(342) – O BEM – I

O  BEM  1

Jeová, segundo as Escrituras, é o criador do mal“Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, Jeová, faço todas essas coisas” (Is. 45:7). A explicação teológica para a criação do mal, é que, se Deus não criou o mal, há outro deus que também tem poder para criar. Como o deus do mal para os cristãos é Satanás, este, como criador do mal estaria se opondo a Deus em igualdade de condições. Este raciocínio não tem base racional, pois nas Escrituras está escrito: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou” (Rm. 8:20). Há um poder que sujeitou a criação de Deus, e se sujeitou é mais forte do que Deus, ou Deus lhe permitiu, e neste caso é co-autor com o inimigo: ‘Quem cala consente’. Até os filhos de Deus estão debaixo desse jugo maldito, por isso está escrito: “Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm. 8:21-23). Só após a ressurreição final os santos, isto é, os filhos de Deus, que receberam o dom do Espírito Santo, estarão livres dessa servidão maldita.

Como, pelas Escrituras, o mal é criação de Jeová, analisemos o mal, vindo de Jeová. Este deus, criador do mal, afirma que exerce uma servidão sobre o seu povo, que ele mesmo compara com a servidão dos reinos da terra, ou melhor dizendo, escravidão. Leiamos a história de Roboão, filho de Salomão, como rei de Israel, após a morte de seu pai: “Sucedeu pois, que, havendo Roboão confirmado o reino, e havendo-se fortalecido, deixou a lei de Jeová, e com ele todo o Israel. Pelo que sucedeu, no ano quinto do rei Roboão, que Sisaque, rei do Egito, subiu contra Jerusalém (porque tinham transgredido contra Jeová). Com mil e duzentos carros, e com sessenta mil cavaleiros; e era inumerável a gente que vinha com ele do Egito, de líbios, suquitas e etíopes. E tomou as cidades fortes, que Judá tinha, e veio a Jerusalém. Então veio Semaías, o profeta, a Roboão e aos príncipes de Judá que se ajuntaram em Jerusalém por causa de Sisaque, e disse-lhes: Assim diz Jeová: Vós me deixastes a mim, pelo que eu também vos deixei nas mãos de Sisaque. Então se humilharam os príncipes de Israel, e o rei, e disseram: Jeová é justo. Vendo, pois, Jeová que se humilhavam, veio a palavra de Jeová a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes, em breve, lhes darei lugar de escaparem, para que o meu furor se não derrame sobre Jerusalém, por mão de Sisaque. PORÉM SERÃO SEUS SERVOS, PARA QUE CONHEÇAM A DIFERENÇA DA MINHA SERVIDÃO E DA SERVIDÃO DOS REINOS DA TERRA” (II Cr. 12:1-8). Jeová nivela por baixo o seu padrão de vida, concedido a seus filhos. É tão baixo que é comparado ao padrão egípcio, e o padrão egípcio era mau e corrupto.

Jeová usa o mal como único instrumento para produzir o bem. Através do mal pretendia curar a ferida do seu povo. Usava o mal como antídoto contra o mal. Falou pela boca de Jeremias: “Todos os teus amantes se esqueceram de ti, e não perguntam por ti; porque te feri com ferida de inimigo, e com castigo de cruel, pela grandeza de tua maldade” (Jr. 30:14). O profeta Oséias explica esse método:“Vinde e tornemos para Jeová, porque ele despedaçou, e nos sarará; fez a ferida, e a ligará” (Os. 6:1). Vamos transcrever as palavras ditas por Jeová sobre o seu método de tentar corrigir o mal pelo próprio mal. Ele disse a Jeremias, o profeta: “Não rogues por este povo para bem. Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste” (Jr. 14:11-12).“Ora pois, fala agora aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz Jeová: Eis que estou forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós; convertei-vos pois agora cada um do seu mau caminho, e melhorai os vossos caminhos e as vossas ações” (Jr. 18:11). “Assim diz Jeová dos Exércitos, o deus de Israel: Eis que trarei sobre esta cidade, e sobre todas as suas cidades, todo o mal que pronunciei contra ela, porquanto endureceram a sua cerviz, para não ouvirem as minhas palavras” (Jr. 19:15). “Porque pus o rosto contra esta cidade para mal, e não para bem, diz Jeová; na mão do rei de Babilônia se entregará, e ele a queimará a fogo” (Jr. 21:10).

Jeová declarou que pôs o rosto contra Jerusalém para mal, e não para bem, isto é, ele não cogitava nenhum resultado bom. E ainda acrescentou: “Eis que velarei sobre eles para mal, e não para bem; e serão consumidos todos os homens de Judá, que estão na terra do Egito, à espada e à fome, até que se acabem de todo” (Jr. 44:27). Jeová não pretendia salvar ninguém. O seu objetivo final era matar todos.

Não deu certo o método de Jeová, pois quanto mais pisava e oprimia, mais o povo se revoltava e desobedecia. As pessoas pensam: ‘Eu não pedi para vir a este mundo de escravidão, de exploração, de guerras, traições, enganos, crimes, etc., quero viver a minha vida como me parece melhor, e vem um deus furioso e iracundo, dizendo: Você vai viver a vida que eu quero, e se não aceitar, mando pragas, pestes, fome, enfermidades malignas, maldições terríveis, e por fim, vingança sem piedade’. O plano de Jeová falhou e ele mesmo declara que seu povo foi pior que os outros povos: “E Manassés tanto fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que Jeová tinha destruído de diante dos filhos de Israel” (II Cr. 33:9).

Jeová então confessa o seu fracasso, dizendo“Se de boa mente ficardes nesta terra, então vos edificarei, e não vos derribarei; e vos plantarei, e não vos arrancarei; porque estou arrependido do mal que vos tenho feito” (Jr. 42:10). O problema é que Balaão, o vidente, alçou a sua parábola, dizendo: “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa” (Nm. 23:19).

Jeová, porém se arrependeu outras vezes, isto é, confessou que errou. Foi ele que escolheu Saul para ser rei de Israel. Saul foi rebelde contra Jeová, e cometeu erros conscientes e imperdoáveis. Então Jeová confessou, dizendo: “Arrependo-me de haver posto Saul como rei; porquanto deixou de me seguir, e não executou as minhas palavras” (I Sm. 15:11).

Se alguém crê em Jeová de todo o coração, tenha certeza que, depois que Jeová o salvar, e esse alguém pecar, Jeová vai se arrepender de ter salvado, e vai destrui-lo (é o que está em Jd. 5). Todos duvidam das promessas de Jeová, pois promete uma coisa e faz outra. O Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, enviou o seu filho unigênito para morrer em lugar do pecador (Jo. 3:16-17; Gl. 1:4). E Cristo já morreu pelos pecadores que Jeová ia condenar. Com isso, Deus, o Pai, revelou aos homens que ele não muda, não volta atrás, e não se arrepende. Quem crer está garantido (Jo. 5:24).

 

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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