(407) – SALVAÇÃO DE JEOVÁ – I

SALVAÇÃO DE JEOVÁ 1

A única salvação conhecida antes de Jesus Cristo era a salvação de Jeová: “Cantai a Jeová em toda a terra, anunciai de dia em dia a sua salvação” (I Cr. 16:23). Que salvação maravilhosa foi essa, que o povo cantava diariamente? Foi a salvação de Israel, seu povo: “Mas Israel é salvo por Jeová, com uma eterna salvação” (Is. 45:17). Moisés, no seu cântico, disse: “Jeová é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu deus” (Ex. 15:2). Pobre Moisés; cantou a salvação e não foi salvo, porque Jeová não permitiu a sua entrada na terra prometida, que é figura do céu, logo não foi salvo por Jeová (Dt. 34:1-5). Como sabemos que não foi salvo por Jeová? Porque o seu corpo era propriedade de Satanás. Ficou nas mãos de Satanás 1.600 anos. No Novo Testamento lemos que o arcanjo Miguel, por ordem de Jesus, o arrancou das mãos de satã (Jd 9). “Miriã, a profetiza, a irmã de Arão, tomou o tamboril em sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai a Jeová, porque sumamente se exaltou, e lançou no mar o cavalo com seu cavaleiro” (Ex. 15:20-21). Mal sabiam elas que também não seriam salvas. Jeová condenou à morte todos os que saíram do Egito, de vinte anos para cima, porque o povo murmurou (Nm. 14:29-30). Miriã foi a primeira a morrer (Nm. 20:1).Logo depois morreu Arão (Nm. 20:23-24). E o povo todo morreu no deserto, mais ou menos um milhão de pessoas. Jeová falou assim: “Jurei na minha ira que não entrarão no meu repouso” (Sl. 95:11). “Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão os que foram desobedientes? E vemos que não puderam entrar por causa da sua incredulidade” (Hb. 3:17-19). Qual o problema que envolve a salvação de Jeová? É que Jeová primeiro se apresentou fazendo mágicas. A primeira foi transformar a sua vara em serpente. Os magos de Faraó também fizeram essa mágica. Então a serpente de Jeová, ou melhor, dragão de Jeová, (pois no hebraico está escrito TAM (dragão) e não serpente), tragou os dragões dos magos de Faraó. Depois, com o toque da vara de Jeová, as águas dos rios se tornaram em sangue, e os peixes morreram, mas os magos do Egito também fizeram essa mágica (Ex. 7:19-25).

Moisés, quando foi enviado ao Egito, assim falou a Jeová: Eles não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: Jeová não lhe falou. Então Jeová lhe disse: Lança na terra a vara. E Moisés lançou, e tornou-se em serpente; e Moisés fugia dela. Então disse Jeová a Moisés: Estende a tua mão e pega-lhe pela cauda. E estendeu a sua mão, e pegou-lhe pela cauda, e tornou-se em vara na sua mão. Para que creiam que te apareceu Jeová, deus de seus pais, e deus de Abraão, e deus de Isaque e deus de Jacó. E disse-lhe mais Jeová: Mete agora a tua mão no teu seio. E, tirando-a, eis que a sua mão estava leprosa. E disse: Torna a meter a tua mão no teu seio; depois tirou-a do seu seio, e eis que se tornara como era sua carne antes (Ex. 4:1-7). Essa é de matar! Jeová fez mágicas para que o povo cresse. Jeová então lhe disse: Se eles não crerem no primeiro sinal, crerão no derradeiro (Ex. 4:8). O povo acostumou a ver milagres e prodígios. No deserto teve fome e clamou por um prodígio. Era tão fácil para Jeová. Este mandou comida, e quando a comida estava na boca, matou os mais fortes deles, e feriu os escolhidos de Israel (Sl. 78:23-31). Mais tarde clamaram novamente, dizendo: Por que nos fizestes subir do Egito? Pois aqui neste deserto nem pão nem água há, e assim morreremos. Então Jeová mandou serpentes ardentes que os morderam, e morreu muito povo (Nm. 21:4-9). Se Jeová, em vez de fazer mágica, tivesse dado a vida pelo seu povo, certamente não os mataria quando clamassem por comida. Jesus assim falou à respeito de Deus: “Qual dentre vós é o homem que, pedindo-lhe pão o seu filho, lhe dará uma pedra? E, pedindo-lhe peixe, lhe dará uma serpente? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhos pedirem?” (Mt. 7:9-11).

Na salvação de Jeová, ele primeiro faz mágicas e prodígios, e pragas, e sinais, e o povo então crê nos prodígios. Depois, na necessidade, o povo reclama, e Jeová diz: “Todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram a minha voz, não verão a terra de que a seus pais jurei” (Nm. 14:22-23). No método de Jeová, primeiro o povo vê para depois crer, pois Jeová dá valor infinito aos sinais e prodígios. É por isso que na epístola universal de Judas lemos: “Mas quero lembrar-vos, como a quem já uma vez soube isto, que, havendo Jeová salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram” (Jd. 5).

Jesus agiu diferente de Jeová. Jesus declarou: “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos” (Jo. 15:13). Paulo confirma o amor sacrificial de Cristo, dizendo: “O qual se deu a si mesmo pelos nossos pecados, para nos livrar do presente século mau, segundo a vontade de Deus nosso Pai” (Gl. 1:4). E quem dá a vida por amor de alguém, não o acusa por uma falha qualquer. Jesus declarou: “Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais” (Jo. 5:45). E Jesus declara também: “Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las” (Lc. 9:56).

Jeová veio para destruir. Leiam Gn. 6:7; Dt. 28:48, 51, 61-63; II Rs. 23:27, 24:3; Am. 9:8-10; Jr. 9:15-16.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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