(406) – O AMOR DE JEOVÁ – II

O AMOR DE JEOVÁ 2

Segundo a teologia, Jeová é o único deus, e fora dele não existe outro (Is. 44:6; 45:21). E Jeová declara que anuncia o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não aconteceram (Is. 46:9-10). Jeová sabe, portanto, o futuro.

Jeová, como Adão, se sentia só. Não havia para ele uma adjutora que estivesse diante dele. Então Jeová escolheu entre todos os povos que havia sobre a terra, um especial, para formar a sua companheira e esposa. Como Jeová sabe o futuro, anunciou o seu propósito quatrocentos anos antes, a Abrão, seu servo (Gn. 15:13-14). Jeová, com sua divina sabedoria, levou Jacó e mais sessenta e seis almas que saíram de sua coxa, ao Egito (Gn. 46:26). Chegou com 130 anos, portanto 215 anos depois que Jeová falou a Abrão (Gn. 47:9). Quando José, filho de Jacó e governador do Egito morreu, setenta e um anos depois, começou o jugo de servidão no Egito, que durou mais ou menos 120 anos. Durante esse tempo o povo se multiplicou muito, e foi corrompido, pois no Egito não havia moral. O próprio Jeová declara isso em Ez. 23:1-4: “Filho do homem, houve duas mulheres, filhas de uma mãe. Estas prostituíram-se no Egito; prostituíram-se na sua mocidade; ali foram apertados os seus peitos, e ali foram apalpados os seios da sua virgindade. E os seus nomes eram: Aolá, a mais velha, e Aolibá, sua irmã; e forma minhas, e tiveram filhos e filhas; e, quanto aos seus nomes, Samaria é Aolá, e Jerusalém é Aolibá”.

A teologia não vai poder convencer ninguém que Jeová, que afirmou conhecer o futuro, não sabia que o seu povo ia se corromper no Egito, pois o plano foi cuidadosamente preparado por 400 anos. Jeová preparou a sua Eva nutrindo-a com leite de dragão, pois Faraó é o dragão, e o dragão é satã (Ez. 29:3; Ap. 12:9). E Jeová sabia também que Israel, seu povo, era corrupto desde o ventre (Is. 48:8). E Jeová amou essa mulher (Os. 11:1). E amou quando estava sendo nutrida no Egito.

Jeová narra como se deu o casamento (Ez. 16:7-8). Jeová, depois de casado, ungiu a esposa com óleo, depois de lavá-la com água para limpar o sangue, vestiu-a de bordadura, cingiu-a de linho fino, e a cobriu de seda. Ornou-a de enfeites, colocou braceletes nos pulsos e um colar no pescoço. Colocou uma jóia na testa e pendentes nas orelhas, e uma coroa de glória na cabeça. Essa esposa de Jeová, coberta de ouro e prata parecia formosa ao extremo (Ez. 16:9-14). Jeová agia de forma contrária ao Novo Testamento, onde lemos que a beleza não deve ser exterior, mas interior (I Tm. 2:9-10; I Pd. 3:3-4). E é óbvio que os enfeites com que Jeová ornou sua mulher não eram as virtudes, pois se fossem, a esposa não teria se corrompido (Ez. 16:15).

Jeová então, zeloso do seu amor para com a esposa, e enciumado, usou toda a forma de suplício para fazê-la voltar para casa. É mais ou menos como o marido violento que espanca a mulher todos os dias. Quando Bene-Hadade, rei da Assíria, cercou Samaria, o tempo do cerco foi tão longo, e a fome dentro da cidade era tão insuportável, que as mães, as pobres mães, coziam os filhinhos para comer e saciar a fome. Isto está em II Rs. 6:24-30. No tempo do cativeiro babilônico aconteceu de novo. Jeová diz em voz alta: “Assim diz o Senhor Jeová: Eis que eu, sim, eu, estou contra ti; e executarei juízos no meio de ti aos olhos das nações. E farei em ti o que nunca fiz, e o que jamais farei, por causa de todas as tuas abominações. Portanto os pais comerão a seus filhos no meio de ti, e os filhos comerão a seus pais; e executarei em ti juízos, espalharei todo o remanescente a todos os ventos” (Ez. 5:8-10). Jeová declara que isto nunca havia feito antes, mas é mentira, pois no tempo do rei Jorão, filho de Acabe, as mulheres já comiam os seus tenros filhinhos, duzentos e oitenta anos antes (II Rs. 6:24-30). E todas as vezes que era praticado o banquete de Tistes (pais comendo os filhos por fome), era obra de Jeová, pois profetizou isto nas maldições contra a esposa, isto é, Israel (Dt. 28:53-58).

Em Dt. 28:57 está escrito que a mãe ao dar a luz, devora a placenta, e depois o filho recém nascido. O pior, é que, sendo Israel a esposa de Jeová, os filhinhos devorados eram filhos de Jeová. Jó diz: “Ela devorará os membros do seu corpo; sim, o primogênito da morte devorará os seus membros” (Jó 18:13).Jesus não é primogênito da morte, mas primogênito dos mortos, pois é o primeiro que ressuscitou de entre os mortos (Cl. 1:18; At. 26:23). O primogênito da morte é o primeiro a entrar na morte, e o primogênito dos mortos é o primeiro a sair de entre os mortos (Ap. 1:18).

Jeová lançou também sobre a esposa repudiada (Is. 50:1) terríveis maldições (Dt. 28:15-68).

Jeová atormentava sua esposa, ou melhor, atormenta (Lv. 26:16).

Jeová aterroriza o seu povo (Jr. 8:15).

Jeová vingou o mal sobre a sua esposa até o fim (Jr. 44:27; Dn. 9:14).

Jeová odiou a mulher a quem declarou amor eterno (Jr. 31:3). O texto diz: “Pois que com amor eterno te amei, também com amorável benignidade te atraí”. Amorável benignidade é rejeitar sua mulher? Amorável benignidade é trazer o rei Bene-Hadade para cercar Israel até que a fome obrigue as mães devorar seus filhos? Amorável benignidade é mandar bestas feras para destruir e matar, é mandar setas venenosas? É matar pela peste e pela espada? (Dt. 32:22-25).

Jeová amaldiçoou as bênçãos já dadas, e corrompeu a descendência (Ml. 2:1-3). Amor que é mudado em ódio nunca foi amor.

Amor que impõe escravidão à esposa nunca foi amor (II Cr. 12:7-8).

Amor que oprime a mulher nunca foi amor (II Rs. 17:20).

O amor de Jeová é tão pequeno que pôs o rosto contra a mulher para mal, e não para bem (Jr. 21:10).

O amor de Cristo pela sua esposa é tão grande, que a si mesmo se entregou por ela (Ef. 5:25).

O amor que sacrifica a quem ama, só ama pelo interesse de ser glorificado (Is. 43:7).

O verdadeiro amor sacrifica-se por quem ama (Jo. 15:13).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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