(415) – MANIFESTAÇÃO DE CRISTO – I

 

MANIFESTAÇÃO  DE  CRISTO  1

Que é manifestação? É tornar público algo que não é de conhecimento geral. Por exemplo: manifestação de uma idéia é a idéia que outros não tiveram. Manifestar é, portanto: revelar-se, fazer-se conhecer, tornar público. Manifesto, é um escrito público, no qual um soberano expõe a situação política ou financeira, que não era conhecida do povo.

O apóstolo Paulo assim falou: “Por esta causa eu, Paulo sou o prisioneiro de Jesus Cristo por vós, os gentios; se é que tendes ouvido a dispensação da graça de Deus, que para convosco me foi dada; como me foi este mistério manifestado pela revelação como acima em pouco vos escrevi; pelo que, quando ledes, podeis compreender a minha compreensão do mistério de Cristo, o qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito aos seus santos apóstolos e profetas” (Ef. 3:1-5). O texto revela de maneira clara que o mistério de Cristo não foi manifestado aos filhos dos homens, isto é, Cristo era só promessa no Velho Testamento, logo não era Jeová. Jeová rejeitava os gentios:“Jeová é rei eterno; da sua terra serão desarraigados os gentios” (Sl. 10:16). O mistério da graça, manifestado a Paulo no texto acima lido, é a inclusão dos gentios no corpo da Igreja, sendo participantes da promessa (Ef. 3:6). Esse mistério esteve oculto em Deus pelos séculos que passaram; e nem os anjos tinham conhecimento do mistério (Ef. 3:9-10). A manifestação de Cristo foi necessária para revelar a verdadeira obra de Deus e também a sua vontade.

1.  Cristo se manifestou para revelar a justiça de Deus, pois no Velho Testamento a justiça era a da lei.“A tua justiça é uma justiça eterna, e a tua lei é a verdade” (Sl. 119:142-144, 172). “Ouvi-me, vós que conheceis a justiça, vós, povo, em cujo coração está a minha lei” (Is. 51:7). No Novo Testamento, porém, lemos que a guarda da lei não manifesta a justiça de Deus, o Pai de Jesus Cristo. Paulo diz: “Que diremos pois? Que os gentios, que não buscavam a justiça, alcançaram a justiça? Sim, mas a justiça que é pela fé. Mas Israel, que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como pelas obras da lei” (Rm. 9:30-32). E Paulo explica porque a lei não satisfaz a justiça de Deus, dizendo: “Nenhuma carne será justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento do pecado” (Rm. 3:20). A lei traz o conhecimento do pecado, mas não destrói o pecado. Falamos da lei de Jeová. Com Jesus é diferente: “Agora na consumação dos séculos uma vez se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo” (Hb. 9:26). Jesus aniquilou o poder do pecado morrendo em lugar do pecador (Gl. 1:4). E Paulo remata o assunto dizendo: “Por que o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê” (Rm. 10:4).

2.  Mas Cristo se manifestou também para tirar os nossos pecados. Quando João falou que Cristo se manifestou para tirar os nossos pecados (I Jo. 3:5), João não estava dizendo que eu tenho um saco de pecados nas costas, e cada vez que ele me encontra coloca tudo no caminhão de lixo. João está dizendo que Jesus tira a natureza pecaminosa. Jesus não é o lixeiro da Jerusalém celestial. Paulo declarou: “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para morte, ou da obediência para justiça? Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, LIBERTADOS DO PECADO, FOSTES FEITOS SERVOS DA JUSTIÇA” (Rm. 6:16-18). O texto diz que quem é servo do pecado, isto é, escravo do pecado, não é servo da justiça; e só se torna servo da justiça sendo libertado do pecado. Ou é servo do pecado para a morte, ou libertado do pecado para a vida eterna: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm. 6:23). A tradição evangélica defende que é impossível ao cristão não pecar, baseados em I Jo. 1:8-10. Este texto diz que se dissermos que não temos pecado não há verdade em nós; e se dissermos que não pecamos, fazemos Jeová mentiroso; e a sua palavra não está em nós. Acontece que o mesmo João, logo a frente, diz: “Bem sabeis que ele se manifestou para tirar os nossos pecados; e nele não há pecado. Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca não o viu nem o conheceu” (I Jo. 3:5-6). Quem é servo do pecado adota como doutrina I Jo. 1:8-10; mas quem é servo da justiça adota I Jo. 3:5-6. Ninguém esqueça que João declara enfaticamente: “QUEM COMETE PECADO É DO DIABO” (I Jo. 3:8). Se é filho do diabo não é filho de Deus.

3.  Mas ainda Cristo se manifestou para abolir a morte. É Paulo quem nô-lo diz: “Não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor, nem de mim, que sou prisioneiro seu; antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos; e que é manifesta agora pela aparição de nosso Salvador Jesus Cristo, o qual aboliu a morte, e trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho” (II Tm. 1:8-10). Ora, se o salário do pecado é a morte, para abolir a morte tem que tirar o pecado de circulação. O fruto de pecado é a morte, por isso Paulo diz: “Pelo que, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Rm. 5:12). Para conservar a vida eterna que Jesus nos dá, só deixando de pecar; por isso Paulo diz que Cristo trouxe à luz a vida e a incorrupção pelo evangelho. Seja você um destes !!!

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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