová, o piedoso (Dt. 28:53-58). Jeremias, o profeta, revela que é Jeová quem obriga este ato horripilante de antropofagia (Jr. 19:9). Ezequiel também se refere a essa atrocidade (Ez. 5:8-11).

A segunda pergunta que fazemos é: é justo que deus, o criador, a sabedoria eterna, o todo poderoso, a luz inacessível, faça um contrato de igual para igual com o homem? Seria o mesmo que um homem fazer um contrato com uma pulga, ou com um raminho de erva.

Vamos ver o conceito que Jeová faz do homem para ver se há fundamento num pacto de igual para igual, para que a culpa do perdedor seja punida com vingança e ódio eterno. Seria o homem tão responsável espiritualmente que seu pecado seja indigno de perdão? “Pelo que, ainda que te laves com salitre, e amontoes sabão, a tua iniquidade estará gravada diante de mim, diz Jeová” (Jr. 2:22). Quem é o homem para Jeová?

1-      O homem é pó. “Jeová conhece a nossa estrutura. Lembra-se que somos pó” (Sl. 103:14).

2-      “Tu reduzes o homem a destruição, e dizes: Volvei, filhos dos homens, porque mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite tu os levas como corrente d’água; são como um sono; são como a erva que cresce de madrugada; à tarde corta-se e seca” (Sl. 90:3-6).

3-      Os homens são como gafanhotos. “Ele está assentado sobre o globo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos” (Is. 40:22).

4-      Os homens são iguais aos animais, diz Jeová pela boca de Salomão: “Disse eu no meu coração: É por causa dos filhos dos homens, para que deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como os animais. Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede; como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma. Todos vão para um mesmo lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão” (Ec. 3:18-20).       

5-      Os homens no conceito de Jeová, são bichos ou vermes. “Como pois, seria justo o homem perante deus, e como seria  puro aquele que nasce de mulher? Olha, até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos. E quanto menos o homem, que é um verme, e o filho do homem, que é um bicho” (Jó 25:4-6). Sendo este o conceito que Jeová faz do homem, foi maligno o pacto feito com os vermes. Foi um laço para matá-los  e destruí-los. Foi por isso que a morte reinou desde Adão até Jesus (Rm. 5:17). Porque Jeová procurou destruir os homens? Porque queria evitar que o homem se levantasse através de Cristo para julgar os anjos, e herdar o reino eterno de Deus com Jesus (I Co. 6:1-3; II Tm. 2:12). Deus, o Pai, não criou o homem para ser um verme e um escravo, mas  para reinar com Cristo eternamente.

 

No Novo Testamento não há pacto nem contrato. Há graça (Tt. 2:11). Há resgate pago com o sangue de Jesus (Jo. 1:18-19). O sangue de Jesus nos resgata também das maldições de Jeová (Gl. 3:10, 13).Agora existe a bênção do Evangelho, e salvação gratuita (Rm. 13:29). Agora, em Jesus, Deus, o Pai,  nos cria novamente para uma vida de incorrupção (Tg. 1:18;  II Co. 2:17; Ef. 4:22-24).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(183) – AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ – II

AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ – II

 

 

     “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb. 12:2). O autor é o dono da idéia. O autor é o primeiro que pensou no assunto. Se uma outra pessoa provar que é a dona da idéia, o pretenso autor é publicamente ridicularizado por apropriação indébita, e é obrigado a ressarcir o verdadeiro autor. Se está escrito que Jesus Cristo é o autor e consumador da fé, ninguém no céu e na terra teve a idéia antes, nem o Deus Pai. O autor é o criador do plano.

  1. Jesus, sendo o autor da obra da salvação dos homens, se constitui na única e verdadeira luz para os homens. “Ali estava a luz verdadeira, que alumia todo homem que vem ao mundo” (Jo. 1:9). Que luz verdadeira é esta? “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”(Jo. 1:4). Qualquer outra luz não traz vida, mas morte. Por exemplo: Salomão afirmou que a lei de Jeová é luz. “Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei uma luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida” (Pv. 6:23). Como a lei conduz ao pecado e à morte, não é luz verdadeira. “Porque quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, obraram em nossos membros, para darem fruto para a morte” (Rm. 7:5). Como a lei de Jeová veio antes de Cristo, se conduzisse o cristão à vida eterna, Jeová seria o autor e consumador, e Jesus seria o impostor. Jeová, pela lei, matou todos os que salvou. “Mas quero lembrá-los, como quem já uma vez soube isto, que havendo Jeová salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram” (Jd. 5; Nm. 14:27-29). Jesus, em contrário, salva os perdidos e pecadores, logo, é o autor e consumador da fé. Consumador porque morreu na cruz em lugar dos pecadores. E se Jesus é o autor e consumador da salvação, por que Jeová ordenou uma luz antes que a verdadeira viesse?
  2. Jesus revelou o Deus Pai cheio de amor e misericórdia. Esse amor é tão sublime que salva todos os homens, como revela Paulo na sua carta a Timóteo 4:10. Esse amor é infundido no cristão através do Espírito Santo (Rm. 5:5).Dessa forma, se alguém não ama, não conhece a Deus, pois Deus é amor(I  Jo. 4:7-8). Se esse é o Deus que Jesus revelou aos homens, por que Jeová se revelou como deus, com ira e furor assassino? “E disse Jeová a Moisés: Até quando me provocará este povo? E até quando me não crerão por todos os sinais que fiz no meio deles? Com pestilência os ferirei; e farei de ti povo maior e mais forte que este” (Nm. 14:11-12). Que esperava Jeová do seu povo? Que morresse de amores com esse tratamento? Jeová, como deus, não revela o amor do Pai na sua forma de falar e agir; e depois de matar o povo no deserto, destruiu o reino de Israel e mais tarde o reino de Judá (II Rs. 17:20-23; 23:27). Jeová transformou a cidade de Jerusalém numa fornalha infernal para atormentar o seu povo (Is. 31:9; 48:10). Esse tratamento descaridoso produziu um povo rebelde e insensível ao amor (Sl. 78:58-59). Jeová aborrece o pecador, isto é, odeia (Sl. 5:5; 11:5; Jr. 12:7-8; Am. 6:8; Ml. 1:2-3). O Deus revelado por Jesus é completamente oposto a Jeová, por isso é autor e consumador da fé.
  3. Deus, o Pai, entregou tudo á Jesus, seu Filho unigênito. “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas” (Jo. 13:3). “O Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos” (Jo. 3:35).Sendo assim, “O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o Juízo” (Jo.  5:22). O apóstolo Pedro declarou que Jesus mandou os discípulos pregarem que  ele é o que por Deus foi constituído Juiz dos vivos e dos mortos (At. 10:42). Paulo também afirmou a mesma coisa. “Conjuro-te pois diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo que há de julgar os vivos e os mortos ,na sua vinda e no seu reino” (II Tm. 4:1). E Paulo disse mais: “Porquanto Deus tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At. 17:31). Se essa é a verdade sobre o juízo futuro dos homens, como Jeová veio antes julgando e condenando antes do tempo? Se Deus julgava antes de Cristo e passou a não julgar depois, Deus muda, mas Tiago afirma que Deus não muda (Tg. 1:17) . Deus condenava antes de Cristo e depois de Cristo não condena mais? É justiça Deus privilegiar homens maus em detrimento de outros homens também maus? É por isso que Jesus é o autor e consumador da fé. Felizmente, para nós, cristãos, quem julgava, perseguia, matava e destruía era Jeová e não o Pai.
  4. Se Deus ama o pecador, “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8) e porque ama quer que todos os homens se salvem. “Porque isso é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (I Tm. 2:3-4; 4:10). E esse amor aos pecadores perdidos é tão grande, que “enviou seu Filho ao mundo, para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna. Porque Deus enviou seu filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo. 3:16-17). Se Deus não condena ninguém, pois é amor, e quer salvar a todos, como veio antes de Cristo condenando, matando e destruindo? Destruiu toda a humanidade no dilúvio. Destrui e condenou  os habitantes de Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim (Dt. 29:20,  25). Destruiu seu próprio povo. O que parece, é que Jesus veio do céu, e viveu entre os homens, para que através de sua humildade, através de sua bondade, de seu desprendimento, de seu amor infinito, de suas virtudes, etc…, pudesse revelar o verdadeiro Deus, por isso é autor e consumador da fé, e com suas obras provou que o anjo que veio antes dele, estava num nível tão baixo que tinha sociedade com Satanás para tentar destruir até os justos como aconteceu com Jó (Jó 1:6, 12; 2:1-7).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(182) – A VARA

