(781) – O BATISMO DO LADRÃO

Pode alguém ser salvo na última hora como o ladrão da cruz?

Todos dizem que sim, pois Jesus afirmou que o ladrão entraria no paraíso.

Baseados no ladrão, milhões e milhões de pessoas deixam a salvação de suas almas para a última hora. Milhões e milhões de cristãos alimentam a certeza de que Deus não o rejeitará como não rejeitou o ladrão.

O ladrão tem sido um péssimo exemplo. Todos os fracos, todos os carnais, todos os desonestos, todos os impuros e prostituídos, creem que serão salvos na última hora como o ladrão, e permanecem caídos até o fim da vida.

Se dissermos que a santidade é indispensável para a salvação, logo alguém diz: Mas o ladrão foi salvo”. Se afirmarmos que sem as obras a fé é nula logo alguém dirá: “Mas o ladrão nada fez e foi salvo”. Se pregarmos que o batismo é indispensável para a salva­ção, todos respondem: O ladrão não foi batizado e foi salvo”.

Se o ladrão foi salvo sem santidade, sem obras e sem batismo, eu afirmo que ele tem sido um falso profeta e tem lançado milhões no inferno.

A Bíblia diz: Segui a paz e a santificação sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb.12:14). “A fé sem obras e morta” Tg.2:26. “Quem crer e for batizado será salvo” Mc.16:16.

Pedro diz: “…na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo…” (1 Pd.3:20-21).

Se o ladrão foi salvo, não poderia contradizer a Bíblia. Analisemos o texto Bíblico e conheçamos o ladrão para não sermos condenados com os tolos e os formicários.

O ladrão repreendeu o outro ladrão, o que prova que os dois não eram iguais (Lc.23:40). Neste mesmo texto o “bom la­drão” disse: Tu nem ainda temes a Deus?” Vemos que este ladrão tinha temor de Deus, e o temor de Deus é o princípio da sabedoria como lemos no Sl. 111:10. Este “bom ladrão” conhecia a Deus e a Sua palavra, pois a sabedoria vem pela palavra (Sl.119.97-100).

Continuemos a investigar o “bom ladrão”; tinha consciência de culpa e castigo, do bem e do mal, e também da justiça de Deus (Lc.23:41). Porém, a declaração assustadora foi quando defendeu Jesus dizendo: “Este nenhum mal fez”.

Eu já perguntei inúmeras vezes a pessoas conhecidas se podiam afiançar o meu caráter e afirmar que eu não cometi nenhum pecado e todos igualmente negaram. Faça você a experiência e concluirá que o “bom ladrão” era amigo íntimo de Jesus. Para se afirmar que alguém é isento de culpa é necessário um profundo conhecimento. E se o ladrão tinha essa intimidade eu afirmo que era discípulo de Jesus.

Quando o ladrão, olhando para Jesus com ternura e humildade, disse: “SENHOR, lembra-te de mim quando entrares no teu Reino”, podemos ter certeza absoluta que foi o maior dos apóstolos.

EXPLIQUEMOS:

Nicodemos não era discípulo e chamou Jesus de Mestre (Jo.3:2). Os incrédulos O chamavam de “carpinteiro” (Mc.6:3). Os inimigos O chamavam de “Belzebu” (Lc.11:15). Os Príncipes Judeus chamavam-nO “enganador” (Mt.21.63). Somente os discípulos chamavam-no de SENHOR (Mt.26:22 e Lc.6:46).

O ladrão O chamou da maneira que estava habituado a chamar: SENHOR — porque era Seu servo. Agora analisaremos o conhecimento teológico do ladrão: “LEMBRA TE DE MIM QUANDO ENTRARES NO TEU REINO”. Nestas palavras afirmou o ladrão que Jesus não ia morrer na cruz. Nenhum dos apóstolos tinha este conhecimento. Em Mat 26:31 e 56 lemos que quando Judas entregou Jesus, todos os discí­pulos o abandonaram. No Evangelho de Marcos 16:10 a 14 fica mais clara a ignorância e a incredulidade dos discípulos, pois o próprio Jesus lhes lança em rosto sua cegueira.

Só havia um que sabia que Jesus ia ressuscitar, e este foi o “bom ladrão”, discípulo fiel de Jesus. Ele ouviu Jesus dizer que em 3 dias reconstruiria o templo (João 2:19-22). Também ouviu Jesus dizer que ninguém poderia lhe tirar a vida e que tinha poder para a dar e para a tornar a tomá-la (João. 10:17-18). Também ouviu Jesus dizer que quem cresse nunca veria a morte (Jo.8:51). E porque creu nas palavras de Jesus, sabia que não ia morrer na cruz, e que Ele o esperava no Seu Reino Eterno, na glória.

Veja, amigo leitor. O ladrão tinha certeza absoluta que Jesus não iria morrer, que era Rei eterno e que pelos méritos de Jesus entraria nesse Reino com Ele. O ladrão sabia a “doutrina da ressurreição”. Ele ouviu dizer: “Eu sou a ressurreição e a vida” na casa da Lázaro (Jo.11:23). A conclusão que podemos chegar a respeito do ladrão é que ao subir na cruz, não era mais ladrão, tanto que recriminou o outro. Havia mudado de vida quando seguiu a Jesus. E todos que seguiam a Jesus eram batizados (Jo.3:22 e 4:1). Dimas era batizado. Se alguém quiser afirmar que Dimas era ladrão ao subir na cruz, lembre-se que Jesus era inocente e foi condenado como ladrão (Mt.27:13-23).

Nesta passagem, o ladrão Barrabás foi solto, e Jesus morreu cru­cificado em seu lugar. E da mesma maneira que Jesus, na cruz, não era criminoso, Dimas também não era. Estava na cruz porque se entregou voluntariamente para obedecer a Jesus que lhe disse; “Se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali no altar a tua oferta e vai reconciliar-te com o teu irmão” (Mt.5:23-24). Dimas, o que tinha sido ladrão e salteador, entregou-se voluntariamente para pagar o que devia ao estado antes da conversão.

Os crentes de hoje não fazem isso. Pecam voluntariamente, são sensuais e mundanos, pensando em arrepender-se na última hora.

O bom ladrão estava preparado para a última hora. Estava tão preparado que cobrou de Jesus a sua salvação dizendo: “LEMBRATE DE MIM”. LEMBRA-TE, na Bíblia, supõe coisas passadas: o Rico, que foi para o inferno e clamou a Abraão, ouviu dele as seguintes palavras: “Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e que Lázaro somente males. Agora este é consolado e tu atormentado” (Lc.16:24).

Também José, ao interpretar o sonho do copeiro de Faraó, afirmando que em três dias ele seria restaurado, lhe disse: “Lembra-te de mim quando fores bem, e que faças menção do meu nome diante de Faraó, e faze-me sair do cárcere”.

Se você, meu caro leitor, não deixar para última hora sua salvação; Se você crer em Jesus Cristo e conhecer Sua Palavra como aquele ladrão conhecia; Se você for batizado como ele foi; Se você pagar as suas dívidas diante do seu próximo e diante do Estado como ele fez, e como Zaqueu fez, então você poderá dizer como o “bom ladrão” a Jesus: “LEMBRA -TE do que eu fiz por ti”. E Jesus te dirá: “Hoje estarás comigo e com o ladrão no paraíso”.

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

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