(133) – O VELHO TESTAMENTO

O VELHO TESTAMENTO

 

O Velho Testamento abrange sete pontos principais, a saber:

  1. A eleição da descendência de Abraão como povo eleito — “E farte-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção” (Gn. 12:2). “Olha agora para os céus, e conta as estrelas, se as pode contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente” (Gn. 15:5).
  2. A terra de Canaã como herança eterna — “Te darei a ti, e a tua semente depois de ti, a terra das tuas  peregrinações;  toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhe-ei o seu deus” (Gn. 17:8).
  3. A lei de Jeová, dada  por Moisés, o mediador de Jeová (Gál.3:19) — No concerto da lei estavam incluídos, o sacerdócio levítico; os sacrifícios da lei; as tábuas da lei com os dez mandamentos, e os estatutos e juízos. E são cinco os livros da lei: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio — esses livros são chamados de Pentateuco e são a Torá do povo hebreu. Os sacerdotes ministravam a lei (Ml. 2:4-7).
  4. O pacto da circuncisão carnal feito com Abraão — “Será circuncidado o nascido em tua casa, e o comprado por teu dinheiro; e estará o meu concerto na  vossa carne por concerto  perpétuo. E o macho com prepúcio, cuja carne do prepúcio não estiver circuncidada, aquela alma será estirpada dos seus povos; quebrantou o meu concerto” (Gn. 17: 13-14).
  5. Uma linhagem real para  assentar no trono do reino de Jeová — “E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Ex. 19:6). “Não quebrarei o meu concerto, não alterarei o que saiu dos meus lábios. Uma vez jurei por minha santidade que não mentirei a Davi. A sua descendência durará para sempre, e o seu trono será como o céu perante mim” (Sl. 89:34-36). Essa linhagem é carnal e não espiritual, pois Paulo diz: “Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o  Espírito de Santificação, pela ressurreição dos mortos – JESUS CRISTO NOSSO SENHOR” (Rm. 1:3-4).
  6. As bênçãos e as maldições — Bênçãos para os que guardam fielmente as leis e os estatutos de Jeová, e infinitas maldições para os que quebrantam a lei. Essas bênçãos e maldições são materiais e terrenas, e estão especificadas nos capítulos 27 e 28 do livro de Deuteronômio.
  7. A vingança do concerto — “Se andardes  contrariamente  para comigo  eu também  convosco andarei  contrariamente, e eu, mesmo eu, vos ferirei sete vezes mais por causa dos vossos pecados, porque trarei sobre vós a espada, que executará a vingança do concerto; e ajuntados estareis nas vossas cidades; então  enviarei a peste entre vós, e sereis entregues na mão do inimigo.” (Lv. 26:23-25).

O Velho Testamento foi feito por Jeová com Israel, excluindo os outros povos (Dt. 14:1-2; Am. 3:2).

O Novo Testamento é completamente diferente do Velho, e inclue :

  1. O sacrifício de Jesus na cruz; sacrifício maldito (Dt. 21:22-23) — Os sacrifícios do Velho Testamento agradavam a Jeová (Ex. 20:24), mas não agradavam ao Pai de Jesus (Hb. 10:4-10). O sacrifício de Jesus na cruz não foi o cumprimento dos sacrifícios da lei de Jeová, mas foi o sacrifício perfeito que anulou os imperfeitos, pois uma coisa imperfeita não  pode ser figura de outra perfeita. Foram assim abolidos os sacrifícios do  Velho Testamento. Em Hb. 9:23, a figura não é o sacrifício, pois era imperfeito; a figura era o tabernáculo (Hb. 9:21).
  2. Foi instituída por Jesus a sua Igreja — Mt. 16:18.
  3. Foi abolida a circuncisão — “Porque em Cristo Jesus nem a circuncisão nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas sim  o ser uma nova criatura” (Gl. 6:15). Ora, a circuncisão obrigava a guardar toda a lei (Gl. 5:1-3). E os tais caíam da graça ficando sem Jesus (Gl. 5:4). Os Cristãos estavam desobrigados da lei de Jeová. “O pecado não terá domínio sobre vós, pois  não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça” (Rm. 6:14; 7:6).
  4. Foi instituído um sacerdócio real, e uma nação santa — I Pd. 2:9. Se o novo sacerdócio, dos gentios, era o real , o levítico não era real, mas ficção. Novela não é  real; teatro não é real, mas fantasia, conto, aparência. Tudo o que não permanece não é real . “O homem, nascido de mulher, sai como a flor, e se seca; foge também como a sombra, e não  permanece” (Jó 14:1-2). O homem é uma sombra que logo desaparece quando se vai a luz, por isso não é real. Se tiver vida eterna em Cristo, passa a ser real. O sacerdócio levítico foi mudado, logo não era real (Hb. 7:12-14).
  5. A linhagem de Jeová era carnal, e a do Pai é espiritual — “Aquele que não nascer de novo, isto é, nascer da água e do Espírito, não entra no reino de Deus” (Jo. 3:3-6). Jeová gerava os filhos carnalmente, por isso disse a Israel no deserto. “Não haverá alguma que aborte, nem estéril na tua terra” (Ex. 23:26). Mas João, o apóstolo nos diz: “Mas, a todos os que o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo. 1:12-13; Rm. 9:6-8; Rm. 5:5-9).
  6. A herança dos discípulos de Jesus não é na terra, nem em Canaã, mas no céu, por isso Paulo declarou: “O Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial” (II Tm. 4:18). Pedro afirma o mesmo, dizendo que os que ressuscitam com Cristo têm uma herança incorruptível, incontaminável, guardada nos céus para os santos” (I Pd. 1:3-4).
  7. No Velho Testamento, o reino de Jeová era só para os Israelitas (Ex. 19:6; Dt. 14:1-2; Am. 3:2).No Novo Testamento, o reino dos céus está aberto a todos os homens de todas as raças, por isso Jesus disse: “Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo” (Mc. 16:15-16).

CONCLUSÃO: Se o Velho Testamento é necessário para a salvação, os gentios, ignorantes do assunto, teriam de adotá-lo, mas foram desobrigados pelo Espírito Santo (At. 15:1-29). Paulo não pregaria contra a circuncisão e a lei (At. 21:21-28; Gl. 6:15;  Rm. 6:14; 7:6).

A lei é tropeço para os que a guardam (Rm. 9:30-33). A justiça da lei estabelecida por Jeová, não é a justiça do Pai. Se o Velho Testamento fosse útil no plano da salvação, não teria sido abolido por Cristo(II Co. 3:14). Paulo afirma que foi abolido.  Jesus Cristo não é mediador do Velho Testamento (Hb. 9:15).O mediador do Velho Testamento foi Moisés (Gl. 3:19). Jesus não é o fiador do Velho

Concerto, pois este não era eterno (Hb. 8:13; 7:22).

Os mandamentos da lei foram fracos e inúteis, e nada aperfeiçoaram (Hb. 7:18-19). A lei de Jeová era enferma pela carne (Rm. 8:3), e por isso só aproveita aos carnais (Rm. 8:5-9). A lei ressuscita o pecado (Rm. 7:9).

O Velho Testamento impõe escravidão aos adeptos (Gl. 4:21-26).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

 

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