A VARA

         O povo de Israel estava no Egito há centenas de anos e debaixo de um jugo pesadíssimo, pois o novo rei do Egito não conhecera José (Ex. 1:7-8). O povo pagava pesados tributos e construía cidades debaixo de chicote (Ex. 1:11). Jeová, o deus dos hebreus, vendo a aflição do seu povo Israel, decidiu libertá-los da terrível escravidão em que viviam (Ex. 3:7-8). Jeová escolheu, para essa tão grande obra, Moisés, varão adotado pela filha de Faraó, e que recebera a mais sofisticada instrução na ciência egípcia e na arte da guerra; e isso depois aconteceu quando sua mãe o trouxe à filha de Faraó (Ex. 2:5-10).Moisés viu um varão egípcio ferir a um hebreu, e para proteger seus irmãos matou-o. A notícia chegou a Faraó, que procurou matar Moisés. Este fugiu para a terra de Mídiã, e lá ficou por quarenta anos. Nessa época, já com oitenta anos, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, no deserto, em Horebe, quando o anjo de Jeová lhe apareceu no meio de uma sarça em fogo, e lhe disse: “Tenho visto atentamente a aflição do meu povo, que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus exatores, porque conheci as suas dores; portanto desci para livra-los”  (Ex. 3:7-8). Depois de convencido por Jeová a voltar ao Egito com a grande missão, Moisés lhe disse: “Eles não vão crer em mim” (Ex. 4:1).Jeová então lhe disse: “Que é o que tens na tua mão? E ele disse: Uma vara. E ele disse: Lança-a na terra. Ele a lançou na terra, e tornou-se uma cobra; e Moisés fugia dela. Então disse Jeová a Moisés: Estende a tua mão e pega-lhe pela cauda. E pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão” (Ex. 4:2-4). A vara que Moisés usou não era uma vara comum, pois com ela Moisés realizou prodígios estranhos. Então, despedindo-se do sogro, Moisés voltou ao Egito. Levado a presença de Faraó, exigiu a libertação de Israel, povo de Jeová. Faraó se negou. Moisés então jogou a vara no chão e esta se tornou em serpente. Os magos de Faraó fizeram o mesmo com seus encantamentos, e suas varas se tornaram em serpentes. Surpresa!!! A vara de Moisés tragou as varas deles, ou melhor, a serpente de Arão e Moisés tragou as serpentes dos magos do Egito. Faraó, endurecido por Jeová, não permitiu a saída do povo. A vara de Moisés tinha um grande poder (Ex. 7:10-13).

O poder não era de Moisés ou Arão, mas era da vara. “Disse mais Jeová a Moisés: Dize a Arão: toma tu a vara, e estende a tua mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, e sobre os seus tanques, para que se tornem em sangue; e haja sangue em toda a terra do Egito. E Moisés e Arão fizeram assim como Jeová tinha mandado; e levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, e tornaram-se em sangue” (Ex. 7:19-20). “E disse mais Jeová a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara, e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos. E Arão estendeu a mão com a vara, e feriu o pó da terra, e havia piolhos nos homens e no gado; todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito” (Ex. 8:16-17). “E disse Jeová a Moisés: Estende a tua mão para o céu, e haverá saraiva em toda a terra do Egito, sobre os homens e sobre o gado, e sobre toda a erva do campo na terra do Egito. E Moisés estendeu a sua vara para o céu, e Jeová deu trovões e saraiva, e fogo corria sobre a terra do Egito, tal como nunca houve” (Ex. 9:22-24). “E disse Jeová a Moisés: Estende a tua mão sobre a terra do Egito, para que venham gafanhotos, e comam toda a erva da terra. Então estendeu Moisés a sua vara sobre a terra do Egito, e Jeová trouxe sobre a terra um vento oriental. E aconteceu que pela manhã, o vento oriental trouxe os gafanhotos” (Ex. 10:12-13).

Não é difícil perceber que o poder que trouxe todas as pragas sobre o Egito não era de Moisés, mas da vara. Não foi Moisés que enviou as pragas, mas a vara de Jeová operou-as todas. Sim, a vara era de Jeová. Quando Moisés, em obediência a Jeová, deixou a terra de Midiã para retornar ao Egito, lemos assim no texto: “E tomou Moisés sua mulher, e seus filhos, e os levou sobre um jumento, e tornou a terra do Egito. E Moisés tomou a vara de deus na sua mão” (Ex. 4:20). E Jeová tinha dito a Moisés: “Toma pois esta vara na tua mão, com a qual farás os sinais” (Ex. 4:17). A vara era de Jeová e não de Moisés, e era a vara que operava as pragas e os sinais, e não Moisés. Na rebelião de Core, Datã e Abirão, quando a terra se abriu e todos desceram vivos ao sepulcro, Moisés declarou: “Nisto conhecereis que Jeová me enviou a fazer todos estes feitos, que do meu coração não procedem” (Nm. 16:28). Há outras passagens que declaram ser de Jeová a vara: (Ex. 17:9; Nm. 20:8-9). O poder de Jeová não estava em Moisés, mas na vara. E foi a vara de Jeová que feriu duas vezes a rocha (Nm. 21:11). A rocha era uma figura de Jesus Cristo; o Apóstolo Paulo revelou essa verdade: “E beberam todos de uma mesma bebida  espiritual, porque bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo” (I Co. 10:4). Cristo foi ferido duas vezes pela vara de Jeová. A primeira foi a desonra (Jo. 1:11; 7:20; 8:48-49; Mt. 12:24). Chamaram Jesus de Belzebu e endemoniado. A segunda vez foi na cruz quando o mataram (At. 2:36; 5:30). Não foram os romanos que mataram Jesus, mas os príncipes dos sacerdotes, que instigaram o povo. Paulo disse: “Mas falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; a qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu, porque, se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória” (I Co. 2:7-8).

Agora que sabemos quem é a Rocha que foi ferida duas vezes, e sabemos que a vara que a feriu é a vara de Jeová, e que o poder de Jeová está na vara, vamos decifrar quem é a vara para solucionar o mistério. Vamos relembrar o texto citado no início, quando Jeová incumbiu Moisés da libertação de Israel.“Jeová disse-lhe:  Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara. E ele disse: Lança-a na terra. E ele a lançou na terra, e tornou-se em serpente; e Moisés fugia dela. Então disse Jeová a Moisés: Estende a tua mão, e pega-lhe pela cauda. E pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão” (Ex. 4:2-4). Satanás é o poder de Jeová, e Moisés libertou Israel do Egito com o poder de Satanás, isto é, da serpente, pois a vara é Satanás. Esta grande descoberta alivia o coração dos cristãos, pois Deus, o Pai, que é amor, e que quer salvar a todos os homens, não poderia ser autor de todas aquelas pragas e maldições. O que complica Jeová é o fato de estar escrito que a vara era de Jeová, isto é, Satanás não é adversário de Jeová, mas o poder de Jeová é seu grande instrumento (Nm. 20:8-9; Ex. 4:20-21; 4:17: Ex. 17:9).

