(404) – A VAIDADE

A  VAIDADE

Que vem a ser vaidade? Coisas vãs, fúteis; desejo de aparecer, brilhar, de atrair a atenção dos outros; presunção ridícula, vanglória, ostentação. Ostentar riquezas, exibir jóias, grandeza, conhecimento diante de indoutos; exercer poder sobre os mais fracos; ostentar glória diante dos menos favorecidos; presunção infundada, jactância.

Salomão disse: “Vaidade de vaidades! diz o pregador, vaidade de vaidades! é tudo vaidade” (Ec. 1:2). No hebraico: “Avel avalim! amar Koelet, avel avalim! col avel”. E no latim: “Vanitas vanitatis! vanitas vanitatis! et omnia vanitas”.

Jeová, o deus dos hebreus, se declara o dono do ouro e da prata (Ag. 2:8).

O ouro e a prata, e também as pedras preciosas, formam a coroa dos reis, as pulseiras dos braços das mulheres belas, vaidosas e ricas. De ouro e pedras preciosas também são feitos os pendentes das orelhas e os colares dos pescoços, como também os diademas que emolduram as faces das mulheres formosas.

Jeová já tinha o seu tesouro antes da construção da sua casa, isto é, o templo. Quando os israelitas passaram o Jordão a pé enxuto, todos foram circuncidados. Celebrou-se a páscoa. Jericó se opunha à sua frente, mas Jeová, ao som do toque das trombetas, derrubou os muros. O exército de Israel passou a fio da espada a todos, tudo foi queimado a fogo, mas o ouro e a prata foram consagrados a Jeová, e foram para o seu tesouro (Js. 6:19).

O interessante é que, o grupo que mais aprecia o ouro e a prata são os ladrões e assaltantes. Quando entram numa casa vão logo procurando estojos de jóias, e cofres. O ouro e a prata são exclusivos dos milionários, das madames que desfilam empetecadas, dos ladrões, e também de Jeová.

A Escritura do Velho Testamento revela o seguinte: “E os que se acharam com pedras preciosas, as deram para o tesouro da casa de Jeová”  (I Cr. 29:8). O tesouro de Jeová ficava nas câmaras da casa do tesouro(Ne. 10:38). Mas os tesouros de Jeová, isto é, a prata, o ouro e as pedras preciosas, foram roubados do templo por Sisaque, rei do Egito, no tempo de Roboão, filho de Salomão (I Rs. 14:25-26). Nem Jeová escapou dos ladrões! Mas os ladrões estavam também no reino de Jeová. Jeoás, rei de Israel, guerreou contra Amazias, rei de Judá, e o venceu, e roubou todo o ouro, e toda a prata do tesouro da casa de Jeová (II Rs. 14:11-14). Mais tarde, o péssimo rei Acaz, tomou o ouro e prata dos cofres da casa de Jeová, e os deu a Tiglate-Pileser, rei da Assíria, para ajudá-lo contra o rei da Síria e o rei de Israel (II Rs. 16:7-9). No final do reino de Judá, quando Nabucodonosor destruiu tudo, pegou os tesouros de Jeová, e os vasos de ouro que Salomão fizera, e transportou tudo para a Babilônia (II Rs. 24:12-13).

Sumiram até hoje os tesouros de Jeová, o ouro, a prata, as pedras preciosas; tudo os ladrões levaram. Nada ficou, nem as câmaras do templo. E os cristãos dos nossos dias estão também caindo nessa vaidade.

Jeová é tão apegado ao ouro, que na sua casa tudo era revestido de ouro (Ex. 25:10-40; 30:1-5; 37:1-29).

Jesus, em contrário, ao entrar neste mundo, nasceu em uma estrebaria no meio dos animais (Lc. 2:1-7).Viveu pobre, pois era carpinteiro (Mc. 6:1-3). Quando Jesus foi aclamado como rei de Israel, entrou em Jerusalém montado num jumentinho. E o povo clamava dizendo: “HOSANA, BENDITO O QUE VEM EM NOME DO SENHOR” (Mc. 11:1-11). O profeta Zacarias declarou, dizendo: “O TEU REI VIRÁ A TI, JUSTO E SALVADOR, POBRE, E MONTADO SOBRE UM JUMENTINHO” (Zc.9:9). Os cristãos de Jeová, adeptos do ouro e da prata, andam pregando que Jesus era rico, iludidos pela sua vã concupiscência.

Salomão dizia: “A bênção de Jeová é que enriquece, e não acrescenta dores” (Pv. 10:22). Jesus pregava, dizendo: “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça e nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam” (Mt. 6:19-20).

Paulo explica isso na primeira carta à Timóteo 6:17-21. E Paulo diz mais: “Porque o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” (I Tm. 6:10). E Jesus pregava dizendo: “Qualquer de vós, que não renuncia a tudo quanto tem, não pode ser meu discípulo” (Lc. 14:33). Ao enviar os apóstolos para pregar o reino dos céus, Jesus lhes deu poder para curar leprosos, ressuscitar mortos, e expulsar demônios; e lhes deu a seguinte ordem: “NÃO POSSUAIS OURO, NEM PRATA, NEM COBRE, EM VOSSOSA CINTOS” (Mt. 10:1-9). Todos os que pregam hoje nas rádios e televisões, só entram com o ouro nos cintos. Vejam como as coisas mudam! E quem tem mais ouro prega mais alto.

O leitor pense, e interprete a seguinte parábola:

“E disse a Jesus um da multidão: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Mas ele lhe disse: Homem, quem me pôs a mim por juiz ou repartidor entre vós? E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui. E propôs-lhes uma parábola, dizendo: A herdade de um homem rico tinha produzido com abundância; E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos. E disse: Farei isto: derribarei os meus celeiros, e edificarei outros maiores, e ali recolherei todas as minhas novidades e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em deposito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, e folga. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus” (Lc. 12:13-21).

“VANITAS VANITATUM! VANITAS VANITATUM! ET OMNIA VANITAS” (Ec. 1:2).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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