(369) – O PECADO DE MOISÉS

O PECADO DE MOISÉS

         Jeová condenou Moisés à morte para não entrar na terra de Canaã. Não foi, portanto, morte natural, mas condenatória, porque se não morresse, entraria. Leiamos o texto: “Então subiu Moisés das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao cume de Pisga, que está defronte de Jericó; e Jeová mostrou-lhe toda a terra de Gileade até Dã. E todo Naftali, e a terra de Efraim, e Manassés, e toda a terra de Judá, até o mar último. E o sul, e a campina do vale de Jericó, a cidade das palmeiras até Zoar. E disse-lhe Jeová: Esta é a terra que jurei a Abraão, Isaque, e Jacó, dizendo: À tua semente a darei; mostro-ta para a veres com os teus olhos, porém para lá não passarás. Assim morreu ali Moisés, servo de Jeová, na terra de Moabe, conforme ao dito de Jeová. E o sepultou num vale, e ninguém sabe até hoje o lugar da sua sepultura” (Dt. 34:1-6). Pelo texto, é óbvio que Jeová o matou e o sepultou, e Satanás sabia onde estava Moisés morto (Jd. 9).

Está provado que Jeová matou Moisés para não entrar na terra prometida, Canaã. Pela pregação de todas as correntes religiosas cristãs, Canaã é figura do céu. Há um hino que declara isso, dizendo: ‘Caminhando eu vou para Canaã, glória a Deus, caminhando eu vou para Canaã’. Ora, se Canaã é figura do céu, Moisés, sendo proibido de entrar em Canaã, indica que está fora do céu. E a forma pela qual Jeová proibiu o povo de entrar na nova terra está na Epístola aos Hebreus, que diz: “Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi porventura com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto? E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?” (Hb. 3:17-18). Moisés foi impedido, pela morte, de entrar no repouso, e isso pela ira de Jeová. Moisés mesmo o declara, dizendo: “TAMBÉM JEOVÁ MUITO SE INDIGNOU CONTRA MIM POR VOSSA CAUSA, DIZENDO: TAMBÉM TU LÁ NÃO ENTRARÁS” (Dt. 1:37).

Se Jeová fosse o Deus Pai, Moisés estaria no inferno eternamente, nas mãos de Satanás; e é o que aconteceu. Quando Jesus, que amou Moisés, e depois de ressuscitado mandou buscá-lo, ele estava no inferno, nas mãos de Satanás. O texto diz: “MAS O ARCANJO MIGUEL, QUANDO CONTENDIA COM O DIABO, E DISPUTAVA A RESPEITO DO CORPO DE MOISÉS, NÃO OUSOU PRONUNCIAR JUÍZO DE MALDIÇÃO CONTRA ELE; MAS DISSE: O SENHOR TE REPREENDA” (Jd. 9). Jeová condenou Moisés; Jesus Cristo o ressuscitou, logo Jeová não é nem Jesus e nem o Pai. Jeová matou e condenou Moisés ao inferno, Jesus, cheio de amor do Pai, foi buscá-lo no inferno.

O Novo Testamento revela que Moisés, o servo de Jeová era cristão legitimo. Leiamos o texto:“Pela fé Moisés, sendo já grande, recusou ser chamado filho da filha de Faraó, escolhendo antes ser maltratado com o povo de Deus do que por um pouco de tempo ter o gozo do pecado; tendo por maiores riquezas o vitupério de Cristo do que os tesouros do Egito; porque tinha em vista a recompensa. Pela fé deixou o Egito, não temendo a ira do rei; porque ficou firme, como vendo o invisível” (Hb. 11:24-27). Moisés tinha quarenta anos (At. 7:23-29). Moisés esteve no deserto por mais quarenta anos. Aos oitenta anos, Jeová lhe apareceu numa chama de fogo, num sarçal, e disse-lhe: “Eu sou o deus de teus pais, o deus de Abraão, e o deus de Isaque, e o deus de Jacó. E Moisés, todo trêmulo, não ousava olhar. E disse-lhe Jeová: Tira as alparcas dos teus pés, porque o lugar em que estás é terra santa” (At. 7:30-33). Pela revelação do apóstolo Paulo ficamos sabendo que as alparcas de Moisés, que Jeová mandou tirar, era o evangelho da paz (Ef. 6:15). Sendo assim, como Jeová ia dar a lei, que é incompatível com o Evangelho, ordenou a Moisés a descalçar o evangelho da paz, que calçou aos quarenta anos. Vamos ler o texto que prova que a lei de Jeová é incompatível com o evangelho: “ESTAI POIS FIRMES NA LIBERDADE COM QUE CRISTO NOS LIBERTOU, E NÃO TORNEIS A METER-VOS DEBAIXO DO JUGO DA SERVIDÃO. EIS QUE EU, PAULO, VOS DIGO QUE, SE VOS DEIXARDES CIRCUNCIDAR, CRISTO DE NADA VOS APROVEITARÁ. E DE NOVO PROTESTO A TODO HOMEM, QUE SE DEIXA CIRCUNCIDAR, QUE ESTÁ OBRIGADO A GUARDAR TODA A LEI, SEPARADOS ESTAIS DE CRISTO, VÓS QUE VOS JUSTIFICAIS PELA LEI: DA GRAÇA TENDES CAÍDO” (Gl. 5:1-4). Fica assim provado que lei de Jeová é o maior obstáculo para a salvação gratuita através de Cristo.