            Agora podemos entender com clareza as palavras do profeta Amós: “E, se se ocultarem aos meus olhos no fundo do mar, ali darei ordem à serpente, e ela os morderá” (Am. 9:3).

            Há mais uma coisa que escandaliza o céu. É o desejo irreprimível que têm os cristãos de reinar sobre a terra com a vara de ferro, como Jeová falou no Salmo 2:8-9. E aspiram reinar com vara de ferro. Pois saibam que em Ap. 2:27; 12:5; 19:15, onde lemos que Cristo vai reinar com vara de ferro, o texto foi alterado. No original grego está escrito que Cristo apascentará como pastor. Não existe vara de ferro. Houve adulteração do texto. (Ler o Novo Testamento Interpretado Versículo Por Versículo, de Russel Norman Champlim). Reinar com vara de ferro, é reinar com o poder de Satanás.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(181) – O AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ

O AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ

 

  1. Se o reino de Deus só chegou em Jesus Cristo…

“Desde então começou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, por que é chegado o reino dos céus ” (Mt. 4:17).

…a lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o reino de Deus (Lc. 16:16). Como o deus Jeová implantou o reino de deus 1600 anos antes? “E vós me sereis um reino sacerdotal e um povo santo” (Ex. 19:6). “Eu sou Jeová vosso santo, vosso criador, vosso rei” (Is. 43:15). O correto seria Jeová anunciar que o reino dos céus viria, coisa que não falou. Não existe o reino dos céus no V. T.. E se Jesus e o Pai são um em propósito (Jo. 10:30), e o reino de Jesus não é deste mundo, Jeová, se fosse Jesus, ou se fosse o Pai de Jesus, jamais implantaria o seu reino neste mundo.

  1. Se o reino de Deus é um reino de amor, conforme a declaração de Paulo: “Dando graças ao Deus Pai que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz, o qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl. 1:12-13) , como pode ser que Jeová reinasse com ira e ódio, se o reino de Deus é só de amor?  “Vivo eu, diz Jeová, que com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada, hei de reinar” (Ez. 20:33). Esta declaração de Jeová conflita com a profecia de Isaías, que diz: “Por que um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre seus ombros; e o seu nome será : maravilhoso, conselheiro, Deus forte, pai da eternidade, príncipe da paz. Do incremento desse principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no reino, para o firmar e o fortificar em juízo e em justiça, desde agora e para sempre; o zelo de Jeová dos exércitos fará isto” (Is. 9:6-7) .
  2. Se a salvação vem pela fé e sem as obras da lei, “Concluímos pois que o homem é justificado pela fé sem obras da lei” (Rm. 3:28). Se a lei é necessária para a salvação, Jesus não é autor e consumador da fé (Hb. 12:2).
  3. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo (Gl. 2:16).“Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por que? Porque não foi pela fé, mas como pelas obras da lei; tropeçaram na pedra de tropeço” (Rm. 9:30-32) . Em contrário ao Novo Testamento, Jeová declara que o homem obtém a vida através das obras da lei.“Portanto os meus estatutos e meus juízos guardareis; os quais, fazendo o homem, viverá por eles; eu sou Jeová” (Lv. 18:5). “A obra do justo conduz à vida, as produções do ímpio ao pecado. O caminho para vida é daquele que guarda a correção” (Pv. 10:16-17). A contradição está em que, sendo Jeová o Pai, ou mesmo Jesus, não poderia justificar o homem pelas obras da lei, para não ir contra o Novo Testamento, quebrando a unidade da Bíblia .
  4. Se Deus é bom , e mais do que o próprio Jesus, pois está escrito o seguinte: “E eis que , aproximando-se dele um mancebo, disse-lhe: Bom mestre que bem farei para conseguir a vida eterna? E Jesus disse-lhe: por que me chamas bom? Não há bom senão um só que é Deus” (Mt. 19:16-17), eTiago nos diz: “Toda a boa dádiva, e todo o Dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg. 1:17), este texto nos ensina que Deus  só faz o bem, e como não muda, jamais fará algo que não seja bom. Como pode ser, que antes de Jesus revelar a bondade do Deus Pai através do seu ministério e das suas obras, o deus do Velho Testamento fizesse tantos males, e odiasse os pobres humanos? “Males amontoarei sobre eles, as minhas setas esgotarei contra eles ” (Dt. 32:23). “Ora pois, fala agora aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: assim diz Jeová: eis que estou forjando um mal contra vós” (Jr. 18:11). “E será que, assim como Jeová se deleitava em vós, em fazer-vos bem e multiplicar-vos, assim Jeová se deleitará em destruir-vos e consumir-vos” (Dt. 28:63). Se Tiago afirmou que Deus só faz o bem e jamais muda, como pode ser que Jeová mude tanto a ponto de se deleitar no mal? Quem se deleita em fazer e praticar o mal é perverso, tudo pode-se esperar de um deus zombador? (Pv. 1:24, 26). Este comportamento de zombaria, entre os homens, só é próprio das almas mesquinhas e sádicas.
  5. Se Deus é o Pai das misericórdias, “Bendito seja o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação” (II Co. 1:3), e essa misericórdia foi revelada na cruz, “Isto é, Deus estava em Cristo conciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (II Co. 5:19), a misericórdia do Pai é para com os pecadores perdidos. “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos) e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais”  (Ef. 2:4-6) . Deus, o Pai, é benigno até com os ingratos e maus (Lc. 6:35), ouçamos as declarações do próprio Jeová: “E fa-los-ei em pedaços uns contra os outros, e juntamente os pais com os filhos, diz Jeová; não perdoarei nem pouparei, nem terei deles compaixão para que os não destrua” (Jr. 13:14). “Pelo que também eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, eu não os ouvirei” (Ez. 8:18). Jeová fala que é misericordioso, mas não é verdade (Dt. 7:9; Ex. 34:6-7). Jeová não perdoa o pecado. Pecado com ele é olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé  (Ex. 21:24).
  6. Se Jesus tinha que ressuscitar primeiro para depois enviar o Espirito Santo do céu para ensinar, guiar, e consolar os discípulos, por isso disse: “Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá; porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei” (Jo. 16:7). Ora, se a descida do Espírito Santo só seria possível mediante a morte e ressurreição de Jesus Cristo, como explicar que Jeová enchesse as pessoas com o Espírito Santo antes da morte e conseqüente ressurreição de Jesus? Ou Jesus não é o autor e consumador da fé? Para agravar o problema, o Espírito Santo do Pai, é consolador, advogado, ajudador, guia, intercessor e amor, mas o Espírito Santo de Jeová era adversário e guerreiro (Is. 59:19). Em Is. 63:10 lemos que o Espírito Santo de Jeová se tornou um inimigo de Israel. São três problemas: a descida da Espírito Santo antes da morte de Cristo, tira em parte o mérito da ressurreição; em segundo lugar, a obra do Espírito Santo do Velho Testamento era destruidora. Sansão, quando cheio do Espirito matava milhares. A unção do Espirito do Velho testamento, era para matar, e era dada a perversos também (I Rs. 19:15, 17).Hazael era ímpio e perverso. O terceiro problema é que em Jo. 7:38-39, quando Jesus revela que o Espírito Santo é uma fonte de águas vivas no cristão, lemos na Bíblia que ainda não fora dado, mas no grego está escrito que não havia Espírito Santo, isto é, o Espírito Santo de Jeová não era Santo.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(180) – OS DOIS JUIZOS

