(056) – O JUSTO JUIZ

“Jeová é a rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos juízo são. Deus é a verdade, e não há nele injustiça; justo e reto é” (Dt. 32:4).  Jeová também se declara o Deus deste mundo. “De Jeová é a terra e a sua plenitude; o mundo e os que nele habitam” (Sl. 24:1).  Jeová é também o juiz deste mundo. “Exalta-te tu, que és juiz da terra; dá o pago aos soberbos” (Sl. 94:2).

“Ele é Jeová nosso Deus; os seus juízos estão em toda a terra” (Sl. 105:7).  “Porque Jeová é o nosso juiz; Jeová é o nosso legislador; Jeová é o nosso rei; ele nos salvará” (Is. 33:22).  “Mas, ó, Jeová dos Exércitos, justo juiz, que provas os rins e o coração” (Jr. 11:20).  “Mas Deus é o juiz; a um abate, e a outro exalta (Sl. 75:7).

Ficando assim provado pela Bíblia que Jeová é o juiz deste mundo, é óbvio que, sendo Deus, tem de ser justo juiz para com os homens. Em Rm.3:23 lemos que todos pecaram e destituídos foram da glória de Deus. Essa destituição foi tão grande que Jeová declara que o destino final dos homens é o mesmo dos animais: “Disse eu no meu coração: É por causa dos filhos dos homens, para que Deus possa prová-los, e eles possam ver que são em si mesmos como os animais.  Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais; a mesma coisa lhes sucede; como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego; e a vantagem dos homens sobre os animais não é nenhuma, porque todos são vaidade. Todos vão para um lugar; todos são pó, e todos ao pó tornarão. Quem adverte que o fôlego dos filhos dos homens sobe para cima, e que o fôlego dos animais desce para baixo da terra? Assim que tenho visto que não há coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua porção; porque quem o fará voltar para ver o que será depois dele?” (Ec. 3:18-22). “Não há justo, nenhum sequer” (Rm. 3:10). 

1.  Jeová, o oleiro, toma barro da mesma massa, e fabrica um vaso para honra e outro para desonra (Rm. 9:21). Houve injustiça, pois não se dá prêmios diferentes a iguais Jeová é juiz injusto.

2.  Paulo afirma que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus (Rm. 14:12).  Se a responsabilidade é pessoal, pode um Deus justo matar o filho pelo pecado do pai? Davi cometeu um vergonhoso adultério, e deveria morrer por apedrejamento (Lv. 20:10). Mas Davi não foi apedrejado; quem morreu foi a criança, ferida por Jeová (2 Sm. 2:15-19). Jeová é juiz injusto.

3.  Pode um Deus justo responsabilizar uma geração pelo pecado de outra? O povo judeu, no cativeiro babilônico, assim falou: “Nossos pais pecaram, e já não existem; nós levamos as suas maldades. Servos dominam sobre nós; ninguém há que nos arranque da sua mão. Com perigo de nossas vidas trazemos o nosso pão, por causa da espada do deserto. Nossa pele se enegreceu como um forno, por causa do ardor da fome. Forçaram as mulheres em Sião, as virgens na cidade de Judá…”  (Lm. 5:7-11). Esse é o método injusto do juiz de toda a terra. “Preparai a matança dos filhos por causa da maldade dos pais” (Is. 14:21).

4.  Se Deus é Pai, e é amor, e acima de tudo, justo, como lança maldições hereditárias pelo pecado de um homem? O caso foi assim: Namã, o siro, era leproso. Pela palavra do profeta Eliseu, se banhou sete vezes no Jordão e foi curado. Para expressar sua gratidão, Namã ofereceu presentes, que Eliseu não aceitou. Geazi, servo de Eliseu, fora da vista do profeta, seguiu atrás de Namã, e pediu presentes. Voltava feliz Geazi com as dádivas, quando apareceu Eliseu e lhe disse da parte de Jeová. “A lepra de Namã se apegará a ti e a tua semente para sempre. Então , saiu Geazi, de diante de Eliseu, leproso.” A sua descendência foi injustamente atingida por Jeová (2 Rs. 5:1-27).

5.  Os aleijados, os castrados e os bastardos eram rejeitados por Jeová para sempre, ainda que tivessem valor. Como pode um juiz, que se diz justo, cometer tamanha injustiça? Pois Jeová declarou isso em Dt. 23:1-2.

6.  Jeová, que se intitulava Deus, e Deus justo, reto e verdadeiro, não poderia se agradar do perverso. Nabucodonosor era mau e perverso, e se tinha na conta de um deus, tal era a sua jactância. Mandou construir uma estátua toda de ouro de uns trinta metros. Quem não se prostrasse diante da estátua do rei, era lançado numa enorme fornalha de fogo (Dn. 3:1-15). Pois Jeová se agradou de Nabucodonosor e lhe entregou todos os reinos da terra (Jr. 27:5-6). E ainda chamou Nabucodonosor de servo. E Nabucodonosor é figura de Satanás (Is.14:4-15).  Seguindo o raciocínio e a lógica da figura, Jeová se agradou de Satã, seu servo, e lhe entregou todos os reinos do mundo. Quem declara isso é o próprio Satanás: “E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: Dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória; porque a mim me foi entregue, e dou-o a quem quero” (Lc. 4:5-6). Jeová afirma que tudo o que acontece debaixo do céu obedece a sua vontade (Is. 14:27; 43:13). Foi, portanto, injusto ao entregar tudo a Satanás.

7.  Há justiça num deus que deseja o mal para o seu povo? “Fala agora aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz Jeová: Eis que estou forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós…” (Jr. 18:11). “Eu pus o meu rosto contra esta cidade para mal, e não para bem, diz Jeová” (Jr. 21:10).  Um deus justo faz justiça e não o mal. E não passa o tempo forjando males.

8.  Jeová afirmou a Abraão que por amor a dez justos, pouparia uma cidade toda (Gn. 18:23-33). Mil e duzentos anos depois, declara pela boca de Ezequiel que vai matar juntamente o justo com o ímpio (Ez. 21:1-4). Fica assim provado que Jeová é juiz injusto, pois fala uma coisa e faz outra, e ainda mentiu a Abraão. São dois defeitos graves no caráter de Jeová.

Já o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, não julga a ninguém, pois constituiu Jesus como único juiz justo  (Jo. 5:22; At. 17:31). O Pai não destrói ninguém, portanto não destruiu a humanidade no dilúvio, pois quer que todos se salvem  (1 Tm. 2:3-4). Deus, o Pai, é amor, e o amor não se ofende (1 Jo. 4:7-8; 1 Co. 13:4-7).  Glória, pois, ao Pai!

 

Autor: Pastor Olavo S. Pereira

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