(482) – AMOR NO VELHO TESTAMENTO – I

AMOR  NO  VELHO TESTAMENTO   1

Do ponto de vista humano, claro que havia amor. Jacó amava Raquel, e trabalhou sete anos para Labão, seu futuro sogro, por amor dela (Gn.29:18). Depois de vinte anos servindo o sogro, Jacó volta à sua família. Parou na cidade de Siquem, e sua filha Diná saiu a passear. Siquem, filho de Amor, Heveu, se apaixonou de tal forma por Diná, que, por exigência de Jacó, todos os varões daquela cidade, se submeteram à circuncisão, e à fé de Jacó e sua família, para que Diná se casasse com Siquem (Gn.34:1-24). Este é o amor universal, entre homem e mulher, e também o amor tribal, onde o sangue unia as pessoas. Este é também o amor entre amigos, como Davi e Jônatas, filho do rei Saul (I Sm.18:1-4).

O amor de Deus, revelado por Jesus Cristo, não era conhecido pelos homens. É o amor que não se vinga, não escraviza, não cobra, não vira o rosto, não se ofende, não faz acepção de pessoas, não lança maldições, nem pragas, nem pestes mortíferas, não rouba, não oprime aos mais fracos, não mata, não manda para a prisão.

  1. Onde Jeová, que se intitulou deus, derramou o seu furor sobre as nações que não o conheciam, não há amor (Sl.79:6).
  2. Onde Jeová, que se intitula deus misericordioso, entrega o seu povo aos desejos de seus corações, porque desobedeceram, não há amor, mas ímpeto corruptor (Sl.81:11-12).
  3. Onde esse deus matador, para castigar o seu povo que era idólatra, com fúria infernal, amontoa males sobre eles, atira setas mortais, faz passar fome, envia carbúnculo (lesão cutânea) para os destruir, e peste amarga; envia feras com a peçonha das serpentes; envia a espada e o pavor sobre todos, mancebos, virgens, homens de cãs, e também criancinhas de peito (Dt.32:22-25). O deus que faz estas coisas não conhece o amor revelado por Cristo.
  4. O deus, que para saciar a sua fome de vingança contra o rei Saul, que já estava morto a mais de trinta anos, aceitou a morte de sete filhos de Saul por enforcamento, para sentir paz, não conhece o amor (II Sm.21:1-14).
  5. Onde o bondoso deus Jeová põe o seu rosto contra uma cidade inteira para mal, e não para bem, não existe nem vestígio de amor (Jr.21:10). Diz o Novo Testamento que o amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (I Co.13:7). Qualquer ser humano que tenha um pouco de bom senso, iria perder o tempo em fazer o mal sem nenhum objetivo benéfico. Vá ocupar o tempo em algo útil. Só os demônios têm disposição para fazer o mal sem nenhum intuito bom.
  6. Onde um deus, como Jeová, ordena que se escreva que ele é a rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os caminhos juízo são. Ele é a verdade; justo e reto é (Dt.32:4). Onde, um deus com esses atributos pode se deleitar destruindo o seu povo, como fez Jeová? (Dt.28:33).
  7. Como pode ser, que Jeová deus, o deus fiel, que guarda o concerto e a misericórdia até mil gerações aos que o amam e guardam os seus mandamentos, depois que confessou que Jó, seu servo, que era entre todos o mais sincero e reto, temente a deus e que desviava-se do mal; como pode esse deus desferir contra Jó suas frechas embebidas no seu ardente veneno, para envenenar o espírito do fiel Jó? (Dt.7:9; Jó1:8; 6:4).

O grande problema, é que no Velho Testamento não havia amor; no coração de Jeová nunca houve amor, pois a lei não opera o amor, mas opera a ira (Rm.4:15).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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