OS DOIS JUIZOS

 

Quando um criminoso é julgado pelo juiz e condenado a vinte anos de prisão, depois de cumpridos os vinte anos é solto e fica livre; não pode ser julgado e condenado novamente pelo mesmo crime. A condenação à morte é a maior condenação, pois é tirado do culpado o direito à vida. Existem dois tribunais e dois tipos de juízos. O dos homens e o de Deus. O dos homens é relativo às coisas desta vida e deste mundo; e o de Deus envolve as coisas eternas e transcendentes. Os homens condenam à morte um homem que pode não ser condenado por Deus. O apóstolo Tiago, irmão de João foi condenado e morto pelo rei Herodes (At. 12:1-2). A tradição cristã nos informa que o apóstolo Pedro foi crucificado de cabeça para baixo. A mesma tradição conta que Paulo foi degolado. A história da Igreja, escrita por Eusébio de Cesaréia, narra a história de muitos mártires da Igreja. Todos estes são herdeiros de Deus e vão julgar na eternidade os juizes deste mundo. Os papéis vão se inverter.

O Deus supremo tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio de Jesus Cristo (At. 17:30-31). Quando lemos que vai julgar o mundo, entendemos todos os homens desde o princípio. Paulo nos diz: “E não foi assim o dom como a ofensa, por um só que pecou. Porque o juízo veio de uma só ofensa, na verdade, para condenação, mas o dom gratuito veio de muitas ofensas para justificação” (Rm. 5:16). Como o primeiro que pecou foi Adão, no paraíso, o texto de Paulo coloca debaixo de Jesus, não só a Igreja, mas todos, desde Adão. E Paulo continua ensinando: “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e o dom da justiça, reinarão em vida por um só – Jesus Cristo” (Rm. 5:17).  E Paulo fecha o assunto dizendo: “Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida” (Rm. 5:18).  Quando João diz: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado”, João se refere à condenação proclamada e executada por Jeová em Gênesis, capítulo três. Muitas pessoas pensam que a obra de Cristo começa em Noé, pois os antidiluvianos foram julgados, condenados e mortos por Jeová no dilúvio, mas não é assim. Jesus foi lá, antes do dilúvio, pregar àqueles condenados por Jeová, para tentar salvar alguns. Leiamos o texto de Pedro: “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito, no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca” (I Pd. 3:18-20).

O juízo de Cristo será sobre todos, incluindo os antidiluvianos, pois morreu por eles também, e foi lá pregar o Evangelho. Por isso disse: “Não vos maravilheis disto; porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal sairão para a ressurreição da condenação” (Jo. 5:28-29). Quando Jesus e os apóstolos falam em juízo dos vivos e dos mortos, referem-se aos salvos por Cristo e os condenados por Jeová. Ora, em Rm. 5:18 lemos que todos os homens estão condenados, logo estão todos mortos. Assim sendo, os vivos são os que passaram da morte para a vida pela fé em Cristo, como ensina o Evangelho de João“Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida” (Jo. 5:24). Que os cristãos salvos vão ser também julgados, lemos em II Co. 5:10: “Porque todos devemos comparecer ante  o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem ou mal.”

O problema da condenação e morte dos antidiluvianos esbarra em dois pontos nevrálgicos. Oprimeiro é a condenação injusta, pois não havia lei, e assim os homens não discerniam o certo do errado. “Porque onde não há lei também não há transgressão” (Rm. 4:15). “Porque até a lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado não havendo lei” (Rm. 5:13). Eles não podiam ser mortos pelo dilúvio, pois não eram esclarecidos pela lei, e assim não eram culpados. É por isso que  disse:“Porventura consideraste a vereda do século passado, que pisaram os homens iníquos? Eles foram arrebatados antes do seu tempo; sobre o seu fundamento um dilúvio se derramou” (Jó 22:15-16). Foram levados antes do tempo porque não era tempo de juízo, pois o juízo de Deus só acontecerá após o arrebatamento da Igreja e a ressurreição dos vivos e dos mortos.

O segundo ponto nevrálgico que envolve o dilúvio, é que, se Jesus vai julgá-los, e nesse juízo os maus serão condenados, os antidiluvianos serão julgados duas vezes, e condenados duas vezes pelo mesmo crime, o que é injusto. Ninguém pode ser condenado duas vezes pelo mesmo crime. Os textos bíblicos que falam do juízo dos vivos e dos mortos são: At. 10:40-42; II Tim. 4:1; I Pd. 4:5.  O texto que envolve os antidiluvianos segue: “Porque por isto foi pregado o Evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito” (I Pd. 4:6). Por este texto vemos que não só Abel e Enoque serão os salvos entre os antidiluvianos. Haverá outros, especialmente as crianças, das quais Jesus falou: “Deixai os meninos, e não os estorveis de vir a mim; porque dos tais é o reino de Deus” (Mt. 19:14).

 

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(179) – O DEUS DE TODOS

O DEUS DE TODOS

 

Deus tem de ser de todos ou não é deus. Se todos pecaram e foram destituídos da glória de Deus, não é justo ser de um grupo de destituídos, condenando outro grupo de destituídos (Rm. 3:23). Deus que faz acepção entre condenados deixa muito a desejar. Vamos, portanto, provar biblicamente, que o verdadeiro Deus e Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, é Deus de todos; maus e bons, justos e injustos, mortos e vivos, pecadores e santos, Judeus e gentios, etc.

