(490) – O DEUS DE TODA A CARNE – IV

O  DEUS  DE  TODA  A  CARNE  4

Jeová é o deus de toda a carne (Jr.32:27). Então exigia santidade da carne: “Fala a toda a congregação dos filhos de Israel, e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, Jeová vosso deus, sou santo” (Lv.19:2). E Jeová insistia nessa tecla, dizendo: “E ser-me-eis santos, porque eu, Jeová vosso deus, sou santo, e separai-vos dos povos para serdes meus” (Lv.20:26). Será que Jeová estava por fora da realidade? Jeová não sabia que a carne e o sangue são a fonte de toda a corrupção? Não sabia que a carne é como a lepra; tudo o que toca torna imundo? (Jd 23). A carne é a causa de todo tipo de imundícia (II Co.7:1, II Pd.2:10). A carne é terreno fértil onde prolifera a corrupção(Gl.6:7-8). As obras da carne excluem os homens de herdar o reino de Deus (Gl.5:19-21). Na carne não habita bem algum (Rm.7:18). A carne é a arma de Satanás para destruir a nossa alma (I Pd.2:11). A carne é o poder que Satanás usa para aniquilar o Espírito Santo, que recebemos depois do batismo (Gl.5:16-17). A carne nos torna inimigos de Deus (Rm.8:7). Viver na carne é caminho certo para a morte eterna (Rm.8:13). Os carnais vivem segundo o curso deste mundo, e são guiados por um espírito maligno (Ef.2:2-3). Como Jeová podia exigir santidade da carne?

Nos dias de hoje, os teólogos e os pastores, pregam abertamente que é impossível a santidade plena. Todo cristão, por melhor e mais sincero que seja, peca. Se crermos desta forma, Paulo estava fazendo gozação quando disse: “Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina” (Ef.4:13-14). E Paulo estava enganando quando disse: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (II Co.5:17). Se a nova criatura peca, não é nova, tudo é velho. Se o nascido de novo, doutrina ensinada por Cristo, continua pecando, não nasceu de novo, e a obra do Espírito Santo é de mentirinha (Jo.3:3-6).

A maior incoerência teológica que pode existir, é Jeová afirmar que o homem feito do pó (Gn.2:7; 3:19),o homem feito de carne imunda (II Pd.2:10), o homem animal (Ec.3:18-21), pode ser santo; e a teologia do século vinte e um afirme, que o cristão nascido de novo vive continuamente a pecar, que a nova criatura vive continuamente a pecar, que o cristão cheio do Espírito Santo vive continuamente a pecar, sem admitir a hipótese de não pecar, só porque na Primeira Epístola de João 1:8-10 esteja escrito que quem diz que não peca é mentiroso? Os intérpretes não lêem toda a carta de João? Ele diz também: “Qualquer que permanece nele não peca; qualquer que peca, não o viu nem o conheceu” (I Jo.3:6). E continua João falando: “Quem comete pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto se manifestou o Filho de Deus: para desfazer as obras do diabo” (I Jo. 3:8). Se o que crê em Cristo continua a pecar, o Cristo manifestado não desfez as obras do diabo.

Para vergonha das novas criaturas do século 21, para vergonha dos que se dizem salvos por Jesus, Jeová declarava que no seu templo havia carnes santas. Assim falou Jeová: “Que tem o meu amado que fazer na minha casa, visto que muitos nela cometem grande abominação, e as carnes santas se desviaram de ti?” (Jr.11:15). O texto deixa claro que muitos caiam, mas não todos. O texto fala dos sacerdotes, mas o sacerdócio levítico deixou de existir por ser fraco, inútil, pois nada aperfeiçoou; e Cristo estabeleceu um novo sacerdócio (Hb.7:11-19). Pedro declara que os cristãos são o sacerdócio real e a nação santa, para anunciar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (I Pd.2:9). Que luz maravilhosa é essa, se todos são escravos do mundo, da carne e do pecado?

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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