(137) – OS IMUNDOS – II

 

OS IMUNDOS II

 

Perguntas difíceis de responder:

  1. Por que as crianças têm faro aguçado pelas coisas  erradas e resistem em fazer as coisas certas?
  2. Por que as crianças tendem com mais facilidade para o mal e não para o bem?
  3. Por que as crianças são em geral desobedientes?
  4. Por que as crianças escondem dos pais as coisas erradas que fazem?
  5. Porque os adultos são em geral, escravos do mal que aprenderam na infância?

Jeová exigia santidade na vida dos sacerdotes e também na vida do povo. “Santos sereis, porque eu, Jeová vosso deus, sou santo”(Lv. 19:2; 20:7, 26).

Se algum israelita pecasse qualquer pecado, ia ao sacerdote, no templo com os animais; um para sacrifício e outro, para holocausto. O sacerdote oferecia a Jeová os animais sobre o altar, e o pecado era perdoado (Lv. 4:27-35).

Quanto aos imundos, lemos na carta aos hebreus: “Porque, se o sangue dos touros e dos bodes, e a cinza de uma novilha espargida sobre os imundos, os santifica, quanto a purificação da carne” (Hb. 9:13). A imundícia estava mais fortemente ligada ao sexo. Em Lv. 15:16-17 lemos que a semente da cópula do homem é imunda. Também  o sangue da menstruação da mulher era imundo (Lv. 12:1-4). A criança nascia imunda (Jó 15:14; 25:4). Era um “show” de imundícia (II Pd. 2:10).

Os israelitas, entretanto, eram santificados e purificados pelos  sacrifícios da lei (Hb. 9:13).  Se eram santificados e purificados através do sacrifício da expiação, e do holocausto, onde a vítima era totalmente queimada no altar, por que a cópula continuava imunda? Por que a semente da cópula do homem e ovulação menstrual da mulher continuam imundas? Por que, após o sacrifício para purificação as crianças nasciam imundas? A RESPOSTA É : Porque foram criados imundos. Toda a carne antes de Jesus Cristo, era imunda, pois era de natureza imunda. Paulo afirma que a carne e o sangue são corrupção em I Co. 15:50. Jesus declara que a carne, para nada serve em Jo. 6:63. Paulo também declara, que para pertencer a Cristo, a carne tem de ser crucificada. “Os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências” (Gl. 5:24). Todos, fora da cruz, são imundos. Quando Jesus dizia: “Quem quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me” (Mt. 16:24), estava esclarecendo aos discípulos, que a carne é imunda e podre, e inimiga da nossa alma. “Abstende-vos das concupiscências carnais, que combatem contra a alma” (I Pd. 2:11). Paulo confessou: “Porque também nós, em outro tempo, éramos insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros” (Tt. 3:3).

É preciso lembrar que nenhuma concupiscência vem do Pai. “Tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade do Pai permanece para sempre” (I Jo. 2:16-17). A vontade do Pai é outra: “No tempo, que vos resta na carne, não vivais mais segundo as concupiscências dos homens, mas segundo a vontade de Deus” (I Pd. 4:2).

Ora, Adão e Eva foram vestidos de carne pelas mãos de Jeová (Gn. 2:21-23). “De pele e de carne me vestiste, e de ossos e nervos  me entreteces- te” (Jó 10:11). E a carne é tão imunda, que a roupa se torna imunda pelo contato com a carne (Jd. 23). Até a lei de Jeová ficou enferma por causa da carne (Rm. 8:3).

A obra de Jesus na cruz foi tão poderosa e gloriosa, o seu sacrifício foi tão eficaz, que foge a nossa percepção! Pedro, o apóstolo, confessou: “Vi o céu aberto, e descia um vaso, como se fosse um grande lençol atado pelas quatro pontas, e vindo para a terra, no qual havia de todos os animais, quadrúpedes e répteis da terra, e aves do céu. E foi-me dirigida uma voz: Levanta-te, Pedro, mata e come. Mas eu disse: De modo nenhum Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum ou imunda. E segunda vez lhe disse a voz:  Não faças tu comum o que Deus purificou” (At. 10:11-15). Pedro, em obediência, foi pregar o evangelho na casa do centurião Cornélio, o gentio romano, e ao chegar disse: “Vós bem sabeis que não é lícito a um varão judeu ajuntar-se ou achegar-se a um estrangeiro; mas Deus mostrou-me que a nenhum homem chame comum ou imundo” (At. 10:28). Os judeus se consideravam santos, e aos demais povos tinham por imundos; e Deus, pelo sacrifício de Cristo na cruz purificou todas as raças, e Pedro não tinha olhos para ver a obra de Jesus. “Jesus é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (I Jo. 2:2). “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados” (II Co. 5:19). Para Deus, o Pai, não há mais imundos, nem partos imundos, nem crianças imundas.

Se não há mais partos imundos, por que Paulo afirma que há crianças imundas? “Se algum cristão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe, e se alguma mulher cristã tem marido descrente e ele consente em habitar com ela, não o deixe,  porque o marido descrente é santificado pela mulher crente, e a mulher descrente é santificada pelo marido crente; doutra maneira vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos” (I Co. 7:12-14). Paulo, nesta passagem ensina que, quando o descrente consente em habitar com o crente, apoia a fé do crente em Cristo. Quando não consente, é porque não  crê, e neste caso anula a obra de Cristo na cruz, e assim permanecem todos imundos dentro do Velho Testamento de Jeová.

Cabe, neste assunto, uma tremenda reflexão. O esperma de homem é naturalmente imundo (Lv. 15:16; 22:4). A menstruação da mulher é também imunda (Lv. 15:19). A cópula honesta é imunda (Lv. 15:18). A criança nasce imunda (Lv. 12:1-7). Note-se que o homem fica imundo quando sai a semente de cópula. A mulher também. O filhinho tem de ser circundado para deixar de ser imundo. Se o homem foi criado com semente imunda, se a carne da qual o homem foi feito é imunda (II Pd. 2:10), pode um ser imundo ser criado à imagem e semelhança de um deus santo? Mas no Novo Testamento, o sacrifício de Cristo santificou os homens, e o leito fica sem mácula (Hb. 13:4). Agora o homem pode ser à imagem do Deus Pai (Cl. 3:8-10).

 

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

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