Moisés creu em Jesus Cristo, e escolheu ser maltratado com o povo de Deus, do que desfrutar dos prazeres do Egito; e depois de servir Jeová por quarenta anos, caiu em desgraça e foi condenado à morte para não entrar no repouso, juntamente com a geração maldita que saiu do Egito. Como Moisés foi ressuscitado por Jesus e libertado do poder de Satanás, como lemos em Judas nove, aparecendo vivo no monte da transfiguração, em glória, fica evidente que foi salvo (Lc. 9:28-31). Cumpriu-se em Moisés a palavra de Paulo, que diz: “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm. 8:38-39).

Vejamos o conceito de Moisés aos olhos de Jeová. Mirian e Arão, seus irmãos, se levantaram contra Moisés, que por ser manso, se calou. Jeová tomou as dores, e lhes disse: “Se entre vós houver profeta, eu, Jeová, em visão a ele me farei conhecer, ou em sonhos falarei com ele. Não é assim com o meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras, pois ele vê a semelhança de Jeová. Por que pois, não tivestes temor de falar contra meu servo, contra Moisés? Assim a ira de Jeová acendeu-se contra eles.  E se foi” (Nm. 12:1-9). De outra feita, três varões se levantaram contra Moisés: Coré, Datã e Abirão. Jeová novamente tomou as dores, e fez a terra se abrir; e eles, suas mulheres, e seus filhos, todos desceram vivos ao sepulcro (Nm. 16:32-34). E fogo de Jeová consumiu 250 varões, maiorais do povo, que seguiram os que morreram (Nm. 16:1-2, 35). Podemos medir a grandeza de Moisés diante de Jeová. O povo judeu estava em pecado, e Jeová disse a Jeremias:“Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, eu não seria com este povo” (Jr. 15:1).

Pois Jeová rejeitou Moisés, proibindo-lhe a entrada em Canaã, e o matou, e o mandou ao inferno. E qual o tão grande pecado que Moisés cometeu contra Jeová, a ponto de ser entregue a Satanás? (Dt. 34:1-6; Jd. 9). O pecado imperdoável cometido por Moisés, que anulou quarenta anos de fieis serviços prestados à Jeová foi amor ao seu povo. Moisés amava seus irmãos. O povo, no deserto pediu a Arão que lhes fizesse o bezerro de ouro, pelo que Jeová, cheio de furor, decidiu destruir a nação toda. Moisés, por amor ao povo, suplicou a Jeová de forma tão positiva, que Jeová o ouviu (Ex. 32:10-14). Depois de peregrinar por quarenta anos no deserto, foram enviados doze espias para sondar a terra. Ao voltarem, dez deles infamaram a terra, e o povo chorou e murmurou. Novamente Jeová, cheio de furor, decidiu destruí-los. Novamente Moisés, cheio de amor, intercedeu pelo povo com tanto ardor, que Jeová voltou atras (Nm. 14:11-20).

A diferença, portanto, entre o Deus Pai e Jeová, é a seguinte: Para o Pai, quem ama a seu irmão tem a vida eterna, e para Jeová quem ama a seus irmãos mais do que a ele, morre (I Jo. 3:14). Também, para mostrar que ama a Deus, o cristão tem de amar o irmão, e no Velho Testamento, se Jeová é contra alguém, temos de aborrecê-lo também. Felizmente no Novo Testamento, Deus é amor, e não aborrece ninguém.

Davi, personagem do Velho Testamento, e amado de Jeová, disse: “Não aborreço eu, ó Jeová, aqueles que te aborrecem, e não me aflijo por causa dos que se levantam contra ti? Aborreço-os com ódio completo; tenho-os por inimigos” (Sl. 139:21-22). Mas nós, os cristãos, amamos, inclusive os inimigos e perseguidores.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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