(177) – O MAL

O MAL

 

O que é mal? Segundo o dicionário, o mal jamais ajuda ou corrige; o mal não corrige o mal, mas distorce, sempre prejudica. O mal é aquilo que é contrário ao bem, à ordem, à virtude. Os males da guerra são os feitos, isto é, as conseqüências da guerra; fome, pestes, mortes, escravidão, orfandade, destruição, violências, ódios, vinganças, assaltos, saques, estupros, etc.

Os meios de comunicação tem publicado estatísticas alarmantes sobre o aumento da marginalidade, do crime, da prostituição, da corrupção de menores, do tráfico de drogas.

Existem dois tipos de males. O mal físico e o mal moral.  O físico pode ser reparado, mas o mal moral é irreparável. Diante do quadro tenebroso, no qual o mal, em todas as suas formas cresce assustadoramente, fazemos a seguinte pergunta: “Neste mundo em que vivemos, o mal prevalece sobre o bem, ou o bem sobre o mal?” As estatísticas provam que o mal prevalece sobre o bem. Existem tantas igrejas, templos e religiões: bramanismo, hinduismo, budismo, xintoísmo, espiritismo, Judaísmo, Islamismo, catolicismo, protestantismo e outras. Tantas religiões, e o mal prevalecendo contra o bem?

Vamos canalizar o assunto do ponto de vista cristão, pois somos cristãos. A teologia cristã confessa que neste mundo o mal prevalece sobre o bem, afirmando que é impossível ao cristão não pecar. Os textos bíblicos usados são: Ec.7:20, onde se lê; “Na verdade, que não há homem justo sobre a Terra, que faça o bem e nunca peque”. “Quando pecarem contra ti, pois não há homem que não peque” (I Rs. 8:46).Estas duas declarações foram de Salomão, que pecou escandalosamente tendo recebido de Jeová a sua sabedoria (I Rs. 3:12). No Novo Testamento temos duas passagens. “Como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens; por isso que todos pecaram”. Rom.5:12. “ Se dissermos que não temos pecado, enganamos a nós mesmos, e não há verdade em nós” (I Jo. 1:8).

Sendo assim, é impossível a santidade, pois santidade é o estado de pureza imaculada, por isso Deus é santo. “Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pd. 1:15). É incoerente Deus pedir santidade se é impossível não pecar. Como explicar os seguintes textos? “Até que todos cheguemos a unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, a medida da estatura completa de Cristo” (Ef. 4:13). “Ora, aquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria perante a sua glória” (Jd. 24).” “E o mesmo Deus de Paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (I Ts. 5:23). E Pedro disse: “Procurai que dele (JESUS) sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz” (II Pd. 3:14). Se é Deus que santifica, negar a santidade é negar a operação de Deus. Se o mal prevalece sobre o bem, a carne prevalece sobre o Espírito. Paulo escreveu: “Porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas,  se pelo Espírito mortificardes as obras da carne, vivereis” (Rm. 8:13). Mas se ninguém pode deixar de pecar, todos são carnais e estão condenados ao inferno.

Todos os cristãos pecam depois de salvos por Cristo, segundo a tradição teológica, e assim Paulo divagou quando disse: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo esta assentado a dextra de Deus. Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra; porque já estais mortos, e a vossa  vida está escondida com Cristo em Deus” (Cl. 3:1-3). Ora, se o cristão peca depois de salvo, não está ressuscitado com Cristo, e busca as coisas da terra e não as de cima. E Paulo continua divagando quando diz: “Que, quanto ao trato passado, vos despojeis do velho homem, que se corrompe pelas concupiscência do engano; e vos renoveis no espírito do vosso sentido; e vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade” (Ef. 4:22-24). O velho homem não é de Cristo, pois o homem do pecado que tem de desaparecer no batismo segundo as palavras de Paulo: “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito” (Rm. 6:6).

O pecado é um vício de baixo teor, inventado pelo diabo desde a criação do homem, por isso, João afirma que quem comete pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio (I Jo. 3:8). Se o cristão continua pecando depois de salvo, não é nova criatura como diz Paulo. “Quem está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co. 5:17). Se o cristão continua pecando, tudo é velho. Se alguém deixa de pecar, isso é coisa tão nova, que parece impossível.

Se o mal prevalece sobre o bem neste mundo, o diabo prevalece sobre Cristo. Ora, Jesus Cristo disse: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt. 28:18). Ora, os do diabo são todos grandes pecadores; se os de Cristo pecam, estão no curral de Satanás, e Cristo é impotente para libertá-los.

Se todos os cristãos pecam depois de salvos, não são diferentes dos incrédulos e ateus, e assim a salvação é uma fraude, e o que é pior, os cristãos estão escandalizando o mundo. O que agrava a culpa dos cristãos, é que os não salvos pecam por não terem o Espírito Santo, ao passo que os crentes pecam tendo o Espírito Santo. Os não cristãos pecam porque são espiritualmente cegos, mas os cristãos pecam com os olhos espirituais bem abertos. Paulo declara: “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória de sua herança nos santos, e qual a sobre – excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos” (Ef. 1:18-19).

Os perdidos pecam porque não nasceram de novo, e os cristãos pecam tendo nascido de novo (Jo. 3:3-6). Os perdidos pecam por serem escravos de Satanás, e os cristãos, ao pecarem, se fazem filhos de Satanás, por isso Jesus disse: “Vós tendes por pai o diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai” (Jo. 8:44).

O apóstolo João encerra o assunto dizendo: “Vós bem sabeis que ele (Jesus), se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca, não o viu nem o conheceu” (I Jo. 3:5-6). Quando uma pessoa tem um encontro real com o Senhor Jesus Cristo, o impacto é tão grande, tão glorioso e tão poderoso, que o cristão, envolvido nessa luz celestial, não suporta mais as trevas, por isso Paulo nos diz: “Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz”. Ef.5:8. E o próprio Senhor Jesus diz: “VÓS SOIS A LUZ DO MUNDO” (Mt. 5:14).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

 

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