(078) – OS CAMINHOS DE JEOVÁ 2

       “Os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz Jeová: Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Is. 55:8-9). Vejamos se esta declaração de Jeová deus é ratificada pelas suas obras.

1-  Os homens sempre fizeram sacrifícios humanos aos falsos deuses, sendo que Jeová proibiu tal sacrifício, sob pena de morte (Lv. 20:2-5). Mas Jeová aceitava sacrifícios humanos, e ao aceitá-los se igualou a Moloque, deus dos amonitas. Aceitou o sacrifício da filha de Jefté (Jz. 11:30-40). Aceitou também o sacrifício de sete filhos de Saul (2 Sm. 21:1-14). Em matéria de sacrifícios e holocaustos, os caminhos de Jeová não são mais altos que os dos homens.

2-  Na história da humanidade, maldições fazem parte dos seus rituais religiosos, espiritualistas, fetiches, etc. A Bíblia faz referência a um mago que lançava maldições, cujo nome era Balaão. Sua história está em Números capítulos 22 a 24. Pois bem. O ponto alto das leis de Jeová eram as maldições terríveis e medonhas lançadas sobre seu próprio povo. Lemo-las em Dt. 28:15-68. Também, em matéria de maldições, Jeová ganhou na competição com os magos e feiticeiros; nunca na história da humanidade, algum deus falso, ou alguma mente doentia, conseguiu forjar maldições tão monstruosas como as de Jeová. É de horrorizar.

3-  Os reis deste mundo, cujas mentes estavam possuídas pelos demônios da cobiça, formavam grandes exércitos para dominar e saquear outros reinos. O sangue corria como água quando milhões de vidas preciosas sucumbiam para satisfazer a ganância de um. Pois incrivelmente, Jeová usou o mesmo método, pois ordenou a Josué que destruísse os reinos de Canaã. E o que é pior, Jeová endureceu esses reis e os incitou a guerra (Js. 11:20). Josué era o General comandado por Jeová, e recebeu ordens para destruir e matar todo mundo (Js. 6:21). Josué recebeu ordens para saquear o ouro e a prata para locupletar os tesouros de Jeová (Js. 6:19). Está ficando provado que os caminhos e os pensamentos de Jeová em nada diferem dos bárbaros terráqueos.

4-  Os povos bárbaros mantinham em cativeiro os vencidos, para construir cidades, trabalhar no campo como escravos sem remuneração. Os nobres eram obrigados a servir nos palácios. Jeová, com o seu poder, obrigou o seu próprio povo a servir como escravo sob o jugo dos bárbaros (Dt. 28:36-37; Lm. 5:1-16). Onde os caminhos de Jeová são mais altos? Onde os seus pensamentos são mais elevados? Jeová compara os homens a animais porque o comportamento do homem é animalesco. “Não sejas como o cavalo, ou como a mula, que não têm entendimento” (Sl. 32:9). “Alienam-se os ímpios desde a madre; andam errados desde que nasceram, proferindo mentiras. Têm veneno semelhante ao veneno da serpente; são como a víbora surda” (Sl. 58:3-4). Jeová deus reduz os homens a expressão mais baixa, e depois faz obras semelhantes as dos homens? Jeová mede seus atos pelos atos dos homens, e ainda diz que seus caminhos são diferentes?

5-  Os homens andam se aniquilando uns contra os outros em todas as áreas. O mais forte devora o mais fraco. Pois Jeová andou contrário ao seu povo, igualando seu comportamento ao de Israel. “Eles andaram contrariamente para comigo, eu também andei contrariamente, e os fiz entrar na terra dos seus inimigos” (Lv. 26:40-41). Isto não é ter pensamentos mais elevados e caminhos mais altos do que os dos homens, mas ao contrário, é descer, ou cair do céu, e macular a própria glória igualando-se aos pecadores.

Os homens são vingativos e guardam ódio no coração contra os adversários. E Jeová? “Jeová é um deus zeloso e que toma vingança; Jeová toma vingança e é cheio de furor; Jeová toma vingança contra os seus adversários, e guarda ira contra os seus inimigos” (Na. 1:2).

Os homens armam ciladas terríveis. Um industrial queria se livrar de um alto funcionário sem pagar os devidos direitos. Telefonou então para o dono de outra indústria, de quem era amigo, e armaram uma trama. O amigo chamou o funcionário, prometeu-lhe uma função superior ganhando o dobro. O funcionário pediu demissão, e assumiu o novo cargo. Trinta dias depois foi despedido. Só então percebeu que caiu no laço. Pois Jeová armou muitos laços. Armou o laço para matar o rei Joaquim (Ez. 12:13). Jó declara que Jeová armou uma rede para cercá-lo (Jó 19:6). Isaías revela que Jeová armou laços para Israel, afim de encarcerá-los (Is. 8:13-15). Armar laços é um dos caminhos mais baixos que se conhece para os homens.

Um dos caminhos prediletos de Jeová era obrigar as pessoas a andar em trevas. Para isso ele mesmo cegou o seu povo, como lemos em Is. 6:10. O pobre povo clamava em lamento: “Apalpamos as paredes como cegos; sim, como os que não têm olhos andamos apalpando; tropeçamos ao meio dia como nas trevas, e nos lugares escuros somos como mortos” (Is. 59:10-11). O próprio profeta Jeremias se lamenta, dizendo: “Eu sou o homem que viu a aflição pela vara do seu furor. Ele me levou e me fez andar em trevas e não na luz” (Lm. 3:1-2).

O Pai de Jesus é totalmente diferente. Deu o seu unigênito Filho para resgatar os condenados por Jeová, por isso João diz: “Quem crê nEle não é condenado, mas quem não crê, já está condenado” (Jo. 3:18). Os caminhos do Pai são os da graça e salvação para todos (Tt. 2:11). Caminhos de paz. “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações, e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (Fl. 4:7). Caminhos de libertação e não de cativeiro. “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo vos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão” (Gl. 5:1). Caminhos do amor. “Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1 Jo. 4:7). Estes caminhos todos são facetas da obra de Jesus no cristão, pois Jesus é o caminho. Disse Jesus:“Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo. 14:6).

 

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

Deixe uma resposta