(393) – DE ONDE VEM O MAL?

DE ONDE VEM O MAL?

De Jesus não vem mal nenhum. Desde criança Jesus rejeitou o mal e escolheu o bem, segundo a profecia (Is. 7:14-15). E na carta aos Hebreus lemos: “Amaste a justiça e aborreceste a iniqüidade; por isso Deus, o teu Deus te ungiu com óleo de alegria mais do que a teus irmãos” (Hb. 1:9). E porque Jesus escolheu só fazer o bem, e jamais fazer o mal, Deus, o Pai, o ungiu: “Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele” (At. 10:38).

Do Espírito Santo não vem o mal também, pois o Espírito Santo é o amor, por isso Paulo diz: “A esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm. 5:5; 15:30). E o amor não faz mal ao próximo, logo o Espírito Santo só faz o bem (Rm. 13:10). E o Deus Pai também não faz o mal.

Jesus Cristo não faz o mal, como vimos acima, e Jesus é a imagem expressa do Pai (Hb. 1:3; Cl. 1:15). As obras de Cristo são todas boas, e ele diz que as obras que faz são do Pai (Jo. 10:32; 14:9-11). Cristo só faz o bem e declara que não é tão bom como o Pai (Mt. 19:16-17). O Pai é amor e quer salvar a todos:“Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (I Jo. 4:8; I Tm. 2:3-4). Deus não faz o mal porque dele procede tudo que é bom e perfeito: “Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vem do alto, descendo do Pai das luzes. Em quem não há mudança nem sombra de variação” (Tg. 1:17).

Por outro lado, Jeová é o deus que faz o mal. Provemos:

1.  “Tocar-se-á a buzina na cidade, e o povo não estremecerá? Sucederá algum mal à cidade, e Jeová não o terá feito?” (Am. 3:6).

2.   Samaria foi cercada pelos exércitos de Bene Hadade, rei da Síria. O cerco foi tão demorado, e a fome foi tão violenta, que as mulheres coziam os próprios filhos para comer. Quando o rei de Israel soube disso, encolerizado disse: “Assim me faça Deus, e outro tanto, se a cabeça de Elizeu, filho de Safate, hoje ficar sobre ele” (II Rs. 6:24-31). O rei mandou um mensageiro a Eliseu para anunciar sua condenação à morte. Então Eliseu disse: “EIS QUE ESTE MAL VEM DE JEOVÁ; QUE MAIS, POIS, ESPERARIA DE JEOVÁ?” (II Rs. 6:33). Eu examinei o texto no hebraico para ver se era Jeová o autor de tamanho mal.

3.  O mal de Judá, vem de Jeová, pois diz a escritura: “Porque Jeová, que te plantou, pronunciou contra ti o mal, pela maldade da casa de Israel e da casa de Judá” (Jr. 11:17). “Disse mais Jeová: Não rogues por este povo para bem. Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor, e quando oferecerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes eu os consumirei pela espada, e pela fome e pela peste” (Jr. 14:11-12). “Ouvi a palavra de Jeová, ó reis de Judá, e moradores de Jerusalém. Assim diz Jeová dos exércitos, o deus de Israel: Eis que trarei tão grande mal sobre este lugar, que quem quer que dele ouvir retinir-lhe-ão as orelhas” (Jr. 19:3). “Porque pus o meu rosto contra esta cidade para mal, e não para bem, diz Jeová; na mão do rei de Babilônia se entregará, e ele a queimará a fogo” (Jr. 21:10). “Eis que velarei sobre eles para mal, e não para bem; e serão consumidos todos os homens de Judá, que estão não terra do Egito, à espada e à fome, até que se acabem de todo” (Jr. 44:27). “E isto vos servirá de sinal, diz Jeová, que eu vos castigarei neste lugar, para que saibais que certamente subsistirão as minhas palavras contra vós para mal” (Jr. 44:29).

A preferência de Jeová é sempre o mal em detrimento do bem prometido. Ele diz: “No momento em que falar de uma gente e de um reino, para edificar e para plantar, se ela fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então me arrependerei do bem que tinha dito lhe faria. Ora pois, fala agora aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, dizendo: Assim diz Jeová: Eis que estou forjando mal contra vós, e projeto um plano contra vós” (Jr. 18:10-11). O bem prometido fica sempre na promessa, mas o mal é executado sem piedade, pois Jeová declara a Jeremias, ordenando-lhe: “Mas tu dize-lhes: Assim diz Jeová: Eis que eu encherei de embriaguez a todos os moradores desta terra, e os reis da estirpe de Davi, que estão assentados sobre o seu trono, e aos sacerdotes, e aos profetas, e a todos os habitantes de Jerusalém. E fá-los-ei em pedaços uns contra os outros, e juntamente os pais com os filhos, diz Jeová; não perdoarei nem pouparei, nem terei deles compaixão, para que os não destrua” (Jr. 13:13-14). Os recursos destruidores de Jeová são infinitos para fazer o mal. “Porque assim diz Jeová: Quanto mais, se eu enviar os meus quatro maus juízos, a espada, e a fome, e as nocivas alimárias, e a peste, contra Jerusalém, para arrancar dela homens e animais?” (Ez. 14:21).

O Deus Pai é diferente. Ele proclama pela boca de João: “E amou Deus o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo. 3:16-17).

E pela boca de Paulo, Deus, o Pai, proclama: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm. 5:8). “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação” (II Co. 5:19). Este é o Pai, o Deus que nos criou, e que não quer a nossa morte e a nossa perdição, mas que nos quer ao seu lado na glória.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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