  1. Deus ama a todos. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo. 3:16-17).Deus ama o pecador antes de se converter a Cristo. “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm.5:8). Ora, Jeová odiava os pecadores, logo não é o Deus de todos. “Jeová prova o justo, mas a sua alma aborrece o ímpio” (Sl. 11:5-6). “Chegará o estrondo até a extremidade da terra, porque Jeová tem contenda com as nações, entrará em juízo com toda a carne; os ímpios entregará a espada, diz Jeová” (Jr. 25:31).
  2. O Pai é Deus de Israel e dos gentios. “E´ porventura Deus somente dos judeus? E não o é também dos gentios? Também dos gentios o é certamente (Rm. 3:29). Jeová era deus exclusivo de Israel. “Filhos sois de Jeová vosso deus; não vos dareis golpes, nem poreis calva entre vossos olhos por causa de algum morto, porque és povo santo a Jeová teu deus, e Jeová te escolheu, de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres povo próprio” (Dt. 14:1-2). “E ser-me-eis santos, porque eu, Jeová, sou santo, e separei-vos dos povos para sedes meus” (Lv. 20:26).
  3. O Deus Pai é por todos igualmente. “Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos e por todos” (Ef. 4:6). Jeová era só por Israel pois revelou ser inimigo de Faraó e de todo o Egito ferindo-o com dez pragas destruidoras para salvar somente a Israel (Ex. 7 a 14), sendo só por Israel condenou os cananeus à destruição. “Porquanto de Jeová vinha,  que os seus corações endurecessem , para saírem ao encontro de Israel na guerra, para os destruir totalmente, para se não ter piedade deles, mas para os destruir a todos, como Jeová tinha ordenado.” ( Js. 11:20).
  4. A graça de Deus é para todos. “Porque a graça de Deus se é manifestada , trazendo salvação a todos os homens” (Tt. 2:11). Ora, onde há lei não há graça, pois  Paulo diz: “Porque o pecado  não terá domínio sobre vós , pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm. 6:14). Em outras palavras, Paulo está dizendo que o pecado tem domínio sobre os que estão debaixo da lei, e não sobre os que estão debaixo da graça. Ora, Jeová deu a lei, e onde vigora a lei não existe graça. Jeová excluiu a graça ao dar a lei  no monte Sinai, e pela lei condenou o povo que salvou do Egito, por isso que todos os que saíram do Egito morreram no deserto, logo Jeová não é deus de todos .
  5. Jesus é salvador de todos, pois salva os justos e também os pecadores. Como biblicamente não há nenhum justo, consideraremos os homens bondosos, mansos e caridosos como justos. O Centurião Cornélio, da côrte italiana, era piedoso e temente a deus com toda sua casa, e orava, e dava esmolas aos pobres. Jesus mandou Pedro evangelizá-lo (At. 10:1-6). Sobre os pecadores, lemos: “Cristo morreu por nossos pecados segundo as Escrituras” (I Co. 15:3). E Jesus disse: “Porque eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento” (Mt. 9:13). Paulo declarou que Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (I Tm. 1:15). Jeová, ao contrário de Jesus, não salva os pecadores … “Todos os pecadores do meu povo morrerão à espada” (Am. 9:10). “A alma que pecar, essa morrerá.” (Ez. 18:4).
  6. O sacrifício de Cristo é válido para todos os homens deste mundo desde Adão até hoje. “Jesus Cristo é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo mundo” (I Jo. 2:2). Os sacrifícios da lei de Jeová eram só para Israel, pois eram realizados no tempo de Salomão conforme a lei. “Um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas, as tuas vacas; em todo lugar, onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti, e te abençoarei” (Ex. 20:24). Logo se vê que Jeová não é deus de todos.
  7. O Evangelho da salvação é para todos, por isso o mandato de Jesus foi: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc. 16:15-16). O plano de Jeová era outro: restaurar Israel e o trono de Davi, e as nações subindo de ano em ano para adorarem o rei: Jeová dos Exércitos em Jerusalém. Se alguma nação não subir para adorar Jeová, não haverá chuva como castigo. E se a família dos egípcios não subir, virá sobre ela a praga de Jeová, e isto para todas as nações (Zc. 14:16-19). Seria a supremacia de Israel sobre os outros povos, pois Jeová é o deus só de Israel e não de todos.
  8. O reino de Deus Pai é no Céu e não na Terra “O Senhor me livrará de toda má obra, e guardar-me-á para o seu Reino celestial” (II Tm. 4:18). Esta foi a palavra de Paulo; agora a de Pedro: “Bendito seja o Deus Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, incontaminável, e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós” (I Pd.1:3-4). A herança de Jeová é na terra e só para os predestinados. “E que direis se deus querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para perdição, para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos da misericórdia que para a glória já dantes preparou” (Rm. 9:22-23). Por aqui se vê que Jeová não é salvador de todos como o Pai, como lemos em I Tm. 4 :10 .
  9. O sol do Pai nasce para todos os homens, bons e maus, e a sua chuva desce para justos e injustos (Mt. 5:44-45). O sol de Jeová é para os seus predestinados que vão pisar os outros. “Mas para vós, que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, e salvação trará debaixo das suas asas; e saireis, e crescereis como bezerros do cevadouro, e pisarei os ímpios, porque se farão cinza debaixo de vossos pés” (Ml. 4:2-3). Jeová não é o pai de todos.
  10. O Deus Pai do nosso senhor Jesus Cristo, é Deus de todos porque a sua vontade é  que todo aquele que vê o Filho, e crê nEle, tenha a vida eterna  e seja ressuscitado (Jo. 6:40). Jeová, em contrário, disse a Moisés: “Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá” (Ex. 33:20).

Comparando cuidadosamente o Velho com o Novo Testamento, poderemos achar dezenas de textos que revelam que Jeová é o deus só de Israel, e que o Pai é o Deus de todas as nações, sem fazer diferença entre uma nação e outra como Jeová faz. Leia Ex. 11:7, onde Jeová confessa que faz diferenças entre Israel e o Egito, prejudicando este e favorecendo aquele. E por que? Porque Jeová não é o deus de todos  os homens como é o Pai.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(178) – O ABISMO

O ABISMO

 

 

Que é  um  abismo ? É um sorvedouro medonho; precipício escancarado; poço sem fundo. Biblicamente, o que é o abismo? “E o quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo. E abriu o poço do abismo, e subiu fumo do poço,  como o fumo de uma grande fornalha, e  com o fumo do poço escureceu-se o Sol e o ar. E do fumo vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o poder dos escorpiões da terra ” (Ap. 9:1-3). Esta foi a descrição assustadora. Os gafanhotos são demônios para atormentar os homens, portanto o abismo é a morada  tenebrosa desses demônios e dos anjos caídos (Ap. 9:4-10). Em seqüência o texto de Apocalipse revela que o abismo tem sobre si um rei, o anjo do abismo; em hebreu, é o seu nome Abadon, que quer dizer PERDIÇÃO, e no grego o mesmo nome é Apolion (Ap. 9:11). Esse abismo é também o lugar onde Satanás ficou preso mil anos. João descreve assim: “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo, e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo e  Satanás, e amarrou-o por mil anos, e lançou-o no abismo, e ali o encerrou por mil anos” (Ap. 20:1-3). Isaías revela que o abismo é também o inferno onde será lançado Satanás. “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei  o meu trono, e no monte da congregação exaltarei o meu trono, da banda dos lados do norte. Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo” (Is.14:13-15). É o lugar da besta (Ap. 17:8).

Precisamos saber onde é o abismo, esse lugar tão monstruoso e tenebroso. No abismo só há trevas.“Puseste-me no mais profundo do abismo, em trevas e nas profundezas. Sobre mim pesa a tua cólera” (Sl. 88:6-7).O salmista está declarando três coisas. A primeira é que foi lançado no abismo, e a segunda é que foi Jeová que o lançou, pois estava colérico, e a terceira é que o abismo é aqui na terra. Será isso possível? Será a terra onde vivemos um abismo? O lugar e morada dos demônios, prisão de Satanás e o reino da  besta? Essa besta vence as testemunhas de Deus (Ap. 11:7).

Há um detalhe sobre o abismo nas escrituras. Ele é o lugar dos mortos. O salmista Davi disse: “Jeová, fizeste subir a minha alma da sepultura; conservaste-me a vida para que não descesse ao abismo” (Sl. 30:3).O apóstolo Paulo deixa mais clara a localização do abismo. “Quem descerá ao abismo? ( Isto é, a tornar a trazer dentre os mortos a Cristo)? (Rm. 10:7). Agora que sabemos que o abismo é o lugar dos mortos, lugar das trevas, e o próprio inferno onde serão lançados o diabo e os demônios, e também os anjos do diabo, precisamos saber quando a terra onde vivemos se tornou um abismo. Teria sido quando Adão e Eva pecaram e a terra foi amaldiçoada por Jeová? (Gn. 3:17; 5:29). Pelas descrições das Escrituras, a terra não se tornou em abismo por causa do pecado. O abismo foi criado com a terra, isto é, a criação da terra é a criação do abismo. Vamos transcrever os textos que esclarecem o assunto sem deixar nenhuma dúvida.

