(497) – O PAI DA ANTROPOFAGIA

O   PAI   DA   ANTROPOFAGIA

Antropofagia ou canibalismo era um hábito primitivo de comer carne humana. No Brasil a antropofagia era praticada pelos índios nos estados da Amazônia, Mato Grosso, Goiás e Maranhão. Eram canibais os ferozes Mundurucus do Alto Tapajós, os Tupis Parintintins do rio Madureira que, como os Tupis orientais, trucidam e devoram os prisioneiros de guerra. Os Botocudos eram canibais, os Xipaias do Vale Ximbu. Por que essas tribos comiam carne dos inimigos? Por vingança, ou para satisfazer a coragem ferida, ou para incorporar a bravura do guerreiro vencido, ou também para implantar terror nos povos vencidos. Era feito um complicado ritual, com cerimônias demoradas, bailados, êxtases místicos, invocações relacionadas com as almas dos mortos.

Com a chegada da civilização, o canibalismo foi desaparecendo (informações tiradas da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, volume um, segunda parte, páginas 380 e 381 e Enciclopédia Barsa, volume 7, páginas 458 a 461).

A história antiga conta que era praticado o canibalismo na Europa, na África e na Austrália. Eram famosos os canibais da Austrália, os de Sumatra e os de Bornéu.

Como surgiu esse hábito animalesco e tenebroso do canibalismo na história dos homens? Há três mil e seiscentos anos atrás, o povo de Israel era cativo no Egito, uma nação poderosa e culta, que estudava astronomia, medicina e matemática. Eram mestres em embalsamar corpos de mortos. Jeová enviou Moisés para libertar Israel, mais ou menos dois milhões de pessoas. Jeová conferiu a Moisés poderes sobrenaturais, dizendo-lhe: “Eu te tenho posto por deus sobre o Egito” (Ex.7:1). Para Jeová, para ser deus tinha de produzir pestes e pragas mortais. E foi o que Moisés fez. Com a última praga, a morte dos primogênitos, Faraó deixou o povo sair com grande despojo. O povo saiu com grande júbilo, e depois de um ano chegou ao monte Sinai. Moisés subiu ao monte para receber a lei de Jeová, os dez mandamentos. Jeová, no livro da lei, impôs uma condição: Muitas bênçãos para quem fosse fiel, guardando os mandamentos de Jeová, e grandes e monstruosas maldições para o povo, se não permanecesse fiel (Dt.28:1-14, 15-68).

Uma das maldições era a prática da antropofagia. O texto diz: “Comerás o fruto do teu ventre, a carne de teus filhos e de tuas filhas, que te der Jeová, teu deus, na angústia e no aperto com que os teus inimigos te apertarão, se não tiveres o cuidado de guardar todas as palavras desta lei, escritas neste livro, para temeres este nome glorioso e terrível, Jeová teu deus” (Dt.28:53-58). A primeira vez que Jeová obrigou o povo de Israel à prática da selvagem antropofagia, foi antes da divisão do reino, quando Bene-Hadade, rei da Síria, cercou Samaria por muito tempo. A fome foi tanta, que os filhos eram o único alimento (II Rs.6:24-33). Passados 240 anos, quando Nabucodonosor, servo de Jeová, levou o reino de Judá para o cativeiro na Babilônia, pela segunda vez Jeová obrigou o povo de Israel à prática do bárbaro e selvagem canibalismo. O profeta Ezequiel relata o grande feito: “Eu farei em ti o que nunca fiz, e o que jamais farei, por causa de todas as tuas abominações. Portanto, os pais comerão os filhos no meio de ti, e os filhos comerão os pais” (Ez.5:9-10, 15-17). Aqui Jeová mentiu, pois anteriormente já tinha aplicado a lei do canibalismo em Israel, como lemos acima. A fome no cativeiro babilônico era tão insuportável, que Jeremias exclamou: “Vê, ó Jeová, a quem fizeste assim? Hão de as mulheres comer o fruto de si mesmas, as crianças que trazem nos braços?” (Lm.2:20).E disse mais o profeta: “As mãos das mulheres piedosas coseram seus próprios filhos; serviram-lhe de alimento na destruição da filha do meu povo” (Lm.4:10). E isto tudo foi feito por Nabucodonosor, servo de Jeová (Jr.25:9, 27:6, 43:10).

O que assusta é que os canibais, filhos do diabo, comiam as carnes dos inimigos, vencidos em batalha, e o deus antropofágico, de nome Jeová, obrigava seu povo, que eram seus filhos (Dt.14:1), obrigava, por perversidade, os pais devorarem os filhos, e os filhos a devorarem os pais. Este ato ultrapassa todos os limites da lógica, da razão e do bom senso!

Como pode ser este o Pai de Jesus, sendo um com Ele?

Suas atitudes e conceitos eram completamente diferentes. Nunca houve o mesmo espírito nos dois.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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