(448) – O SANTO DE ISRAEL – IV

O  SANTO  DE  ISRAEL  4

Como vimos no estudo um, santo é separado, isto é, não se une ao impuro, nem ao mal, nem à mentira, nem às trevas, nem ao crime, nem à imundícia, nem ao ódio, nem à injustiça, nem ao pecado, nem ao erro, nem à culpa, etc.

Jesus é esse Santo, como lemos na carta aos hebreus: “PORQUE NOS Convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores, e feito mais sublime que os céus” (Hb. 7:26).

Jeová que se declara santo (Lv. 19:2), e que declara que o seu nome é santo, deve preencher todos os requisitos da santidade, isto é, ser separado de todas as coisas deste mundo que são malignas e injustas. João declara o que é este mundo, dizendo: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (I Jo. 2:15-17).

  1. Jeová reina neste mundo, pois está escrito: “Jeová reina sobre as nações; Jeová se assenta sobre o trono da sua santidade” (Sl. 47:8). Concluímos que Jeová não é santo, pois as obras deste mundo são más (Jo. 7:7).
  2. Jeová põe o mundo no coração dos homens (Ec. 3:11). Pondo o mundo no coração dos homens, põe toda a concupiscência e soberba do mundo, logo não é santo.
  3. Jeová é quem faz os ímpios para o dia mal (Pv. 16:4), logo não é santo. Quem deveria fazer os maus seria Satanás, e não Jeová, por isso não é santo.
  4. Quando alguém não se converte a Jeová, ele afia a sua espada e tem o seu arco armado com setas inflamadas, e tem preparadas armas mortais (Sl. 7:12-13). Logo não é santo, mas vingativo e cruel.
  5. Quando Jeová chama um homem simples, e ele não o atende: quando tal homem estiver em perdição e assolação, e sobrevier aperto e angústia, e o homem clamar a Jeová, este deus caçoa e zomba, e por mais que o homem clame, Jeová não o atende (Pv. 1:23-28), logo Jeová não é santo, pois não tem caridade.
  6. Jeová, o santo de Israel, oprime o seu povo, e os entregou nas mãos dos despojadores, logo não é santo, pois quem oprime é Satã (II Rs. 17:20).
  7. O santo de Israel é um péssimo político, pois é chefe dos tiranos e maus: “Esta sentença é por decreto dos vigiadores, e esta ordem por mandado dos santos, a fim de que conheçam que o Altíssimo dá os reinos nas mãos dos mais baixos dos homens” (Dn. 4:17; Jr. 27:6-8).Jeová nunca foi santo. 
  8. Jeová é quem contamina. Ele mesmo afirma: “Eu os contaminei em seus próprios dons, nos quais faziam passar pelo fogo tudo o que abre a madre, para os assolar, e para que soubessem que eu sou Jeová” (Ez. 20:26). Jeová é um santo que contamina.
  9. O santo de Israel é tirano: “Vivo eu, diz Jeová, que com mão forte, e com braço estendido, e com indignação derramada, hei de reinar sobre vós” (Ez. 20:33).

10.  Jeová corrompe os filhos dos pecadores: “E agora, ó sacerdotes, este mandamento vos toca a vós. Se o não ouvirdes, e se não propuserdes no vosso coração dar honra ao meu nome, diz Jeová dos exércitos, enviarei a maldição contra vós, e amaldiçoarei as vossas bênçãos; e já as tenho amaldiçoado, porque vós não pondes isso no coração. Eis que vos corromperei a semente, e espalharei esterco sobre os vossos rostos” (Ml. 2:1-3). Semente, na linguagem bíblica são os filhos, a descendência. Além de corromper os filhos, netos e bisnetos, Jeová amaldiçoa as bênçãos conferidas. Quem faz isso, longe está de ser santo, pois o santo não muda, nem corrompe inocentes.

11.  Jeová pratica o mal na sua ira e no seu furor. Ele mesmo confessa: “Porque pus o meu rosto contra esta cidade para mal, e não para bem, diz Jeová” (Jr. 21:10). Jeová foi vencido pelo mal, logo não é santo. Paulo, cheio do Espírito Santo, disse: “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Rm. 12:21).

12.  O povo pecava contra a lei de Jeová, então era ferido com pestes, pragas e maldições. Jeremias orava pelo seu povo, e isso irritava Jeová, que lhe deu a seguinte ordem: “Não rogues por este povo para bem” (Jr. 14:11). Como Jeová proibia Jeremias de orar para o bem, este profeta começou a orar para o mal. Leiamos: “Envergonhem-se os que me perseguem, mas não me envergonhe eu; assombrem-se eles, e não me assombre eu; traze sobre eles o dia do mal, destrói-os com dobrada porção” (Jr. 17:18). Em outra parte Jeremias diz: “Portanto entrega os seus filhos à fome, e entrega-os ao poder da espada, e sejam as suas mulheres roubadas dos filhos, e fiquem viúvas; seus maridos sejam feridos de morte, e os seus mancebos feridos à espada na peleja. Ouça-se o clamor de suas casas, quando trouxeres esquadrões sobre eles de repente. Porquanto cavaram uma cova para me prender, e armaram laços os meus pés. Mas tu, ó Jeová, sabes todos os seus conselhos contra mim, para matar-me; não perdoes a sua maldade, nem apagues o seu pecado de diante da tua face” (Jr. 18:21-23). Como é possível isso? Um profeta da envergadura de Jeremias invocando maldições sobre o povo de Deus? Já que Jeová o proibiu de orar por Israel para bem, e já que havia declarado que pôs o seu rosto contra eles para mal, e não para bem, Jeremias, para agradar Jeová lançou maldições contra seus irmãos, e pecou contra a santidade e o amor, mas agradou a Jeová, o santo de Israel (Jr. 21:10).

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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