Salomão, no livro dos provérbios, nos diz: “Ainda ele não tinha feito a terra, nem os campos, nem sequer o princípio do pó do mundo. Quando ele preparava os céus, aí estava eu; quando compassava ao redor a face do abismo” (Pv. 8:26-27). A face do abismo é a face da terra onde vivemos. “Lançou os fundamentos da terra, para que não vacile em tempo algum. Tu a cobres com o abismo, como com um vestido; as águas estavam sobre os montes” (Sl.104:5-6). A narrativa de Moisés, descrevendo a obra da criação, diz: “No princípio criou Elohin os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia: e havia trevas sobre a face do abismo; e o espírito de Elohin se movia sobre a face das águas” (Gn. 1:1-2).

Pelas descrições das escrituras, foi criado o abismo, isto é, a casa dos demônios, a prisão e reino de Satanás (Lc. 4:5-8). Sendo o abismo o inferno e lugar dos mortos, o homem, ao ser criado foi lançado no abismo e nas mãos da serpente (Gn. 3:1-6).

Os homens foram condenados antes de pecar. Foi condenado à morte antes da serpente tentar. É por isso que o apóstolo Paulo diz: “No entanto a morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre  aqueles que não pecaram à semelhança de transgressão de Adão” (Rm. 5:14). Quando Jeová diz que reina sobre a terra, reina sobre o abismo. “Porque Jeová altíssimo é tremendo, e rei grande sobre a terra” (Sl. 47:2). “Pois Jeová é o rei de toda a terra; cantai louvores com inteligência. Jeová reina sobre as nações” (Sl. 47:7-8).Jeová reina sobre o abismo medonho e sobre o inferno junto com Satanás e Abadon. Reina sobre a morte e a perdição, e sobre os condenados que já eram condenados antes da queda de Adão. Isso é assustador (Sl. 8:5-9). Sendo a terra o abismo, o inferno, casa dos demônios, lugar dos condenados e lugar de trevas, a glória que Jeová coroou o homem é falsa, pois, o  homem foi incumbido de reinar sobre esse caos, sobre esse abismo tenebroso e medonho. Jesus ofereceu outra glória e outro reino.

Graças a Deus pai, Jesus declarou: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo” (Jo. 8:23). Argüido por Pilatos, Jesus respondeu: “O meu reino não é deste mundo” (Jo. 18:36). E para os seus discípulos, Jesus disse: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque  não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece” (Jo. 15:19). E Jesus continua dizendo: “Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os aborreceu, porque não são do mundo, assim como eu  do mundo não sou” (Jo. 17:14-16). Jesus poderia ter dito: Não são do abismo e do inferno como eu também não sou.

O mal dos cristãos  é amarem as bênçãos do abismo, e com isso confessarem que são de baixo e não de cima; dizem pertencer a Jesus, mas pertencem aos reis do abismo.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(177) – O MAL

O MAL

 

O que é mal? Segundo o dicionário, o mal jamais ajuda ou corrige; o mal não corrige o mal, mas distorce, sempre prejudica. O mal é aquilo que é contrário ao bem, à ordem, à virtude. Os males da guerra são os feitos, isto é, as conseqüências da guerra; fome, pestes, mortes, escravidão, orfandade, destruição, violências, ódios, vinganças, assaltos, saques, estupros, etc.

Os meios de comunicação tem publicado estatísticas alarmantes sobre o aumento da marginalidade, do crime, da prostituição, da corrupção de menores, do tráfico de drogas.

Existem dois tipos de males. O mal físico e o mal moral.  O físico pode ser reparado, mas o mal moral é irreparável. Diante do quadro tenebroso, no qual o mal, em todas as suas formas cresce assustadoramente, fazemos a seguinte pergunta: “Neste mundo em que vivemos, o mal prevalece sobre o bem, ou o bem sobre o mal?” As estatísticas provam que o mal prevalece sobre o bem. Existem tantas igrejas, templos e religiões: bramanismo, hinduismo, budismo, xintoísmo, espiritismo, Judaísmo, Islamismo, catolicismo, protestantismo e outras. Tantas religiões, e o mal prevalecendo contra o bem?

Vamos canalizar o assunto do ponto de vista cristão, pois somos cristãos. A teologia cristã confessa que neste mundo o mal prevalece sobre o bem, afirmando que é impossível ao cristão não pecar. Os textos bíblicos usados são: Ec.7:20, onde se lê; “Na verdade, que não há homem justo sobre a Terra, que faça o bem e nunca peque”. “Quando pecarem contra ti, pois não há homem que não peque” (I Rs. 8:46).Estas duas declarações foram de Salomão, que pecou escandalosamente tendo recebido de Jeová a sua sabedoria (I Rs. 3:12). No Novo Testamento temos duas passagens. “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens; por isso que todos pecaram”. Rom.5:12. “ Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (I Jo. 1:8).

Sendo assim, é impossível a santidade, pois santidade é o estado de pureza imaculada, por isso Deus é santo. “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pd. 1:15). É incoerente Deus pedir santidade se é impossível não pecar. Como explicar os seguintes textos? “Até que todos cheguemos a unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, a medida da estatura completa de Cristo” (Ef. 4:13). “Ora, aquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria perante a sua glória” (Jd. 24).” “E o mesmo Deus de Paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts. 5:23). E Pedro disse: “Procurai que dele (JESUS) sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz” (II Pd. 3:14). Se é Deus que santifica, negar a santidade é negar a operação de Deus. Se o mal prevalece sobre o bem, a carne prevalece sobre o Espírito. Paulo escreveu: “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas,  se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis” (Rm. 8:13). Mas se ninguém pode deixar de pecar, todos são carnais e estão condenados ao inferno.

Todos os cristãos pecam depois de salvos por Cristo, segundo a tradição teológica, e assim Paulo divagou quando disse: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo esta assentado a dextra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa  vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl. 3:1-3). Ora, se o cristão peca depois de salvo, não está ressuscitado com Cristo, e busca as coisas da terra e não as de cima. E Paulo continua divagando quando diz: “Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscência do engano; e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef. 4:22-24). O velho homem não é de Cristo, pois o homem do pecado que tem de desaparecer no batismo segundo as palavras de Paulo: “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito” (Rm. 6:6).

O pecado é um vício de baixo teor, inventado pelo diabo desde a criação do homem, por isso, João afirma que quem comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio (I Jo. 3:8). Se o cristão continua pecando depois de salvo, não é nova criatura como diz Paulo. “Quem está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co. 5:17). Se o cristão continua pecando, tudo é velho. Se alguém deixa de pecar, isso é coisa tão nova, que parece impossível.

Se o mal prevalece sobre o bem neste mundo, o diabo prevalece sobre Cristo. Ora, Jesus Cristo disse: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt. 28:18). Ora, os do diabo são todos grandes pecadores; se os de Cristo pecam, estão no curral de Satanás, e Cristo é impotente para libertá-los.

Se todos os cristãos pecam depois de salvos, não são diferentes dos incrédulos e ateus, e assim a salvação é uma fraude, e o que é pior, os cristãos estão escandalizando o mundo. O que agrava a culpa dos cristãos, é que os não salvos pecam por não terem o Espírito Santo, ao passo que os crentes pecam tendo o Espírito Santo. Os não cristãos pecam porque são espiritualmente cegos, mas os cristãos pecam com os olhos espirituais bem abertos. Paulo declara: “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória de sua herança nos santos, e qual a sobre – excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos” (Ef. 1:18-19).

