(630) – DOIS MINISTÉRIOS 37

“Agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo” (Jo.12:31). O mundo que começou em Adão e Eva foi julgado em Cristo e deixou de existir, não existe mais. Agora, em Cristo, começou uma nova criação. Paulo diz: “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co.5:17).

Até Cristo vigorava o reino dos mortos. Em Cristo começou o reino da vida: “Porque, se, pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que receberam a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só, Jesus Cristo” (Rm.5:17).

É por isso que a lei e os profetas duraram só até João Batista: “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o Reino de Deus, e todo homem emprega forças para entrar nele” (Lc.16:16). “O qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica” (2 Co.3:6).

O Velho Testamento é o ministério da morte: “E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito?” (2 Co.3:7-8).

Cristo não é mediador do velho concerto, nem das promessas do velho concerto: “Mas agora alcançou ele ministério tanto mais excelente, quanto é mediador de um melhor concerto, que está confirmado em melhores promessas” (Hb.8:6).

O velho concerto foi feito por Jeová, através de Moisés, e acabou na hora em que este mundo foi julgado. Se Jesus não foi mediador do velho concerto, também não foi e não é mediador do Velho Testamento: “E, por isso, é o mediador de um Novo Testamento, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia debaixo do primeiro testamento, os chamados recebam a promessa da herança eterna” (Hb.9:15).

A herança prometida no Velho Testamento era terrena: “E te darei a ti, e à tua semente depois de ti, a terra das tuas peregrinações, toda a terra de Canaã em perpétua possessão, e ser-lhes-ei o seu Deus” (Gn.17:8). Então no Velho Testamento as promessas eram materiais e temporais. No Novo Testamento são espirituais e eternas: “Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que não se veem; porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas” (2 Co.4:18).

Cristo se manifestou dizendo: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus” (Mt.4:17).“Estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos); e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus” (Ef.2:5-7). “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas sim, contra os principados, contra as potestades, contra o príncipe das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” (Ef.6:12).

Quem já está assentado nos lugares celestiais em Cristo, participa de milagres que os carnais nem sonham. Felipe estava pregando para o eunuco da rainha de Candace, que, maravilhado creu, e pediu para ser batizado. Após saírem da água, o Espírito do Senhor arrebatou Felipe, e não o viu mais o eunuco, e, jubiloso, continuou o seu caminho (At.8:36-39). Você crê que um cristão de 80 quilos esteja anunciando o evangelho para alguém, e subitamente desaparece, e aparece em outra cidade para continuar a anunciar o evangelho? Pois foi isto que aconteceu com Felipe. Sabe por que isto aconteceu? Porque Felipe já habitava nos lugares celestiais.

Paulo ensina o caminho para chegar aos lugares celestiais: “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus. Pensai nas que são de cima, e não nas que são da terra. Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Cl.3:1-4).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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