(189) – Autor e Consumador da Fé – III

Autor e Consumador da Fé 3

 

Jeová, que se revelou a si mesmo como deus, era iracundo (Sl. 7:11); era injusto, pois cobrava nos filhos os pecados dos pais (Is. 14:21); era vingativo e sem piedade, pois suas vinganças se estendiam a muitas gerações, pelo pecado da primeira (Ex. 17:16; Dt. 23:3). Jeová não cumpre suas promessas. Jurou a Abraão que sua descendência seria como as estrelas do céu (Gn. 15:5) e depois fala o contrário:“E ficaríeis poucos homens, em lugar de haverdes sido como as estrelas dos céus em multidão; porquanto não destes ouvido a voz de Jeová teu deus” (Dt. 28:62). A promessa fora feita a Abraão quatrocentos anos antes. Jeová, sendo deus, deveria saber que o povo iria desobedecer, e não devia ter prometido nada a Abraão. Parece que Jeová não liga para a palavra empenhada a um servo fiel com juramento (Gn. 22:15-18). Jeová vende o seu povo por nada, não obtendo lucro nenhum, isto é, as crueldades, que pratica não trazem nenhum benefício para seus filhos (Sl. 44:12; Is. 42:24). Jeová abençoa e depois muda a bênção em maldição (Mal. 2:2). Jeová afirmou a Abraão que por amor de dez justos pouparia uma cidade inteira de perdidos e corruptos (Gn. 18:23-26, 32). Mil anos mais tarde, falou pela boca do profeta Ezequiel dizendo ao seu povo, que habitava em Jerusalém: “Eis que eu sou contra ti, e tirarei a minha espada da baínha e exterminarei do meio de ti o justo e o ímpio. E, por isso que hei de exterminar do meio de ti o justo e o ímpio, a minha espada sairá da bainha contra toda a carne” (Ez. 21:3-4). Jeová deus mentiu para Abraão. Existem centenas de passagens no Velho Testamento mostrando que Jeová era um deus sanguinário e mau, cujas obras foram totalmente contrárias as obras de Jesus Cristo no Novo Testamento. Ora, Jesus só fez o bem, salvou, curou e libertou os cativos. E declarou que as obras que fazia eram as obras do Pai; compare os seguintes textos: (Jr. 21:10; 44:27; Jo. 10:32; 14:10-11). As obras más de Jeová testificam que ele não é o Pai de Jesus, mas sim o Pai do diabo, pois criou o mal, e o mal é o diabo (Is. 45:7). O Deus e Pai de Jesus Cristo é amor (I Jo. 4:7-8), e só faz o bem (Tg. 1:17). Afirmamos que Jeová não é o Deus Pai.

Os adoradores de Jeová dizem: Se Jeová não é o Deus Pai, mas un impostor cruel, mau, assolador e exterminador de almas, por que o Pai permite? Se permitiu é pior que Jeová. Vamos responder esta acusação contra o Deus Pai:

  1. “Jesus é o autor e consumador da fé” (Hb. 12:2). Sendo assim, Deus, o Pai, intervindo na obra maligna e destruidora de Jeová, seria o autor e consumador de fé. Jesus, sendo autor e consumador, prova que Deus nada tem a ver com este mundo, e com os homens. Para Deus intervir teria que ser cabeça dos homens, mas não é. Jesus é a cabeça dos homens. Deus, o Pai, só é a cabeça de Cristo Jesus (I Co. 11:3). Se Jesus não descesse do céu não haveria salvação para ninguém, isto é, Deus não tinha projeto de salvar. Quem tinha projeto de salvar era Jeová; mas uma salvação que não salva ninguém, pois lemos: “Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo Jeová salvo um povo, destruiu depois os que não creram” (Jd. 5). A salvação de Jeová era perecível. De quase um milhão de pessoas, só dois se salvaram. Josué e Calebe (Nm. 14:30). E qual foi a salvação de Josué e Calabe? Entraram em Canãa, o repouso de Jeová. Moisés não entrou no repouso, logo não foi salvo (Dt. 34:4-5).Se Moisés é salvo, é porque Jesus morreu por ele, e ressuscitou (I Co. 15:17-18).Uma intervenção do Pai caçando Jeová aniquilaria o projeto de Jesus, e não haveria salvação.
  2. O segundo ponto a ser analisado, é que o Pai não é Deus da guerra como Jeová. Ele é Deus da Paz. “Glória a Deus nas alturas, paz na terra” (Lc. 2:14). “Graça e Paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo” (I Co. 1:3; II Co. 1:2; Gl. 1:3; Ef. 1:2). Deus é Deus da paz, não da guerra. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fl. 4:7). “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm. 14:17). Jeová é o deus guerreiro, igual aos homens (Ex. 15:3). E faz guerra contra ídolos; e faz guerra contra homens embrutecidos e grosseiros (Ex. 17:16). Isto só pode ser comparado a um presidente da república que desce do palácio, e vai ao lixão fazer guerra contra marginais. Ainda bem que Deus é amor. O método do Pai não é guerra, mas o amor. O Pai não impõe pela força como Jeová, declarou: “Vivo eu, diz Jeová, que com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada, hei de reinar sobre vós” (Ez. 20:33). “Se o homem não se converter, Jeová afiará a sua espada; já tem armado o seu arco, e está aparelhado; e já para ele preparou armas mortais, e porá em ação as suas setas inflamadas” (Sl. 7:12-13). Cristo não revelou essa imagem grotesca de um deus iracundo, mas uma imagem benigna, misericordiosa e paternal de um Deus bondoso, e que não muda.
  3. Biblicamente Jeová é anjo. Foi ele, em pessoa, que deu a lei em voz alta do alto do monte Sinai. Moisés, da parte de Jeová falou o seguinte a Israel: “O dia em que estiveste perante Jeová teu deus em Horebe, quando Jeová me disse: Ajunta-me este povo, e eu os farei ouvir as minhas palavras, e aprender-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, a as ensinarão a seus filhos; e vós vos chegastes, e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até o meio dos céus e havia trevas, e nuvens e escuridão. Então Jeová vos falou do meio do fogo” (Dt. 4:10-12). Quem falou foi Jeová em pessoa. Moisés repete essa verdade no capítulo cinco, versos vinte e dois a vinte e quatro. Mas no Novo Testamento, Estevão, o primeiro mártir, revela que o deus que falava era un anjo:“Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes”(At. 7:53; 7:35-38). O Apóstolo Paulo faz a mesma afirmação: “Para que é a lei? Foi ordenada, por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita, e foi posta pelos anjos na mão de um mediador” (Gl. 3:19). Em Hb. 2:2, lemos que a palavra falada no monte Sinai, foi palavra de anjos. Paulo revela que os cristãos vão julgar os anjos (I Co. 6:3). Sendo assim, quem vai julgar o anjo Jeová e os demais anjos que com ele impuseram terror aos homens, e principalmente a Israel, serão os cristãos. Ora, se o plano do Filho e do Pai era formar a Igreja, isto é,  um povo santo para julgar este mundo e os anjos, quem afirmar que Deus devia interferir está tão por fora das escrituras, como cego em tiroteio. O que é pior, revela desconhecimento total das Escrituras, e ainda ajuda o adversário da Igreja.

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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