(662) – DISPENSAÇÕES 1

O que é dispensação? É o período de tempo em que o homem é experimentado quanto a sua obediência a alguma revelação especial da vontade de Deus. Dispensação é também uma concessão de Deus: “Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça, que Ele tornou abundante para conosco em toda a sabedoria e prudência, descobrindo-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito, que propusera em si mesmo, de tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Ef.1:7-10). “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl.4:4-5). Então a dispensação da plenitude dos tempos, foi quando Jesus veio à terra.

Foi quando Deus revelou o mistério da sua vontade que era oculto em todos os séculos, e em todas as gerações: “Porque, tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem a cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam. Doutra maneira teriam deixado de se oferecer, porque, purificados uma vez os ministrantes, nunca mais teriam consciência de pecado. Nesses sacrifícios, porém, cada ano, se faz comemoração dos pecados, porque é impossível que o sangue dos bodes e dos touros tire os pecados. Pelo que entrando no mundo, diz: “Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então, disse: Eis aqui venho (no princípio do livro está escrito de mim), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Como acima diz: Sacrifício, e oferta, e holocausto, e oblações pelo pecado não quiseste, nem te agradaram (os quais se oferecem segundo a lei). Então, disse: Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade. Tira o primeiro, para estabelecer o segundo. Na qual vontade temos sido santificados pela oblação do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez” (Hb.10:1-10).

 E esta vontade estava oculta: “O mistério que esteve oculto desde todos os séculos, e em todas as gerações, e que agora, foi manifesto aos seus santos; aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória; a quem anunciamos, admoestando a todo homem, e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, para que apresentemos todo homem perfeito em Jesus Cristo” (Cl.1:26-27). “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico, (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei” (Hb.7:11-12).

 Então, o sacerdócio levítico foi imperfeito, portanto Jesus não pode fazer parte deste sacerdócio, porque ele seria imperfeito. A lei foi mudada porque é imperfeita também: “Porque o precedente mandamento é abrogado por causa da sua fraqueza e inutilidade, pois, a lei nenhuma coisa aperfeiçoou” (Hb.7:18-19). Se a lei não aperfeiçoa e a vontade de Deus não era manifesta, estava oculta, não foi Deus quem deu a lei, e sim, os anjos: “Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes” (At.7:53). “Mas agora ele alcançou ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas. Porque, se aquele primeiro fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para o segundo” (Hb.8:6-7).

 Cristo não é mediador do concerto de Iahweh. O concerto de Iahweh só existiu porque a vontade de Deus estava oculta em mistérios desde a eternidade. É por isso que Paulo fala: “Aquele que tem, ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver; ao qual seja a honra e poder sempiterno. Amém” (1 Tm.6:16). Iahweh diz: “Não é assim com meu servo Moisés, que é fiel em toda a minha casa. Boca a boca falo com ele, e de vista, e não por figuras; pois ele vê a semelhança de Iahweh; por que, pois, não tivestes temor de falar contra o meu servo, contra Moisés?” (Nm.12:8). Iahweh era visto de muitas maneiras, por muitas pessoas, por isso, não é o Deus de 1 Tm.6:16.

 Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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