(608) – QUEM É DEUS 1

1)   Jeová disse ao povo de Israel: “Filhos sois de Jeová vosso Deus; não vos dareis golpes, nem poreis calva entre vossos olhos por causa de algum morto. Porque és povo santo à Jeová teu Deus, e Jeová te escolheu, de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe seres o seu próprio povo” (Dt.14:1-2).

No Novo Testamento, Deus não tem filhos na carne: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus” (Jo.1:12-13). 

Ora, a Bíblia deixa claro que os filhos de Jeová não são filhos do Deus do Novo Testamento: “Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos” (Gl.4:4-5). Ora, se os filhos de Jeová não eram filhos de Deus, Jeová não é Deus.

2)   Jeová estabeleceu um reino que não é o reino de Deus: “E vós me sereis reino sacerdotal e povo santo” (Ex.19:6). “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o Reino de Deus” (Lc.16:16). “Disse Jesus: O meu Reino não é deste mundo” (Jo.18:36). Se o Reino de Jeová não é o Reino de Deus, Jeová não é Deus.

3)   Jeová deu uma lei que não é a lei de Deus. Jesus disse: “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis” (Jo.13:34). “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros: porque quem ama aos outros cumpriu a lei. Com efeito: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não cobiçarás, e se há algum outro mandamento, tudo nesta palavra se resume: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm.13:8-10). Se os mandamentos de Jeová não são os mandamentos de Deus, Jeová não é Deus.

4)   Jeová estabeleceu um sacerdócio que não é o sacerdócio de Deus: “De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão? Porque, mudando-se o sacerdócio, necessariamente se faz também mudança da lei. Porque aquele de quem estas coisas se dizem pertence a outra tribo, da qual ninguém serviu ao altar visto ser manifesto que o nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio” (Hb.7:11-14). Se o sacerdócio levítico não é o de Deus, Jeová não é Deus.

5)   Jeová estabeleceu um ministério que não é o ministério de Deus: Não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica. E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, como não será de maior glória o ministério do Espírito? Porque, se o ministério da condenação foi glorioso, muito mais excederá em glória o ministério da justiça” (2 Co.3:5-9).

Se o ministério de Jeová não é o ministério de Deus, Jeová não é Deus.

6)   “Dizei-me vós, os quereis estar debaixo da lei, não ouvis vós a lei? Porque está escrito que Abraão teve dois filhos, um da escrava e outro da livre. Todavia o que era da escrava nasceu segundo a carne, mas o que era da livre, por promessa, o que se entende por alegoria; porque estes são os dois concertos; um, do monte Sinai, gerando filhos para a escravidão, que é Agar. Ora, esta Agar é Sinai, um monte da Arábia, que corresponde à Jerusalém que agora existe, pois é escrava com seus filhos. Mas a Jerusalém que é de cima é livre; a qual é mãe de todos nós” (Gl.4:21-26). Agar é o concerto da lei feito por Jeová no monte Sinai. Sara é o concerto da graça revelado a Abraão e é, portanto, a Jerusalém celestial: “Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, indo para um lugar que haveria de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. Pela fé, habitou na terra da promessa, como em terra alheia, morando em cabanas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa. Porque esperava a cidade que tem fundamentos, da qual o artífice e construtor é Deus” (Hb.11:8-10). 

7)   Jeová usou um mediador que não é de Deus: “A este Moisés, ao qual haviam negado, dizendo: Quem te constituiu príncipe e juiz? A este enviou Jeová como príncipe e libertador, pela mão do anjo que lhe aparecera no sarçal. Foi este que os conduziu para fora, fazendo prodígios e sinais na terra do Egito, no mar Vermelho e no deserto, por quarenta anos. Este é Moisés que disse aos filhos de Israel: Jeová vosso Deus vos levantará dentre vossos irmãos um profeta como eu; a ele ouvireis. Este é o que esteve entre a congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com nossos pais, o qual recebeu as palavras de vida, para no-las dar” (At.7:35-38). “Vós, que recebestes a lei por ordenação dos anjos, e não a guardastes” (At.7:53). “Porque isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador, que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem” (1 Tm.2:3-5). Paulo não reconhece Moisés como mediador de Deus. E se Moisés não é mediador de Deus, Jeová não é Deus. Portanto, a lei que ele deu, não é de Deus.

 

Autoria: PASTOR OLAVO SILVEIRA PEREIRA

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