(373) – A LEPRA

A LEPRA

Há muitas doenças que surgem das deficiências orgânicas das pessoas. Outras surgem da promiscuidade e da sujeira. Outras ainda aparecem onde há podridão. Nas guerras da antiguidade, os cadáveres de homens e animais, putrefatos, deram origem a vários tipos de pestes, que fizeram mais vítimas que as próprias guerras.

Há entretanto, doenças que são nascidas da mente de Jeová. Ele mesmo declarou: “Se não tiveres cuidado de guardar todas as palavras desta lei, que estão escritas neste livro, para temeres este nome glorioso e terrível, Jeová teu deus, então Jeová fará maravilhosas as tuas pragas, e as pragas da tua semente, grandes e duradouras pragas, e enfermidades más e duradouras; e fará tornar sobre ti todos os males do Egito, de que tu tiveste temor, e se apegarão a ti. Também Jeová fará vir sobre ti toda a enfermidade e toda a praga, que não está escrita no livro desta lei, até que sejas destruído” (Dt. 28:58-61).

A lepra é praga especial de Jeová. Ele mesmo declara, dizendo: “Quando tiveres entrado na terra de Canaã, que vos hei de dar por possessão, e eu enviar a praga da lepra a alguma casa da terra da vossa possessão, então virá aquele, de quem for a casa, e o fará saber ao sacerdote” (Lv. 14:34-35). O sacerdote fechará a casa por sete dias (v. 38). Depois dos sete dias é feita uma raspagem na parede, trocam pedras, rebocam (vs. 39-42). Assim, depois de mais sete dias, o sacerdote, tornando a examinar, declarará a casa limpa (v. 48). Então o sacerdote procederá um sacrifício (vs. 49-52).

Jeová produz a lepra, e também a cura (Os. 6:1; Jó 5:18). Quando Miriã, irmã de Moisés e Arão, se rebelou contra Moisés, a ira de Jeová se acendeu, e a feriu com lepra (Nm. 12:9-10). Moisés, o mediador entre Israel e Jeová, orou, e Jeová curou Miriã (vs. 11-15).

O rei Uzias era bom, fiel e reto aos olhos de Jeová (II Cr. 26:4-5). Mas Uzias, por ser fiel e obediente, exaltou-se, e entrou no templo de Jeová para queimar incenso no altar. O sacerdote Azarias se opôs, com mais oitenta sacerdotes, dizendo: A ti, ó rei Uzias, não compete queimar incenso à Jeová, mas somente aos sacerdotes. Uzias se indignou, e tinha na mão o incensário para queimar o incenso. A lepra lhe brotou na testa para castigo, e ficou leproso até ao dia da sua morte (vs. 16-21).

Jesus estava na Galiléia ensinando, e disse aos judeus: “MUITOS LEPROSOS HAVIA EM ISRAEL NO TEMPO DO PROFETA ELIZEU, E NENHUM DELES FOI PURIFICADO, SENÃO NAAMÃ, O SIRO” (Lc. 4:27). Essa declaração envolve um momento histórico importante ocorrido em Israel. Foi assim: Elias, o tisbita, viu a decadência moral de Israel durante o reinado de Acabe, o perverso: “E fez Acabe, filho de Onri, o que parecia mal aos olhos de Jeová, mais do que todos os reis que foram antes dele. E sucedeu que (como se fora pouco andar nos caminhos de Jeroboão, filho de Nebate), ainda tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios, e foi e serviu a Baal, e se encurvou diante dele” (I Rs. 16:30-33).

Jeová, como castigo, enviou a fome, retendo a chuva por três anos (I Rs. 17:1; 18:1-2). Jezabel, mulher perversa, mandou matar os profetas de Jeová. Obadias conseguiu esconder a muitos deles numa cova(v. 4). Acabe, por outro lado, andava caçando Elias para mata-lo (vs. 7-10). Como Jeová tinha dado ordem a Elias que fosse ao encontro de Acabe, este mandou Obadias que fosse anunciá-lo à Acabe. Quando se encontraram, Elias declarou a Acabe o seu pecado, e o castigo próximo e terrível. A condição moral espiritual era a pior possível entre o povo. Corrupção, idolatria e violência. O resultado eram as pragas e pestes de Jeová como anunciou na lei, e repetia sempre. Entre os castigos estava a lepra. Como sabemos que Jeová feriu o povo com lepra?

Jesus fez a declaração de Lc. 4:27 acima, pois ELIZEU foi o sucessor do profeta Elias, que viveu no tempo da corrupção de Israel, liderados por Jezabel e Acabe. E entre as pragas mandadas por Jeová está a lepra. Havia tantos leprosos, que andavam em bandos, mas Jeová não curava nenhum, porque era castigo de maldição.

João Batista na prisão, duvidou que Jesus fosse o messias que ele anunciou, e enviou dois de seus discípulos a perguntar se Jesus era o messias ou não. Jesus mandou a seguinte resposta: “Ide, e anunciai a João as coisas que ouvis, e vedes: O cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são limpos, e os surdos ouvem; os mortos são ressuscitados, e aos pobres é anunciado o evangelho” (Mt.11:4, 5). Por que Jesus falou: “Os leprosos são limpos”? Porque havia muitos leprosos, e a origem era a vingança implacável de Jeová.

Uma vez, Jesus indo para Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia. E entrando numa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, e pediram que os curasse. Jesus disse-lhes: “Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E indo eles, ficaram limpos”. (Lc.17:11-14). O único deles que voltou para dar glória a Deus, foi um estrangeiro (vs. 15-18). Eles andavam em bandos, e Jesus curava por atacado; mas Jeová não curava nenhum. Em Lc. 5:12-15, Jesus cura outro leproso, e também manda-o mostrar-se ao sacerdote. Porque Jesus ordenava que se mostrassem aos sacerdotes? Porque a lepra era praga de Jeová, e Jesus desfazia as pragas e maldições de Jeová. E por quê Jesus desfazia as pragas, pestes, maldições e juízos de Jeová? Porque Jesus é Senhor. Ele disse: “Todo poder me foi dado no céu e na terra” (Mt. 28:18). E Paulo declara que todos, no céu, na terra, e debaixo da terra, têm de confessar que Jesus é o Senhor, para glória de Deus Pai (Fp. 2:5-11).

As pragas de Jeová tinham como último fim destruir a Israel. Jesus se opôs a esse projeto maligno (Dt.  28:20, 48, 61; Lc.9:51-56).

O interessante é que Jesus se opunha aos métodos usados por Jeová, e sempre declarava: “EU E O PAI SOMOS UM” (Jo. 10:30).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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