(636) – ÁRVORE DA CIÊNCIA

 

1)  O que é comer da árvore da ciência? É conhecer o bem e o mal, logo, é ter livre arbítrio; isto é, ser senhor dos próprios atos.

Ninguém é livre para fazer o que quer. O meu direito termina onde começa o do meu próximo. “De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus” (Rm.14:12). “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal” (2 Co.5:10). “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1 Co.6:12). “Ora, o manjar não nos faz agradáveis a Deus, porque, se comemos, nada temos de mais, e, se não comemos, nada nos falta. Mas vede que essa liberdade não seja de alguma maneira escândalo para os fracos. Porque, se alguém te vir, a ti, que tens ciência, sentado à mesa no templo dos ídolos, não será a consciência do que é fraco induzida a comer das coisas sacrificadas aos ídolos? E, pela tua ciência, perecerá o irmão fraco, pelo qual Cristo morreu. Ora, pecando assim contra os irmãos e ferindo a sua fraca consciência, pecais contra Cristo. Pelo que, se o manjar escandalizar a meu irmão, nunca mais comerei carne, para que meu irmão não se escandalize” (1 Co.8:8-12).

Ter livre arbítrio é saber se comportar em todas as situações: “Porque Jeová dá sabedoria e da sua boca vem o conhecimento e o entendimento” (Pv.2:6).

2)  A sabedoria dada por Jeová não é apta para escolher o bem e o mal (1 Rs.11:1-11). Salomão prova isto: Ele recebeu toda a sabedoria de Jeová: “Eis que te fiz segundo as tuas palavras, eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará” (1 Rs.3:12). Disse Jeová: “Filho meu, atende à minha sabedoria; à minha razão inclina o teu ouvido; para que conserves os meus avisos, e os teus lábios guardem o conhecimento. Porque os lábios da mulher estranha destilam favos de mel, e o seu paladar é mais macio do que o azeite; mas o seu fim é amargoso como o absinto, agudo como a espada de dois fios. Os seus pés descem à morte; os seus passos firmam-se no inferno” (Pv.5:1-5). “Dize à sabedoria: Tu és minha irmã; e à prudência chama tua parenta, para te guardarem da mulher alheia, da estranha que lesonjeia com as suas palavras” (Pv.7:4-5).

Salomão com toda a sabedoria dada por Jeová, não escapou das mulheres más, porque casou-se com mil mulheres, que lhe corromperam o coração e foram a causa da destruição do Reino de Israel. Então, a sabedoria dada por Jeová, não é apta para discernir entre o bem e o mal (1 Rs.11:1-11). “Os manjares são para o ventre, e o ventre para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, senão para o Senhor, e o Senhor para o corpo” (1 Co.6:13). O que é bom para a alma, não é bom para o corpo. Esaú trocou a herança espiritual por um prato de lentilha: “E Jacó cozera um guisado; e veio Esaú do campo e estava ele cansado. E disse Esaú a Jacó: Deixa-me, peço, comer desse guisado vermelho, porque estou cansado. Por isso, se chamou seu nome Edom. Então, disse Jacó: Vende-me, hoje, a tua primogenitura. E disse Esaú: Eis que  estou a ponto de morrer, e para que me servirá logo a primogenitura? Então, disse Jacó: Jura-me hoje. E jurou-lhe e vendeu a sua primogenitura a Jacó” (Gn.25:29-33). “E ninguém seja fornicador ou profano, como Esaú, que, por um manjar vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado, porque não achou lugar de arrependimento, ainda que, com lágrimas o buscou” (Hb.12:16-17).

 

 Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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