(387) – VELHO TESTAMENTO ABOLIDO – II

VELHO TESTAMENTO ABOLIDO 2

Que vem a ser o Velho Testamento? É UM SISTEMA MONARQUICO RELIGIOSO, NO QUAL UM SOBERANO DIVINO E OCULTO, REINA ATRAVÉS DE REIS, SACERDOTES E PROFETAS.

Esse sistema monárquico foi interrompido há dois mil, quinhentos e noventa três anos, quando Nabucodonosor levou Judá cativa para a Babilônia, e destruiu a fogo o templo e a cidade de Jerusalém. Jesus Cristo desceu do céu nascendo em carne, e se tornou visível e tactível, porém não restaurou o reino de Davi, ou melhor, de Jeová (Sl. 89:34-37). Jesus era o messias esperado. Por que não tomou a vara de ferro predita no Sl. 2:7-9(Mt. 16:13-17; Jo. 4:25-26).  Se era o messias prometido por Jeová, deveria assentar-se no trono de Davi e reger as nações com vara de ferro. Em vez disso, Jesus declarou aos escribas e farizeus, dizendo: “Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo” (Jo. 8:23). Antes da crucificação declarou a Pilatos: “O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus” (Jo. 18:36). O reino de Deus Pai, é no céu (II Tm. 4:18).

O reino de Davi estabelecido por Jeová é na terra eternamente (Ez. 37:21-25). Em lugar da lei de Jeová, Jesus estabeleceu a graça do Pai, isto é, anistia geral para todos; agora todos podem ser filhos de Deus pelo novo nascimento (Jo. 3:3-6). A ordem depois da ressurreição era: “Ide por todo mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Mc. 16:15-16). Não haverá mais povos gentios e inferiores para ficarem debaixo dos pés de Israel (Sl. 43:7; Mq. 5:8). Este mundo tem os dias contados (II Pd. 3:7). Depois vem a ressurreição do juízo, e a condenação dos perversos (Ap. 20:11-15). Os salvos por Cristo nunca mais descerão a este abismo, que é a sepultura dos mortos, mas viverão eternamente na glória com Cristo e o Pai (I Pd. 1:3-4; Jo. 14:2-4). Assim o Velho Testamento foi abolido. No folheto ‘1’ falamos de três coisas que foram abolidas do Velho Testamento, que foram os sacrifícios de animais para perdoar os pecados, os dez mandamentos que foram anulados pela lei do amor (Jo. 13:34; Rm. 13:8-10), e também o sacerdócio levítico que deixou de existir. Vamos continuar focando coisas estabelecidas por Jeová, que foram abolidas.

1. Jeová era o deus só de Israel, a quem amava (Os. 11:1; Dt. 23:5), contudo destruiu o povo e o reino a quem amava (II Rs. 23:27). De Israel disse Jeová: “Filhos sois de Jeová vosso deus” (Dt. 14:1). Mas para Jeová o orgulho ferido é maior do que o amor de pai. Os filhos pecaram, e ele declarou: “Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu ó terra. Criei filhos, e exalcei-os; mas eles prevaricaram contra mim” (Is. 1:2). Com o orgulho gerado pela santidade, Jeová passou a odiar a Israel: “Pois lhe provocaram a ira com os seus altos, e despertaram-lhe o zelo com suas imagens de escultura. Jeová ouviu isto e se indignou, e sobremodo aborreceu o seu povo” (Sl. 78:58-59). E Jeová, o pai de Israel, tornou-se inimigo e adversário de seus filhos, e os devorou como leão (Lm. 2:1-5; Os. 13:7-8).

Veio então Jesus Cristo, e provou que o amor do Pai é maior que o orgulho ferido, pois, segundo a vontade do Pai, deu a sua vida por todos os pecadores malditos de Jeová, estabelecendo o perdão e a graça para todos (Tt. 2:11; I Jo. 2:12). Cristo revelou que Deus, o Pai, é Deus dos judeus e gentios (Rm. 3:29). E quer salvar a todos, isto é, idólatras, feiticeiros, assassinos, ladrões, gays, endemoninhados, condenados, malditos de Jeová, vasos de desonra, enfim, todos (Rm. 9:20-23; II Tm. 2:20-21). Fica provado que o Velho Testamento foi abolido.

2. No Velho Testamento, os homens eram justificados pelos sacrifícios da lei, e pelas obras da lei, isto é, que seguem todos os preceitos da lei. Mas no Novo Testamento está escrito: “Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou a lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei” (Rm. 9:31, 32). “Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm. 10:4).

E Paulo, triunfante, declara: “Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm. 3:20). A lei, diante do amor de Cristo se tornou inútil e vã: “Porque o precedente mandamento é abrogado por causa da sua fraqueza e inutilidade” (Hb.7:18). Paulo, outra vez, ilumina nossas mentes, dizendo: “E de tudo o que, pela lei de Moisés, não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele que crê” (At. 13:39). E acrescenta, falando da glória de Jesus: “O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação” (Rm. 4:25). Fica mais uma vez provado que o Velho Testamento foi abolido.

3. A morte era a base do concerto de Jeová. Paulo nos revela que o antigo pacto de Jeová com os homens tem o seu fundamento na morte, com as seguintes palavras: “Deus nos fez também capazes de ser ministros dum novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica. E, se o ministério da morte gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do espírito?” (II Co. 3:6-8). O Velho Testamento era o ministério da morte. E tão forte era esse ministério que todos estavam mortos. Paulo nos diz: “A morte reinou desde Adão até Moisés, até sobre aqueles que não pecaram à semelhança da transgressão de Adão” (Rm. 5:14). E logo à frente Paulo continua, dizendo: “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça reinarão em vida por um só, Jesus Cristo” (Rm. 5:17). Vemos que a morte reinou desde Adão até Jesus. Na primeira carta aos Corintios, lemos: “Porque, assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem. Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo” (I Cr. 15:21-22). A lei dada por Jeová apenas legalizou a morte, pois Paulo diz: “Até a lei o pecado estava no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei” (Rm. 5:13). Por este texto vemos o que é ministério da morte: ‘A MORTE INSTITUÍDA LEGALMENTE POR MEIO DA LEI’.

Mas Jesus Cristo aboliu esse ministério tenebroso. Paulo, pela revelação do ministério da graça, que lhe foi dado por Deus, diz a Timóteo: “Portanto não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; e que é manifesta agora pela aparição do nosso Senhor Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (II Tm. 1:8-10).

Abolindo a morte, Jesus aboliu a lei, o pecado, e a condenação, tudo coisa do Velho Testamento. Foi tudo abolido por Cristo, para glória de Deus Pai. Quem crê em Cristo, passa da morte para a vida (Jo. 5:24). Quem crê em Cristo passa das trevas para a luz, e do poder de Satanás a Deus (At. 26:18).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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