(292) – DRAGÃO – IV

 

O DRAGÃO 4

No folheto “DRAGÃO 2”, narramos como Jeová levou Abrão e Sarai para o Egito. Por causa da fome, Abrão lá desceu; Sarai foi tomada para amante de Faraó; Abrão enriqueceu pelos favores de Faraó; Jeová feriu Faraó e sua casa com terríveis pragas; Faraó então devolve Sarai, e Abrão parte do Egito rico. Jeová falou a Abrão que sua descendência seria peregrina em terra estranha por quatrocentos anos como servos, e depois sairiam com grandes riquezas (Gn. 15:13-14). A forma que Jeová usou foi fazer acontecer na vida de Abrão e Sarai, o que aconteceria no tempo de Moisés. Vejamos como se cumpriu a figura. Duzentos anos mais tarde, Jacó tinha mais de cem anos, seus filhos foram apascentar o rebanho de seu pai em Siquem (Gn. 37:12). Eram onze, pois José, o preferido de Jacó ficara em casa. Como se demorassem, Jacó enviou José para ver se estava tudo bem (Gn. 37:13-14). Seus irmãos viram-no e conspiraram contra ele para o matarem, por inveja e ciúme (Gn. 37:18). Rubem, o primogênito de Jacó se opôs ao crime (Gn. 37:21). Passava por ali uma caravana de ismaelitas. Judá propôs vendê-lo como escravo. Aprovada a idéia, mataram um cabrito e sujaram de sangue a túnica de várias cores que José vestia, e era presente de seu pai Jacó (Gn. 37:26-31). Os perversos filhos contaram ao pai Jacó que uma fera havia matado José, mostrando-lhe a túnica suja de sangue. Jacó rasgou os vestidos, pôs sacos sobre os ombros, e lamentou a morte do filho querido muitos dias (Gn. 37:32-35). Os ismaelitas (descendentes de Ismael, filho de Abraão), venderam José no Egito a Potifar, capitão da guarda (Gn. 39:1). Jeová abençoava tudo o que José fazia, e os negócios de Potifar, eunuco de Faraó, prosperavam muito (Gn. 39:1-6). A mulher de Potifar tentou seduzir José, que por ser reto e fiel, se nega. Ofendida ela agarra seu vestido e o acusa diante de Potifar. Furioso, Potifar manda encarcerar José. Na prisão, estavam com José, o copeiro e o padeiro de Faraó, por haverem pecado contra o rei. O copeiro contou a José um sonho, e disse-lhe: “Havia uma vide diante de mim. Na vide três sarmentos, que brotavam; as flores saiam e os cachos amadureciam em uvas; o copo de Faraó estava na minha mão, e eu tomava as uvas, e as espremia no copo de Faraó; e dava o copo na mão de Faraó” (Gn. 40:9-11). José, interpretando, disse: “Os três sarmentos são três dias. Dentro de três dias Faraó levantará a tua cabeça, e te restaurará no teu estado, e darás o copo de Faraó na sua mão” (Gn. 40:12-13). E aconteceu exatamente como José falou. Passaram-se dois anos, e Faraó teve um sonho: “Eis que subiam do rio sete vacas, formosas a vista e gordas de carne, e pastavam no prado. E subiram do rio após elas outras sete vacas, feias a vista e magras de carne, e paravam junto às outras vacas na praia do rio. E as vacas feias e magras comiam as sete vacas formosas e gordas” (Gn. 41:1-4). E Faraó sonhou outro sonho: “Brotam de um mesmo pé sete espigas cheias e boas; e eis que sete espigas miúdas e queimadas pelo vento oriental, brotavam após elas. E as espigas miúdas devoravam as sete espigas grandes e cheias” (Gn. 41:5-7). Faraó, perturbado, mandou chamar os sábios do Egito, mas nenhum sabia interpretar os sonhos. O copeiro lembrou-se então de José, e contou-lhe como foi restaurado na suas funções (Gn. 41:10-13). Faraó mandou urgente buscar a José, e contou-lhe os dois