(534) – DOIS MINISTÉRIOS – VII

DOIS   MINISTÉRIOS  7

Como vimos nos primeiros folhetos, ministério é um departamento do Estado em que os ministros administram os negócios do Estado. Se os ministros não cumprem com fidelidade suas funções, são afastados. O apóstolo Paulo revela que existem dois ministérios: O do Velho Testamento e o do Novo Testamento. E Paulo nos diz também que Deus nos fez capazes de ser ministros de um Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito, porque a letra mata, e o Espírito vivifica (II Co.3:5-6). E Paulo continua, dizendo: “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito?” (II Co.3:7-8). A Bíblia Revista e Atualizada não usa a palavra transitória, isto é, que estava em trânsito, mas usa a palavra DESVANECENTE, que quer dizer, algo que desvanece com o tempo. Na Bíblia de Jerusalém lemos GLÓRIA PASSAGEIRA, isto é, de pouca duração. Na versão inglesa de 1961, lemos: GLÓRIA QUE HAVERIA DE SER ELIMINADA. O ministério do Velho Testamento, estabelecido por Jeová através de um mediador humano, ou melhor, através de Moisés, tinha uma glória efêmera, que durou enquanto Moisés viveu. Morreu Moisés, desvaneceu-se a glória. Morreu Moisés, acabou a glória. Concluímos que a glória do ministério do Velho Testamento não era a glória de Deus, porque tudo o que Deus faz dura eternamente (Ec.3:14).

A glória de Jesus Cristo é eterna, pois disse: “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” (Jo.17:5). E é essa glória que Jesus nos dá. Ele mesmo declara: “Eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um” (Jo.17:22). E qual é a glória que Jesus nos dá? O apóstolo Paulo responde: “MAS Alegrai-vos pelo fato de serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus” (I Pd.4:13-14 – maiúsculo nosso).

No ministério do Velho Testamento havia uma só glória, que era a transitória, que era a desvanecente, ou a que era passageira, isto é, de pouca duração, como a de Moisés, que acabou na sepultura. No ministério do Novo Testamento temos duas glórias: A que antecede a morte física, e a que nos é dada na ressurreição. A glória dos cristãos durante a peregrinação terrena, são os padecimentos por amor a Cristo. Paulo diz: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações” (Rm.5:3). Que é gloriar-se na tribulação? Não é a glória de pregar o Evangelho; quem não prega o evangelho, nega a fé (I Co.9:16). Gloriar-se na tribulação é pregar o evangelho, que em consequência produz grande tribulação, e então, depois de ser açoitado, dizer: Regozije-mo-nos, pois fomos julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus (At.5:41-42). Gloriar-se na tribulação não é suportar calado a dor dos grilhões de ferro que nos prendem os pés, mas cantar com alegria o privilégio de sofrer por Jesus, como fizeram Paulo e Silas (At.16:22-26). E por que os apóstolos se gloriavam tanto nas tribulações? Paulo responde depois de uma experiência atribulada quando pregava em Listra e Derbe:“Sobrevieram uns judeus de Antioquia e de Icônio, que tendo convencido a multidão, apedrejaram a Paulo, e o arrastaram para fora da cidade, cuidando que estava morto; mas Paulo não morreu, e no dia seguinte, entrou na cidade e anunciava o evangelho. E Paulo ia confirmando os ânimos dos discípulos, exortando-os a permanecer na fé, pois que por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (At.14:18-22). E sempre falava: “Porque as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm.8:18).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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