(349) – PARA SEMPRE – I

PARA   SEMPRE   1

            Salomão, o homem cuja sabedoria, homem algum teve antes dele, nem teria depois dele, pois foi dada por Jeová, disse: “Eu sei que tudo o que Jeová faz durará eternamente” (Ec. 3:14; I Rs. 3:12).

Os moabitas e os amonitas são descendentes de Ló, e frutos do incesto que suas duas filhas cometeram com o próprio pai, depois que saíram de Sodoma (Gn. 19:30-38). Quatrocentos anos mais tarde, quando Israel saiu do Egito pelas mãos de Moisés, os moabitas e os amonitas se puseram contra no caminho, e as conseqüências foram as seguintes: “Nenhum moabita ou amonita entrará na congregação de Jeová, nem ainda a sua décima geração entrará na congregação de Jeová eternamente; porquanto não saíram com pão e água, a receber-vos no caminho, quando saíeis do Egito; e porquanto  alugaram contra ti a Balaão, para te amaldiçoar. Porém Jeová teu deus não quis ouvir a Balaão; antes Jeová teu deus trocou em benção a maldição, porquanto Jeová teu deus te amava” (Dt. 23:3-5).

1) O primeiro ponto absurdo da vingança de Jeová, é que por quatrocentos e vinte anos, todos os moabitas e amonitas que nascessem estavam condenados para sempre e eternamente. Dez gerações, a quarenta e dois anos por geração, herdaram a culpa dos pais. Milhares de pessoas inocentes e completamente alheias ao pecado dos antepassados, condenados pelo ódio vingativo de Jeová.

2)  O segundo ponto absurdo da justiça de Jeová, é que ele não quis ouvir Balaão para amaldiçoar. Esta declaração nos leva a crer que há outros que Jeová ouve para amaldiçoar. Por exemplo: Elizeu era careca, e subiu a Betel; e, pelo caminho, uns garotos saíram da cidade, e zombavam dele, dizendo: sobe calvo, sobe calvo! E, virando-se ele para traz, os viu, e os amaldiçoou no nome de Jeová. Então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles pequenos (II Rs. 2:23-24). Ora, se Elizeu amaldiçoou aquelas crianças em nome de Jeová, é porque ele sabia com certeza que Jeová atende qualquer tipo de maldição. Se Jeová fosse bom não ouviria tal imprecação (Lc. 9:54-55). Se ouviu e executou era do seu gosto.

3) A terceira coisa a considerar, é saber qual a benção, pois toda aquela geração que Jeová tirou do Egito, morreu no deserto debaixo de maldição. E os filhos, que Josué fez entrar e herdar a terra da promessa, caíram em maldição por causa da desobediência (Jz. 2:1-3).

Outro caso é o do sumo sacerdote Eli. Jeová impôs à casa da descendência de Eli uma condenação eterna. É de estarrecer. Qual foi o pecado? Leiamos: “Disse Jeová a Samuel: Eis aqui vou eu a fazer uma coisa em Israel, a qual todo o que ouvir lhe tinirão ambas as orelhas. Naquele mesmo dia suscitarei contra Elí tudo quanto tenho falado contra a sua casa; começá-lo-ei e acabá-lo-ei. Porque já eu lhe fiz saber que julgarei a sua casa para sempre, pela iniquidade que ele bem conhecia, porque, fazendo-se os seus filhos execráveis, não os repreendeu. Portanto, jurei à casa de Elí que nunca jamais será expiada a iniquidade da casa de Elí com sacrifício nem com oferta de manjares” (I Sm. 3:11-14). Declarar que Elí não repreendia a seus filhos não é verdade. Leiamos o texto: “Era Elí já muito velho, e ouvia tudo quanto seus filhos faziam a todo Israel, de como se deitavam com as mulheres que em bandos se ajuntavam à porta da tenda da congregação. E disse-lhes: Porque fazeis tais coisas? Porque ouço de todo este povo os vossos malefícios. Não, filhos meus; porque não é boa fama esta que ouço. Fazeis transgredir o povo de Jeová. Pecando o homem contra homem, os juizes o julgarão; pecando, porém, o homem contra Jeová, quem rogará por ele? MAS NÃO OUVIRAM A VOZ DE SEU PAI, PORQUE JEOVÁ OS QUERIA MATAR” (I Sm. 2:22-26). Duas coisas notamos nesta história: Elí, já velho, aconselhou os filhos, que mais podia fazer? Os filhos não ouviram porque Jeová lhes tapou os ouvidos porque os queria matar. E por que Jeová os queria matar? Porque na lei de Jeová, no capítulo que trata do filho contumaz e rebelde, que não obedece a voz de seu pai, não lhe dando ouvidos, manda então que seu pai o leve aos anciãos da cidade, e dirá: “Este nosso filho é rebelde e contumaz, não dá ouvidos à nossa voz. Então todos aqueles homens da sua cidade o apedrejarão com pedras, até que morra” (Dt. 21:18-21). Jeová queria que Eli mandasse apedrejar seus filhos. Como Eli era bom e misericordioso, Jeová lhes tapou os ouvidos para que não ouvissem, porque os queria matar. E o seu furor foi tanto que matou os dois filhos(I Sm. 2:34). Matou o pai, o sumo sacerdote Eli (I Sm. 4:18). Matou a mulher de Finéias, um dos filhos de Eli (I Sm. 4:19-20). E Jeová lançou a terrível maldição sobre a casa de Eli, dizendo: “Na verdade tinha dito eu que a tua casa e a casa de teu pai andariam diante de mim perpetuamente; porém agora diz Jeová: Longe de mim tal coisa, porque os que me honram honrarei, porém aos que me desprezam serão envilecidos. Eis que vem dias em que cortarei o teu braço e o braço da casa de teu pai, para que não haja mais velho algum em tua casa. E verás o aperto da morada de deus, em lugar de todo o bem que houvera de fazer em Israel; nem haverá por todos os dias velho algum em tua casa. O homem, porém, que eu te não desarraigar do meu altar será para vos consumir os olhos e para te entristecer a alma; e toda a multidão da tua casa morrerá quando chegar à idade varonil” (I Sm. 2:30-33). Que sede de vingança! Que maldições para sempre! Jeová lançou quatro maldições eternas sobre a casa de Eli, e uma para a casa de Israel:

