(682) – RUTE, A MOABITA

De onde surgiu Rute, a moabita?

Ló, sobrinho de Abraão, morava às portas de Sodoma com sua mulher e suas duas filhas. Sodoma e Gomorra eram cidades corrompidas (Gn.13:13). As filhas de Ló eram corrompidas.

Quando Iahweh mandou destruir a fogo as cidades da campina, Abraão intercedeu por Ló, e os anjos tiraram Ló com sua mulher e suas duas filhas, de Sodoma (Gn.19:12-16). “E a mulher de Ló olhou para trás e foi convertida numa estátua de sal” (Gn.19:26). Ló e suas duas filhas habitaram numa caverna (Gn.19:30).

“Então, a primogênita, disse à menor: Nosso pai é já velho, e não há varão na terra que entre à nós, segundo o costume de toda a terra. Vem, demos a beber vinho a nosso pai e deitemo-nos com ele, para que em vida conservemos semente de nosso pai. E deram a beber vinho a seu pai naquela noite; e veio a primogênita, e deitou-se com seu pai, e não sentiu ele quando ela se deitou, nem quando se levantou” (Gn.19:31-33). “E teve a primogênita um filho e chamou o seu nome Moabe, este é o pai dos moabitas até o dia de hoje” (Gn.19:37). Na lei de Iahweh está escrito: “Não descobrirás a nudez de teu pai e de tua mãe; ela é tua mãe; não descobrirás a sua nudez” (Lv.18:7). “E começou Noé a ser lavrador da terra, e plantou uma vinha. E bebeu do vinho e embebedou-se; e descobriu-se no meio da sua tenda. E viu Cam, o pai de Canaã, a nudez de seu pai e fê-lo a saber a ambos seus irmãos. Então, tomaram Sem e Jafé uma capa, puseram-na sobre ambos os seus ombros, e, indo virados para trás, cobriram a nudez do seu pai; e os seus rostos eram virados, de maneira que não viram a nudez do seu pai. E despertou Noé do vinho e soube o que seu filho menor lhe fizera. E disse: Maldito seja Canaã; servo dos servos seja aos seus irmãos” (Gn.9:20-25).

Cometer incesto com o pai é um crime hediondo. E Canaã, filho de Cam, foi maldito para sempre pelo pecado do pai. Rute, a moabita, herdou a maldição. Quando Rute se casou com Boaz, fez-se uma carne com ele. A maldição de Canaã passou para Israel. A maldição é hereditária. Deus plantou boa semente no campo, mas dormindo os homens, veio o inimigo e semeou joio, e afastou-se. A boa semente era Israel sem mistura. O joio é amaldição de Moabe.

Cristo contou uma parábola em Mtateus 13: “Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O Reino dos céus é semelhante ao homem que semeia a boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou o joio no meio do trigo, e retirou-se. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que, tem, então, joio? E ele lhes disse: Um inimigo é quem fez isso. E os servos lhe disseram: Queres, pois, que vamos arrancá-lo? Porém ele lhes disse: Não; para que, ao colher o joio, não arranqueis também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Colhei primeiro o joio e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo, ajuntai-o no meu celeiro” (Mt.13:24-30).

Antes de explicar a parábola aos discípulos: “Tudo isso disse Jesus por parábolas à multidão e nada lhes falava sem parábolas para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta, que disse: Abrirei em parábolas a boca; publicarei coisas ocultas desde a criação do mundo” (Mt.13:34-35). Isto está no livro de Salmos: “Abrirei a boca numa parábola; proporei enigmas da antigüidade” (Sl.78:2).

Quando Jesus veio pregar a semente boa, que é o Evangelho, as boas novas da salvação, veio o inimigo e plantou joio, isto é,  a lei. Paulo diz: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. E, de novo, protesto a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei. Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei: da graça tendes caído” (Gl.5:1-4). “Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas, sim, a fé que opera por caridade” (Gl.5:6).

Autoria: Pastor Olavo Silveira Pereira

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