(439) – DEUS DA CONFUSÃO – II

DEUS  DA  CONFUSÃO  2

Vimos no primeiro estudo que os homens se uniram com o objetivo de chegar ao céu. Jeová declarou que quando os homens se unem num propósito, não há restrição para tudo o que queiram fazer. E Jeová os confundiu e os espalhou sobre a face da terra para que não pudessem levar a efeito o projeto(Gn. 11:1-5). Será que foi só essa vez que Jeová confundiu os homens? A respeito do seu povo Israel, que é seu filho primogênito (Ex. 4:22), em caso de desobediência aos mandamentos, Jeová diz: “Jeová mandará sobre ti a maldição, e a turbação e a perdição em tudo em que puseres a tua mão para fazer” (Dt. 28:20). Turbação é desorientação, confusão. E Jeová diz mais: “Jeová te ferirá com loucura, e com cegueira, e com pasmo de coração” (Dt. 28:28). Pasmo é o mesmo que pasmado, isto é, embasbacado, atônito, assombrado, desmaiado de pavor. O assombro e a confusão é tão grande, que o povo fica descontrolado e perdido. O texto diz: “E apalparás ao meio-dia, como o cego apalpa na escuridão, e não prosperarás nos teus caminhos; porém somente serás oprimido e roubado todos os dias, e não haverá quem te salve” (Dt. 28:29). Que confusão para um filho eleito e amado (Os. 11:1). A confusão de Israel começou no monte Sinai, quando fizeram o bezerro de ouro (Ex. 32:1-6). Estêvão, o primeiro mártir, revela que deus abandonou Israel para que servissem aos exércitos do céu; e durante os quarenta anos de peregrinação serviram a esses ídolos (At. 7:41-43). Esdras, o escriba, lá pelo ano 457 A.C., mil e duzentos anos depois, em plena diáspora, disse: “Desde os dias de nossos pais até o dia de hoje estamos em grande culpa, E Por causa das nossas iniqüidades fomos entregues, nós, E nossos reis, e os nossos sacerdotes, nas mãos dos reis das terras, à espada, ao CATIVEIRO, E ao roubo, e à confusão do rosto, como hoje se vê” (Ed. 9:7). Amós, o profeta, também declara que Jeová lançou confusão sobre seu povo, dizendo: “O melhor deles é como um espinho; o mais reto é pior do que um espinhal. Veio o dia dos teus vigias, veio a tua visitação; agora será a sua confusão” (Mq. 7:4). Miquéias viveu de 790 a 750 anos antes de Cristo. 

Jó, o homem sincero em reto, temente a deus, que desviava-se do mal, segundo as palavra do próprio Jeová, ficou confuso (Jó 1:6-8). Crendo nas escrituras, onde se lê que Jeová guarda as almas dos seus santos (Sl. 97:10). “Jeová livra do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa” (Sl. 91:3). “Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda” (Sl. 91:10). Jó tinha dez filhos, e era muito rico em gado e ovelhas. E Jó, fiel a Jeová, santificava os filhos, e levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia Jó: Porventura pecaram os meus filhos, ou blasfemaram. Assim fazia Jó continuamente (Jó 1:5).

Qual a colheita de tão boa semeadura de Jó? Jeová o entregou nas mãos de Satanás, dizendo: “E Disse Jeová a Satanás: EIS que tudo o quANTO tem está nA tuA MÃO; somente contra ele não estenda a TUA mão” (Jó 1:12). Satanás matou os dez filhos de Jó, destruiu sete mil ovelhas, e três mil camelos, quinhentas juntas de bois, e quinhentos jumentos, e muitíssima gente de serviço (Jó 1:3, 15-19). Qual a reação do fiel Jó? Ele disse: “NU SAÍ DO VENTRE DE MINHA MÃE, E NU TORNAREI PARA LÁ; JEOVÁ DEU E JEOVÁ O TIROU; BENDITO SEJA O NOME DE JEOVÁ” (Jó 1:21).

