(532) – DOIS MINISTÉRIOS – V

DOIS   MINISTÉRIOS   5

O apóstolo Paulo dividia a Escritura em dois ministérios. O da Lei e o do Espírito Santo. O da Lei abrangeu todo o Velho Testamento até a crucificação de Cristo, e o ministério do Espírito Santo começou no dia de pentecostes (At.2:1-4). Paulo descreve assim os dois ministérios: “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, Como não será de maior glória o ministério do espírito?” (II Co.3:7-8 – maiúsculo nosso).

Nós, os cristãos, não fazemos parte do ministério da letra, gravado em pedras, que é o ministério de Jeová, ministrado por Moisés no monte Sinai. Provemos: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm.6:14). É muito comum o pensamento baseado em I Jo.1:8-10, ensinando e defendendo que não há cristão que não peque, e considerando mentiroso quem crê que é possível não pecar. Com isto fica provado que estão debaixo da lei, e não da graça. Se o cristão peca não houve novo nascimento, como lemos em João 3:3-6, e o cristão permanece na carne, e a carne não herda o reino de Deus, pois a carne e o sangue são corrupção (I Co.15:50). Se o cristão peca, não há nova criatura, como lemos em II Co.5:17; todos são iguais ao primeiro Adão e Eva, e estão debaixo do poder do diabo, pois o diabo peca desde o princípio (I Jo.3:8). Quando algum doutor ou teólogo ensina que todo cristão peca, está ensinando que todos são filhos do diabo(Jo.8:44). Paulo ensina que as paixões dos pecados são produzidas pela lei de Jeová, e obram em nossos membros para a morte (Rm.7:5). E Paulo continua o texto dizendo: “Mas agora estamos livres da lei, pois morremos para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra” (Rm.7:6).

O problema do pecado é um problema de libertação, pois Paulo diz: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para morte, ou da obediência para justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues, E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm.6:16-18 – maiúsculo nosso). A missão de Jesus Cristo é libertar o homem do pecado, das trevas e de Satanás; e João nos diz: “E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu” (I Jo.3:5-6 – maiúsculo nosso). Separemos, portanto, os dois ministérios:

A.   O do Velho Testamento é o da desobediência, e o de Cristo é o da obediência (Hb.5:8-9).

B.   O de Jeová é o ministério da servidão, e o de Cristo é o da liberdade (II Cr.12:7-8; Gl.5:1-4).

C.   O de Jeová é o ministério da morte (Rm.5:17). O de Jesus é o da ressurreição (Jo.11:25-26; Cl.21:12; 3:1-4).

D.   O de Jeová é o ministério da ira (Sl.7:11-13). O de Cristo é o do amor (Jo.3:16-17).

E.    O de Jeová é o ministério da condenação (II Co.3:9). O de Cristo é o da justiça (Rm.10:4).

F.  O de Jeová é o ministério da imputação do pecado (Rm.4:15; 5:12-13). O de Cristo é o ministério da graça, isto é, a não imputação do pecado (II Co.5:19; Tito 2:11).

G.   O de Jeová é o ministério das trevas (Hb.12:18-21; Ex.20:21; Sl.18:11). O de Cristo é o ministério da luz (Jo.1:9; 8:12; Mt.5:14-16).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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