(747) – O PERDÃO 1

Perdoar é uma virtude tão alta, que está na oração do ‘Pai Nosso’: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores. E não nos induzas à tentação, mas livra-nos do mal; porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém” (Mt.6:9-13). Foi Jesus quem ensinou esta oração, e disse: “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”. Quem não perdoa está fora do Reino de Deus. Quem guarda mágoa, está fora do Reino de Deus. Quem sente ódio, está fora do Reino de Deus. Quem se ofende, está fora do Reino de Deus. Quem aborrece o seu próximo, está fora do Reino de Deus.

Sabem quem não perdoa? Iahweh, o Deus do Velho Testamento: “Iahweh não lhe quererá perdoar; mas, então, fumegará a ira de Iahweh e o seu zelo sobre o tal homem, e toda maldição escrita neste livro jazerá sobre ele, e Iahweh apagará o seu nome de debaixo do céu. E Iahweh o separará, para mal, de todas as tribos de Israel, conforme todas as maldições do concerto escrito neste livro da lei” (Dt.29:20-21). “Como também por causa do sangue inocente que derramou, enchendo a Jerusalém de sangue inocente; por isso Iahweh não o quis perdoar” (2 Rs.24:11). “Nós prevaricamos e fomos rebeldes; por isso, tu não perdoaste. Cobriste-nos de ira e nos perseguiste; mataste, não perdoaste. Cobriste-te de nuvens, para que não passe a nossa oração” (Lm.3:42-44). “Portanto, tão certo como eu vivo, diz Iahweh, pois que profanaste o meu santuário com todas as tuas coisas detestáveis, e com todas as tuas abominações, também eu te diminuirei; e o meu olho te não perdoará, nem também terei piedade. Uma terça parte de ti morrerá da peste, e se consumirá à fome no meio de ti; e outra terça parte cairá à espada em redor de ti; e a outra terça parte espalharei a todos os ventos, e a espada desembainharei atrás deles. Assim se cumprirá a minha ira, e satisfarei neles o meu furor, e me consolarei; saberão que sou Iahweh, que tenho falado no zelo, quando cumprir neles o meu furor” (Ez.5:11-13). “Pelo que também eu procederei com furor; o meu olho não poupará, nem terei piedade. Ainda que me gritem aos ouvidos com grande voz, eu não os ouvirei” (Ez.8:18).

Vejamos o que Jesus disse sobre o perdão: “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também o vosso Pai celestial vos perdoará a vós. Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas” (Mt.6:14-15). “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão, mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como gentio e publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, será desligado no céu. Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles. Então, Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo até sete, mas até setenta vezes sete” (Mt.18:15-22). “Porém, o Reino dos Céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos; e, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos. E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher, e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse. Então, aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo e tudo te pagarei. Então, o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos que lhe devia cem dinheiros e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves. Então, o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei. Ele, porém, não quis; antes, foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara. Então, o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste. Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará também meu Pai celeste, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas” (Mt.18:23-35).

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

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