(460) – ÁRVORES QUE JEOVÁ PLANTOU

ÁRVORES QUE JEOVÁ PLANTOU

Jeová é agricultor; ele tem uma vinha (Is. 5:1). Ele mesmo a plantou como vide excelente, uma semente inteiramente fiel (Jr. 2:21). Mas Jeová, ou não é bom agricultor, ou é azarado. Isaías diz que ele a cercou, e a limpou das pedras, e edificou no meio dela uma torre, e também construiu nela um lagar; e esperava que desse uvas, mas deu uvas bravas. Então ele se queixa, dizendo: “Que mais poderia fazer à minha vinha que eu não tenha feito?” (Is. 5:4). “Eu vou destruir a minha vinha; tirarei a sua sebe, para que sirva de pasto, torná-la-ei em deserto; não será podada nem cavada, mas crescerão nela sarças e espinheiros. Porque a vinha de Jeová é a casa de Israel, e os homens de Judá a planta das suas delícias” (Is. 5:4-7).

Israel é comparada a outras árvores: “Que boas são as tuas tendas, ó Jacó! e as tuas moradas, ó Israel! Como ribeiros se estendem, como jardins ao pé dos rios; como árvores de sândalo Jeová os plantou, como cedros junto às águas!” (Nm. 24:5-6). Mas a árvore que Jeová se orgulha de ter plantado, são os cedros do Líbano (CEDRUS LIBANI). Formavam grandes florestas nas encostas do Líbano, e eram o principal material para construção de templos e castelos. Sua altura varia de vinte a trinta e cinco metros de altura, com uma circunferência de até doze metros. Era a única árvore que dava traves para grandes construções, e mastros de navios; e era madeira aromática (Ez. 27:5). Os egípcios, assírios e babilônicos usavam os cedros do Líbano há mil anos antes de Cristo. O que resta hoje, são umas quatrocentas árvores, a dois mil metros de altura, pois o que havia daí para baixo, foi tudo consumido.

Os cedros do Líbano fazem parte da linguagem figurada de Jeová. Eles são o símbolo da força, da altura e majestade de alguns reinos; metaforicamente, a casa real de Judá é comparada a um cedro do Líbano(Ez. 17:2-3).

E Jeová declara mais uma vez, dizendo: “Satisfazem-se as árvores de Jeová, os cedros do Líbano que ele plantou” (Sl. 104:16). Agora são outros reinos. Jeová falou a Ezequiel, o profeta, dizendo: “Filho do homem, dize a Faraó, rei do Egito, e à sua multidão: A quem és semelhante na tua grandeza? (Ez. 31:2). E o mesmo Jeová responde: “Eis que a Assíria era um cedro no Líbano, de ramos formosos, de sombrosa ramagem e de alta estatura. As águas o fizeram crescer, o abismo o exalçou; as suas correntes corriam em torno da sua plantação, e ela enviava os regatos a todas as árvores do campo; por isso se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo” (Ez. 31:3-5).

Neste texto, toda a linguagem é metafórica: O cedro do Líbano é símbolo da soberba, orgulho, grandeza, poder, pois o cedro é uma árvore majestosa. As águas que o fizeram crescer eram os povos conquistados (Ap. 17:15). O abismo que o exalçou, é o poder satânico do inferno (Is. 14:13-15). Os regatos que enviava a todas as árvores do campo, eram seus exércitos, pois Isaías disse: “Eis que Jeová fará vir sobre eles as águas de um rio, isto é, o rei da Assíria, fortes e impetuosas, com toda a sua glória” (Is. 8:7-8). A sua plantação eram as cidades da Assíria, e as correntes que corriam em volta, eram os esquadrões que protegiam as cidades. É por isso que esse cedro era o mais alto.

A Assíria dominou a Babilônia por 700 anos. A religião dos assírios veio da Babilônia, exceto Assur, deus tutelar da cidade Assur, principal divindade de toda a Assíria. Havia mais onze deuses; Marduk foi um deus importado da Babilônia. Abaixo destes, existiam inúmeros deuses de menor importância.

Os assírios eram bárbaros e cruéis com os vencidos em batalha, os quais eram degolados ou esquartejados. O rei vencido ficava na tenda do soberano, preso a uma corrente ligada a um aro preso no lábio inferior. Um guarda armado com lança puxava a corrente; os gritos de dor mostravam que o soberano assírio era invencível. Ao lado do trono havia enorme cesto cheio de cabeças dos generais. Fora da tenda uma multidão aguardava aterrorizada a sua vez de morrer.

Este é o cedro do Líbano, de alta estatura, e de frondosa ramagem, que Jeová plantou. O outro cedro do Líbano, semelhante a este, não menos cruel e bárbaro, era o Egito, pois Ezequiel diz: “A quem és semelhante na tua grandeza?” (Ez.31:2); eis que a Assíria era um cedro no Líbano (Ez. 31:3). Estes dois cedros de alta estatura estavam no jardim do Éden verdadeiro, descrito por Ezequiel (Ez. 31:1-9-18).Outros cedros do Líbano, plantados por Jeová, eram as sete nações que habitavam a palestina quando Israel entrou guiados por Josué (Dt. 7:1), pois estas nações estavam exatamente no jardim do Éden, que é a Palestina, inclusive Sodoma e Gomorra.

Pois bem, todas estas árvores corruptas, cruéis, diabólicas, que adoravam deuses demoníacos, foram plantadas por Jeová, e não pelo Pai de Jesus (Sl. 104:16).

A única árvore que Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo plantou, foi o próprio Jesus. Ele disse: “Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador” (Jo. 15:1). E disse mais: “Toda planta que meu Pai celestial não plantou, será arrancada” (Mt. 15:13).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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