(388) – O REINO DE JEOVÁ – III

O REINO DE JEOVÁ 3

Jeová implantou o seu reino neste mundo, quando fez concerto com a casa de Jacó, no monte Sinai, e deu a lei. Naquele dia nasceu o reino de Israel. Três dias antes de dar a lei, Jeová falou: “E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo” (Ex. 19:6, 15-16). Naquele dia nasceram também os filhos de Jeová: “Filhos sois de Jeová vosso deus; não vos dareis golpes, nem poreis calva entre vossos olhos por causa de algum morto. Porque és povo santo a Jeová teu deus, e Jeová te escolheu, de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhes seres o seu povo próprio” (Dt. 14:1-2). Naquele dia nasceram os santos de Jeová, a quem mandou Moisés dizer: “Santos sereis, porque eu, Jeová vosso deus, sou santo” (Lv. 19:2; 20:7, 26).Naquele dia nasceu o sacerdócio Arônico (Lv. 8:1-2, 10-13).

Quando Jeová deu a lei, deu-a em voz alta, e do meio das trevas; Moisés falou: “Vós vos chegastes, e vos pusestes ao pé do monte; e o monte ardia em fogo até ao meio dos céus e havia trevas, e nuvens e escuridão. Então Jeová vos falou do meio do fogo; e vos anunciou ele o seu concerto, que vos prescreveu, os dez mandamentos, e os escreveu em duas tábuas de pedra” (Dt. 4:11-13). “E sucedeu que, ouvindo a voz do meio das trevas e vendo monte ardendo em fogo, vos chegastes a mim, todos os cabeças das vossas tribos, e vossos anciãos; e dissestes: Eis aqui Jeová vosso Deus nos fez ver a sua glória e a sua grandeza” (Dt. 5:23-24). Dá para se pensar: A glória de Jeová inclui as trevas?

Dá também para se concluir que as trevas incluem a lei de Jeová. É por isso que o povo de Israel, que é o povo de Jeová, vivia em trevas. Isaías disse: “O povo que andava em trevas viu uma grande luz, e sobre os que habitavam na região da sombra da morte resplandeceu a luz” (Is. 9:2). Essa luz resplandeceu quando Jesus veio ao mundo (Mt. 4:16-17).

Mas Salomão revela que a lei de Jeová é luz: “Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei uma luz; e as repreensões da correção são o caminho da vida” (Pv. 6:23). Se a lei é uma luz, como explicar que o povo que guardava a lei andava em trevas? A única explicação é que a lei era uma luz negra, pois não alumiava. Vejamos:

A lei era uma luz negra porque traz o conhecimento do pecado (Rm. 3:20).

A lei era uma luz negra porque produz escravos, e não livres (Gl.4:21-25).

A lei era uma luz negra porque estimula paixões pecaminosas que matam (Rm.7:5).

A lei era uma luz negra porque foi e é inútil e nada aperfeiçoa (Hb.7:18, 19).

A lei era uma luz negra porque fabrica soberbos (Lc.18:9-14).

A lei era uma luz negra porque separa de Jesus, a verdadeira luz (Jo.8:12, 1:9; Gl.5:1-4).

O reino de satanás é o reino das trevas, e é neste mundo; e Jesus liberta das trevas e do poder de satanás, e concede que recebam a remissão dos pecados (At.26:18). E Jeová estabeleceu o seu reino no território de Satanás, que é este mundo. E Jeová deu uma lei que traz o conhecimento do pecado? (Rm.3:20). E a lei de Jeová é a força do pecado? (I Co.15:56). E QUEM COMETE PECADO É DO DIABO? (I Jo.3:8). Se quem comete pecado é do diabo, e Jeová deu uma lei que é a força do pecado, Jeová edifica, não o seu reino, mas o reino de Satã. Por outro lado, a morte é o premio do pecado. Paulo é quem diz (Rm.6:23). Se o salário do pecado é a morte, e o império da morte pertence ao diabo, Jeová trabalha para o diabo. E Jesus Cristo trabalha contra o diabo, e também contra Jeová, pois está escrito: “E, visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas, para que pela morte aniquilasse o que tinha o império da morte, isto é, o diabo” (Hb.2:14).

Outro aspecto a ser considerado é que o pecado só é imputado havendo lei, pois Paulo diz: “Até a lei estava o pecado no mundo, mas o pecado não é imputado, não havendo lei” (Rm.5:13). Ora, se o salário do pecado é a morte, e a lei foi dada no monte Sinai, foi decretada a morte eterna para todos os homens, isto é, condenação eterna, pois até Moisés, desde Adão, se passaram 2.400 anos, e todos morriam fisicamente. Sendo assim, a morte como conseqüência do pecado é morte espiritual e não física, e a morte espiritual é morte eterna, isto é, separação eterna de Deus. A conclusão a que chegamos, é que Jeová fundou dois reinos no Sinai, quando deu a lei: o seu reino e o reino de Satã, que é o império da morte, que está na carta aos Hebreus 2:14.

Como Jeová declara que todos pecam, e não há quem não peque (I Rs.8:46; Ec.7:20), o reino de Jeová era o dos que iam morrer eternamente, e o império da morte de Satanás, é dos que já estavam mortos e condenados.

É por isso que o reino de Jeová era de mortos, como diz Paulo: “Porque, se pela ofensa de um só, a morte reinou por esse, muito mais os que recebem a abundância da graça, e do dom da justiça, reinarão em vida por um só – Jesus Cristo” (Rm.5:17). O próprio Jesus confirma essa verdade quando um discípulo, querendo segui-lo disse: “Senhor, permite-me que primeiramente vá sepultar meu pai. Jesus, porém, disse-lhe: Segue-me, e deixa os mortos sepultar os seus mortos” (Mt.8:21, 22).

Por ultimo: Como todos pecam, e todos serão condenados, o reino de Jeová, aqui na terra, era apenas porta de passagem para o império eterno de Satanás. É por isso que no novo céu e na nova terra de Jeová, vai se repetir a história da serpente alimentando-se de pó, isto é, dos mortos (Gn.3:14, 19). É por isso que na carta aos Hebreus lemos: “Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor Jesus, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram” (Hb.2:3).

Se Jesus se dispôs a descer da glória para este abismo e sepulcro dos mortos, pois Paulo diz: “QUEM DESCERÁ AO ABISMO? (ISTO É, A TORNAR A TRAZER DENTRE OS MORTOS A CRISTO?)” (Rm.10:7), Jesus desceu a este sepulcro dos condenados, suportou todas as afrontas, perseguições, injurias, calúnias, tentações, agonia atroz, e por fim morte na cruz, para salvar os condenados por Jeová: Aproveite leitor, enquanto a porta está aberta.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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