(021) – O SENHOR DOS EXÉRCITOS

Um pai quer que seu filho seja forte e um grande lutador. Coloca-o nas melhores academias desde menino. O filho acaba se tornando um grande campeão de lutas marciais. A essas alturas o pai repreende o filho dizendo: Não quero você perto de mim, pois você é lutador. Este pai é justo?

Jeová é o Deus das guerras. “Jeová é varão de guerra!” (Ex.15:3). Quando Jeová declarava guerra, era para sempre, ainda  que os descendentes fossem inocentes. “Portanto jurou Jeová, haverá guerra  de Jeová contra Amaleque de geração em geração” (Ex.17:16). Jeová tinha um livro secreto, uma espécie de livro negro com o nome dos malditos com quem Jeová guerreava e despejava suas pragas e maldições. “Pelo que se diz no livro das guerras de Jeová: Contra Vaebe em Sufa, e contra os ribeiros de Arnom…” (Nm.21:14).

Jeová não era senhor das guerras particulares, mas de todas as guerras que se fizeram e se fazem debaixo  do céu. Venceu sozinho a Senaqueribe, rei da Assíria, matando 185 mil soldados (2 Rs.19:32-35). Lutou sozinho contra os moabitas e amonitas. “Nesta peleja não tereis de pelejar; parai, estai em pé; e vede a salvação de Jeová para convosco” (2 Cr.20:17).

Foi Jeová que levantou Nabucodonozor. “Tu, ó rei, és rei dos reis; pois o Deus dos céus te tem dado o reino, o poder e a força e a majestade” (Dn 2:37). “E agora eu entreguei todas estas terras na mão de Nabucodonozor, rei de Babilônia, MEU SERVO, e ainda até aos animais do campo lhe dei, para que o sirvam. E todas as nações o servirão a ele, e ao seu filho, e ao filho do seu filho, até que venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele. E acontecerá que, se alguma nação e reino não servirem o mesmo Nabucodonozor, rei de Babilônia, e não puserem o seu pescoço debaixo do jugo do rei de Babilônia, visitarei com espada, e com fome, e com peste essa nação, diz Jeová até que a consuma pela sua mão” (Jr.27:6-8).

Se foi Jeová que colocou as nações debaixo do jugo de Nabucodonozor, e as que resistiam eram consumidas por Jeová a fio de espada, fome e peste, então as nações estavam debaixo do jugo de Jeová e não de Nabucodonozor, pois o autor da trama foi Jeová e Nabucodonozor era apenas servo (Jr.27:6).

Uma coisa é certa: qualquer batalha ou guerra, qualquer trama política, qualquer governo tirânico, tudo vinha de Jeová, o rei deste mundo e Senhor dos Exércitos (Jr.46:13; 18-19). Jeová é, pois, O Senhor dos Exércitos, muitos exércitos. “Bendizei a Jeová, todos os seus exércitos, vós, ministros seus, que executai o seu beneplácito” (Sl.103:21). Os caldeus bendiziam a Jeová, os assírios, os medos, os persas, eram todos exércitos de Jeová e louvavam e bendiziam a Jeová (Is.8:7; 13:17; Jr.27:6). “Louvai-o, todos os seus anjos; Louvai-o todos os seus exércitos” (Sl. 148:2). “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória” (Sl.24:9-10). Jeová considera glória Ter nas mãos exércitos carniceiros como os babilônicos, os assírios e os persas. Leiamos o que Isaias diz: “Pelo que farei estremecer os céus, e a terra se moverá do seu lugar, por causa do furor de Jeová dos Exércitos” (Is.13:13). “Todo o que for achado será traspassado; e todo o que for apanhado, cairá à espada. E suas crianças serão despedaçadas perante os seus olhos; as suas casas serão saqueadas, e as suas mulheres serão violadas. EIS QUE EU DESPERTAREI CONTRA ELES OS MEDOS, que não farão caso da prata, nem tão pouco desejarão o ouro. E os seus arcos despedaçarão os mancebos, e não se compadecerão do fruto do ventre; o seu olho nação poupará os filhos” (Is.13:15-18). Estes são os exércitos de Jeová, e é por isso que está escrito: “A espada de Jeová está cheia de sangue” (Is.34:6).

Jeová tem outros exércitos. “E restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto, a locusta, e o pulgão e a aruga, O MEU GRANDE EXÉRCITO que enviei contra vós” (Jl.2:25). Jeová tinha exércitos devespões (Ex.23:28; Dt.7:20). Tudo quanto é nocivo e venenoso faz parte dos exércitos de Jeová.

Jesus foi chamado pelos fariseus de Belzebú, príncipe dos demônios, quando curou um doente (Mt.12:24). Jesus respondeu dizendo que Belzebu era Satanás (Mt.12:25-26). Quem era este Belzebú, que para Jesus era Satanás? A palavra Baal se traduz por Senhor, e a palavra Zebu se traduz por mosca, logo, Baal Zebu ou Belzebu quer dizer Senhor das Moscas, das varejeiras, das bicheiras, e toda a corrupção produzida pelas moscas que se reproduzem em esterco ou lixo. Somente  Satanás  ou  Belzebu poderia enviar moscas portadoras de moléstias contagiosas. Pois leiamos as palavras de Jeová a Faraó, rei do Egito: “Porque se não deixares ir o meu povo, eis que enviarei enxames de moscas sobre ti, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo,  e às tuas casas” (Ex.8:21). “E Jeová fez assim; e vieram grandes enxames de moscas à casa de Faraó,  e às casas de seus servos, e sobre toda a terra do Egito; e a terra foi corrompida destes enxames” (Ex.8:24). Jeová usa as armas de Satanás? Jeová, nas obras, se assemelha a Belzebu? Seria como um príncipe se comportar como um bandido desqualificado, ou como uma dama da elite se comportar como uma prostituta. Jeová trata seu povo como esterco (Jr.16:4). Dá como comida e bebida alosna e água de fel (Jr.9:15). A espada de Jeová não é a palavra de Deus e sim a peste (1 Cr.21:12). Moisés diz que a ira de Jeová é a ira do inferno (Dt.32:22). Jeová envia feras com peçonha de serpentes (Dt.32:24). Os altos louvores de Jeová glorificam a guerra (Sl.149:6-7). O espírito de Jeová é homicida (Jz.14:19; 15:14-16). Não guerrear era pecado (Nm.32:20-23).

Jesus Cristo, nosso Senhor, tem outro estilo, não terreno, mas celestial: não carnal, mas espiritual. O exército de Jesus luta de joelhos orando (Cl.4:12; 1 Ts.5:17). Nossas mãos, com a espada do Evangelho, produzem vida nos mortos de Jeová (2 Tm.2:15). “Levantando mãos santas, sem ira nem contenda” (1 Tm.2:8). As nossas armas não são carnais, mas poderosas em Deus para destruição das fortalezas do diabo e seus anjos (2 Co.10:4).

A que Deus o amigo leitor está servindo?

Autoria: Pastor Olavo S. Pereira

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