Satanás, espumando de ódio pela fidelidade de Jó, volta à carga a Jeová, para fazer Jó blasfemar. Jeová novamente entrega Jó na mão de Satanás, que desta vez o fere de uma chaga maligna desde a planta dos pés até o alto da cabeça (Jó 2:7). Pela segunda vez Jó não pecou com os seus lábios (Jó 2:10). Mas entrou em confusão: Jeová então não guarda a casa dos seus santos como está na escritura? (Sl. 128).

Jó confuso declara: “TOdAVIA aguardando eu o bem, EIS que me veio o mal, E esperando eu a luz, veio a escuridão. As minhas entranhas FERVEM E não estão QUIETAS; os dias da aflição me sUrPREeDERAM” (Jó 30:26-27). E continua o confuso Jó a falar, dizendo: “A minha alma tem tédio DA MINHA vida; darei LIVRE curso à minha queixa, falarei na amargura da minha alma. Direi a Deus: Não me condenes; faze-me saber por que contendes comigo. Parece-te bem que me oprimas; que rejeites o trabalho das tuas mãos e ReSPLANDEças SOBRE o conselho dos ímpios?” (Jó 10:1-3). Confuso, Jó perguntou a Jeová: Por que está acontecendo este terrível mal comigo? E tuas promessas: “Se pequei, que te fAREI, ó GUARDA dos homens? Por que fizeste DE MIM UM alvo para tI, para que a mim mesmo me FAÇa pesado?” (Jó 7:20). Jó continua inquirindo a Jeová, dizendo: “Desvia tua mão para longe de mim, e não me eSPAnte o teu terror. chama, POIS, e EU te responderei; ou EU falarei, e TU responde-ME. QuantAs CULPAS e pecados tenho eu? Notifica-me a minha transgressão e o meu pecado. Por que escondes o teu rosto, e me tens por inimigo?” (Jó 13:21-24).

Jó estava tão confuso e transtornado, que disse ao amigo Bildade, que o acusava: “Sabei agora que Deus é que me transtornou, e com sua rede me cercou. Eis que clamo: Violência! mas não sou ouvido; grito: Socorro! mas não há justiça. O meu caminho ele entrincheirou, e não posso passar; e nas minhas veredas pôs trevas. Da minha honra me despojou, e tirou-me a coroa DA MINHA cabeça. QuebrOU-me de todos os lados, e eu me vou; E arrancOU a minha esperança como a uma árvore” (Jó 19:6-10).

Jeová declara que a maldição sem causa não virá (Pv. 26:2). E Jó diz: “PORQUE me quebranta com uma tempestade, e multiplica as minhas chagas sem causa” (Jó 9:17). “Entrega-me Deus ao perverso, e na mão dos ímpios me faz cair” (Jó 16:11). “PORQUE Deus maCEROU o meu coração, E o Todo-poderoso me perturbou” (Jó 23:16). “PORQUE As fRechas do Todo-poderoso estão em mim, e o Seu ADENTE veneno O BEBE O MEU espírito; os terrores de Deus se armam contra mim” (Jó 6:4).

Quem lê o Velho Testamento fica apavorado com as barbáries de Jeová, e sua crueldade contra todos. Não escapou ninguém, por isso Paulo declara que o Velho Testamento é o ministério da morte e da condenação (II Co.3 :6-9).

Jeová é o deus da confusão! E se faz o que fez com o justo Jó, o que não fará com o ímpio e pecador?

Declaramos que cremos nas escrituras sagradas de capa a capa. Elas são a Palavra de Deus. Não cremos em Jeová, o deus da ira, das pragas, das pestes, das maldições, da morte, e das vinganças. Cremos sim, em Jesus Cristo, que mergulhou neste abismo feito por Jeová, para nos arrancar das suas mãos.

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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