(300) – DRAGÃO – XI

DRAGÃO 11

O EGITO

 

O Egito é figura deste mundo com sua beleza, seus segredos, suas riquezas, sua glória e seu misticismo. Como provar biblicamente isso? É simples. Faraó é figura do diabo, pois é o grande dragão, e o dragão é o diabo (Ap. 12:9; Ez. 29: 3). E o diabo é o rei deste mundo como Faraó é o rei do Egito (Mt. 12:24-26). O esplendor do Egito durou 2.700 anos, ou vinte e sete séculos, e já florescia quando outras tribos habitavam em cabanas e cavernas. O Egito foi antigo para os antigos. Muito evoluído em medicina; mais do que outros povos que viveram depois. A arquitetura egípcia revela conhecimentos de astronomia e matemática, pois foram as pirâmides construídas com alinhamentos matemáticos e astronômicos, e foram erguidas no período, que durou de 2.700 a 2.200 anos antes de Jesus Cristo, pois a história da glória do império egípcio se desenvolveu em três fases, que são: o antigo império, o médio império, e o novo império. Após os 2.700 anos começou a decadência. A pirâmide de Queops foi construída com enormes pedras retangulares e nenhuma delas tinha menos de dez metros de altura. Eram tão bem aparelhadas, que é impossível introduzir uma lâmina de canivete entre elas. A pirâmide forma um relógio solar. A orientação da pirâmide é no sentido norte sul com exatidão científica.

Esse foi o Egito, como figura deste mundo. Jerusalém, no apocalipse, é chamada de Sodoma, e Egito, por causa da devassidão. Sendo assim, Sodoma era também Egito, e Jerusalém era Egito; o Rio de Janeiro é Egito; Nova York é Egito; o mundo todo é Egito, porque o mundo todo é Sodoma, pois existe até Igreja de Satanás. E a Bíblia, revela que há Igrejas Cristãs que pregam a Cristo, mas dentro está o trono de Satanás, como a Igreja de Pérgamo (Ap. 2:13; Ap. 11:8).

Vamos narrar a história do Egito, como figura deste mundo, e a história de Israel, como figura do povo de Deus.

1) Havia fome no mundo de então, e o único que tinha pão era Faraó, isto é, o dragão, que é também satanás. O texto bíblico diz: “E todas as terras vinham ao Egito para comprar de José, porquanto a fome prevaleceu em todas as terras (Gn. 41:57). O pão do Egito é figura da comida abominável de Satã. Pode um homem de Deus como José servir comida venenosa de Satã? Claro que pode. Muitos servos de Deus, hoje, estão servindo o pão da carne. Alimentando os cristãos com coisas que satanás tem para dar (Lc. 4:5-8). Jesus serve outro pão (Jo. 6:32-33).

2) Jacó, com sessenta e seis almas, desceu ao Egito, para ser alimentado com o trigo de Faraó (Gn. 46:26). Essas 76 almas são figuras da Igreja nascente, depois da ressurreição de Cristo, que, perseguida e com fome de liberdade, acabou caindo nas graças do dragão, quando Constantino se converteu e abriu as portas do poder temporal. A Igreja perseguida se transformou em perseguidora, como disse Paulo: “Aquele que era gerado segundo a carne perseguiu o que era gerado segundo o Espírito, assim é também hoje” (Gl. 4:29). “O homem do mundo não aceita as coisas do Espírito, pois lhe parecem loucura” (I Co. 2:14). 

3) No começo, enquanto José vivia, a vida dos israelitas foi um mar de rosas, mas depois da morte de José, duas coisas trágicas aconteceram. Uma escravidão com dura servidão, e também o pão imundo da prostituição (Ex. 1:6-14; Ez. 23:2-4). Assim também é hoje. O povo de Deus, formado na Igreja do Senhor Jesus, é obrigado a construir palácios e fabricas para o dragão, isto é, o diabo, e é alimentado pelas novelas imorais de televisão; assistem vídeos pornográficos; todos os canais de comunicação entram lar adentro com notícias corruptoras. Esse é o pão que alimenta nossos filhos. É a contaminação global.

4) Assim como Israel era cativo no Egito, e Faraó não os deixava sair pela mão de Moisés, acontece hoje. Há uma parte da Igreja que não aceita os falsos valores deste mundo. Digo uma parte porque a maioria se rendeu à sedução das riquezas, do conforto material, dos carrões e palácios, ao divórcio, aos divertimentos, à pílula anticoncepcional, etc. Os que não aceitam o jugo da carne, querem sair e não conseguem; esperam chorando o livramento de Deus, como o justo Ló, que vivia enfadado da vida dissoluta dos sodomitas, era afligido todos os dias pelo que via e ouvia sobre as obras injustas do seu tempo (II Pd. 2:7-8). O povo de Deus vê o mal penetrando nas Igrejas e nos lares, luta contra, e é tido como fanático, e por isso é escarnecido.