1) Elí era da linhagem de Levi, escolhida para o sacerdócio no templo perpetuamente. Jeová voltou atrás dizendo: Longe de mim o que falei. A promessa que fiz não valeu. Vou lançar maldições sobre a linhagem sacerdotal (I Sm. 2:30).

2) Cortou o braço de Eli e de seu pai, isto é, todos morreriam jovens, na idade varonil, e isso para sempre (I Sm. 2:31).

3) O descendente que Jeová não matar, será para trazer desgosto e angústia, isto é, Jeová tornou maus todos os descendentes de Eli. Não seria mais fácil não tapar os ouvidos de Hofni e Finéias? Eles ouviriam o pai, mudariam o comportamento, e todas as desgraças futuras seriam Eliminadas. Acontece que Jeová não faz o bem, só o mal (Am. 3:6; I Sm. 2:33).

4) Toda a multidão dos descendentes de Eli morreriam ainda jovens, pois pela maldição, na casa de Eli não haveriam mais velhos (I Sm. 2:33-34).

5) A maldição sobre toda Israel, por causa de Eli, o inocente, é a mais tenebrosa. Jeová disse: “Verás o aperto da morada de deus, em lugar de todo o bem que houvera de fazer a Israel” (I Sm. 2:32).Todo o reino condenado a receber de Jeová o mal, e não o bem que fora prometido a Abraão, Isaque e Jacó. Esse é o maligno! (Mt. 5:37).

Depois de Jeová matar Eli, e arquitetar a morte de Hofni e Finéias, seus filhos, disse: “Eu suscitarei para mim um sacerdote fiel, que obrará segundo o meu coração e a minha alma, e eu lhe edificarei uma casa firme, e andará sempre diante do meu ungido” (I Sm. 2:35). Realmente, o próximo sacerdote foi perfeito. O nome dele é Samuel, filho de Ana, que o dedicara a Jeová (I Sm. 1:11; 12:1-5).

Aconteceu porém, que os dois filhos de Samuel, Joel e Abias, foram péssimos, pois se deram à avareza, e perverteram o juízo, motivo pelo qual o povo de Israel exigiu um rei, e rejeitou o sacerdócio dos filhos de Samuel (I Sm. 8:1-5)Fica assim provado que Jeová não cumpriu sua promessa de edificar a casa de Samuel (I Sm. 2:35). Melhor dizendo, Jeová não tem poder sobre o bem, mas somente sobre o mal. Depois das cinco maldições, Jeová lançou mais uma: “E será que todo aquele que ficar de resto da casa de Eli, virá a inclinar-se por uma moeda de prata, e por um bocado de pão” (I Sm. 2:36).

O único que só faz o bem, porque é amor, e o amor não faz o mal, é o Pai (Rm. 13:10). De Deus, o Pai, veio Jesus, que morreu em lugar dos malditos de Jeová para salvá-los das terríveis maldições perpétuas (Gl. 1:4).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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