(213) – DEUS BOM – I

DEUS BOM – 1

     Jesus declara que Deus é bom, e afirma que a bondade do Pai é superior à bondade do Filho, isto é, Jesus (Mt. 19:16-17). Tiago, na sua Epístola  Universal declara o mesmo. “Toda boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das Luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tg. 1:17). O apóstolo João declara categoricamente que Deus é amor (I Jo. 4:8). Paulo, o grande apóstolo dos gentios revela que o amor não faz mal ao próximo (Rm. 13:10). Mais à frente, Paulo descreve os atributos do amor: “O amor é sofredor, é benigno, o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, e não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (I Co. 13:4-7). Todos estes textos provam que de Deus, o Pai de Jesus Cristo, não pode vir nenhuma espécie de mal.

Analisemos o deus Jeová do Velho Testamento para vermos se é assim:

No decálogo, isto é, na lei dada por Jeová, no segundo mandamento, lemos que Jeová visita a maldade do pai nos filhos até a terceira e quarta geração (Ex. 20:4-5). Há muitos exemplos na Bíblia que revelam o caráter mau de Jeová: Noé bebeu vinho, e tirou a roupa. Cão, seu filho mais moço entrou na tenda e viu a nudez do Pai; quem pagou o pato foi o filho de Cão, de nome Cannãa, que nada tinha a ver com o caso. Foi amaldiçoado com toda a sua descendência. Esse absurdo está em Gn. 9:20-27.

Um outro caso chama a atenção. Quando a cidade de Jericó foi  destruída, Jeová mandou matar a fio de espada, desde o homem até a mulher, desde o menino até o velho, e até o gado miúdo (bois e jumentos) (Js. 6:21). Toda a prata, e o ouro, vasos de metal, etc., produtos do saque pertenciam a Jeová (Js. 6:19). “Ora, Acã, vendo Jeová saquear o ouro e a prata, tomou para si, do despojo, uma capa babilônica, duzentos ciclos de prata e uma cunha de ouro, do peso de cinqüenta ciclos” (Js. 7:21). Por esse crime hediondo, que Jeová também cometeu, Acã foi apedrejado até a morte. O que nos agride no bom senso, é que, com Acã, foram apedrejados seus filhos e suas filhas, e também bois e jumentos, ovelhas e tudo o mais. Tudo foi apedrejado e queimado a fogo. Aqueles filhos e filhas não eram culpados, mas foram condenados ao suplício. Um Deus bom jamais faria aquilo (Js. 7:24-26).

