(573) – MINISTÉRIO DA INJUSTIÇA 2

O apóstolo Pedro diz: “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça” (2 Pd.3:13). Sabem o que Pedro está dizendo? Que neste mundo em que vivemos não há justiça. A história da humanidade é a história da cobiça e das guerras. Os povos mais fortes fazem guerra aos mais fracos, saqueiam suas cidades, escravizam os homens para trabalhos forçados, e tomam suas mulheres. Os povos mais ricos exploram os mais pobres. A história do povo de Israel, que era o povo escolhido por Jeová, o deus de Israel, não foi diferente. Josué e seu exército tomaram Canaã pela guerra. Jeová, o Senhor dos exércitos, era quem comandava essas guerras injustas (Js.11:18-20). Os saques, isto é, os assaltos e roubos eram ordenados por Jeová, o deus do ouro e da prata (Dt.2:30-35).

Do ponto de vista natural, há justiça neste mundo? Um nasce perfeito, outro nasce aleijado; um nasce livre, outro nasce escravo. Vejamos o que diz a Sagrada Escritura: “Jeová é o que tira a vida, e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela; Jeová empobrece e enriquece; abaixa e também exalta; levanta o pobre do pó, e desde o esterco exalta o necessitado, para o fazer assentar entre os príncipes, para o fazer assentar no trono da glória; porque de Jeová são os alicerces da terra, e assentou sobre elas o mundo” (1 Sm.2:6-8). “Disse-lhe Jeová: Quem fez a boca do homem? ou quem fez o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, Jeová?” (Ex.4:11). “O rico e o pobre se encontraram; a todos os fez Jeová” (Pv.22:2). “O pobre e o usurário se encontraram, e Jeová alumia os olhos de ambos” (Pv.29:13). “Jeová fez todas as coisas para os seus próprios fins, e até o ímpio para o dia do mal” (Pv.16:4).

Descobrimos finalmente a fonte de toda a injustiça do Velho Testamento. A fonte é Jeová.

Quando Pedro diz que nós, pela fé, aguardamos novos céus e nova terra, onde habita a justiça, Pedro está dizendo que neste céu não há justiça também. Isso quer dizer que no universo inteiro não há justiça; e é fácil provar essa verdade: “Porque a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua vontade, mas por causa do que a sujeitou; na esperança de que também a mesma criatura será libertada da servidão da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação geme; e está juntamente com dores de parto até agora” (Rm.8:20-22). “E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão,e batalhava o dragão e os seus anjos; mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo, e Satanás, que engana a todo mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos com ele. E ouvi uma grande voz que dizia: Agora chegada está a salvação, e o reino do nosso Deus, e a força, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro, e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até à morte. Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar, porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que tem pouco tempo” (Ap.12:7-12).

Primeiro foi restaurado o céu, e depois reconciliada a terra. O céu, quando Jesus subiu: “Cristo está à destra de Deus, tendo subido ao céu; havendo-se-lhe sujeitado os anjos, as autoridades, e as potencias” (1 Pd.3:22). “Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus” (Cl.1:19-20).

O ministério da justiça foi estabelecido quando Cristo fundou a Igreja, que é o seu corpo, e que vai pisar a cabeça da serpente (Rm.16:20). Paulo diz: “Tendo iluminados os olhos do vosso entendimento, para que saibais qual seja a esperança da sua vocação, e quais as riquezas da glória da sua herança nos santos, e qual a sobre-excelente grandeza do seu poder sobre nós, os que cremos, segundo a força da operação do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dos mortos, e pondo-o à sua direita nos céus, acima de todo principado, e poder, e domínio, e potestade e de todo nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro; e sujeitou todas as coisas a seus pés, e sobre todas as coisas o constituiu como cabeça da Igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos” (Ef.1:18-23).

Autoria: PASTOR OLAVO SILVEIRA PEREIRA

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