(183) – AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ – II

AUTOR E CONSUMADOR DA FÉ – II

 

 

     “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé” (Hb. 12:2). O autor é o dono da idéia. O autor é o primeiro que pensou no assunto. Se uma outra pessoa provar que é a dona da idéia, o pretenso autor é publicamente ridicularizado por apropriação indébita, e é obrigado a ressarcir o verdadeiro autor. Se está escrito que Jesus Cristo é o autor e consumador da fé, ninguém no céu e na terra teve a idéia antes, nem o Deus Pai. O autor é o criador do plano.

  1. Jesus, sendo o autor da obra da salvação dos homens, se constitui na única e verdadeira luz para os homens. “Ali estava a luz verdadeira, que alumia todo homem que vem ao mundo” (Jo. 1:9). Que luz verdadeira é esta? “Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens”(Jo. 1:4). Qualquer outra luz não traz vida, mas morte. Por exemplo: Salomão afirmou que a lei de Jeová é luz. “Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei uma luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida” (Pv. 6:23). Como a lei conduz ao pecado e à morte, não é luz verdadeira. “Porque quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, obraram em nossos membros, para darem fruto para a morte” (Rm. 7:5). Como a lei de Jeová veio antes de Cristo, se conduzisse o cristão à vida eterna, Jeová seria o autor e consumador, e Jesus seria o impostor. Jeová, pela lei, matou todos os que salvou. “Mas quero lembrá-los, como quem já uma vez soube isto, que havendo Jeová salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram” (Jd. 5; Nm. 14:27-29). Jesus, em contrário, salva os perdidos e pecadores, logo, é o autor e consumador da fé. Consumador porque morreu na cruz em lugar dos pecadores. E se Jesus é o autor e consumador da salvação, por que Jeová ordenou uma luz antes que a verdadeira viesse?
  2. Jesus revelou o Deus Pai cheio de amor e misericórdia. Esse amor é tão sublime que salva todos os homens, como revela Paulo na sua carta a Timóteo 4:10. Esse amor é infundido no cristão através do Espírito Santo (Rm. 5:5).Dessa forma, se alguém não ama, não conhece a Deus, pois Deus é amor(I  Jo. 4:7-8). Se esse é o Deus que Jesus revelou aos homens, por que Jeová se revelou como deus, com ira e furor assassino? “E disse Jeová a Moisés: Até quando me provocará este povo? E até quando me não crerão por todos os sinais que fiz no meio deles? Com pestilência os ferirei; e farei de ti povo maior e mais forte que este” (Nm. 14:11-12). Que esperava Jeová do seu povo? Que morresse de amores com esse tratamento? Jeová, como deus, não revela o amor do Pai na sua forma de falar e agir; e depois de matar o povo no deserto, destruiu o reino de Israel e mais tarde o reino de Judá (II Rs. 17:20-23; 23:27). Jeová transformou a cidade de Jerusalém numa fornalha infernal para atormentar o seu povo (Is. 31:9; 48:10). Esse tratamento descaridoso produziu um povo rebelde e insensível ao amor (Sl. 78:58-59). Jeová aborrece o pecador, isto é, odeia (Sl. 5:5; 11:5; Jr. 12:7-8; Am. 6:8; Ml. 1:2-3). O Deus revelado por Jesus é completamente oposto a Jeová, por isso é autor e consumador da fé.
  3. Deus, o Pai, entregou tudo á Jesus, seu Filho unigênito. “Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas” (Jo. 13:3). “O Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos” (Jo. 3:35).Sendo assim, “O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o Juízo” (Jo.  5:22). O apóstolo Pedro declarou que Jesus mandou os discípulos pregarem que  ele é o que por Deus foi constituído Juiz dos vivos e dos mortos (At. 10:42). Paulo também afirmou a mesma coisa. “Conjuro-te pois diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo que há de julgar os vivos e os mortos ,na sua vinda e no seu reino” (II Tm. 4:1). E Paulo disse mais: “Porquanto Deus tem determinado um dia em que com justiça há de julgar o mundo, por meio do varão que destinou; e disso deu certeza a todos, ressuscitando-o dos mortos” (At. 17:31). Se essa é a verdade sobre o juízo futuro dos homens, como Jeová veio antes julgando e condenando antes do tempo? Se Deus julgava antes de Cristo e passou a não julgar depois, Deus muda, mas Tiago afirma que Deus não muda (Tg. 1:17) . Deus condenava antes de Cristo e depois de Cristo não condena mais? É justiça Deus privilegiar homens maus em detrimento de outros homens também maus? É por isso que Jesus é o autor e consumador da fé. Felizmente, para nós, cristãos, quem julgava, perseguia, matava e destruía era Jeová e não o Pai.
  4. Se Deus ama o pecador, “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8) e porque ama quer que todos os homens se salvem. “Porque isso é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade” (I Tm. 2:3-4; 4:10). E esse amor aos pecadores perdidos é tão grande, que “enviou seu Filho ao mundo, para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna. Porque Deus enviou seu filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo. 3:16-17). Se Deus não condena ninguém, pois é amor, e quer salvar a todos, como veio antes de Cristo condenando, matando e destruindo? Destruiu toda a humanidade no dilúvio. Destrui e condenou  os habitantes de Sodoma e Gomorra, Admá e Zeboim (Dt. 29:20,  25). Destruiu seu próprio povo. O que parece, é que Jesus veio do céu, e viveu entre os homens, para que através de sua humildade, através de sua bondade, de seu desprendimento, de seu amor infinito, de suas virtudes, etc…, pudesse revelar o verdadeiro Deus, por isso é autor e consumador da fé, e com suas obras provou que o anjo que veio antes dele, estava num nível tão baixo que tinha sociedade com Satanás para tentar destruir até os justos como aconteceu com Jó (Jó 1:6, 12; 2:1-7).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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