(422) – MANIFESTAÇÃO DE CRISTO – II

MANIFESTAÇÃO DE CRISTO 2

Como vimos no folheto ‘A Manifestação de Cristo – I’, a manifestação é tornar público algo que estava oculto. Na carta aos Efésios, Paulo declara que teve a revelação do mistério de Cristo, o qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens (Ef. 3:3-5). Fica evidente que, se o mistério de Cristo nunca foi manifestado, nunca esteve Jesus no Velho Testamento. Por exemplo: No Velho Testamento fé era mistério oculto, pois Paulo diz: “Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar” (Gl. 3:23). Havia fé no Velho Testamento, mas não fé em Jesus Cristo, porque o mistério de Cristo não tinha sido manifestado aos filhos dos homens nos séculos passados.

Jeová deu a lei no monte Sinai, e o povo de Israel passou a ser filho de Jeová pelo concerto da lei. Moisés declarou: “Filhos sois de Jeová vosso deus” (Dt. 14:1). Como não havia sido manifestada a fé em Cristo, aqueles filhos de Jeová não eram filhos de Deus Pai revelado por Jesus. Manifestou-se Jesus através do batismo de João Batista, e a fé foi manifestada (Gl. 3:23). Paulo continua no mesmo texto, dizendo: “Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo” (Gl. 3:26). Como são dois tipos de filhos de Deus, os que se tornam filhos pela fé em Cristo, não estão mais debaixo da lei, como os filhos de Jeová. Qual a diferença entre as duas famílias? Os filhos de Jeová eram guiados pela lei, e os filhos de Deus Pai são guiados pelo Espírito de Deus (Rm. 8:14).

Depois da ressurreição, a Igreja entre os gentios cresceu muito mediante a fé em Cristo, e sem ter conhecimento da lei de Moisés, que era o guia dos fariseus convertidos. Os da seita dos fariseus que tinham crido, queriam obrigar os gentios a serem circuncidados, e também a guardarem a lei de Moisés. Os apóstolos depois de grande discussão concluíram que a Igreja dos gentios não devia se submeter à lei (At. 15:5-20). O Espírito Santo se manifestou a favor dos apóstolos e contra os crentes da lei velha(At. 15:28-29).

Como pela lei nenhuma carne será justificada diante de Deus Pai, porque pela lei vem o conhecimento do pecado, os israelitas eram justificados diante de Jeová pelos sacrifícios da lei (Rm. 3:20; Lv. 4:20, 26, 31, 35; 5:10, 13, 16, 18; 19:22; Nm. 15:25-28). Aqueles sacrifícios aceitos por Jeová, não agradavam a Deus Pai. Na carta aos Hebreus está escrito: “Porque é impossível que o sangue dos touros e dos bodes tire os pecados. Pelo que, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então disse: Eis que aqui venho (no principio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Como acima diz: Sacrifício e oferta, e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei)” (Hb. 10:4-8).

O fato é que Jeová ordenou a lei dizendo: “Um altar de terra me farás, e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, e as tuas ofertas pacíficas, as tuas ovelhas, e as tuas vacas; em todo o lugar, onde eu fizer celebrar a memória do meu nome, virei a ti, e te abençoarei” (Ex. 20:24). E estes sacrifícios da lei eram agradáveis a Jeová: “Assim queimarás todo o carneiro sobre o altar; é um sacrifício para Jeová, cheiro suave; uma oferta queimada a Jeová” (Ex. 29:18).

Os sacrifícios pelos pecados eram aceitos por Jeová, e os pecados eram perdoados; mas diante de Deus não havia justificação, e o perdão não valia nada como em Nm. 14:19-23, que Jeová perdoou e depois condenou os perdoados. A conclusão que chegamos é que o que a lei abrangia sacrifício pelos pecados, holocaustos agradáveis a Jeová, mandamentos, estatutos, juízos, festas, sábados, comemorações, dias, meses e anos, altares, etc. e nada aperfeiçoava os homens, por isso Paulo declarou: “E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por Jesus é justificado todo aquele que crê” (At. 13:39).

O próprio Jeová, enfadado daquele povo pecador oferecer sacrifícios no altar, e de continuar na carne, no pecado, na corrupção, na malícia, na idolatria, depois de mil anos, falou, dizendo: “OUVI A PALAVRA DE JEOVÁ, VÓS PRÍNCIPES DE SODOMA; PRESTAI OUVIDOS À LEI DE NOSSO DEUS, VÓS, Ó POVO DE GOMORRA. DE QUE ME SERVE A MIM A MULTIDÃO DE VOSSOS SACRIFÍCIOS? DIZ JEOVÁ. JÁ ESTOU FARTO DOS HOLOCAUSTOS DE CARNEIROS, E DA GORDURA DE ANIMAIS NÉDIOS; E NÃO FOLGO COM O SANGUE DE BEZERROS, NEM DE CORDEIROS, NEM DE BODES. QUANDO VINDES PARA COMPARECERDES PERANTE MIM, QUEM REQUEREU ISTO DE VOSSAS MÃOS, QUE VIESSES PISAR OS MEUS ATRIOS? NÃO TRAGAIS MAIS OFERTAS DEBALDE; O INCENSO É PARA MIM ABOMINAÇÃO E AS VOSSAS LUAS NOVAS, E OS SÁBADOS, E A CONVOCAÇÃO DAS CONGREGAÇÕES; NÃO POSSO SUPORTAR INIQÜIDADE, NEM MESMO O AJUNTAMENTO SOLENE. AS VOSSAS LUAS NOVAS, E AS VOSSAS SOLENIDADES AS ABORRECE A MINHA ALMA; JÁ ME SÃO PESADAS; JÁ ESTOU CANSADO DE AS SOFRER” (Is. 1:10-14).

Jeová errou de tal maneira no seu concerto da lei, feito com Israel, que acabou rejeitando e destruindo o seu povo: “E disse Jeová: Também a Judá hei de tirar de diante da minha face, como tirei a Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que elegi, como também a casa de que disse: Estará ali o meu nome” (II Rs. 23:27). O reino foi destruído há 2.600 anos. A cidade de Jerusalém e o templo foram destruídos há 1.930 anos. Só restou o muro das lamentações e a fé dos cristãos apegados ao Velho Testamento, que acabou em João Batista (Lc. 16:16).

Deus, o Pai, através do Filho unigênito, começou tudo de novo. Jesus é o último Adão da velha criação, mas é o primeiro da nova: “Quem está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co. 5:17). Paulo explica tudo em I Co. 15:45-49.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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