5) O cativeiro é figura de um jugo sobrenatural, pois Faraó é figura de Satã, o dragão. Nenhum homem pode escapar com as próprias forças. Jeová, o deus dos hebreus, libertou seu povo com dez terríveis pragas. O Pai livra a Igreja de Cristo, que é o seu povo, comprando-o com o sangue de Cristo. Foram duas operações diferentes (I Pd. 1:18-19; At. 20:28). Jeová libertou seu povo pela violência, e Jesus deu a vida pelo seu povo, como manso cordeiro. Parece que Moisés foi uma dupla figura. Obedecendo a Jeová; usou de violência, mas declarou que essa violência não saiu de seu coração (Nm. 16:28-33). Também, imitando a Cristo, entregou sua vida pelo povo a quem amava, dizendo: “Este povo pecou grande pecado, fazendo para si deuses de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado, se não risca-me, peço-te, do seu livro” (Ex. 32:31-32). No fim dos quarenta anos, Jeová levou Moisés no cume do Monte Nebo, e disse-lhe: “Olha, vê com teus olhos a terra prometida, pois tu ali não entrará, como se dissesse: Morra pelo povo que tanto amou”. E ali morreu Moisés, e foi contado com os que foram rejeitados por Jeová (Dt. 34:1-5).

6) Moisés, como figura de Cristo, destruiu o poder de Faraó, assim como Cristo destruiu o poder de Satanás (I Jo. 3:8).

7) Libertado do Egito, o povo perambulou pelo deserto quarenta anos, e esses quarenta anos são figura de quarenta séculos, ou quatro mil anos, que começaram com o primeiro cristão, isto é Abraão (Gl. 3:6-9). Este mundo, para os cristãos, passa a ser um deserto de tentações e quem tenta é o próprio Jeová (Dt. 8:2-3). Deus, o Pai, a ninguém tenta (Tg. 1:13).

8) A passagem pelo mar vermelho marcou a libertação total do Egito, e a entrada na vida do deserto. Assim também, através do batismo, o Cristão sai deste mundo, e entra no deserto, pois as coisas deste mundo são vedadas aos cristãos, por isso Paulo disse: “Estou crucificado para o mundo, e o mundo para mim” (Gl. 6:14). O apóstolo João define as miragens do deserto espiritual deste mundo da seguinte maneira: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo” (I Jo. 2:15-16)“E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (I Jo. 2:17). É como se João dissesse: A aparência do mundo passa, pois este mundo é feito de falsas miragens. Paulo confirma isso em I Co. 7:31. Nessa longa peregrinação o povo vai caindo e morrendo no deserto.

Jesus disse: “Quando vier o Filho do homem, porventura encontrará fé na terra?” (Lc. 18:8). Em outra ocasião ainda, falou, quando lhe perguntaram: “Senhor, são poucos os que se salvam? E Jesus lhe respondeu: Porfiai por entrar pela porta estreita; porque eu vos digo que muitos procurarão entrar, e não poderão” (Lc. 13:23-24). Quando veio o dilúvio sobre este mundo, somente oito se salvaram, e bilhões de pessoas foram condenadas. Quando o povo de Israel saiu do Egito, eram uns dois milhões de pessoas; só dois se salvaram. E hoje, como será? Se Jesus voltar, quantos escaparão?

O aviso de Jesus é o seguinte: “Se o pai de família soubesse a que horas havia de vir o ladrão, vigiaria, e não deixaria minar a sua casa (Lc. 12:39). O problema é que, como Israel estava na mão de Faraó; a igreja está na mão do dragão (Ap. 2:13; Lc. 4:5-8). Está, e não sabe que está. Todas as nações juntas formam a aldeia global, isto é, cristãos, ateus, feiticeiros, macumbeiros, espíritas, idólatras. A aldeia global é aquela que todos cantam a mesma música, todos vestem a mesma roupa, todos assistem os mesmos filmes, todos usam o mesmo linguajar, todos tem os mesmos ídolos, isto é, os ídolos de futebol, de fórmula um, e de vedetes. Todas têm as mesmas necessidades. A Igreja não é diferente nesses e outros pontos.

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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