Os perdidos pecam porque não nasceram de novo, e os cristãos pecam tendo nascido de novo (Jo. 3:3-6). Os perdidos pecam por serem escravos de Satanás, e os cristãos, ao pecarem, se fazem filhos de Satanás, por isso Jesus disse: “Vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai” (Jo. 8:44).

O apóstolo João encerra o assunto dizendo: “Vós bem sabeis que ele (Jesus), se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca, não o viu nem o conheceu” (I Jo. 3:5-6). Quando uma pessoa tem um encontro real com o Senhor Jesus Cristo, o impacto é tão grande, tão glorioso e tão poderoso, que o cristão, envolvido nessa luz celestial, não suporta mais as trevas, por isso Paulo nos diz: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”. Ef.5:8. E o próprio Senhor Jesus diz: “VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO” (Mt. 5:14).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

 

(176) – A ONISCIÊNCIA

A ONISCIÊNCIA

 

O que é onisciência? Esta palavra se deriva de duas palavras latinas, “OMNES” que significa “tudo”, e “SCIENTIA”, que significa “conhecimento”, isto é, Deus tem todo o conhecimento. Deus conhece tudo. E porque conhece tudo, Deus produz os melhores resultados possíveis através dos melhores meios possíveis. Estas definições não se concretizam na história de Israel, pelos meios usados por Jeová. O seu método para aperfeiçoar seu povo foram as pestes, pragas, matanças, fome e sede, cativeiros, e os dois reinos se corromperem totalmente. O reino do norte desapareceu com o cativeiro assírio há dois mil e setecentos anos, e o reino do sul, isto é, Judá, desapareceu com o cativeiro babilônico há dois mil e seiscentos anos aproximadamente. No livro de Judas, verso cinco, lemos que Jeová salvou seu povo Israel da terra do Egito, mas depois destruiu os que não creram. Os que não creram foram todos, com exceção de dois, Josué e Caleb. Se eram incrédulos porque os salvou? A impressão que temos é que Jeová não sabia que eles eram incrédulos.

Jeová contempla tudo o que se passa na terra. “Os olhos de Jeová estão em todo o lugar, contemplando os maus e os bons” (Pv. 15:3). Ele viu Caim matar Abel e o repreendeu (Gn. 4: 8-10). E Jeová lhe disse:“A voz do sangue do teu irmão clama a mim desde a Terra” (Gn. 4:10).  Quando Jesabel mandou matar Nabote para lhe roubar a vinha e dar ao marido, Jeová falou a Elias: “Vai encontrar-te com Acabe, diz-lhe: Porventura não mataste e tomaste a herança? No lugar onde os cães  lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão e teu sangue” (I Rs. 21:18-19). Vamos ler um trecho da lei de Jeová: “Quando, na terra que te der Jeová teu deus para possuí-la se achar algum morto, caído no campo, sem que se saiba quem o matou” (Dt. 21:1). Na continuação do texto, Jeová ordena que seja sacrificada uma bezerra em um vale áspero. Degolada a Bezerra, os anciãos daquela cidade, na presença dos sacerdotes, lavarão as mãos sobre a cabeça da bezerra degolada, dizendo: “Nossas mãos não derramaram este sangue, e nossos olhos não viram o crime.” O sangue da bezerra fez expiação, e o assunto foi encerrado (Dt. 21:1-9). Jeová sabia ou não sabia quem era o assassino. Se sabia encobriu o crime fazendo-se cúmplice. Ou será que não sabia? Há trechos na Bíblia que deixam claro que Jeová não conhece tudo, logo não vê tudo. Mencionemos alguns.

Jeová apareceu a Abraão, e fez referência à corrupção de Sodoma e Gomorra. E disse-lhe: “Descerei agora e verei se com efeito tem praticado segundo este clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei” (Gn.18:21). Jeová confessa de maneira insofismável que queria saber a verdade, e para tanto tinha de descer até  o local. Neste trecho não se trata de onisciência, mas de fiscalização. Jeová não vê tudo, logo não é onipresente, ainda que afirme ser. “Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? Diz Jeová. Porventura não encho eu o céu e a terra? (Jr. 23:24). Vejamos outro caso. O rei Ezequias foi curado de mortal enfermidade. O filho de Baladã, rei da Babilônia, sabendo da doença de Ezequias, e também da milagrosa cura, enviou presentes ao rei de Judá. Ezequias, sensibilizado, abriu as portas aos mensageiros, e lhes mostrou a casa do tesouro, a prata, o ouro, as especiarias, os melhores ungüentos.  Nada deixou sem mostrar (II Rs. 20:12-15). Jeová, o deus das vinganças, reprovou essa atitude do rei Ezequias, e lhe disse: “Todos os teus tesouros serão levados para Babilônia, e até a teus filhos, tomarão para serem eunucos no paço da Babilônia” (II Rs. 20:16-18). E Jeová, desconfiando das intenções de Ezequias, o desamparou, para tentá-lo, e para saber tudo o que  havia no seu coração (II Cr. 32:31). Fica assim bem provado que Jeová não é onisciente, pois não conhecia o coração de Ezequias. Só iria saber o pensamento de Ezequias  pelas obras da revolta.

Temos um outro caso mais grave. É o caso do povo de Israel. Este povo estava cativo no Egito e sob jugo de ferro. Jeová enviou Moisés a Faraó com a seguinte mensagem. “Assim diz Jeová: Israel é meu filho, meu primogênito” (Ex. 4:22). Com grandes e poderosas pragas tirou o seu filho primogênito do Egito, para levá-lo a uma terra de liberdade e fartura, de ribeiros d’água, de trigo e cevada, e de vides, e figueiras, e romeiras; terra  de oliveiras onde abundam azeite e mel (Dt. 8:7-10). Mas Jeová não conhecia o coração do seu filho primogênito, pois não é onisciente, e oprimiu o povo para saber o que não sabia. O texto diz assim: “E te lembrarás de todo o teu caminho, pelo qual Jeová teu deus, te guiou no decerto estes quarenta anos, para te humilhar, e te tentar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias os mandamentos ou não” (Dt. 8:2). Tirou do Egito um povo que amava o Egito, mas ignorando esse amor, os chamou de filho primogênito. Para libertá-los matou os primogênitos do Egito, inclusive o primogênito de Faraó (Ex. 12:29-30). E depois matou no deserto o seu próprio filho primogênito (Ex. 4:22; Nm. 14:28-29; Jd. 5). Quando dizemos que matou seu filho primogênito, nos referimos ao povo que saiu do Egito, um milhão de pessoas, ou mais. Somente dois se salvaram (Nm. 14:30).

Jeová não conhece o que o homem tem no seu coração, pois não é onisciente. Um caso escabroso foi o do rei Salomão, filho de Davi. Este rei propôs em seu coração edificar uma casa para Jeová, mas este deus não permitiu, alegando que Davi tinha derramado muito sangue (I Cr. 22:7-8). Jeová falou a Davi, dizendo: “Eis que o filho que de ti nascer será homem de repouso; porque repouso lhe hei de dar de todos os seus inimigos em redor. Portanto Salomão será o seu nome, e ele me será por filho, e eu a ele por pai; e confirmarei o trono do seu reino para sempre (I Cr. 22:9-10). Paz, nem Salomão, nem Israel tiveram, do modo que Jeová falou que teriam, sem conhecer o futuro, pois não é onisciente  nem onipresente (I Rs. 11:23-25). Foi Jeová que deu o nome a Salomão, e o amou desde o ventre (II Sm. 12:24; I Cr. 22:9). E, tendo certeza de que Salomão seria o maior rei, lhe deu sua sabedoria divina (I Rs. 3:12). E prometeu confirmar o reino nas mãos de Salomão eternamente (I Cr. 22:10). Mas saiu tudo ao contrário. Salomão usou a sabedoria de Jeová para saquear o povo (I Rs. 12:4, 11). Salomão, sensual e voluptuoso, se uniu a todas as mulheres. Foram ao todo mil, moabitas, amonitas, edonitas, sidônitas e heteias; além da filha de Faraó. Todas eram mulheres proibidas por Jeová (I Rs. 11:1-3). E Salomão foi corrompido pelas mulheres, e Salomão apostatou da fé (I Rs. 11:4-8). E, em vez de confirmar o reino nas mãos de Salomão, Jeová, como castigo, dividiu-o em dois, acabando assim o reino de Israel (I Rs. 11:12).

