(579) – DOIS MINISTÉRIOS 26

O ministério do Velho Testamento conflita com o ministério do Novo Testamento (1 Co.3:7-9).

1.  O ministério do Velho Testamento foi o ministério da acusação, pois Jesus disse: “Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais” (Jo.5:45). O Novo Testamento é o ministério da defesa e da reconciliação. João diz: “Meus filhinhos, não pequeis; e, se alguém pecar, temos um advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1 Jo.2:1).

2.  O Velho Testamento era o ministério da condenação e da morte: “Mas, desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo a iniquidade, fazendo conforme todas as abominações que faz o ímpio, porventura viverá? De todas as suas justiças que houver feito não se fará memória. Na sua transgressão com que transgrediu, morrerá” (Ez.18:24). No ministério do Novo Testamento, Deus, o Pai, decretou a graça: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt.2:11).

3.  O Velho Testamento foi o ministério da servidão: “Vendo, pois, Jeová que se humilhavam, veio a palavra de Jeová a Semaías, dizendo: Humilharam-se, não os destruirei; antes em breve lhes darei lugar de escaparem, para que o meu furor não se derrame sobre Jerusalém, por mão de Sisaque, rei do Egito. Porem serão seus servos, para que conheçam a diferença da minha servidão e da servidão dos reinos da terra” (2 Cr.12:7-8). Jesus, porÉm, disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo.8:32).

4.  O Velho Testamento é o ministério da escravidão, pois Paulo diz: “Dizei-me os quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei? Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Todavia o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa. O que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos, um, do monte Sinai, gerando filhos para a servidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós” (Gl.4:21-26). Jesus Cristo nos liberta e nos faz membros da Jerusalém celestial (Jo.8:36).

5.  O ministério do Velho Testamento é o ministério da tirania, pois Ezequiel diz: “Vivo eu, diz o senhor Jeová, que com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada, hei de reinar sobre vós” (Ez.20:33). Mas, no Novo Testamento, Paulo diz: “Dando graças ao Pai, que nos fez idôneos para participar da herança dos santos na luz. O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor” (Cl.1:12-13).

6.  O ministério do Velho Testamento é o ministério no qual Satanás tem ascendência sobre o deus, que entrega os justos e santos ao próprio Satanás para prová-lo e torturá-lo como se fosse ladrão (Jo.1:6-12). Jesus, em contrário, nos dá poder para pisar a cabeça de Satanás, pois Paulo diz: “E o Deus da paz em breve esmagará a cabeça de Satanás debaixo dos vossos pés” (Rm.16:20).

7.  No ministério do Velho Testamento, Jeová entrega os israelitas aos desejos de seus corações, para cometerem todo tipo de torpeza (Sl.81:11-12; Rm.1:26-29). Glória a Deus, que nos liberta das paixões pecaminosas e dos vícios, tornando-nos criaturas. Paulo diz: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para morte, ou da obediência para justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm.6:16-18).

8.  O Velho Testamento é o ministério da condenação, pois Paulo diz: “Porque se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça” (2 Co.3:9). O apóstolo dos gentios fala mais uma vez: “Porque para mim, tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm.8:18).

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

 

Deixe uma resposta