(778) – O GRANDE MÉDICO

1. “É ele que perdoa todas as tuas iniquidades, e sara todas as tuas enfermidades” (Sl.103:3). Quem está falando, é Iahweh. Havia um general na Síria, homem de grande valor, porém leproso. O rei da Síria mandou presentes para Eliseu, o profeta, para que ele fosse curar o general Naamã, pois era leproso. Eliseu mandou um recado ao rei: que Naamã se banhasse sete vezes no rio Jordão. O general Naamã devolveu o recado dizendo que na Síria havia rios melhores do que o rio Jordão. Mas, aconselhado por amigos, resolveu ir até o rio Jordão e banhou-se lá sete vezes. E quando saiu da água, a sua pele estava completamente sã. E Naamã deu presentes a Eliseu, porém Eliseu não os aceitou. Então Geazi, servo de Eliseu, pediu para ele os presentes. E Naamã os deu. E Eliseu falou: “Era isso ocasião para tomares prata, e vestes, e olivais, e vinhas, e ovelhas, e bois, e servos e servas? Portanto, a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua semente para sempre. Então, saiu de diante dele leproso, branco como a neve” (2 Rs.5:26-27). Iahweh curou um estrangeiro, Naamã, mas passou a lepra a toda a linhagem de Geazi. Portanto, não é verdade que ele “sara todas as tuas enfermidades” (Sl.103:3).

2. “Iahweh te ferirá com úlceras do Egito, e com hemorroidas, e com sarna, e com coceira de que não possas curar-te” (Dt.28:27). Iahweh disse: ‘de que não possas curar-te’, logo, não tem cura (ler 28, capítulo todo). “E será que, assim como Iahweh se deleitava em vós, e fazer-vos bem e multiplicar-vos, assim Iahweh se deleitará em destruir-vos e consumir-vos; e desarraigados sereis da terra, a qual passas a possuir” (Dt.28:63).

3.“Também Iahweh fará vir sobre ti toda a enfermidade e toda a praga, que não está escrita no livro desta lei, até que sejas destruído” (Dt.28:61). Então, Iahweh não sara todas as enfermidades.

4. Se Iahweh tiver ordenado uma bênção, ele transforma a bênção em maldição: “Se ele fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então, me arrependerei do bem que tinha dito que faria. Ora pois, fala agora aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz Iahweh: Eis que tenho forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós” (Jr.18:10-11).

5. Se Iahweh dá uma bênção, depois ele amaldiçoa a bênção que ele mesmo deu: “E, agora, ó sacerdotes, este mandamento vos toca a vós. Se o não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz Iahweh dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque vós não pondes isso no coração. Eis que corromperei a semente, e espalharei esterco sobre o vosso rosto, o esterco das vossas festas; e com ele sereis tirados” (Ml.2:1-3).

6. “Ouve, povo meu, e eu te admoestarei: Ah, Israel, se me ouvires! Não haverá entre ti deus alheio, nem te prostrarás ante um deus estranho. Eu sou o Iahweh, teu Deus, que te tirei da terra do Egito; abre bem a tua boca, e ta encherei. Mas o meu povo não quis ouvir a minha voz, e Israel não me quis. Pelo que eu os entreguei aos desejos do seu coração, e andaram segundo os seus próprios conselhos” (Sl.81:8-12).

7. “Eis que velarei sobre eles para mal, e não para bem; e serão consumidos todos os homens de Judá, que estão não terra do Egito, à espada e à fome, até que se acabem de todo” (Jr.44:27). “E isto vos servirá de sinal, diz Iahweh, que eu vos castigarei neste lugar, para que saibais que, certamente, subsistirão as minhas palavras contra vós para mal” (Jr.44:29).

8. “Por isso, Iahweh vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre vós; porque justo é Iahweh, nosso Deus, em todas as obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz” (Dn.9:14).

Está provado que Iahweh não cura as enfermidades e não perdoa as iniquidades, porque ele vigia o mal. Como ele vigia o mal, ele nem cura e nem perdoa. Porém, aterroriza.

Jesus vigia o bem e não o mal, porque morreu pelos pecadores para salvá-los.

“Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória,” (Jd. 1:24).

Autoria: Pr. Olavo Silveira Pereira

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