sonhos. José então, iluminado por Jeová, que é o autor desta fenomenal história, disse com segurança a Faraó: “O sonho de Faraó é um só; o que Jeová há de fazer, notificou-o a Faraó. As sete vacas formosas são sete anos; as sete espigas cheias e formosas também são sete anos. As sete vacas magras e feias à vista, que subiam depois delas, são sete anos, como as sete espigas miúdas e queimadas pelo vento oriental serão sete anos de fome. Eis que vêem sete anos, e haverá grande fartura, em toda a terra do Egito. Depois deles levantar-se-ão sete anos de fome, que consumirá a terra” (Gn.41:25-30). E José disse a Faraó: “O sonho foi duplicado a Faraó, porque esta coisa é determinada por deus, e deus se apressa a fazê-la. Portanto Faraó se proveja de um varão sábio e entendido, e ponha sobre a terra do Egito. Faraó deve cobrar a quinta parte de tudo o que a terra produzir nos sete anos de fartura. Faraó, maravilhado, põe José como governador do Egito. Faraó tirou o anel da sua mão direita e pôs na mão de José, e lhe disse: “Eu sou Faraó, porém sem ti ninguém levantará sua mão na terra do Egito” (Gn. 41:42-44). A terra produziu por sete anos, e José fez encher os celeiros do Egito por sete anos. Chegados os sete anos de fome, o ouro do Egito e das nações vizinhas passaram para as mãos de Faraó (Gn. 47:13-14). Depois os rebanhos passaram para Faraó (Gn. 47:15-17). Depois os proprietários de terras venderam-nas a Faraó por comida, e no final, as pessoas se tornaram servos de Faraó por comida (Gn. 47:19-24). Ora, Jeová declarou que Faraó é o grande dragão (Ez. 29:3). No livro do Apocalipse lemos que o dragão é Satanás (Ap. 12:9). Faraó é figura de Satanás. Sendo assim, quem constituiu José como Senhor de todo Egito? Foi Satanás que disse: Somente no trono serei maior que tu (Gn. 41:40). A glória de José veio de Satanás. José trabalhou para aumentar as riquezas de Faraó, isto é, de Satanás, o grande dragão. José declarou para seus irmãos que eles não eram culpados em vendê-lo como escravo aos ismaelitas. O autor do projeto todo, com todos os seus detalhes, foi Jeová. E falou-lhes que foi posto como senhor do Egito para socorrê-los no tempo da fome (Gn. 45:1-8). Mas o plano de Jeová era levar a família de Jacó para o Egito, o que aconteceu. José mandou buscar seu pai (Gn. 45:9-10). E Jacó foi correndo para o Egito com sessenta e sete almas da sua casa (Gn. 46:26). O inocente José pensava estar salvando seu povo da morte pela fome, mas em contrário, levava seu pai e família para serem nutridos com o leite de Sodoma, pois no Apocalipse, Sodoma e Egito eram iguais em corrupção de costumes (Ap. 11:8). O projeto de Jeová era destruir o povo de Israel antes de se tornar reino. Ele mesmo disse: “Houve duas mulheres, filhas de uma mesma mãe. Estas prostituíram-se no Egito; prostituíram-se na sua mocidade; ali foram apertados os seios de sua virgindade. E os seus nomes eram: Aolá, a mais velha, e Aolibá, sua irmã; e foram minhas, e tiveram filhos e filhas; e quanto aos seus nomes, Samaria é Aolá, e Jerusalém é Aolibá” (Ez. 23:2-4). “As suas impudicícias que trouxe do Egito, não as deixou, porque com ela se deitaram na sua mocidade” (Ez. 23:8). Pobre José, que foi usado para fazer o mal ao seu povo pensando que fazia o bem. (Continua no DRAGÃO 5) Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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