(211) – FÁBULAS

FÁBULAS

     Que é uma fábula? Fábula é um apólogo, e apólogo é uma verdade moral, expressa sob forma de fábula ou alegoria, ou sob o véu da ficção. Fábula é lenda, conto popular, mito. A mitologia contém os deuses fabulosos. O monte Olimpo dos Gregos era o lugar onde viviam os deuses gregos. Fábula é, finalmente, um conto, lenda, ou mito, que não tem existência real. É uma mentira.

Viveu no ano quinhentos antes de Cristo, um homem feio, deformado e gago, que se notabilizou pelas fábulas que escreveu. Seu nome era Esopo, o frígio.

Existem fábulas na Bíblia? Ou melhor, a Bíblia contém fábulas? Vejamos o que o apóstolo Paulo diz sobre o assunto. “Como te roguei, quando parti para Macedônia, que ficasses em Éfeso, para advertires a alguns, que não ensinem outra doutrina, nem se dêem a fábulas ou a genealogias intermináveis, que mais produzem questões do que edificação de Deus, que consiste na fé; assim o faço agora. Ora, o fim do mandamento é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida, do que desviando-se alguns, se entregarem a vãs contendas”(I Tm. 1:3-6). No verso três, Paulo se refere a doutrina da Igreja. No verso quatro, afirma que alguns da Igreja, em vez de pregar a sã doutrina, ficavam discutindo fábulas ou genealogias que não edificam o reino de Deus, que consiste somente na fé. Nos versos cinco e seis Paulo declara que os que se dão a investigar fábulas e genealogias, se desviam da fé.

Fica claro, que na Igreja nascente proliferavam as fábulas, isto é, lendas ou contos fabulosos que atrapalhavam a edificação da Igreja e do reino de Deus. Na mesma carta a Timóteo, mais à frente, Paulo declara que as tais fábulas, eram profanas. Ora, profanar é violar a santidade do Evangelho. Profanar é violar uma coisa sagrada. Leiamos o texto no qual Paulo coloca os pingos nos is. “Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada sua própria conciência; proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de manjares que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, afim de usarem deles com ações de graças; porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graça, porque pela palavra de Deus e pela oração é santificado. Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido. Mas rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te a ti mesmo em piedade” (I Tm. 4:1-7).

Neste texto, Paulo revela que as fábulas profanas são doutrinas de demônios, e espíritos enganadores, próprias para os hipócritas. Essas fábulas tratavam de proibições (I Tm. 4:3).

Paulo ainda adverte a Igreja que as fábulas que tanto perturbavam e minavam a Igreja do seu tempo, eram coisas do Velho Testamento. “Este testemunho é verdadeiro. Portanto repreende-os severamente, para que sejam sãos na fé, não dando ouvido às fábulas Judaicas, nem aos mandamentos de homens que se desviam da verdade” (Tt. 1:13-14). Ora, os Judeus todos freqüentavam as sinagogas, e seguiam rigidamente os mandamentos e a lei de Moisés. Como Paulo fala de fábulas judaicas, e também dos mandamentos, é obvio que as fábulas eram aquelas histórias fabulosas dos grandes matadores, como Gideão, Jefté, Sansão, e outros. No Novo Testamento a ordem era para salvar as almas dos maus e perdidos, e no Velho Testamento a ordem era matar a todos. Os heróis mitológicos do Velho Testamento dizimavam homens, velhos, crianças e mulheres sem piedade, e Paulo, criticando essas fábulas, recomendando a Timótio, dizendo: “Rejeita as fábulas profanas e de velhos, e exersitate a ti mesmo em piedade” (I Tm. 4:7). Davi teve trinta e sete valentes. Um matou oitocentos de uma vez. Outro lutou contra os filisteus ferindo-os por todo o dia, até que a espada grudou na sua mão. Outro de nome Abisai matou trezentos de uma feita. Outro ainda, matou três leões, e feriu um egípcio enorme. Todos os trinta e sete só pensavam em matar. Foram eles, guerreiros fabulosos que hoje vemos nos filmes de ficção. Os valentes de Jesus, todos, deram a vida para salvar os perdidos e condenados que os valentes de Davi matavam sem piedade, e por isso mesmo eram enaltecidos como heróis fabulosos. Os heróis bíblicos da antigüidade eram iguais, nos seus feitos, aos heróis gregos da mitologia. Aquiles é uma réplica de Sansão, ou melhor, Sansão parece ter sido na realidade, o que Aquiles foi na lenda. O ponto vulnerável de Sansão foram seus cabelos, e o de Aquiles o calcanhar. Agamenon, rei de Mycenas, sacrificou sua filha Efigenia para assegurar a vitória contra os inimigos, e Jefté fez o mesmo, pois sacrificou a própria filha a Jeová para obter vitória (Jz. 11). Paris, herdeiro do reino de Tróia, apaixonou-se por Helena, mulher de Menelau rei de Mycenas, e a raptou. Em conseqüência Tróia foi destruída. Plutão, cujo nome também é Hades, era o rei dos infernos na Grécia, e reinava sobre os mortos. O diabo, ou Satanás é o rei do inferno e tem o império da morte (Hb. 2:14-15).

Demônio, na língua grega, é “divindade”. Essas divindades dominavam e oprimiam os homens. Pois essas mesmas divindades oprimiram os Judeus, e isso desde os tempos de Moisés (Lv. 17:7; Sl. 106:37; Mt. 11:18; Lc. 9:1; Jó 7:20; 8:48;  I Co. 10:21; Tg. 2:19). Plutão, cujo nome também é Hades., era o rei dos infernos na Grécia, e reinava sobre os mortos. O diabo ou Satanás é o rei do inferno e tem o império da morte (Hb. 2:14-15). Demônio na língua grega, era “divindade”. Essas divindades dominavam e oprimiam os homens. POis essas mesmas divindades oprimiam e possuiam os judeus, e isso desde os tempos de Moisés (Lv. 17:7; Sl. 106:17; Mt 11:18; Lc. 9:1; Lc. 10:17; Jo. 7:20; 8:48; I Co. 10:21; Tg. 2:19). Davi se apaixonou por Bat-Seba, mulher de Urias, e a tomou na ausência de seu marido. A partir desse fato, começou a desgraça  e o fim do reino de Israel, pois Salomão, filho de Bat-Seba, deu início a destruição.

Pedro, o apóstolo, na sua segunda carta, diz: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda do nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade” (II Pd. 1:16). É claro que Pedro, assim como Paulo, fez referência às fábulas judaicas. O fato é que Jesus não faz parte do reino fabuloso de Jeová (Ex. 19:6; Is. 43:15). Jesus declarou que seu reino não é deste mundo de fantasias (Jo. 18:36). Também Jesus não faz parte do conserto da lei de Jeová (Hb. 7:18-22).Jesus desceu de uma outra galáxia para tentar salvar alguns, transportando-os deste mundo tenebroso e injusto para um mundo de justiça, bondade, luz e amor (Cl. 1:12,13; II Pd.1:13).

 

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

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