Pior que o caso de Acã foi o caso de Saul, o primeiro rei de Israel. Israel estava em aflição, pois os filisteus se ajuntaram para a batalha, sendo trinta mil carros, seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está na borda do mar. O povo de Israel, aterrorizado, se escondeu pelas cavernas, e pelos espinhais, e pelos penhascos, e pelas fortificações e pelas covas (I Sm. 13:6). Saul estava em Gilgal, e todo o povo, tremendo, vinha a ele, clamar. Saul  esperava o profeta Samuel, que tardava. Vendo o terror dos filisteus sobre o povo, e não chegando o profeta, Saul ofereceu o holocausto de ofertas pacíficas a Jeová. Mal acabou de oferecer o holocausto, chega Samuel, e o repreendeu dizendo. Já tem Jeová buscado outro para reinar, pois obraste loucamente. Saul, apertado pelos filisteus, e em angústia, quis agradar a Jeová oferecendo o holocausto, mas Jeová se ofendeu (I Sm. 13:8-14). Para dar a  impressão de que era justo diante de Samuel, Jeová lhe deu outra chance, através do profeta.“Enviou-me Jeová a ungir-te rei sobre o seu povo Israel; ouve-me, pois agora a voz  das palavras de Jeová, que disse: Eu me recordei do que fez Amaleque a Israel, como se lhe opôs no caminho. Vai agora, e fere Amaleque, e destrói totalmente a tudo o que tiver, e não lhe perdoes, porem matarás desde o homem até a mulher, desde os meninos até os de mama, desde os bois, até as ovelhas, e desde os camelos até aos jumentos” (I Sm. 15:1-3). Quem é Amaleque? É um neto de Esaú, irmão de Jacó (Gn. 36:12). Amaleque é portanto, descendente de Abraão, mas como Jeová odiava Esaú desde o ventre, odiou também o neto como está escrito na lei (Ex. 20:4-5). Passaram-se trezentos e cinqüenta anos, e o ódio de Jeová não passou, por isso deu ordem para Saul matar os amalequitas, seus parentes. Um deus que guarda o ódio no coração por trezentos e cinqüenta anos não é amor, mas ódio e vingança sobre os inocentes, pois os descendentes, depois de trezentos e cinqüenta anos já não lembram o que fizeram os antepassados. E mesmo que lembrem, não são réus de crime, pois não participaram. Um Deus bom não vai condenar, destruir e matar inocentes por crimes cometidos por um antepassado trezentos e cinqüenta anos antes. Seria o cúmulo da injustiça. O texto de Rm. 9:9-18, refere-se a Jeová e não ao Pai e nem Jesus, pois o Pai nunca foi conhecido pelos homens; João escreveu: “Deus nunca foi visto por alguém. O Filho Unigênito, que está no seio do Pai, esse o fez conhecer” (Jo. 1:18). Fora de Jesus é impossível conhecer o Deus Pai de amor. João também disse: “Quem não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (I Jo. 4:8). Lendo as obras de Jeová no Velho Testamento, podemos dizer também. Quem não odeia, não conhece Jeová, pois Jeová é ódio. Já pensaram num deus que cultiva o ódio por 350 anos? O grande holocausto, onde mais de seis milhões de judeus foram trucidados entre 1940 a 1945, durante a segunda guerra mundial, é o resultado do ódio de Jeová pelo seu próprio povo por milhares de anos. No Sl. 78:59 lemos que Jeová odiou sobremaneira o seu povo, logo nunca foi amor, pois o amor tudo suporta (I Co. 13:7). Jeremias disse, da parte de Jeová: “Tornou-se a minha herança para mim como leão numa floresta; levantou sua voz contra mim, por isso a odiei” (Jr. 12:8). Jeová não é amor, logo não é o Deus bom. Amós também falou:“Jurou Jeová pela sua alma: tenho abominação pela soberba de Jacó, e odeio os seus palácios; e entregarei a cidade e tudo o que nela há” (Am. 6:8).  “Os loucos não pararão à tua vista; aborreces a todos os que praticam a maldade” (Sl.5:5). “Jeová prova o justo, mas a sua alma odeia o ímpio e o que ama a  violência” (Sl. 11:5). Os servos de Jeová, quanto mais fiéis são, tanto mais odeiam os que se opõem a Jeová. Davi declarou: “Não aborreço eu, ó Jeová, aqueles que te aborrecem, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? Aborreço-os com ódio completo; tenho-os por inimigos” (Sl. 139:21-22). Os servos fiéis a Jeová, foram acometidos de tal ódio por Estevão, que rangiam os dentes e esperneavam. Só se acalmaram depois de apedrejá-lo até a morte (At. 7:51-60). Paulo também perseguia os cristãos em nome de Jeová. “Quanto a mim, sou varão judeu, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de deus (Jeová), como todos vós, hoje sois. E persegui este caminho até a morte, prendendo e metendo em prisões, tanto homens como mulheres” (At. 22:3-5; 26:9). Quando Paulo se converteu das mãos de Jeová para as mãos de Cristo, passou a ser perseguido pelos servos de Jeová, os mesmos que lhe davam carta branca para perseguir e matar. Uma coisa fica bem clara: Quando conhecemos o Deus bom, o deus mau levanta seus exércitos para nos acusar, injuriar, perseguir, e destruir. Mas Paulo disse: “Por muitas tribulações nos importa entrar no reino de Deus” (At. 14:22).

 

Autoria:  Pastor Olavo S. Pereira

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