Jesus Cristo é diferente de Jeová, pois conhece o coração dos homens (Jo. 2:23-25). Jesus conhece os pensamentos dos homens (Mt. 9:4; Lc. 5:22; Lc. 6:8; Lc. 9:47).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

(175) – A IMAGEM DE DEUS – V

A IMAGEM DE DEUS – V

 

“E  disse deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou deus o homem à sua imagem; à imagem de deus o criou; macho e fêmea os criou” (Gn. 1:26-27). Este é o homem criado por Elohim. Este homem tinha duas naturezas: ANIMAL E INTELECTUAL.

A pergunta que se faz é a seguinte: O homem criado em Gn. 1:26-27 é de natureza celeste ou terrestre? Se é de natureza celeste é imagem e semelhança de Deus, mas se é de natureza terrestre não pode ser imagem e semelhança de Deus, pois o homem, para ser imagem e semelhança de Deus tem  de  ter características celestiais, ainda que em miniatura. Só Jesus Cristo teve as duas naturezas na encarnação. Se o homem tivesse as duas, seria igual a Jesus, mas não é.

Os animais criados em Gn. 1:20-21, lemos que são alma vivente, que no hebraico é NEFESH HAIÁ. O homem de Gn. 2:7 é também NEFESH HAIÁ. Esta é a natureza animal do homem. Mas em Gn. 2:7, o homem recebeu também NISHMAT HAIM, que o diferencia dos animais, e é traduzido por  “soprar mais vida”. Na Bíblia lemos FÔLEGO DA VIDA”. No livro de Jó lemos que esse fôlego da vida, ou soprar mais vida, está ligado à inteligência do homem; a parte racional. “Na verdade há um espírito no homem, e a inspiração do todo poderoso (El  Shaday) os faz entendidos.” O  Nishmat haim do  homem é sua parte racional, que o diferencia dos animais e Jó nos diz: “Quem não entende por todas estas coisas que a mão de Jeová fez isto? Que está na sua mão  a alma de tudo quanto vive, e o espírito de toda a carne humana?” (Jó 12:9-10). Ora, o espírito da carne é a inteligência do homem, e todos tem inteligência. O homem natural não tem o Espírito Santo, por isso Paulo declara: “Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus”(I Co. 2:11-12).

E Jó continua dizendo: “Eu, ouvi a repreensão que me envergonha, mas o espírito do meu entendimento responderá por mim” (Jó 20:3). Os homens são guiados pela própria inteligência e entendimento, que estão no cérebro, isto é, fazem parte da natureza animal do homem. Os animais são irracionais, e o homem é racional porque pensa e aprende. A própria Bíblia afirma que ao morrer o homem, com ele perece os pensamentos. “Sai-lhes o espírito, e eles tornam-se em sua terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos” (Sl. 146:4).

Se a parte espiritual do homem natural é a parte intelectual, e a parte intelectual perece, pois está ligada a parte física, não há nada de celestial no homem natural, e assim não pode ser imagem e semelhança de Deus. O homem natural mata quando quer e não mata quando não quer. Rouba quando quer e não rouba quando não quer. Quando decide fazer o mal, o faz pela razão, e isso é o livre arbítrio. Não peca quando interessa não pecar, mas havendo interesse peca. Esse comportamento é próprio dos homens em geral. A prova disso é que os cristãos afirmam estar sujeitos ao pecado, afirmando que não há quem não peque  (Ec. 7:20). Paulo chama este tipo de homem por Velho Homem. O Velho Homem é o descendente de Adão e Eva. Todos são animais intelectuais segundo a Bíblia. Os antigos cristãos, chamados pais da Igreja, que viveram nos primeiros três séculos, afirmavam que o homem era hílico e psíquico. O hílico é o carnal e animal, e o psíquico é o racional, que consegue limitar os excessos quando convém.

O novo homem só vem a luz através de Cristo. “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é, as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo” (II Co. 5:17). Se algum cristão deixa-se guiar pelo próprio entendimento, isto é, decide o que é pecado e o que não é, decide o que é certo e o que é errado, esse cristão é igualzinho ao velho homem vindo do primeiro Adão e nada tem de celestial.

Paulo afirma que o velho homem tem de ser crucificado com Cristo para desfazer o corpo de pecado(Rm. 6:6). O novo homem está espiritualmente assentado nos lugares celestiais em Jesus Cristo (Ef. 2:5-6). Como entender o novo homem assentado nos lugares celestiais? É o cristão, cujos interesses são os mesmos de Jesus Cristo, isto é, não perder tempo correndo atrás das coisas deste mundo, pois isso é o que fizeram sempre os homens velhos. O novo homem corre atrás dos tesouros celestiais (Mt. 6:19-24).

Quando esse novo homem não peca quando não convém, como faz o velho homem, é igual ao velho homem. O novo homem está acima do pecado como o sol está acima da terra, por isso Jesus o chama de luz do mundo (Mt. 5:14-16). Há cristãos que não pecam em público, mas pecam em particular. O novo homem não permite que o ladrão lhe roube a alma no oculto e às escondidas.

O novo homem recebe uma terceira natureza. É o homem espiritual por excelência. Esse homem espiritual não se mistura com a corrupção deste mundo porque já está ressuscitado espiritualmente.“Portanto, se já ressuscitaste com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à dextra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em Glória” (Cl. 3:1-4) . E continuando, Paulo diz: “Mas agora despojai-vos também de tudo; da ira, da cólera, da malícia, da maledicência, das palavras torpes. Não mintais uns aos outros,  pois que já vos despistes do velho homem com os seus feitos, e vos vestistes do novo, que se renova para conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou” (Cl. 3:8-10).

Se para ser imagem e semelhança de  Deus Pai, o homem tem de ser criado por Jesus  Cristo , recebendo uma natureza semelhante a de Cristo (Gl. 2:20;  Ef. 4:13; Rm. 8:29) , o primeiro Adão era imagem e semelhança, mas não de Jesus nem do Pai. Convém lembrar que Adão e Eva tinham concupiscência antes de pecar , pois desejaram o fruto maligno (Gn. 3:1-6).Paulo encerra o assunto com a seguinte explicação: “Assim está também escrito :O primeiro homem, Adão foi feito em alma vivente; o último Adão em espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois o espiritual . O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o senhor, é do céu . Qual o terreno , tais são também os terrenos; e qual o celestial, tais também os celestiais. E assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem  do celestial” (I Co. 15:45-49).

Por esta explicação de Paulo , o primeiro homem criado era imagem das coisas terrenas , e assim não podia ser a imagem de Deus . A imagem de Deus surgiu em Cristo Jesus .

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira