(475) – O TESTEMUNHO

O  TESTEMUNHO

Na lei de Jeová lemos o seguinte sobre o testemunho: “Todo aquele que ferir a alguma pessoa, conforme o dito das testemunhas, matarão ao homicida; mas uma só testemunha não testemunhará contra alguém, para que morra” (Nm. 35:30). Para Jeová, nos assuntos graves ou importantes, tinha de haver duas testemunhas. Para que alguém fosse morto, uma só testemunha não tinha valor algum. Por quê? Porque o assassino, em juízo, podia acusar a testemunha ocular do crime. Para evitar isso, Jeová fala de novo, dizendo: “Por boca de duas testemunhas, ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por boca de uma só testemunha não morrerá” (Dt. 17:6). A falsa testemunha era morta (Dt. 19:15-21).

No Novo Testamento, o critério é semelhante, excluindo a condenação à morte: “Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a Igreja, considera-o como um gentio e publicano” (Mt. 18:15-17). Paulo, escrevendo à igreja de Corinto, disse: “É esta a terceira vez que vou ter convosco. Por boca de duas ou três testemunhas será confirmada toda a palavra” (II Co. 13:1).

Vamos ver agora, o que Jesus Cristo fala sobre o testemunho: “Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho não é verdadeiro” (Jo. 5:31). Como Jesus falava que desceu do céu enviado por Deus, os fariseus o acusaram de falso testemunho: “Disseram-lhe pois os fariseus: Tu testificas de ti mesmo; o teu testemunho não é verdadeiro” (Jo. 8:13). Jesus então respondeu: “Na vossa lei está escrito que o testemunho de dois homens é verdadeiro. Eu testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai, que me enviou” (Jo. 8:17-18). Em outra vez, Jesus já dissera: “E o Pai, que me enviou, ele mesmo testificou de mim. Vós nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer” (Jo. 5:37). Se o Deus Pai testificou de Cristo, e Jesus também de si testifica, os dois concordam, e são duas testemunhas do céu. Mas há uma terceira testemunha de Cristo: O Espírito Santo. Jesus disse: “Mas quando vier o consolador, que eu, da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim” (Jo. 15:26). Quando Jesus se transfigurou diante de Pedro, Tiago e João, o seu rosto resplandeceu como o sol, e seus vestidos se tornaram brancos como a luz, e apareceram no monte Moisés e Elias, ouviu-se uma voz do céu dizendo:“Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo, escutai-o” (Mt. 17:1-5). Este foi o testemunho de Deus, que Pedro repetiu com as seguintes palavras: “Porque ele recebeu de Deus Pai honra e glória, quando da magnífica glória lhe foi dirigida a seguinte voz: Este é o meu filho amado em quem me tenho comprazido” (II Pd. 1:17).

Passemos agora para Jeová, o deus do Velho Testamento e de Israel: “Assim diz Jeová, rei de Israel, e seu redentor, Jeová dos exércitos: eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há deus” (Is. 44:6). Jeová testifica de si mesmo, e declara que fora dele não há outro deus que também testifique? Como disse Jesus, esse testemunho não é verdadeiro. O próprio Jeová escreveu na sua lei que, para ter valor, tem de haver duas ou três testemunhas. Se Jeová testemunha sozinho de si mesmo, está quebrando a própria lei. São dois pecados: Quebrar a própria lei, e dar testemunho falso. E Jeová reafirma o que disse, falando: “Anunciai, e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antigüidade? Quem desde então o anunciou? Porventura não sou eu, Jeová? e não há outro deus senão eu; deus justo e salvador não há fora de mim” (Is. 45:21). “Eu anunciei, e eu salvei, e eu o fiz ouvir, e deus estranho não houve entre vós, pois vós sois as minhas testemunhas, diz Jeová; eu sou deus” (Is. 43:12). Aqui Jeová faz outra declaração: Que o povo de Israel é sua testemunha. E repete em Isaías 43:10. Pouco à frente fala novamente, dizendo:“Vós sois as minhas testemunhas. Há outro deus além de mim? Não, não há outra rocha que eu conheça” (Is. 44:8). Como pode Jeová confiar no testemunho do povo de quem ele disse: “O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento” (Os.4:6). Como podem ser testemunhas de deus os seus profetas de quem ele disse: “Porque tanto o profeta, como o sacerdote, estão contaminados; até na minha casa achei a sua maldade” (Jr. 23:11). Jeová dá outro testemunho mau contra os profetas: “Nos profetas de Jerusalém vejo uma coisa horrenda: Cometem adultérios, e andam com falsidade. Eles são para mim como Sodoma e Gomorra” (Jr. 23:14). E sobre os homens em geral, Jeová declarava: “Maldito o homem que confia no homem” (Jr. 17:5).

João Batista deu testemunho sobre Jesus, como a verdade, mas Jesus declarou: “Eu não recebo testemunho de homens” (Jo. 5:33-34). Jesus exaltou João Batista como sendo o maior profeta nascido de mulher (Mt. 11:11). E Jesus não aceitou o testemunho de João. E Jeová aceitou o testemunho de um povo maculado pelo pecado, e condenado; e também de profetas corrompidos?

O testemunho que Jeová deu de si mesmo não é verdadeiro por três motivos:

1) Foi um testemunho pessoal, que não merece crédito.

2) Foi um testemunho que quebrou a própria lei dada por Jeová.

3) Foi testemunho dado por homens, que não merecem crédito, pois Paulo disse: “Seja Deus verdadeiro, e todo homem mentiroso” (Rm. 3:4). Jeová é deus falso… 

 

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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