(424) – SERVIDÃO DA CORRUPÇÃO – I

SERVIDÃO  DA CORRUPÇÃO 1

O apóstolo Paulo faz a seguinte declaração profética: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou. Na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm. 8:20-23). Paulo está revelando que um ser tenebroso e maligno submeteu toda a criação de Deus a uma escravidão de corrupção. E esse poder maligno é tão grande, que os salvos por Jesus mediante a fé, também gemem carregados, esperando a volta de Cristo, para que o nosso corpo seja redimido pela ressurreição, pois Paulo mesmo diz: “Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados. Porque convém que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade, e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (I Co. 15:52-53).

  • O que intriga o leitor da Bíblia, no Velho Testamento, é que Jeová diz de si mesmo: “Vede agora que eu, eu o sou, e mais nenhum Deus comigo; eu mato e eu faço viver, eu firo e eu saro; e ninguém há que escape da minha mão” (Dt. 32:39). E disse mais a Abraão: “Eu sou o El Shaday, o Todo-poderoso” (Gn. 17:1). O Todo poderoso é aquele, cujo poder é o maior poder, isto é, pode tudo. No texto acima Jeová declara que não há nenhum poder acima dele, e que ninguém escapa de sua mão. Paulo, no entanto, revela que havia um outro poder, e maligno, que submeteu toda a criação e as criaturas a um regime de escravidão da corrupção. E mais: Essa servidão da corrupção só vai se desfazer na volta de Jesus Cristo, pela ressurreição dos mortos.

A dúvida que surge é: Ou o poder do mal e do inferno é maior do que o poder de Jeová, e quando ele afirma ser El Shaday, mente; ou Jeová é conivente com as trevas de Satanás (At. 26:18; Jo. 3:19-21; Ef. 5:3-8). Jeová está sempre envolto em trevas (Ex. 20:21). E Jeová se oculta nas trevas (Sl. 18:11).

  • A segunda declaração chocante de Jeová, diz: “Este é o conselho que foi determinado sobre toda esta terra; e esta é a mão que está estendida sobre todas as nações. Porque Jeová dos Exércitos o determinou; quem pois o invalidará? E a sua mão estendida está; quem pois a fará voltar atrás”? (Is. 14:26-27). Determinou o que? Que a servidão da corrupção vai continuar? Que toda criação vai continuar gemendo debaixo do poder das trevas, que sujeitou todas as coisas debaixo da servidão da corrupção? Se Jeová está dando ordens no regime da corrupção, ou é o autor da servidão da corrupção, ou recebe ordens de quem sujeitou.
  • A terceira declaração de Jeová é a seguinte: “Eu, eu sou Jeová, e fora de mim não há salvador. Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz Jeová; eu sou deus. Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?” (Is. 43:11-13). Meditemos: Quem Jeová salvou, se toda a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou, e toda a criação espera ser libertada da servidão da corrupção? Diz mais Jeová: Eu anunciei e eu salvei. Os que salvou, matou no deserto (Jd. 5). Nem o salvador que Jeová enviou para salvar, se salvou (Dt. 34:1-5). Como pôde Jeová roncar tanto papo, debaixo do jugo da servidão da corrupção, e sem operar nada?
  • Jeová tem uma elevada posição neste regime perverso de escravidão da corrupção existente neste mundo tenebroso. Ele reina sobre as nações: “Porque o reino é de Jeová, e ele domina entre as nações. Todos os grandes da terra comerão e adorarão, e todos os que descem ao pó se prostrarão perante ele; como também os que não podem reter a sua vida” (Sl. 22:28-29). Se toda criação está sujeita ao mal e à corrupção, o autor dessa obra deveria reinar sobre as nações, e não Jeová, a não ser que ele seja o autor da servidão da corrupção. Os que descem ao pó são os mortos (Sl. 22:15). E esses se prostrarão perante Jeová? É ele o deus dos mortos e não dos vivos? Como pode Jeová ser rei num regime de corrupção e servidão? Graças a Deus Jesus disse: “O meu reino não é deste mundo” (Jo. 18:36). E Jesus disse mais: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo” (Jo. 8:23). Jeová é, portanto, o deus deste mundo (II Co. 4:4).Está escrito que Jeová habita em Jerusalém (Ed. 2:68; Sl. 135:21). Habita onde? Jeremias responde: “Naquele tempo chamarão a Jerusalém o trono de Jeová, e todas as nações se ajuntarão a ela, ao nome de Jeová, a Jerusalém” (Jr. 3:17). Mas o reino de Jesus e do Pai não é na terra, mas no céu. Paulo diz: “O Senhor Jesus me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o seu reino celestial” (II Tm. 4:18). E disse mais: “Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp. 3:20-21).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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